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Bairro do Aleixo vai ser demolido


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Eu não concordo com os bairros sociais (guetos), nem com a politica social actual, não se resolve o problema das desigualdades sociais financiando os mais pobres, através do rendimento mínimo para sempre. Na minha opinião, a solução passava por criar um programa de recuperação social, que consistia num programa de um determinado periodo de tempo, em que o estado apoiava financeiramente e educacionalmente a recuperação social das pessoas. O que não acontece hoje em dia, pois existem familias que vivem anoa e anos ás custas do estado. Se querem um exemplo, conheço uma familia de etnia cigana, que reside numa habitação unifamiliar de luxo nos arredores da cidade, em que a renda da habitação é paga pela câmara municipal, e a dita familia tem a porta um mercedes de topo de gama e tem empregada de limpeza. Agora digam-me que é isto que vcs defendem, trabalhar para os pobres coitados que precisam de viver ás custas do estado?

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Qual é o problema de o demolir???


O(s) problema(s) já o disse acima. Ao demolirem o bairro não acabam com os problemas das pessoas que lá vivem. Pelo contrário iniciam novos problemas. O outro problema é que por mais boas que sejam as intenções e mesmo que o realojamento das populações seja um sucesso, o que irá aparecer no local será certamente o que existe agora mas com maior densidade, jardins privados e um portão fechado para a rua.
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O(s) problema(s) já o disse acima. Ao demolirem o bairro não acabam com os problemas das pessoas que lá vivem. Pelo contrário iniciam novos problemas. O outro problema é que por mais boas que sejam as intenções e mesmo que o realojamento das populações seja um sucesso, o que irá aparecer no local será certamente o que existe agora mas com maior densidade, jardins privados e um portão fechado para a rua.




Qual é o problema dos jardins privados? O problema não é o realojamento das pessoas que seja um sucesso, o problema é a criação de edificios de melhor qualidade?
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Ricardo também me espanta que uma pessoa como tu que até anda nas reuniões do bloco defenda ideias contrárias aos bens sociais. Nota-se bem que só olhaste para as imagens e nem leste nada da notícia. Eu não vou defender esse projecto. Pelas imagens acho-o feio. Mas também essas torres já são feias. Mas defendo o seu ponto de vista sociológico que muito mais que um formalismo, é a base da sustentabilidade social de uma comunidade urbana! Há 30 anos atrás segregamos uma classe para um lado porque nos interessava o outro. Agora fazemos o contrário porque temos interesse acrescido nesse sítio. A Câmara pode ter as melhores justificações e os melhores fundamentos para demolir o bairro e construir novas torres de luxo. É uma obra paga pelos privados, leva-se população para o centro. Todos ficam a ganhar! Em teoria sim. Na prática não. Proliferam cada vez mais na parte ocidental da cidade os condomínios fechados e os bairros de luxo que são segregadores de das classes sociais. Veja-se o exemplo de Bruxelas, uma cidade divida a meio onde a norte do centro só habitam emigrantes e classes sociais desfavorecidas e a sul só habitam classes sociais ricas, membros da comissão europeia etc. A sul tens espaços públicos de luxo, grandes avenidas, grandes parques. A norte nem a recolha diária de lixo fazem! É isto que queremos para as nossas cidades no futuro? Vamos colocar uns macacos numa jaula porque são feios e os bonitos colocamo-los noutra. Tão simples quanto isto. E de séculos de história nada aprendemos, afinal ainda estamos na idade média... Quem fala do Aleixo fala de numerosos casos que se passam por este país fora à vista de toda a gente!

E tu falas do Haussman e não consigo perceber que sentido queres dar a essa referência com aquilo que defendes...


João eu concordo com muitas coisas do bloco mas tenho independência intelectual e não gosto muito de demagogias mas sim de verdade !

Tem sustentabilidade aquele bairro ?

Fazer obras quanto custava ? Quem as pagava ?

No futuro se construírem torres ali estarei contra elas também.

Mas já que é a nível social que te preocupa mais, qual é o problema de as pessoas se mudarem para outro lado ? Quem te diz que muita gente não quer mudar-se mas por motivos económicos não tem condições para isso ?

E depois lamento a analogia aos macacos e jaulas ... as pessoas vão ter casas novas e as condições particularmente para os mais idosos vão ser muito melhores do que morar em torres com elevadores que se calhar nem funcionam.

Depois a nível social o que eu defendo a nível do bloco não é só os bairros !
É de muitas pessoas a nível nacional que trabalham muito e honestamente e a elas é que ninguém dá apoios.
Porque elas para comprar a sua casa tiveram de pedir um empréstimo ao banco e com os impostos sempre a cair sobre os mesmos, as taxas de juro a subir e os combustíveis e bens alimentares também a subir , estas sim vivem em condições que não são humanas!

E m a r g a r i d a , experimenta pedir um empréstimo ao banco e depois deixa de o pagar, e depois vêm para aqui a falar em "direito ao lugar".



O Haussman criou uma "nova" Paris e não me vais pedir para te dar uma aula de história de arte pois não ? ;)
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Georges-Eugène Haussmann

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de Barão Georges-Eugène Haussmann)
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Georges-Eugène Haussmann


Haussmann (1809-1891), nasceu e morreu em Paris, advogado, funcionário público, político, administrador francês, foi nomeado prefeito por Napoleão III. Tinha do título de Barão.Foi o grande remodelador de Paris, cuidando do planejamento da cidade, durante 17 anos, com a colaboração dos melhores arquitetos e engenheiros de Paris. Haussmann planejou uma nova cidade, melhorando os parques parisienses e criando outros, construindo vários edifícios públicos, como a L’Opéra. Melhorou também o sistema de distribuição de água e criou a grande rede de esgotos, quando em 186l iniciou a instalação dos esgotos entre La Villette e Les Halles, supervisionada pelo engenheiro Belgrand. Napoleão III declarou o 2º Império em 1851, proclamando-se Imperador depois da Revolução de 1848. Era sobrinho de Napoleão Bonaparte. A partir de Napoleão III, Paris se transformou radicalmente, tornando-se a cidade mais imponente da Europa no seu governo. O Barão de Haussmann foi encarregado pelo novo Imperador, de modernizar a cidade. Para isto, o Barão demoliu as ruas sujas e apinhadas da cidade medieval e criou uma capital ordenada sobre a geometria de avenidas e bulevares. Auteil, distrito vizinho anexado, passou a ser subúrbio como outros. O plano criado para o centro da cidade, previa a reformulação da área em um dos extremos dos Champs-Elysées (Campos Elíseos). Haussmann criou uma estrela de 12 avenidas amplas em volta do Arco do Triunfo, onde grande mansões foram erguidas entre 1860 e 1868. Além do L’Ópera, foi projetada também pelo Barão, a Place de l’Opéra, um dos cruzamentos mais complicados de Paris. L’Opéra de Paris Garnier, foi projetado por Charles Garnier a pedido do Imperador e levou 13 anos para ser concluído, de 1862 a 1875. O prédio é suntuoso e singular, pois é uma mistura de materiais como pedra, bronze, mármore e outros, bem como de estilos que vão do clássico ao barroco. Haussmann foi sub-prefeito em Nérac em 1830, prefeito do Sena de 1853 a 1870, senador em 1870, deputado em 1877. As despesas decorrentes de todas as suas obras provocaram sua demissão em 1870, devido aos protestos provocados. O Barão Georges-Eugène Haussmann (Paris, 27 de Março de 1809Paris, 11 de Janeiro de 1891), largamente conhecido apenas como Barão de Hausmann, foi prefeito do antigo departamento do Sena (que incluía os atuais departamentos de Paris, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis e Val-de-Marne), entre 1853 e 1870).
Haussmann foi responsável pela reforma urbana de Paris, determinada por Napoleão III, e tornou-se uma referência na história do urbanismo e das cidades.
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Qual é o problema dos jardins privados? O problema não é o realojamento das pessoas que seja um sucesso, o problema é a criação de edificios de melhor qualidade?


Não são os condimínios fechados uma forma de segregação da cidade?... será possível alguma cidade, ou parcela de cidade, funcionar como cidade com condomínios fechados?...

Acho que o João não põe a questão na qualidade dos edifícios, mas a solução do ponto de vista urbano.

Quanto a mim o problema não é apenas o realojamento, mas todo um conjunto de factores que já foram mais ou menos focados aqui.

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Não são os condimínios fechados uma forma de segregação da cidade?... será possível alguma cidade, ou parcela de cidade, funcionar como cidade com condomínios fechados?...

Acho que o João não põe a questão na qualidade dos edifícios, mas a solução do ponto de vista urbano.

Quanto a mim o problema não é apenas o realojamento, mas todo um conjunto de factores que já foram mais ou menos focados aqui.



E porque não? Qual é o problema de querer viver num espaço em que as pessoas sabem apartida como funciona o local onde vai viver, as regras e o tipo de vizinhos que vai encontrar. Para quem já viveu, ou vive, em apartementos sabes perfeitamente como funciona a relação de vizinhança. Ninguém quer ter vizinhos que tenham falta de educação, que não respeitem os outros...
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Obrigado pela lição de copy-paste de textos da internet...Já ninguém se dá ao trabalho de pensar, a internet tem tudo! Basta-me ir à wikipedia e fico a saber tudo sobre tudo. Não entendo sob que teorias do urbanismo se baseiam para justificar a proliferação de condomínios fechados e de um aumento da segregação social. São noções que contradizem a própria ideia de cidade! (se calhar isto o wikipedia não explica...)

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Obrigado pela lição de copy-paste de textos da internet...

Já ninguém se dá ao trabalho de pensar, a internet tem tudo! Basta-me ir à wikipedia e fico a saber tudo sobre tudo



Desculpai lá, mas vós pareceis os tipicos portugueses, que criticam tudo...

1º não é nenhuma lição que dei, simplesmente apresentei um anexo para ajudar a perceber do que se estava a falar.

2º não defendo uma cidade feita de condomínios fechados, simplesmente defendo uma diversidade pra cidade, não somos todos iguais, aqui se aplica o comentário do Vasco Pulido Valente, os portugueses têm a mania da igualdade, em vez da liberdade....
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Márcio, não me leves a mal, mas então como é que defendes a demolição do bairro?

Os habitantes usam o espaço, vivem-no,uma parte ergue fronteiras psicológicas em volta daquele espaço, é como se fosse uma outra cidade, a cidade que (quase) ninguém quer.

Se há quem gosta de lá viver, mesmo naquelas condições e sem ter relação nenhuma com as ilegalidades que os envolvem, então desse ponto de vista preocupemo-nos com os restantes e o bairro pode continua a existir... em prol da diversidade urbana...

E porque não? Qual é o problema de querer viver num espaço em que as pessoas sabem apartida como funciona o local onde vai viver' date=' as regras e o tipo de vizinhos que vai encontrar.[/quote']

Também no bairro do Aleixo os habitantes sabem como o lugar funciona, as regras e os vizinhos que tem (o que não é necessariamente bom)... a única diferença é que não podem escolher porque por uma ou outra razão têm alguém que lhes impõe um futuro...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Seria bom se não estivéssemos para aqui a falar do senso comum (disso toda a gente fala)... De que interessa onde eu moro? Interessa aquilo que entendo e que estudo sobre os modelos de urbanismo e as formas de intervenção na cidade. Interessam as reflexões e relações que faço perante realidades que analiso. Interessa-me ter uma visão fundamentada da realidade de forma a poder criticá-la, dando-me oportunidade para intervir na mesma.

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O condomínio é um modelo de organização onde se tenta manter as coisas em bom estado e onde todos contribuem com o mesmo valor para a manutenção do mesmo. O contrario se passa nos bairros sociais, onde ninguém quer pagar aquilo que se estraga com o tempo ou é vandalizado e a conta vai sempre parar à câmara. No caso da habitação uni-familiar quem paga é o próprio. Por isso questionei onde vocês moravam para perceber o porquê de não entenderem o conceito de condomínio ! É mau para as cidades os condomínios fechados ? O mal está na falta de civismo e educação dos Portugueses, por isso se criam esses territórios onde as regras existem e se fazem cumprir.

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antes de se formar uma opinião sobre algo concreto é necessário estudar sobre o assunto ou informar-mo-nos...

parece-me que faz falta umas aulas de urbanismo e de sociologia ao marcio e ao ricardo loureiro, antes de opinarem sobre o quer que seja...e já agora umas leituras de Marc Augé

depois sim, falaremos sobre arquitectura, urbanismo e problemas sociais... até lá, não é inteligente falar-se apenas com conhecimento de senso comum.....

margarida duarte

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Volto a repetir ...

Experimenta pedir um empréstimo ao banco e depois deixa de o pagar, e depois vêm para aqui a falar em "direito ao lugar".

E não venhas cá com cantigas de urbanismo e de sociologia porque só sabes dizer que os outros estão errados e não dás propostas !

Pelos vistos as aulas não te serviram de muito ;)

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ricardo, aconselhava-te a reler o que disse ;) mas se não tens paxorra eu relembro: o que eu aconselhei foi uma reflexão sobre as propostas do SAAL. sabes o que é? sabes o que defendiam? sabes porque é que tiveram o enorme sucesso que tiveram? sabes quem fez parte? sabes onde e como actuaram?
vá...procura lá no google que és capaz de encontrar alguma coisa...

pronto...depois falamos :) agora, discutir ou/e refutar aquilo que tu pensas saber de senso comum é uma perda de tempo

margarida duarte

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Eu li bem o que disseste e os valores utópicos que defendes mas o mundo não é cor de rosa ;) O SAAL foi muito bonito, mas estamos a falar do Aleixo e não da Bouça ! Enquanto que há arquitectos que moram e querem ir morar para a Bouça, aposto que nunhum more ou queira mudar no Aleixo. E por isso este tópico, portanto vamos falar de coisas reais: As torres vão abaixo ! O teu ídolo do SAAL têm o seu condomínio fechado com vista para mar-rio mesmo juntinho ao Aleixo e o mau é o Rui Rio que quer acabar com os bairros sociais degradados e marginais ! Não há coerência ... x(

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R|L, uma coisa é um condomínio, onde cada condómino contribui com uma percentagem equivalente à sua parcela, outra coisa é o regime de arrendamento. Creio que os bairros sociais regem-se pelo modelo de arrendamento, em que o senhorio, neste caso a edilidade, tem também o dever de zelar pelas áreas comuns, por isso talvez estejam também a pecar por aqui, mas isto são questões de promenor. Falas do edifício de escritórios do Siza como exemplo, mas condomínio fechado é esse conjunto logo a norte, esses quatro edifícios ladeados por muros de 3/4m. Concerteza que já subiste essa rua e aquilo que se sente nesse percurso é um enclausuramento contrangedor e aqui o edifício do "Siza e companhia" sofre do mesmo mal, mas isso seria discussão para um outo tópico. Ainda antes do SAAL, os bairros camarários são exemplos de integração na cidade e valorização do espaço público, sendo hoje alguns deles, como é o caso do da Marchal Gomes da Costa, zonas nobres e muito procuradas, sem ser necessário aparecerem investidores imobiliários para criar empreendimentos de luxo. Do ponto de vista a vida urbana, o modelo do bairro do Aleixo, com todos os seus defeitos, funciona bem melhor do que um qualquer condomínio fechado. Os problemas foram uma base de trabalho deficiente e uma política errada. Ainda que por maus motivos, o bairro do Aleixo tem capacidade para atrair pessoa de fora, pessoas que podem percorrer os espaços do bairro, tirar partido dos seus espaços púbicos, etc. Friso que não defendo, como é óbvio, os motivos por trás deste movimento urbano, apenas pretendo um ponto de vista sobre um modelo urbano, que também foi "aplicado" noutras zonas da cidade com resultados diferentes, e que com defeitos, também pode ter virtudes. Bem sei que não tenho soluções, apenas uma opinião como qualquer outra. Para soluções é preciso estudar o caso e isso fica para quém de direito.

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Ricardo: o SAAL não se resume à Bouça. E a Bouça tal como tu a conheces é como é porque foi acabada agora (sem SAAL) mas como cooperativa de habitação. O que quer dizer que qualquer pessoa pode comprar uma casa aí a preços mais baratos e com benefícios fiscais que outra casa qualquer. A Bouça dos anos 70 foi feita para habitação social e só vivia lá quem realmente tinha necessidade. A realidade hoje em dia é outra. Se calhar faz-nos pensar até... Se tanta gente quer morar na Bouça então esse conjunto como habitação social é uma obra de sucesso pois sobreviveu ao tempo e às modas. Mas se queres falar do SAAL vamos falar das intervenções em S. Vitor, das habitações no Algarve feitas por e para pescadores, que nada tem que ver com os moldes do bairro social que se continua a fazer hoje em dia, onde se juntam centenas de pessoas em espaços mínimos e com um mínimo de condições. O Porto é uma cidade rica em exemplos de obras de referência ao nível da habitação social (praticamente todas elas anteriores à década de 80). Veja-se o bairro de Ramalde, o Foco, a Fontinha, o bairro de marechal gomes da costa ou mesmo o bairro do Monte Pedral, feito em 1900 pelo Arquitecto Marques da Silva. São exemplos paradigmáticos no que diz respeito à resolução da problemática da habitação social na cidade. E em nenhum deles encontras um muro que os encerre da cidade. Pelo contrário, são conjuntos abertos para a cidade e eles próprios fazem cidade. São por vezes o ponto fulcral do pedaço de cidade onde habitam. E ainda me vêm falar de Haussman...

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Quando não há argumentos usa-se o insulto intelectual !

Por mim o assunto está encerrado pois quem tem o poder de decidir felizmente neste caso acertou.

Por isso, os eruditos podem continuar a babar-se de paleio enquanto o mundo pula e avança.

Deixo-vos com duas notas finais de alguém que ainda não chegou ao 4º ano :

Vejam o filme "The Architect" - Trailer

Por ultimo, uma coisa é o papel outra é a realidade da rua - e pelos vistos muita gente aqui neste fórum só conhece o papel, onde ideias boas podem resultar em realidades muito más.

Até à proxima corbusianos ! ;)

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Ninguém aqui está a defender uma implantação rígida dos modelos bem sucedidos do passado, nomeadamente no que a bairros sociais diz respeito. Estamos num tempo diferente, em que os menos favorecidos são diferentes, a realidade urbana é diferente, a economia é diferente, e quase tudo é diferente. Nem sequer é a questão de ser mais ou menos Corbusiano, de defender soluções no papel que não resultam na realidade, apenas se defende um repensar destas políticas sociais, para não cairmos em novos erros. Acho que todos somos da opinião de que se tem de fazer alguma coisa no bairro do Aleixo, até porque a cidade já esteve tempo de mais de costas voltadas para este espaço. Em todo este processo, enquanto ser humano preocupa-me o que vai acontecer à população que lá reside, para onde vai ser novamente deslocada e em que moldes, preocupa-me saber se se vai realmente pensar no bem estar dessas pessoas, ou se apenas as estamos a arrumar para um outro canto da cidade. Enquanto arquitecto e cidadão, preocupa-me o que vai acontecer naquele pedaço de cidade, porque uma cidade é feita de espaços públicos e não de altos muros, mas quanto a isto, temos de esperar para ver... Ricardo Loureiro, não me considero erudito, mas se divides o universo humano nesses moldes, então prefiro ser um "erudito" com opinião e com princípios, do que um ser que se resigna às opções do poder sem sequer as questionar...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Providência cautelar contra demolição do Aleixo

Os moradores das torres do Aleixo, no Porto, só avançam com a já anunciada providência cautelar para travar a demolição daquele bairro depois da câmara fazer uma abordagem formal do assunto, disse à Lusa o advogado Tiago Machado.

"Até agora temos apenas um anúncio da medida por parte do presidente da Câmara do Porto. Achamos que devemos esperar por uma decisão do executivo para podermos alicerçar a providência cautelar", sustentou o advogado que representa a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo (APSBA).

"Só então é que existirá o acto administrativo que queremos contestar", sublinhou. Com a anunciada providência cautelar, os moradores do Aleixo pretendem impedir a Câmara Municipal do Porto de celebrar quaisquer contratos visando a demolição do bairro e o realojamento dos moradores.

A autarquia reúne-se terça-feira, em sessão privada, onde deverá analisar o projecto para uma parceria com privados que permita a demolição do bairro, composto por cinco torres de 13 pisos cada, e o realojamento dos seus 1.300 moradores. Rui Rio anunciou quarta-feira que pretende concretizar a medida até 2013.

A presidente da APSBA, Rosa Teixeira, disse à Lusa que vai reunir os moradores do bairro "para estarem presentes" terça-feira, à porta da Câmara Municipal, quando o executivo analisar o projecto.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=970070

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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