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Porto | Recuperação de um Edificio na Praça Carlos Alberto | Saraiva & Associados


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Para quem não conhece, esta é a praça Carlos Alberto, no Porto. O edifício em questão, que não é muito complicado perceber qual é, está a ser alvo de um processo de recuperação, ou será melhor dizer "recuperação", por parte da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana. Visto de fora, o edifício parece manter-se, porque a fachada continua lá. Confesso que quando lá passei e olhei para a fachada, nunca pensei que fosse isto que estava a acontecer por trás... Desconheço o projecto que está a ser construído, desconheço as permissas e as motivações, mas conhecendo um pouco dos princípios que estão por trás da sociedade Porto Vivo, ao ver esta imagem aérea só me apetece dizer... e assim se faz uma recuperação...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Não faço ideia do que irá ser construído, no entanto esta mania de deixar as fachadas e construir no interior aquilo que nos apetece não é nada de novo e também não é nada bom. Continuamos com uma atitude pré-moderna de pensar que o que interessa é o que se vê e o que não se vê pode ser de qualquer maneira. De que me adianta deixar a fachada para a praça se atrás essa fachada não vai servir para nada? E o pior disto tudo é que foi numa das varandas dessa fachada que o General Humberto Delgado fez o seu mítico discurso no Porto que moveu enormes massas de pessoas para aquela zona. A casa que era a sede do seu partido já não existe. A fachada vai ficar. Para quê?

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Isso não é novidade nenhuma... Em Lisboa... praticamente todos os prédios, que tenham fachadas historias, e estão quase a cair, eles mantêm a fachada e reconstroem a parte de traz... Parece que a moda já chegou ao Porto... Mas o mais bonito é ver uma fachada de pedra com 3 andares... num prédio em vidro de 12 andares... :clap:

Josué Jacinto - Mais Fácil
My web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com

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A moda chegou ao Porto mas só para alguns! (como é normal) Tenho em mãos um projecto para um edifício classificado como património municipal "entalado" entre 2 edificios sem qq qualidade construidos na decada de 70. Só se pode desenvolver um projecto de reabilitação, mantendo fachadas, bem como toda a filosofia enerente ás construções do sec. XVIII, casa senhorial no centro da cidade, isto acontece pois não há por trás um grande gabinete nem um grande construtor.:D

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Deixo aqui mais uma imagem do conjunto de que se tem vindo a falar, desta vez antes de se ver a demolição do interior, retirada de um artigo sobre a intervenção da sociedade Porto Vivo no quarteirão da praça Carlos Alberto, publicado no blog "A outra face da cidade supreendente".

Mais informação e imagens em http://outra-face.blogspot.com/2006_03_01_archive.html


Frente urbana poente da Praça de Carlos Alberto

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Pois eu acho que o título deste post deveria ser o seu oposto - " assim não se fazem recuperações". É reflectir nas palavras do asimplimind e ter presente que o valor patrimonial dos edifícios também é avaliado pelos materiais e pelas tecnologias que encerram. Essa história do deixar a fachada e fazer tudo o mais com betão, aço e tijolo é dar morte matada ao património por ausencia de reflexão e de referências culturais por parte dos seus interventores. Claro que a promoção imobiliária não se compadece com "cultura" e a vida não está para que os autores dos projectos se possam dar ao luxo de recusar trabalhos por pruridos dessa natureza. Mas o triste é serem organismos ligados à administração, nomeadamente a Porto Vivo, a implementarem e valorizarem tais prespectivas de intervenção, chegando ao ponto de despudoradamente as apelidarem de "reabilitação", contribuíndo, assim, para a proliferação da anestesia generalizada que nesta matéria se faz sentir ao nível do grande público, para quem tais práticas de destruição e descaracterização patrimonial são sempre bem vindas só porque as fachadas ficam menos degradadas, não cuidando que estão perante pechisbeque, ainda que possa ter incorporado alguns laivos de diamante . É por estas e por outras que a presença (i.é. a obra) de Fernando Távora não pode ser esquecida. Para ele respeito, reversibilidade das intervenções e a minimização das acções intrusivas nos edifícios eram permanências no seu pensar, aliadas a uma profunda caracterização histórica das pré-existências. No caso concreto desta intervenção, optou-se pelo mais fácil e pelo mais mauzinho.

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Muito sinceramente, e olhando para o projecto (apesar da excelente manipulação dos renders), acho que pelo menos neste caso o espaço público, a praça, é respeitada. Não se perde tudo, podia acontecer como em muitos locais do Porto, em que essas intervenções de arrojo e transição resultam em verdadeiras aberrações quer na sua essência conceptual, quer na sua relaçao com o que o rodeia, principalmente espaços de uso público. Por isso, na minha modesta opinião, e atendendo ao cliente em causa, tenho visto coisas bem piores !! :D

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Eu não acho mal essas adaptações... desde que sejam feitas de uma forma correcta e adequada para o local em questão... Não vejo qualquer problema em juntar o classico com o moderno... alias... acho que as vezes o problema é esse, de não se querer juntar os dois... mas isto já é outra questão...

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Já agora um olhar para uma outra zona da cidade.

Isto é para continuar?

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Manuel Correia Fernandes, Arquitecto

Ultrapassando tudo quanto seria imaginável, o conjunto do "Palácio do Freixo" está a ser destruído. A história daquele conjunto é conhecida e não há ninguém com um mínimo de cultura que não a saiba. Só para avivar a memória trata-se de um conjunto constituído por um palácio barroco com extensos jardins circundantes, projectados por Nicolau Nazoni nos finais do século XVIII, uma "fábrica" de moagem construída nos referidos jardins já nos finais do século XIX e, ainda, cais de acesso ao Douro em cuja margem se encontra este notável conjunto arquitectónico.

Embora o Palácio seja monumento nacional, embora tenha sido adquirido pelo Estado e posteriormente doado à Câmara do Porto (para sede da Junta Metropolitana?), embora tenha sido conservado e restaurado com fundos europeus, embora o presidente da Câmara do Porto o tenha considerado "de enorme valor arquitectónico e cultural" e "pólo catalisador de actividades culturais e recreativas, aberto à população em geral", embora tenha sido uma das últimas obras de Fernando Távora que nesse trabalho notável usou toda a sua sabedoria e embora a manutenção naquele local ou a deslocação e remontagem das Moagens Harmonia - mas nunca a sua demolição - tenham proporcionado intenso debate na cidade, a verdade é que a Câmara do Porto não teve qualquer rebate de consciência ao entregar tudo ao "Grupo Pestana" cujo negócio nada tem a ver com património ou coisa que o valha. Como era de prever, o resultado está à vista o conjunto do "Palácio do Freixo" está a saque!

E o resto da história é triste em 2005, o "Grupo Pestana" nem quis acreditar na "dádiva" que lhe caía nos braços vindo directamente dos cofres do estado e, do alto da sua "filantropia", decidiu brindar cidade com uma "pousada de luxo" que é a coisa que a "a população em geral" mais precisa! Vai daí, atirou-se ao "património" e longe dos olhares da dita "população" mas, certamente, bem perto dos gabinetes do poder, decidiu dispor a seu bel-prazer do que tinha sido tão apaixonadamente restaurado, conservado e construído. Claro que, a avaliar pelas notícias, está a desfazer tudo mas - note-se - com saudáveis preocupações de "sustentabilidade" que, como se sabe, é um valor moderno e muito produtivo de tal forma que 70% dos resíduos da demolição, serão reaproveitados depois de cientificamente separados em contentores apropriados para serem, depois, reutilizados como "património"… reciclado. O que o amor ao património pode fazer!

O facto é que, para já, do belo exemplar de arquitectura industrial dos finais do século XIX que as Moagens eram - ainda que localizadas em lugar de que o arquitecto Fernando Távora não gostava - nada mais resta do que insólitas paredes e tudo quanto era verdadeiramente histórico… já foi! Já agora, podiam ter feito o serviço todo e, pelo menos, tinham mudado as ditas paredes para outro local, permitindo que, assim, o jardim e a lógica compositiva do palácio pudessem ser recuperados que, esse sim, era o "plano" pelo qual o arquitecto Fernando Távora se bateu ainda que sem êxito, porque se considerou que as Moagens deviam ficar exactamente ali (tal como eram) em honra da verdade histórica! Mas como o resto também não vai resistir… tanto faz! Não é?

A ignorância é sempre atrevida mas quando tem o beneplácito - óbvio - das autoridades que temos… torna-se perigosa! Então, os casos de Hotel de New Lanark na Escócia e do New York Hotel em Rotterdam, entre muitos outros, já não dizem nada? Será preciso estar sempre a inventar a pólvora?


Link:
http://jn.sapo.pt/2008/05/09/porto/isto_e_para_continuar.html

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Isso não é novidade nenhuma...


Mas o mais bonito é ver uma fachada de pedra com 3 andares... num prédio em vidro de 12 andares... :clap:


è a mania de cumprir os programas que os investidores querem.se essa casa de 3 andares n suporta um programa de um edificio com 12 andares, devia ser construido noutro lado qualquer, e deixavam a simpatica casa de 3 andares em pedra em paz. Para ser reconstruida como deve ser
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A título de exemplo veja-se o massacre que se está a cometer no quarteirão entre a praça da liberdade e a praça almeida garrett.

Se isto não é assassinar o património não sei o que será!!


Conheço mais ou menos o projecto, e por um lado ate n axava mal fazerem um parque de estacionamento subterraneo no interior do quarteirão, desde que à superficie esteja bem tratado. Mas quando vi a entrada do parque de estacionamento, assustei me. Limparam completamente o que havia no res do chão de um edificio e suportaram o resto da fachada com um a viga de ferro.
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Ridiculo eh deitar tudo abaixo e fazer o que estava lah antes com um interior modificado e uma fachada semelhante mas com a porta ao lado do que estava antes. . Na faculdade houve uma colega minha que referiu nisso num edificio de Lisboa. Os arquitectos deitaram abaixo o interior e fizeram uma arquitectura que nada tem a ver com o anterior. . O mesmo acontece com tantas obras espalhas em Lisboa: 1 . Eden. Destruiram o interior para construir o Hotel 2 . A Sede da Ordem dos Arquitectos 3 . O Cinema Conde Etc.

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JVS... dos exemplos que deste... em relação ao Eden... foi mesmo tudo a baixo! Acho que a fachada antiga não era de mármore cor-de-rosa!!!


Eu não condeno esse tipo de intervenções nos edifícios... desde que em suma não alterem o aspecto geral da fachada... ou seja... uma construção mais alta do que a fachada original...

O interior é o menos, pois conheço alguns prédios antigos no interior, e sinceramente acho praticamente desnecessário uma recuperação...

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Peter, acho que todos concordamos com isso, mas sendo uma "recuperação" realizada por uma entidade pública, talvez fosse melhor dar o exemplo com uma intervenção mais cuidada... O problema é acontecer isto no sector público, mas quando é um privado, o IGESPAR tem muito mais a dizer...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Num dos edifícios funcionou o famoso café Luso. Se a memória não me atraiçoar era no edifício mais alto. Um sitio, em que existia uma miscelânea de classes e grupos sociais (à noite e madrugada...) e muitas histórias se passaram ali. O príncipe do Luso ganhava ao do "piolho"! Quanto ao projecto, já vi piores....

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Num dos edifícios funcionou o famoso café Luso.
Se a memória não me atraiçoar era no edifício mais alto.
Um sitio, em que existia uma miscelânea de classes e grupos sociais (à noite e madrugada...) e muitas histórias se passaram ali.
O príncipe do Luso ganhava ao do "piolho"!
Quanto ao projecto, já vi piores....


O CL vai voltar a lá estar, no mesmo sítio, mas com mais condições.
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Posso de facto concordar com essa distinção atribuída ao "Príncipe" do Luso, realizei vários testes, e repeti-os várias vezes também, para não restarem dúvidas, coisas da ciência !! ... tertúlias animadas e regadinhas ... :icon_blahblah: :beb1:

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é tudo menos recuperação,....o que é mais ridiculo é que é feita por uma entidade pública, que no caso deveria recuperar e manter o património. Talvez se fosse uma entidade privada o "Poder Público" Chumbava a intervenção por razões de protecção de património...

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O arquitecto Manuel Correia Fernandes num artigo sobre este tema.

Mau de mais

Manuel Correia Fernandes, Arquitecto

De acordo com os dicionários, a palavra "fachada" significa "aspecto de pessoa ou coisa que não corresponde à realidade, à verdade, que é falso ou postiço". A expressão "é só fachada!", que usamos com frequência, exprime essa mesma ideia, que também se aplica à arquitectura e com o mesmo significado.

Do ponto de vista dos princípios, um edifício é um todo e não pode ser amputado de nenhuma das suas partes sob pena de perder a sua coerência. No essencial, um edifício é originariamente concebido para cumprir uma dada "função" e, por isso, tem uma determinada "forma". Significa isto que um edifício pensado para um determinado fim jamais pode ser útil noutra qualquer função? Claro que não.

Todos sabemos que a história dos edifícios, sobretudo daqueles que melhor resistem ao uso e ao tempo, é feita de muitas mudanças. Por vezes, muda a função, mas mantém-se a forma, outras vezes muda apenas a forma e outras, ainda, muda tudo. Alias, nesta matéria, não há lugar a qualquer fundamentalismo. A questão não é a de aceitar ou não a mudança mas, antes, a de saber que mudança se pode ou deve fazer em cada momento. Uma coisa é certa em Arquitectura, não há receitas. Receitas, só na farmácia e, mesmo aí, sabemos que a prática acompanha a evolução do conhecimento.

No entanto, um edifício não é apenas "forma e função". Um edifício é muitas outras coisas e tem muitas outras partes e elementos que são conjugados de muitas e diferentes maneiras para produzir os diferentes complexos construídos que são as edificações. Uma edificação também tem, por exemplo, dentro e fora, cimo e baixo, frente e traseira (tardoz), infra-estrutura e superstrutura e assim por diante. A arte de construir é a arte de conjugar todos estes factores, o que torna a Arquitectura numa arte de grande complexidade que é necessário compreender para com ela se poder lidar tal como acontece com qualquer outra actividade de qualquer outra área do conhecimento.

Evidentemente que, parafraseando um dito popular conhecido, se pode dizer que "de arquitecto e de louco todos temos um pouco" e, por isso, muitos se atrevem a ter opinião sobre matérias que não conhecem. Claro que todos podemos ter opinião sobre a Arquitectura que é uma coisa sem a qual nenhum de nós pode viver. Contudo, uma coisa é ter opinião sobre o que usamos ou utilizamos no nosso dia-a-dia e outra, bem diferente, é ser capaz de fazer ou produzir isso que usamos. Gostamos do nosso carro, do nosso relógio ou da nossa mesa, mas isso não quer dizer que sejamos capazes de fazer qualquer desses objectos, de os reparar ou de os transformar sem lhes retirar as qualidades que reconhecemos e gostamos de ver neles.

"Recuperar" ou "reabilitar" é, no entanto e sempre, um acto de "transformar". É por isso que intervir num edifício para, pretensamente, o "recuperar" ou "reabilitar" (para a mesma ou para qualquer outra função) requer a consciência e a responsabilidade que só o conhecimento proporciona. Ora, não se pode "transformar" quando não se conhece nem se compreende o que se pretende transformar. Por outro lado, tomar a parte pelo todo é sinal de ignorância e só por milagre não resulta num acto de pura "destruição". No entanto, está a tornar-se "política" corrente e - pior ainda - aceitável, utilizar o expediente tosco de "conservar a fachada" que é apenas parte dum todo para fazer o que, vulgarmente, se designa por "recuperação" (de edifícios). Nestes casos, podemos dizer que estamos perante uma opção que, por ser falsa e postiça, "é só fachada" e, portanto, literal e culturalmente, errada e mentirosa. Mau de mais para ser aceitável.

http-~~-//thumbs.sapo.pt/?pic=http-~~-//jn.sapo.pt/2008/05/16/16232635.jpg&H=250&W=250&errorpic=http-~~-//jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif


Link:
http://jn.sapo.pt/2008/05/16/porto/mau_mais.html

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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é tudo menos recuperação,....o que é mais ridiculo é que é feita por uma entidade pública, que no caso deveria recuperar e manter o património. Talvez se fosse uma entidade privada o "Poder Público" Chumbava a intervenção por razões de protecção de património...


Não deixa de ser uma recuperação... a interiores de edifícios antigos que os andares são feitos com madeira e área... como se pode recuperar aquilo?

E na maioria dos casos, o interior não tem qualquer valor historio ou estético de grande relevância, sendo praticamente igual a todos os outros. A fachada sim, normalmente tem algo de destaque.

Por isso, devem fazer isto, quando mantém algum ponto de referencia ao antigo!

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Dreamer: obrigado por colocares aqui estes dois artigos do Arq. Correia Fernandes! São impossíveis de não se concordar e evidenciam claramente aquilo que hoje se faz, de forma tão leviana... Pela proximidade que tenho do palácio do Freixo, também fui mantendo uma atenção especial desde quando a estrada N108 passava mesmo junto à fachada principal do então abandonado palácio. Durante anos o vi dessa forma. Passava por ele e não questionava a sua presença, estava sujo, degradado, vazio, mas estava lá a pedir ajuda, para que o reanimassem. Desviaram então a N108 para desafogar toda essa área. Nunca mais passei em frente ao palácio do Freixo. A enorme curva que desenharam para esta estrada, afastou o palácio de todos nós, gerou enormes espaços vazios, grandes portões e só de longe o conseguimos avistar. O projecto do Távora fez-se, muito parcialmente, mas algo foi feito. No entanto o maior problema aqui, foi o problema que acontece em tantos edifícios pela cidade fora: Que função vamos dar a isto? Fez-se uma única abertura ao público com a exposição enormemente visitada de Salvador Dalí. Foi um sucesso incrível, tínhamos tudo para fazer uma fundação, para desenvolver um espaço de cultura, ... Mas acabou a exposição do Dalí e o palácio fechou as portas. Fechou para obras, pois agora irá estar tão vazio de conteúdo quanto estava antes do restauro. Fecha-se à população e abre-se a quem pode e a quem não sabe o que apreciar. E disto vivemos todos os dias. Quanto tempo faltará para para já não existir mais nada para fazer?

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