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Dubai | Waterfront City | Rem Koolhaas


Dreamer

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Roman City, by OMA


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


When you look at the new masterplan that OMA drew for a piece of Dubai near Palm Jebel Ali and imagine it with a different kind of architecture, with different icons, it is actually quite a disappointment. It’s a grid on a square island. That’s it.

When taking the architecture back into account, my first conception of the plan was: this is a Roman town, with some flavor of Manhattan and Alexandria.

It has strictly square plots in a strictly square layout, with a ‘defense’ something around it in the shape of water and four entry points. More importantly: the grid is punctuated by monuments (icons). All exactly like the Romans designed their cities.

Obviously, the architecture here is different. Instead of the low-rise patio dwellings, there are high-rises, and instead of the amphitheatre and basilica as monuments there are a spherical building and a three-dimensional skyscraper as icons. The lighthouse of Alexandria is echoed in the twisted tower that marks the passageway to the sea.

It is quite ironic that the supposedly ‘city of the future’ Dubai, is enriched with a more than 2000 years old city plan. Is that progress?

Maybe not, but it still could have real quality. If the strategy of the island works and some version of the culture of congestion that made Manhattan would emerge again, this piece of Dubai could actually become dense. If the buildings would then provide the streets with public plinths, an actual street life could grow.

That is the most positive scenario I can think of.

I don’t think this piece of Dubai in particular will become so important it will become a new center in the city. You never know. And the renderings are rather convincing. But unless this square island would get some serious shopping malls, I don’t see it happening. Why would one shop in the street, when a shopping mall is so much more convenient?

Dubai = Shopping, so there where the shopping malls are, that’s the city center. I am tempted to imagine the gigantic sphere in the plan to be programmed as a shopping mall. But is probably isn’t, and it wouldn’t be that smart anyway. A vertical shopping mall… will it ever work?

What strikes me most though is that the plan is… and I am hesitating to write this… small! Compared to the adjacent Palm Jebel Ali, the XL has become S. In comparison the plan by OMA is something like ‘cute’. That poses a problem, because the possibility of a new island is enormously reduced in the vicinity of two far bigger peninsulas. OMA tries hard, but it’s all just too small.

Speculatively, one can imagine a generation of cities after Dubai that has an architecture of an even bigger scale. The city of the future is not dense and three-dimensional, like imagined in the film Metropolis, but vast and big.

What I like about the plan of OMA is that it uses water to draw a square in the desert landscape of Dubai. At a much larger scale this strategy could provide a serious counterpart for the land-art of the Palm-islands, The World, Waterfront, and The Universe.

With creeks and lakes inverse images could be created in the landscape. We could imagine the beach as a mirror, separating the ‘positive’ forms from the ‘negative’ forms. In theory the negative-positive strategy could integrate the beach-developments into the fabric of the city and therefore become an instrument to make the city more continuous, more urban, and in the end more public.

The scale of such plans would require serious commitment of the government. The commission of OMA is far more limited and is at the end defined by a gate and a theme – like most of Dubai.

In a sense it is the gated theme park that made up Coney Island at the beginning of the twentieth century. Rem Koolhaas suggests in ‘Delirious New York’ that the artificiality of Coney Island laid the ground for the growth of New York City. If only… another Manhattan could happen.


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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OMA - Waterfront, Dubai (Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA)


OMA - Waterfront, Dubai (Photographer: Frans Parthesius - Copyright OMA)

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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é um texto interessante de se ler e vem de encontro também à crítica que faço a estes planos para o Dubai. Estamos perante meras especulações em cima de especulações. Todos têm ideias para o local e todos fazem projectos, no entanto ninguém pensa realmente na função das cidades, na sua evolução, na sua razão. Projectam-se cidades descartáveis, reutilizáveis em qualquer lugar (teoricamente). Cidades essas apelidadas de sustentáveis, com relação com a região em que se inserem, etc. No entanto, o OMA apresenta a mesma proposta para o Dubai e para Masdar. Quando uma região nada tem que ver com a outra, nem em termos de clima, nem em termos de relações urbanas. Esta forma de cidade é pousada aqui quase como por acaso, partindo de um sistema estudado (e não testado) pelo atelier. Para eles o modelo de cidade é aquele e há que aplicá-lo em qualquer sítio e estabelecer as devidas conexões à envolvente. Projecta-se um plano quadrático. Definem-se ícones simbólicos (ridículos na sua forma) e tudo o resto vem por acrescento. Quais são as necessidades de uma cidade? Todos nós sabemos: Ruas, praças, edifícios, espaços verdes, comércio, habitação, serviços. Define-se um esquema de organização e aplica-se à trama anteriormente definida. E ainda em jeito romântico se tentam buscar referências (alegóricas) à cidade muçulmana, e projecta-se (sabe-se lá como!!) um aglomerado orgânico, que pretende estabelecer esse paralelo. Ridículo. Trata-se a cidade e a arquitectura de forma totalmente gratuita. Suportam-se de matrizes rigorosas e amplamente estudadas (universais) e aplicam-nas sem um pensamento efectivamente crítico sobre a realidade. P.S. E esta alienação projectual está mais que evidenciada e constatada na maqueta que se faz onde se representa o território sem nenhuma ocupação, apenas com o projecto.

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ou não fosse o Koolhas autor da famosa frase "F**k the context"


Arrisco-me a dizer que o contexto potencialmente interessante que o Dubai tem, ou tinha, na sua zona mais antiga, à muito se perdeu nesta onda de especulações contínuas...

Agora o contexto é outro... cada um para o seu lado, cada um virado para o seu umbigo... e é nisto que dá...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Dreamer, dizes bem... tinha! A zona mais antiga do Dubai, denominada de Creek, está completamente adulterada! Quase nada do que ali existe é potencialmente interessante excepto parte do forte que protegia a cidade, as muitas mesquitas que se encontram a cada esquina e claro, o rio!... A mim (que lá estive há um mês) parece-me mais uma Amadora sem organização. O resto da cidade, lá está... quem a criou esteve-se mesmo a f***r para o contexto e cultura daquele país!

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Tb nunca lá estive. Vi uma reportagem em que aquilo parecia uma cidade fantasma, inabitada... Suponho que assim são todas as cidades emergentes, mas será que nem quatro séculos de fundação de cidades serviram para alguma coisa??!!! Mesmo entre os árabes... Estamos perante um fenómeno pimba e a vontade arbitrária de quem tem o poder económico, e, contudo, não tenho dúvidas de que fará lucro e de que irá funcionar.

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E tal como todas as cidades emergentes e em que o poder económico está acima de tudo e de todos, quando saímos da cidade num raio de 2 km começamos a ver a verdadeira realidade... pequenas aldeias pobres paradas no tempo! Porque onde existe um exagero de luxo consiente como no Dubai, outros vão sendo "esmigalhados" e esquecidos pelo poder da luxúria e extravagância! Mas que irá funcionar não tenho dúvida... Até porque ali dinheiro não falta! E está à vista que qualquer coisa é possível e real...

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Concordo com tudo o que aqui foi dito. Cada vez mais o OMA parece um atelier de académicos que não se interessam pela formação / constituição de cidade, de vivências. Diria que está no extremo oposto de um Richard Rogers. OMA é cada vez mais mediatização, livros experimentalistas, teorias matemáticas e muito pouca cidade. Enquanto uns exploram a relação da cidade com o Homem, no contexto cultural, social, espacial e temporal, outros aplicam matrizes académicas, para resolver uma coisa que muitas vezes até é intuitiva. Se nas cidades contemporâneas existem pessoas que procuram "não lugares" (Marc Augé), no Dubai haverá pessoas à procura de lugares (raizes culturais da cidade), uma vez que todo o território é artificial e não reconhecivel, ou seja, um enorme "não lugar", ou um "não país", uma vez que este renuncia toda a sua cultura e história, e não gera processos identificatórios (termos sociais e culturais).

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  • 4 months later...

http-~~-//www.archinect.com/images/uploads/030308_093204.jpg
http-~~-//www.archinect.com/images/uploads/030308_093218.jpg
http-~~-//www.archinect.com/images/uploads/030308_093230.jpg

Designed for one of the biggest developers in the United Arab Emirates, Rem Koolhaas’s master plan for the proposed 1.5-billion-square-foot Waterfront City in Dubai would simulate the density of Manhattan on an artificial island just off the Persian Gulf. A mix of nondescript towers and occasional bold architectural statements, it would establish Dubai as a center of urban experimentation as well as one of the world’s fastest growing metropolises. NYT | related

Fonte: Archinect
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