Jump to content
Arquitectura.pt


JVS

Lisboa | Expo 98 | 10 anos

Recommended Posts

Expo-98/10 anos: Apesar do saldo positivo, continua a ser um gueto - Manuel Salgado



Susana Oliveira, agência Lusa







Lisboa, 05 Mai (Lusa) - Fez parte do Plano de Urbanização do Parque das Nações e confessa que gostaria de ter uma Alameda dos Oceanos mais larga. Dez anos depois da exposição mundial, o arquitecto Manuel Salgado diz que a Expo continua a ser um gueto.

"O saldo mais negativo é que continua a ser um gueto. O próprio desenho da zona criou uma muralha ao longo dos caminhos-de-ferro e divorciou a Expo do que está para trás, da encosta dos Olivais", disse, em declarações à Lusa.
Por outro lado, "ela ainda não conseguiu estender-se para sul, para a zona da antiga petroquímica, e é esse o próximo passo a dar", adianta o arquitecto, que confessa que gostaria de ter tido uma Alameda dos Oceanos mais larga.
"Logo no início tivemos a primeira discussão sobre essa matéria. Para lhe dar um termo de comparação, a Avenida da Liberdade tem 90 metros de largura e a Alameda dos Oceanos 40. Gostávamos que tivesse sido mais larga, mas a Expo tinha de se pagar a si própria, com a promoção imobiliária a cobrir o investimento", explicou.

O arquitecto lembra que os investimentos na área foram avultados: "aquela área era muito poluída e tinha problemas de contaminação de solos muito complicados, com actividades que tinham de ser trasladadas".

Reconhece que houve alguma "densificação da construção relativamente ao projecto inicial", mas diz que essa concentração até é compreensível.
"Se numa cidade ambientalmente confortável é desejável ter mais espaço verde, mais desafogo, ali há uma concentração de actividades e uma vitalidade que não há noutras áreas", afirmou.

"Temos que perceber que a cidade não é toda igual e há áreas mais densas porque têm mistura de habitação, comércio e equipamentos e toda essa concentração gera uma densidade de vida. É a cultura do 24/7, em que o paradigma máximo é Nova Iorque e Manhattan", disse.

Num balanço geral, Manuel Salgado diz que, apesar de tudo, "o saldo é positivo" para a cidade e defende que é preciso agora estender a Expo para poente da linha do comboio até aos Olivais - "ligando bem o terreno, sem contrastes excessivos" - e para o outro lado, em direcção ao centro de Lisboa.
"Esses são os dois grandes passos que se têm que dar. Depois as pessoas perceberão melhor que é bom ter áreas de grande vitalidade e grande concentração e outras onde os índices (de construção) são mais baixos", defendeu.

Actualmente vereador do urbanismo na Câmara de Lisboa, Manuel Salgado diz que, num horizonte de 10 anos, os lisboetas vão ter "uma zona central da cidade, a baixa, rejuvenescida e a zona oriental em torno da estação do Oriente (que acolherá o TGV) como outro grande pólo".

"Existirão depois outras centralidades, mais para poente, e a zona do Rego e Entrecampos. Este conjunto de áreas com grandes concentrações de actividades diferentes é que vai marcar Lisboa no futuro".

http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=343770&visual=26&tema=1

Share this post


Link to post
Share on other sites

Expo-98/10 anos: Marcas de uma exposição que levantou a moral dos portugueses



** Sandra Moutinho, da agência Lusa **







Lisboa, 08 Mai (Lusa) - Da Expo-98, apenas os pavilhões temáticos sobrevivem para contar a história da Exposição de Lisboa, um deles transformado em casino e o de Portugal com o futuro por definir. O resto são prédios e ruas de uma cidade chamada Parque das Nações.

Visitada por mais de 10 milhões de pessoas, entre os dias 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998, a Expo-98 tinha cinco pavilhões temáticos: Pavilhão de Portugal, da Utopia, do Futuro, do Conhecimento dos Mares e o Oceanário.
Destes, apenas o ex-libris da exposição - o Pavilhão de Portugal, polémico desde o início graças à sua pala, desenhada pelo premiado arquitecto Siza Vieira - ainda não tem futuro definido.

Isto porque, depois da exposição, o Governo manifestou a intenção de adquirir este pavilhão, que custa 24 milhões de euros, mas voltou atrás. Actualmente, a Parque Expo aguarda que a Câmara Municipal de Lisboa cumpra o propósito de comprar esta obra e dar-lhe uma utilização.

O Pavilhão do Futuro, que durante a exposição foi subordinado ao tema "O Futuro dos Oceanos", é hoje o Casino de Lisboa, enquanto o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, que recebeu 2.543.914 visitantes durante a Expo-98, é hoje um espaço de divulgação da ciência, tendo a designação de Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.

O Pavilhão da Utopia é hoje a maior sala de espectáculos do país e tem acolhido os maiores eventos musicais. Com uma capacidade para 12.500 pessoas, é hoje o Pavilhão Atlântico e apresenta uma agenda recheada durante todo o ano.

Talvez o mais emblemático dos pavilhões, o Oceanário continua a receber milhares de visitantes por ano. Tal como durante a Expo-98, este aquário gigante apresenta exposições e mostra a vida marinha. Amália e Eusébio, as duas lontras que foram a principal atracção deste tanque, continuam a constituir família.

O Teatro Camões, propriedade do Ministério da Cultura, permanece como sala de espectáculos.

Em obras e por isso encerrada ao público encontra-se a Torre Vasco da Gama, que após ter acolhido o pavilhão da Comissão Europeia durante a Expo-98 e ter tido um restaurante, será um hotel de luxo. O teleférico também ainda funciona.

Na antiga Porta do Oriente da Exposição, funciona hoje o Centro Comercial Vasco da Gama, mesmo junto à Gare Intermodal de Lisboa (GIL), a famosa obra do arquitecto Santiago Calatrava.

Sem o brilho que teve durante a exposição encontra-se o Edifício Nau, junto à marina e que durante a Expo-98 acolheu restaurantes famosos como o Peter´s (que serve um afamado gin tónico) ou o Nobre.

Hoje, em virtude da degradação da marina, que irá sofrer obras de reabilitação em breve, este edifício está vazio.

Igualmente vazio, e pelos mesmos motivos, está a zona da exibição náutica que recebeu centenas de embarcações de várias partes do mundo. Entre estas, esteve permanentemente a Fragata D. Fernando e Glória, visitada por mais de 1,3 milhões de pessoas nestes meses de 1998.

Outros símbolos da exposição permanecem no recinto, como os famosos vulcões de água que foram cenário de milhões de fotografias durante o tempo da Expo-98 e que fizeram as delícias dos visitantes mais encalorados, protagonizando ainda algumas quedas.

Entre as memórias da Expo consta um memorial aos trabalhadores que perderam a vida na construção da exposição.

A Expo-98 foi visitada por 9.637.451 pessoas, entre 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998. Só no último dia da exposição, visitaram o recinto 200 mil pessoas.

Foram estes 200 mil que, no último espectáculo nocturno (Acqua Matrix) da exposição, que marcou o seu encerramento, cantaram a plenos pulmões um hino nacional emocionado. A palavra "Portugal" foi gritada com orgulho e em uníssono. O feito só voltou a acontecer seis anos depois, durante o Europeu de Futebol (Euro 2004).

O evento foi inicialmente alvo de críticas e algum cepticismo. As alegadas derrapagens nas contas da Expo motivaram protestos da oposição. Dos portugueses, a exposição mereceu algumas queixas, como por exemplo contra a proibição de levar lancheiras para o recinto.

Os altos preços que o sector da restauração praticou também não foi bem visto pelos visitantes que elogiaram, contudo, a boa manutenção do recinto e de instalações como as sanitárias, o que até então era raro em Portugal.
Esta zona oriental da capital foi uma verdadeira passadeira vermelha de ilustres, reis e rainhas e outros notáveis.

Só no dia da inauguração (21 de Maio de 1998), passaram pela Expo-98 mais de 3 mil convidados, entre os quais o príncipe Aga Khan, os presidentes do Brasil, Alemanha, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau, os primeiros-ministros da Namíbia, Costa do Marfim e Angola, o príncipe herdeiro de Marrocos e o presidente da Comissão Europeia. Também o rei Juan Carlos e a Rainha Sofia marcaram presença.

A partir desse dia, o recinto acolheu dezenas de visitas de representantes do Governo português. António Costa, que era ministro dos Assuntos Parlamentares e tinha a tutela da Expo-98, foi o campeão das presenças, contabilizando 38.

Jorge Sampaio, como Presidente da República, e António Guterres, como Primeiro-Ministro, estiveram lá 20 vezes.

Mariano Gago (ministro da Ciência) visitou oficialmente 14 vezes a Expo-98, Manuel Maria Carrilho (ministro da Cultura) 12, João Cravinho (ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território) nove vezes, Vera Jardim (ministro da Justiça) oito vezes e José Sócrates (ministro adjunto do Primeiro-Ministro) sete.

A exposição teve como objectivo celebrar o quinto centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia. Coube a Jorge Sampaio, enquanto Presidente da República, dar as boas-vindas aos visitantes.

Às 18:18 de 21 de Maio, o então chefe de Estado declarava "com muita honra e alegria" aberta a Exposição Internacional de Lisboa de 1998.
Lusa/Fim

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=344625&visual=26

Share this post


Link to post
Share on other sites
Plano urbanístico da Expo 98 alvo de críticas
Zona é agora vista como «um gueto»
Depois de terem passado dez anos da construção da Expo 98, o balanço, embora positivo, tem sido alvo de duras críticas, como a falta de ligação com as áreas à sua volta.

O arquitecto Manuel Salgado, que na altura participou no plano de urbanização, define a zona do Parque das Nações como «um gueto», no sentido em que foi «criada «uma muralha ao longo dos caminhos-de-ferro e divorciou a Expo do que está para trás, da encosta dos Olivais» admitiu o arquitecto.

Critica-se portanto, a falta de ligação com a zona circundante ao Parque, que tem sido classificada como «uma ilha». As potencialidades que a área apresentava não foram totalmente aproveitadas segundo o também vereador do urbanismo da Câmara de Lisboa, pois a «intervenção esqueceu o espaço envolvente».

O vereador acrescentou ainda que é necessário alargar a Expo no sentido poente da linha de comboio até aos Olivais e também no sentido oposto, em direcção ao centro de Lisboa, «ligando bem o terreno, sem contrastes excessivos», noticia o Expresso.

A este respeito, a Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses (APROUB) afirma que «não pode ser entendido passados dez anos como um plano urbanístico coerente e integrador», defendendo que o projecto da Expo 98 «falhou como peça urbanística integrada na envolvente».



http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=353a72a9292cfa34939042fd94e4c426

Share this post


Link to post
Share on other sites

De 2 a 16 de Agosto

Lisboa quer receber cerca de 300 mil visitantes
com o Festival dos Oceanos

Presstur 06-05-2008 (19h09) O Turismo de Lisboa quer receber 300 mil visitantes na edição deste ano do Festival dos Oceanos, que decorre entre 2 e 16 de Agosto e realiza 17 espectáculos ao longo de 15 dias.

“Este ano queremos ultrapassar os 200 mil visitantes, da edição de 2007, em cerca de 50%”, afirmou hoje o presidente-adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado na assinatura do protocolo entre a Parque Expo e a ATL para a realização conjunta do Festival dos Oceanos.

O evento, que vai apresentar diferentes espectáculos ao longo da zona ribeirinha de Lisboa, entre o Parque das Nações e a Zona de Belém, e também em bairros históricos da cidade, como Alfama, e que contou com um investimento de dois milhões de euros, participado em 250 mil euros pelo Turismo de Portugal, vai contar este ano com uma divulgação maior e reforçada.

“Este ano tivemos mais tempo para promover o Festival, por isso conseguimos incluí-lo em todas as acções promocionais que fizemos no estrangeiro, nas brochuras dos operadores estrangeiros relativas a Agosto, nomeadamente no Reino Unido, Alemanha, Espanha, França e Itália e também contamos com a colaboração da TAP, com a qual temos um protocolo, para fazer divulgação das nossas iniciativas na revista de bordo”, revelou ao PressTur Mário Machado, presidente Adjunto da ATL, hoje, à margem da apresentação.
Durante 15 dias, quem passar e morar em Lisboa vai poder assistir a mais de 17 espectáculos e iniciativas, das quais se destaca a “A Regata Internacional dos Oceanos”, que parte de Marselha a 19 de Julho, chegando a Lisboa a 12 de Agosto, após passar por cidades como Algeciras ou Rabat, a “Ocean Parade”, no dia 2 de Agosto, no Parque das Nações.

A Parque Expo vai celebrar os 10 anos da Exposição Mundial de Lisboa – Expo ’98, com o espectáculo “L’Utopie”, na Doca dos Olivais, entre 15 e 16 de Agosto, num espectáculo cheio de música, cor e pirotecnia.

Também em destaque no Festival dos Oceanos vai estar a conferência “2008 – Ano Internacional do Planeta Terra”, a decorrer no Oceanário.

A música, o teatro, exposições, espectáculos de rua e de mergulho e lançamento de papagaios de papel vão ser algumas das iniciativas previstas na programação do Festival dos Oceanos.

Museus abertos até à meia-noite

Uma das novidades da programação deste ano, é a abertura de alguns museus e monumentos até à meia-noite, como o Museu Berardo, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Pavilhão do Conhecimento, o Museu da Carris e o novo Museu do Oriente.

Em paralelo, a Parque Expo, para celebrar o 10º aniversário da Expo 98 vai ter patente ao público uma exposição de cartoons, publicados entre 1993 e 1998, sobre o que se esperava viesse a ser a Expo 98, e vai também organizar um debate subordinado ao “Urbanismo e Arquitectura”, relativo ao papel que a exposição teve no crescimento da cidade para Oriente.

in http://www.presstur.com/site/news.asp?news=15005

Share this post


Link to post
Share on other sites

Expo-98/10 anos: Marvila dividida entre bairros sociais e condomínios de luxo




Susana Oliveira e Raquel Rio (texto) e Tiago Petinga (Fotos), agência Lusa







Lisboa, 06 Mai(Lusa) - Marvila tem cerca de 70 por cento da população a viver em bairros sociais e prepara-se para receber nos próximos anos novos residentes para condomínios de luxo. Estes empreendimentos vão marcar a nova face desta freguesia da zona oriental que pouco sentiu os efeitos da Expo`98.

"Marvila beneficiou principalmente a nível de acessibilidades. Hoje sai-se e entra-se através de vias rápidas", disse à Lusa o presidente da Junta de Freguesia, Belarmino Silva.

Marvila é a freguesia de Lisboa com mais terrenos disponíveis para construção e tem um curso vários projectos, como o do novo Hospital de Todos os Santos, o do Instituto Português de Oncologia (IPO) e da nova catedral, além de investimentos privados.

Nos terrenos da antiga Fábrica de Sabões, um projecto da Obriverca aguarda a decisão relativamente ao TGV e à Terceira Travessia do Tejo.

"A Obriverca aguarda esta decisão para o novo empreendimento", adiantou, referindo-se ao polémico loteamento da Lismarvila aprovado pela autarquia em 2004 e que acabou por não avançar por causa das medidas preventivas decretadas pelo Governo.

No Poço do Bispo, o condomínio Jardins de Braço de Prata, do arquitecto Renzo Piano, aguarda aprovação desde 1999 e na antiga Petroquímica deverá nascer "um condomínio com outras valências, com uma escola secundária e com serviços sociais".

Da totalidade de projectos em análise na autarquia, segundo o presidente da Junta, a maior parte contempla condomínios.

"Os condomínios são bem-vindos, mas terão que se abrir aos outros munícipes e permitir o uso dos equipamentos por toda a população", alertou.
A concretizarem-se os projectos, "Marvila terá uma zona muito pobre e outra muito rica", afirmou o autarca, alertando para o perigo desta clivagem entre "muito ricos" e "muito pobres".

"Deviam ser criados outros bairros junto aos PER [que resultaram do Programa Especial de Realojamento] para minimizar o impacto negativo destas áreas", considerou.

Um exemplo a seguir é o das cooperativas, que têm adquirido terrenos e promovido a construção junto a alguns destes bairros, "que são bem vindas porque trazem outro tipo de gente".

"A Câmara tem de ter a preocupação de alterar o pressuposto das cooperativas de habitação, que são obrigadas a dar 10 por cento do seu edificado à autarquia, ou então pôr à venda estas casas para quem quiser comprar", defendeu, sublinhando que quem compra "tem maior cuidado na manutenção dos espaços do que quem está nos bairros sociais".

Dos 50 mil habitantes de Marvila, cerca de 70 por cento vivem em bairros sociais, muitos deles construídos ao abrigo dos programas especiais de realojamento.

O autarca adiantou à Lusa que na zona velha de Marvila está prevista a reabilitação da maioria do edificado e aponta como principal vantagem a localização privilegiada junto ao Tejo.

O cenário deverá ser manter apenas algumas fachadas "porque o edificado é muito velho".

"Aqui a autarquia deverá ter uma grande preocupação porque a maior parte da habitação é privada", avisou.

Muitos destes projectos iam ser realizados pela SRU Oriental, que previa recuperar todo o edificado, desde o Pátio da Quintinha ao Poço do Bispo.
"A SRU nasceu mal, não tinha meios. E não tendo verba, teria de encontrar parceiros para executar os projectos", o que não chegou a acontecer.
Apesar do predomínio da habitação, Marvila começou recentemente a atrair novos visitantes com projectos diferentes na área cultural.

Um dos exemplos é a antiga fábrica de munições, agora conhecida como Fábrica Braço de Prata, fruto da vontade de duas livrarias - Ler Devagar e Eterno Retorno -, que se associaram e apostaram em iniciativas culturais que "têm sido uma mais valia" para a freguesia, reconheceu o autarca.

Para Junho, está prometido "um grande evento cultural", que se espera levar cerca de 30 mil visitantes a Marvila. Trata-se de um festival de gastronomia e cultura que durante quatro dias mostrará a gastronomia de várias regiões do país.

Quanto ao património, além das degradadas instalações fabris de empresas que abandonaram a freguesia, Marvila guarda ainda alguns palacetes, uns recuperados por privados, como é o caso do Palácio do Armador, e outros que já têm comprador mas aguardam projecto de recuperação, como o dos Alfinetes, que deverá transformar-se num "hotel-aeroporto".

"Há um cidadão francês que quer fazer no Palácio dos Alfinetes um hotel que, com alguns acordos com companhias aéreas, pudesse receber os passageiros dos voos que por motivos vários são diariamente cancelados ou adiados, deixando as pessoas em terra", contou.

Belarmino Silva faz um balanço positivo dos impactos da Expo`98 na freguesia, mas diz que foram essencialmente ao nível das acessibilidades.
"Marvila precisa acima de tudo de recuperar o edificado e reconstruir a zona ribeirinha para transformar a zona velha num pólo agradável. Precisa também de mais valências e mais empresas para fixar as pessoas e criar emprego e vida própria. Neste momento é um dormitório", reconhece.


© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

2008-05-06 08:45:03

in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=344016&visual=26&tema=5

Share this post


Link to post
Share on other sites

Outra cidade existe debaixo da antiga Expo

Admirável mundo desconhecido no subsolo do Parque das Nações abriu-se ao público e o JN esteve lá

2008-11-23

NUNO MIGUEL ROPIO

São 6,5 quilómetros de uma outra cidade desconhecida no subsolo do Parque das Nações, em Lisboa, sem a qual a que existe à superfície não poderia funcionar. Trata-se de um verdadeiro complexo logístico, único em todo o país.

Desde o abastecimento de água quente até à recolha de lixo, que tanto pode ser o orgânico como o reciclável, vários são os serviços de manutenção urbana que existem na, que se pode denominar, 'cidade sombra' da zona oriental de Lisboa. Ao longo da Avenida D.João II e Alameda dos Oceanos, a Galeria Técnica do Parque das Nações conta já com uma década de existência - nasceu com a Exposição Mundial dos Oceanos (Expo'98) -, sendo um dos ex-libris da área e dos equipamentos mais visitados por técnicos internacionais nas áreas da engenharia e arquitectura de espaços urbanos.

Concebida quando ainda o Parque das Nações não passava de uma zona industrial, especializada no sector dos combustíveis, a cidade subterrânea permite gerir de uma forma muito mais eficaz qualquer problema que surja relativamente ao fornecimento de um dos serviços que ali estão concentrados. Ou seja, em casos de ruptura nas condutas de água ou de problemas no abastecimento de electricidade não há necessidade de destruir o pavimento para os resolver e facilmente um técnico os pode detectar.

"O projecto foi desenvolvido com um objectivo de servir uma população de 25 mil habitantes e estamos longe de atingir esse limite", explicou, ontem, ao JN, Carlos Barbosa, administrador da Parque Expo - Gestão Urbana do Parque das Nações. "A maioria das famílias não é composta por uma média de três pessoas mas por menos. Depois, muita da habitação que estava prevista deu lugar a serviços. Não há por isso necessidade de readaptação", frisou, durante uma visita técnica às galerias subterrâneas.

Segundo o dirigente, esta foi a primeira vez que o complexo, com 3,05 metros de altura por 4,25 de largura, se abriu ao público em geral. A organização da iniciativa coube à secção regional da Ordem dos Arquitectos, no âmbito das comemorações dos 10 anos sobre a Expo'98.

Para uma família residente no Parque das Nações, viver sobre esta galeria significa contar com alguns privilégios - que para outros poderiam significar uma dor de cabeça - como, por exemplo, não ter um simples caixote do lixo ou um esquentador.

No primeiro caso, todos os resíduos são simplesmente aspirados por um sistema centralizado. A matéria orgânica é colocada num alçapão, existente em cada fogo. Dali só sairá após accionado o sistema central de sucção, que ocorre duas vezes ao dia. Já os restantes resíduos reclicáveis são colocados em idênticos alçapões na entrada de cada edifício, sofrendo o mesmo processo de sucção.

Monitorizado ao longo de 24 horas, o complexo fornece ainda água quente (não há perigo de ninguém ficar com o banho a meio), água fria para refrigeração e água para consumo e para rega. Contam-se ainda entre as várias condutas redes eléctricas e de telecomunicações em fibra óptica.

De fora desta cidade ficaram os esgotos, tendo em conta que uma ruptura poderia colocar em risco o funcionamento. "Com a simples subida das marés poderia ocorrer um congestionamento das condutas e provocar um extravase para dentro do túnel", sustentou Carlos Barbosa.

Neste universo um único senão. A força de sucção do lixo é tão grande que destrói o vidro colocado nas condutas pelos habitantes. Depois de percorrer os vários quilómetros de condutas, aquele material está reduzido a pó e pouco interessa às empresas de transformação de vidro.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1048631

Share this post


Link to post
Share on other sites

Outra cidade existe debaixo da antiga Expo

Admirável mundo desconhecido no subsolo do Parque das Nações abriu-se ao público e o JN esteve lá

2008-11-23

NUNO MIGUEL ROPIO

São 6,5 quilómetros de uma outra cidade desconhecida no subsolo do Parque das Nações, em Lisboa, sem a qual a que existe à superfície não poderia funcionar. Trata-se de um verdadeiro complexo logístico, único em todo o país.

Desde o abastecimento de água quente até à recolha de lixo, que tanto pode ser o orgânico como o reciclável, vários são os serviços de manutenção urbana que existem na, que se pode denominar, 'cidade sombra' da zona oriental de Lisboa. Ao longo da Avenida D.João II e Alameda dos Oceanos, a Galeria Técnica do Parque das Nações conta já com uma década de existência - nasceu com a Exposição Mundial dos Oceanos (Expo'98) -, sendo um dos ex-libris da área e dos equipamentos mais visitados por técnicos internacionais nas áreas da engenharia e arquitectura de espaços urbanos.

Concebida quando ainda o Parque das Nações não passava de uma zona industrial, especializada no sector dos combustíveis, a cidade subterrânea permite gerir de uma forma muito mais eficaz qualquer problema que surja relativamente ao fornecimento de um dos serviços que ali estão concentrados. Ou seja, em casos de ruptura nas condutas de água ou de problemas no abastecimento de electricidade não há necessidade de destruir o pavimento para os resolver e facilmente um técnico os pode detectar.

"O projecto foi desenvolvido com um objectivo de servir uma população de 25 mil habitantes e estamos longe de atingir esse limite", explicou, ontem, ao JN, Carlos Barbosa, administrador da Parque Expo - Gestão Urbana do Parque das Nações. "A maioria das famílias não é composta por uma média de três pessoas mas por menos. Depois, muita da habitação que estava prevista deu lugar a serviços. Não há por isso necessidade de readaptação", frisou, durante uma visita técnica às galerias subterrâneas.

Segundo o dirigente, esta foi a primeira vez que o complexo, com 3,05 metros de altura por 4,25 de largura, se abriu ao público em geral. A organização da iniciativa coube à secção regional da Ordem dos Arquitectos, no âmbito das comemorações dos 10 anos sobre a Expo'98.

Para uma família residente no Parque das Nações, viver sobre esta galeria significa contar com alguns privilégios - que para outros poderiam significar uma dor de cabeça - como, por exemplo, não ter um simples caixote do lixo ou um esquentador.

No primeiro caso, todos os resíduos são simplesmente aspirados por um sistema centralizado. A matéria orgânica é colocada num alçapão, existente em cada fogo. Dali só sairá após accionado o sistema central de sucção, que ocorre duas vezes ao dia. Já os restantes resíduos reclicáveis são colocados em idênticos alçapões na entrada de cada edifício, sofrendo o mesmo processo de sucção.

Monitorizado ao longo de 24 horas, o complexo fornece ainda água quente (não há perigo de ninguém ficar com o banho a meio), água fria para refrigeração e água para consumo e para rega. Contam-se ainda entre as várias condutas redes eléctricas e de telecomunicações em fibra óptica.

De fora desta cidade ficaram os esgotos, tendo em conta que uma ruptura poderia colocar em risco o funcionamento. "Com a simples subida das marés poderia ocorrer um congestionamento das condutas e provocar um extravase para dentro do túnel", sustentou Carlos Barbosa.

Neste universo um único senão. A força de sucção do lixo é tão grande que destrói o vidro colocado nas condutas pelos habitantes. Depois de percorrer os vários quilómetros de condutas, aquele material está reduzido a pó e pouco interessa às empresas de transformação de vidro.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1048631

Share this post


Link to post
Share on other sites

dez anos depois, continuou-se a perder um grande momento da história de Portugal para desenhar urbanismo não a pensar nos modelos de hoje mas nos modelos que queremos construir para amanha. teimo com o zonamento, a separação franca de trabalho, lazer e habitação, e a concentração comercial num único equipamento (shopping) em detrimento de o fazer ao longo de ruas, de forma a criar uma unidade de vivência diária e não de polos horários de animação.. perdeu-se também um momento único de, perdoem-me o termo, bonita ou feia, criar uma coerência de linguagem que marque uma época e uma intervenção, aquilo que os antigos faziam e que, desleixadamente, se pede com a rapidez dos nossos dias... o bairro de Alvalade continua a ser o último grande gesto de urbanismo que Portugal conseguia desenhar.

Share this post


Link to post
Share on other sites
Ordem dos Arquitectos promove visita guiada à Expo subterrânea






http://casa.pt.msn.com/imNews.ashx?id=2564&t=2
A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos promove sábado, dia 22 de Novembro, a partir das 11h00, uma visita técnica às galerias subterrâneas do Parque das Nações. A visita, uma organização conjunta com a Parque Expo, está integrada no âmbito das comemorações dos 10 anos da Expo 98.
A visita inicia-se às 11h00 com ponto de encontro debaixo da pála do Pavilhão de Portugal. Em seguida, terá lugar a visita à Galeria Técnica na Alameda dos Oceanos. Trata-se de uma rara oportunidade de conhecer a cidade debaixo da cidade, o complexo universo de serviços e de logística que se organiza debaixo do solo deste território, a partir do qual são processados diversos serviços de manutenção e gestão urbana.
Para além da deslocação à Galeria Técnica, a visita terminará com uma visita panorâmica em autocarro ao Parque das Nações. O presidente da Parque Expo, o arquitecto Rolando Borges Martins, será o guia da visita.


In Sapo Casa

o JVS já relatou tudo!

Share this post


Link to post
Share on other sites

Dia 22 de Novembro de 2009 ?


e porque não??:rolleyes::)

a propósto conto-vos uma anedota, um miúdo ia ter um irmãozinho e pediu aos pais para lhe dar o nome, e perguntaram-lhe que nome ele queria para o irmão, e o miúdo disse herrar....os pais acharam estranho e perguntaram porquê esse nome, e ele respondeu......herrar é o mano!!;)

Share this post


Link to post
Share on other sites

Please sign in to comment

You will be able to leave a comment after signing in



Sign In Now

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.