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Matosinhos | Pólo de Serralves | Kazuyo Sejima


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Novo pólo de Serralves concluído em 2012

Posted on Maio 28, 2009 by apat

A próxima fase de crescimento do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (MACS) é o pólo multifuncional Serralves 21, a construir em Matosinhos nos próximos três anos, com um custo estimado de 25 milhões de euros.

O concurso de arquitectura internacional foi ganho por um consórcio dirigido pelo atelier SANAA, dos arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, que propôs uma estrutura em pavilhões, densa e compacta, traduzindo a multifuncionalidade do conjunto. Os vários edifícios estarão ligados entre si por um só piso subterrãneo com 7.500 metros quadrados, onde se situarão os espaços destinados às reservas do museu e guardaria de colecções privadas.

Arquivado em: museus

in http://apat.wordpress.com/2009/05/28/novo-polo-de-serralves-concluido-em-2012/

O júri do concurso internacional deu o primeiro lugar à firma japonesa que projectou o New Museum de Nova Iorque e a loja Christian Dior de Tóquio

É raro um edifício inspirar tanta confiança no futuro, escreveu o New York Times em Janeiro de 2006, quando se soube como ia ser, por dentro e por fora, o projecto de Kazuyo Sejima para o New Museum of Contemporary Art de Nova Iorque. Ainda não sabemos como vai ser, por dentro e por fora, o projecto de Kazuyo Sejima para o Edifício Multifuncional que a Fundação de Serralves vai construir num lote dos antigos terrenos da Efanor, em Matosinhos.

Mas foi nele que o júri do concurso internacional aberto em Maio de 2007 mais confiou: a proposta da Sanaa (Sejima and Nishizawa and Associates) ficou em primeiro lugar, à frente de concorrentes como os franceses Lacaton e Vassal, o britânico David Chipperfield, a dupla Matthias Sauerbruch/Louisa Hutton, o português Eduardo Souto Moura e o atelier suíço Degelo Architekten. A decisão foi comunicada anteontem ao conselho de administração.

O pólo que a Fundação de Serralves pretende abrir até 2010 vai acumular as funções de depósito de obras de arte - respondendo à necessidade que o Museu de Arte Contemporânea de Serralves tem actualmente de ampliar o espaço de guardaria -, oficina de conservação de referência e centro de exposições. Faz parte do programa, que prevê ainda um núcleo de indústrias criativas e um espaço destinado à preservação da memória da Efanor e da indústria têxtil.

Também faz parte do programa que o novo edifício "constitua um marco da arquitectura contemporânea". Os projectos de Kazuyo Sejima têm essa facilidade: transformam-se rapidamente em objectos de culto. Aconteceu em Nova Iorque (com o New Museum of Contemporary Art da Bowery) e em Tóquio (com a loja Christian Dior da Omotesando), mas também já aconteceu aqui perto, com a ampliação do Instituto Valenciano de Arte Moderna (a nova pele do edifício estará pronta em 2011).

Agora vai acontecer a dois quilómetros do Porto, com um projecto que quer fazer muitas coisas pela zona envolvente (pretende-se que promova a requalificação urbana e arquitectónica daquele quarteirão da Senhora da Hora, contribuindo para a estruturação de uma antiga zona industrial que começa a transformar-se agora num bairro residencial e de serviços), pelo ambiente (o novo edifício deve preocupar-se com a redução do consumo de energia e o tratamento e escoamento sustentáveis dos resíduos sólidos) e pela criação de emprego qualificado através da aposta em serviços "de alto valor acrescentado" na área do inventário, da fotografia, do vídeo, da conservação e do restauro, da embalagem e da montagem de exposições.

Quaisquer que sejam as valências do edifício, pode acontecer o mesmo que com a Casa da Música de Rem Koolhaas: um efeito Guggenheim, ainda que a outra escala. "A Sanaa é a firma que todas as outras firmas [de arquitectura] que entrevistámos admiram. Em todos os ateliers onde estivemos havia livros da Sanaa nas prateleiras", disse Lisa Phillips, directora do New Museum, ao New York Times. ( Inês Nadais, 16.07.2008,, Publico)

in http://cercarte.blogspot.com/2008/07/uma-arquitecta-de-culto-vai-projectar-o.html

10 º aniversário da Fundação de Serralves

Pólo da S. Hora em 2012

Extensão do museu acolherá parte da colecção de obras de arte, com mais de 1500 peças armazenadas.

O Pólo multifuncional Serralves 21, que será construído nos próximos três anos na Senhora da Hora, representa mais uma etapa do crescimento do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Pelo menos, é essa a opinião de João Fernandes, director do Museu de Serralves, no âmbito das comemorações do 10º aniversário da Fundação de Serralves.

“O projecto Serralves 21 nasceu da necessidade premente e imperiosa de criar espaço para o crescimento da colecção, porque já não temos espaço para a nossa colecção, temos já espaços alugados”, afirmou João Fernandes, em declarações à agência Lusa.

A obra tem um custo estimado de 25 milhões. Quando estiver concluído, o Pólo de Serralves, na Senhora da Hora, acolherá parte da colecção de obras de arte. As actuais zonas de armazenamento do Museu de Serralves são insuficientes para acolher as mais de 1500 obras da colecção. Além disso, não dispõem de condições específicas de armazenamento para os trabalhos em papel, fotografias e filme.

“Isto obriga a criar diversas climatizações, em termos de temperatura e humidade, e exige um edifício sofisticado com condições de guardaria muito diversificadas, o que representa um grande investimento”, revelou João Fernandes.

Para rentabilizar o espaço, será ainda possível guardar colecções particulares, de acordo com a directora-geral da Fundação de Serralves, Odete Patrício.

Para concretizar este projecto, a Câmara Municipal de Matosinhos ofereceu o terreno a custo zero, com direito de superfície por 99 anos. Em troca, o Pólo de Serralves prestará um serviço cultural a Matosinhos, materializado numa galeria de exposições.

O equipamento acolherá também um núcleo museológico de arqueologia industrial, uma vez que naquele terreno funcionava a antiga Efanor, uma importante industria têxtil da região, cujos vestígios serão mantidos.

A empreitada será executada pelo vencedor do concurso de arquitectura internacional- um consórcio dirigido pelo atelier SANAA, dos arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

A proposta prevê uma estrutura em pavilhões, ligados entre si por um só piso subterrãneo com 7.500 metros quadrados, onde se situarão os espaços destinados às reservas do museu e guardaria de colecções privadas.

À superfície, os pavilhões- ligados por um conjunto de ruas pedonais e jardins interiores - terão uma recepção comum, galerias de exposição, um edifício multifuncional para actividades didácticas, áreas de comércio ligado à arte e fixação de indústrias criativas e para serviços administrativos.


Por: Dulce Salvador

in http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=417&id=21507&idSeccao=3217&Action=noticia


NOTA: Quem tiver desenhos, imagens de maquetas e renders partilhe se faz favor. Obrigado.

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  • 7 months later...

Pritzker para os arquitectos de 'Serralves 21'

por ANTÓNIO PEDRO PEREIRA30 Março 2010

Gabinete que leva Nobel da área assinou projecto do museu, que está atrasado

Pela terceira vez na história do Pritzker (existe desde 1979), o "Nobel da Arquitectura" que Álvaro Siza venceu em 1992, o prémio vai para uma dupla. Os japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa foram distinguidos por desenharem "construções [que] dão a ilusão de serem simples". É do gabinete dos distinguidos (o SANNA) o projecto do pólo 2 do Museu de Serralves, o Serralves 21, que está atrasado para cumprir o plano de abrir em 2012. Questão de finanças, claro.

"Não tivemos ainda muitos contactos com eles, estamos numa fase prévia, mas já estiveram cá", conta Odete Patrício, directora-geral da Fundação de Serralves. Lá fora fala-se do edifício Christian Dior, em Tóquio, do pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo e do novo Museu de Arte Contemporânea em Manhattan, mas por cá é Serralves que entra na rota da alta arquitectura.

"Temos assegurado 70% do financiamento [38,9 milhões de euros], comunitário, mas falta os 30% [11,7 milhões] da contrapartida nacional, pública ou estatal, para concretizar o projecto", explica Odete Patrício - "estamos a negociar e não posso dizer mais nada por isso". A meta de inaugurar o pólo 2 em Matosinhos, 2012, como já admitiu o presidente do Conselho de Administração, Luís Braga da Cruz (incontactável), "é apertada", confirma Patrício.

Para já, arranjou-se uma solução provisória: a Câmara de Matosinhos, que cedeu os terrenos para o Serralves 21, disponibilizou mil metros quadrados na Galeria Cave (onde também se estacionam os carros de serviço) para que a colecção de Serralves não atrofie.

"Recusar [cedência de colecções por particulares ou aquisições] ainda não recusamos, mas tivemos de adiar, sim", admite Odete Patrício. "Mas por isso se acautelou esta solução provisória", congratula-se. "Numa fundação como esta, temos de contar com toda a gente, do amigo que contribui com 50 euros aos grandes mecenas, passando pelas autarquias."

O Serralves 21 terá três valências: armazenamento, museu/galeria e núcleo para indústrias criativas. "Hoje, a construção civil é rápida e com um projecto maduro, 2012 pode ser possível", esperança-se Odete Patrício. Até lá, há espaço na Câmara de Matosinhos.

in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1531605

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