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  • 3 weeks later...

O Edificio pertence a esta empresa - Longavia imobiliária, SA. Nao sei o nome do arquitecto pois a empresa ainda nao tem site mas aparece nos sites de Imobiliario.

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Ciscas%20Building/rotunda_cicas.jpg

Localizacao

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Ciscas%20Building/CICAS04.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Ciscas%20Building/CICAS03.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Ciscas%20Building/CICAS02.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Ciscas%20Building/CICAS01.jpg

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=731006&page=2

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  • 2 weeks later...

http-~~-//www.rodrifil.pt/cache/1002420.jpg

http-~~-//www.rodrifil.pt/cache/1000722.jpg

http-~~-//www.rodrifil.pt/cache/1001937.jpg

http-~~-//www.rodrifil.pt/cache/1001943.jpg

http-~~-//www.rodrifil.pt/cache/1001945.jpg

A empresa Rodrigues & Filipe, S.A., vai desenvolver um novo empreendimento no concelho do Barreiro, com projecto da empresa FESTO – Arquitectura, que tem a particularidade de ser o primeiro empreendimento urbanístico do concelho do Barreiro que recebeu, nos seus edifícios, a classificação “Classe A”, ao nível de Certificação Energética de Edifícios.

José Rodrigues, administrador da empresa Rodrigues & Filipe, num breve diálogo com “Rostos” sublinhou que este facto vai ao encontro de objectivos da empresa – “esta foi uma exigência que colocámos a nós próprios”.
José Rodrigues, referiu que para a sua empresa serem os promotores do primeiro edifício com classificação energética no concelho do Barreiro – “Significa o alcançar de um objectivo, que está no seu início. Não basta só certificar. Aliás, quando nos propusemos fazer este empreendimento, foi no sentido de certificá-lo com a “Classe A”. Esta foi uma exigência, que colocámos a nós próprios.

Mas, acima de tudo, este é um princípio, que vai ter um fim, que esperamos que seja melhor que o princípio: isto é, que no final, tenhamos uma classificação “Classe A”, com a construção efectuada. Esse é o grande objectivo.”

Uma zona privilegiada com acessos à nova ponte do Seixal.
De referir que o novo empreendimento da empresa Rodrigues & Filipe, com projecto da FESTO – Arquitectura, já está a arrancar no que diz respeito à construção das infra-estruturas.

“Esperamos iniciar a sua construção em Junho de 2008.
Neste momento já iniciámos a comercialização dos edifícios.” – salientou José Rodrigues.

O empreendimento fica localizado, na freguesia de Santo André – Quinta da Lomba - nas proximidades da zona onde está a funcionar a Academia de Futebol do Futebol Clube Barreirense, perto do LIDL.

De salientar que o empreendimento urbanístico, ficará situado muito perto da futura ligação de acesso à Ponte Barreiro-Seixal.
“É uma zona privilegiada. Já hoje é uma zona privilegiada, pelos seus actuais acessos, mas, naturalmente, mais privilegiada ficará com os novos acessos que estão previstos. Esperemos que sim” – sublinha José Rodrigues.

Primeiro Projecto certificado no Concelho da Moita
Sentem mais responsabilidades pelo facto de serem a primeira empresa a avançar com um projecto de classificação energético? - perguntámos
“Nós enquanto empresa somos uma empresa responsável. Sempre fomos e sempre seremos. Sermos os primeiros a apresentar e ver aprovado um projecto com classificação energética é, sem dúvida, saboroso e aliciante.”
Por outro lado, acrescentou – “Não somos os primeiros só, aqui no Barreiro, tivemos a novidade, hoje, que foram aprovados, também, os primeiros projectos, certificados no concelho da Moita, relativo ao projecto «Casas do Campo – Moradias», no Cabeço Verde.”

Fonte:
Jornal Rostos
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=30387

http://www.rodrifil.pt/homepage.aspx?idsessao=f7c04a04-69be-4646-b6ed-46cf345c6bf8&param=6xaQnimFh6ShIR4NKdOwDBr1vaTgcpsmJLBmO9YQpupqETW4nPLeUQ==

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  • 2 months later...

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A empresa Rodrigues & Filipe, S.A., vai desenvolver um novo empreendimento no concelho do Barreiro, com projecto da empresa FESTO – Arquitectura, que tem a particularidade de ser o primeiro empreendimento urbanístico do concelho do Barreiro que recebeu, nos seus edifícios, a classificação “Classe A”, ao nível de Certificação Energética de Edifícios.

José Rodrigues, administrador da empresa Rodrigues & Filipe, num breve diálogo com “Rostos” sublinhou que este facto vai ao encontro de objectivos da empresa – “esta foi uma exigência que colocámos a nós próprios”.
José Rodrigues, referiu que para a sua empresa serem os promotores do primeiro edifício com classificação energética no concelho do Barreiro – “Significa o alcançar de um objectivo, que está no seu início. Não basta só certificar. Aliás, quando nos propusemos fazer este empreendimento, foi no sentido de certificá-lo com a “Classe A”. Esta foi uma exigência, que colocámos a nós próprios.

Mas, acima de tudo, este é um princípio, que vai ter um fim, que esperamos que seja melhor que o princípio: isto é, que no final, tenhamos uma classificação “Classe A”, com a construção efectuada. Esse é o grande objectivo.”

Uma zona privilegiada com acessos à nova ponte do Seixal.
De referir que o novo empreendimento da empresa Rodrigues & Filipe, com projecto da FESTO – Arquitectura, já está a arrancar no que diz respeito à construção das infra-estruturas.

“Esperamos iniciar a sua construção em Junho de 2008.
Neste momento já iniciámos a comercialização dos edifícios.” – salientou José Rodrigues.

O empreendimento fica localizado, na freguesia de Santo André – Quinta da Lomba - nas proximidades da zona onde está a funcionar a Academia de Futebol do Futebol Clube Barreirense, perto do LIDL.

De salientar que o empreendimento urbanístico, ficará situado muito perto da futura ligação de acesso à Ponte Barreiro-Seixal.
“É uma zona privilegiada. Já hoje é uma zona privilegiada, pelos seus actuais acessos, mas, naturalmente, mais privilegiada ficará com os novos acessos que estão previstos. Esperemos que sim” – sublinha José Rodrigues.

Primeiro Projecto certificado no Concelho da Moita
Sentem mais responsabilidades pelo facto de serem a primeira empresa a avançar com um projecto de classificação energético? - perguntámos
“Nós enquanto empresa somos uma empresa responsável. Sempre fomos e sempre seremos. Sermos os primeiros a apresentar e ver aprovado um projecto com classificação energética é, sem dúvida, saboroso e aliciante.”
Por outro lado, acrescentou – “Não somos os primeiros só, aqui no Barreiro, tivemos a novidade, hoje, que foram aprovados, também, os primeiros projectos, certificados no concelho da Moita, relativo ao projecto «Casas do Campo – Moradias», no Cabeço Verde.”

Fonte:
Jornal Rostos
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=30387

http://www.rodrifil.pt/homepage.aspx?idsessao=f7c04a04-69be-4646-b6ed-46cf345c6bf8&param=6xaQnimFh6ShIR4NKdOwDBr1vaTgcpsmJLBmO9YQpupqETW4nPLeUQ==

muito bom projecto espero que isso avança da pressa!
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  • 3 months later...

A Lisboa de António Costa

09.05.2009 - 15h49 Alexandra Prado Coelho

Vamos subindo pelo interior do prédio esventrado e vazio até ao último andar. Chegamos a uma sala toda envidraçada, também deserta e abandonada, e saímos para o exterior. Corre uma brisa morna de final da tarde e a luz está a tornar-se dourada. E, de repente, vemos Lisboa como nunca a podemos ver.

Ali mesmo ao lado, à altura dos nossos olhos, está a parte de trás do Arco da Rua Augusta, com as estátuas laterais (representando os rios Tejo e Douro), recostadas a olhar melancolicamente para as obras no Terreiro do Paço. A toda a volta os telhados dos edifícios da Baixa. Ao fundo, o Jardim do Torel, de um lado, e as ruínas do Convento do Carmo, do outro, já não parecem estar em pontos mais altos da cidade. "O que é que apetece fazer aqui?", pergunta, com um sorriso de satisfação, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa. "Jantar?", arriscamos.

É possível que daqui a dois anos já possamos jantar num restaurante no terraço da antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, na Baixa. Para já é ainda um espaço com um velho tanque e outros objectos obsoletos no topo de um edifício magnífico em cujo piso térreo irá, no próximo dia 21, ser inaugurado o novo Museu do Design e da Moda (Mude). E o sorriso aberto de António Costa tem tudo a ver com isso: ao fim de anos de impasse, a colecção de Francisco Capelo, adquirida em 2003 pela câmara municipal e desde então guardada em armazéns (antes disso podia ser vista no Centro Cultural de Belém pré-Museu Berardo), vai finalmente ser exposta.

O Mude é uma das duas grandes apostas culturais da câmara neste ano de eleições. Bárbara Coutinho, a directora do museu, percorre o espaço ainda vazio explicando como daqui a duas semanas o piso térreo estará completamente transformado (o projecto é dos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena), com o majestoso balcão de mármore preto e verde iluminado por dentro e rodeado pelas 175 peças de design de moda e de equipamento que foram "protagonistas de alterações de hábitos e mentalidades ao longo do século XX" e vão ser mostradas nesta exposição inaugural. Por enquanto serão ocupados apenas dois pisos - no futuro a ideia é continuar pelo edifício acima, com outros projectos, e chegar ao terraço do topo, ideal para um restaurante.

Para António Costa o Mude não é apenas um museu - é, na estratégia da câmara, "o grande motor" para tão prometida revitalização da Baixa. Mas há outro, que o presidente da autarquia revela agora: a Moda Lisboa, a ExperimentaDesign, a Trienal de Arquitectura, o Centro Português de Design e a Agência para as Indústrias Criativas vão juntar-se num espaço comum, também na Baixa. "É uma forma de poderem ter áreas expositivas e espaços de representação comuns, zonas de cafetaria, lojas, e de poderem criar melhores condições para estabelecerem sinergias entre eles", ao mesmo tempo que contribuem para dinamizar a zona.

África nas Janelas Verdes

Para conhecermos a outra grande aposta da câmara, o centro cultural África.cont, para a arte africana contemporânea, temos que viajar para outra zona da cidade, as Janelas Verdes. Desta vez batemos à porta de um palacete amarelo, o Palácio Pombal, próximo do Museu Nacional de Arte Antiga. Vislumbramos os tectos trabalhados e os frescos nas paredes enquanto atravessamos rapidamente o local onde está instalado parte do Instituto José de Figueiredo, de conservação e restauro (que terá que sair deste espaço cuja cedência pela câmara ao Estado terminou há já dois anos), e saímos, pelas traseiras, descendo por umas escadas de ferro trabalhado até uns telhados, também estes com ar de há muito terem sido abandonados e esquecidos por todos.

Estamos, explica Costa apontando à volta, a caminhar por cima das Tercenas do Marquês, um conjunto de três edifícios ligados ao palácio e que serviam de armazéns para o Marquês de Pombal no tempo em que o rio chegava até ali e os barcos atracavam junto ao velho muro - tudo isto, muro e tercenas, está hoje completamente tapado por um horrível edifício que dá para a Avenida 24 de Julho, onde está instalada a Direcção-Geral da Administração Pública.

Costa - que se orgulha de, com estes projectos, ter demonstrado que "ao contrário do que se pensa não são precisos ovos para fazer omoletas" - teve, neste caso, alguma sorte. "Houve aqui um conjunto de astros que se conjugaram", reconhece. "Tínhamos as Tercenas, um património municipal extraordinário ao abandono e a precisar de um programa que alavancasse a sua recuperação. E havia ali aquela monstruosidade urbanística à espera de ser demolida. Felizmente era um edifício do Estado e o Estado percebeu que, para este projecto ter sucesso, tinha que aproveitar a oportunidade e demoli-lo." Costa levou o primeiro-ministro, José Sócrates, ao local e fê-lo descer uma ruela romântica e decadente pelo meio das tercenas até, de súbito, dar de caras com as traseiras da direcção-geral. Foi aí, conta Costa, que Sócrates ficou convencido.

O edifício vai, portanto, desaparecer. Os serviços que aí funcionam vão ser transferidos, e no seu lugar vai abrir-se uma praça - um projecto do arquitecto britânico de origem tanzaniana David Adjaye (o estudo prévio de Adjaye foi pago pela Fundação Gulbenkian), que está neste momento num dossier que António Costa abre em cima de um muro baixo, para explicar o que vai mudar aqui. Quem entrar no África.cont pelo palacete das Janelas Verdes vai poder descer pelos telhados das tercenas, onde haverá esplanadas, até chegar à nova praça que dará acesso aos edifícios onde haverá salas de exposição e espectáculos.

Novos pólos culturais

Com dois projectos desta dimensão, não está a câmara a substituir-se ao Ministério da Cultura, cujo orçamento não permite lançar-se em aventuras destas? Costa é cauteloso: "Estamos a fazer isto em parceria com o Estado", sublinha. "Nós entramos com os edifícios, o Estado financia a obra, partilharemos os custos de exploração em partes iguais e associaremos os privados, que financiarão o resto da actividade" do África.cont. Ainda não começaram a fazer a "sensibilização" dos privados, até porque o momento não é o melhor, mas a ideia é que a participação destes só comece em 2012, quando o edifício nas Tercenas já for uma realidade (para já, e até essa altura, a programação do África.cont decorre noutros espaços, nomeadamente no Cinema São Jorge).

O presidente da câmara não esconde a satisfação com as soluções encontradas para o Mude e o África.cont. Mas são casos excepcionais ou Lisboa está cheia de oportunidades destas? "Descobrir espaços milagrosos dá trabalho. Mas há vários espaços desconhecidos [como eram as Tercenas] à espera de programas. Agora, é fundamental que estes sejam sustentáveis." Aliás, continua, falta apenas a aprovação pela assembleia municipal do novo regulamento para a atribuição de espaços culturais para que seja colocado a concurso "um conjunto de espaços, desde ateliers individuais a sítios maiores, como a antiga Escola das Gaivotas".

Os exemplos da Fábrica de Braço de Prata (na parte oriental da cidade) e, mais recentemente, da Lx Factory (a antiga gráfica Mirandela, em Alcântara) provam, diz Costa, que "há iniciativa para agarrar espaços que estão vazios e transformá-los em novos pólos de cultura". E que condições dará a câmara? "Seremos bastante generosos", garante, com uma gargalhada. "Alguns deles, como o das Gaivotas, exigem muita recuperação. Libertaremos o espaço a quem apresente um projecto de dinamização - é mais isso do que cobrança de rendas. Não é vocação da câmara ser senhoria de espaços culturais."

Não tem dúvidas de que "há muita gente à procura" deste tipo de oportunidade. "Toda a geração posterior ao 25 de Abril anda à procura de espaços. As companhias independentes que existiam em 74, a Barraca, a Comuna, o Teatro Aberto, conquistaram os seus espaços, mas passaram já 35 anos e há muita gente que ainda não conseguiu encontrar os seus. É também missão da câmara disponibilizar os espaços que tem vazios."

Encruzilhada de culturas

E por trás disso há um projecto cultural coerente para a cidade? Há, garante. "Queremos valorizar a ideia de Lisboa como encruzilhada de culturas, de povos, ponto de partida e chegada de muita gente." Dessa estratégia fazem parte o núcleo museológico islâmico no Castelo de S. Jorge, o edifício já comprado em Alfama para fazer um museu para a comunidade judaica, a criação de um centro para crianças refugiadas, a proposta (em estudo) da criação de um centro cultural ucraniano, e o projecto de Lisboa-Cidade Erasmus, cujo objectivo é duplicar o número de estudantes Erasmus na cidade. "A multiculturalidade é uma ideia muito forte da marca Lisboa."

Numa altura em que por todo o lado se ouve falar em cidades criativas, Lisboa quer, naturalmente, fazer parte disso - estão, aliás, a decorrer dois processos paralelos que envolvem essa ideia, os debates em torno das Estratégias para a Cultura em Lisboa (resultados prometidos para final de Julho), promovidos pela vereadora Rosalia Vargas, da Cultura, e os da nova Carta Estratégica de Lisboa, de âmbito mais alargado.

"As cidades criativas alimentam-se numa relação em rede", diz Costa, "e nós temos que ganhar massa crítica para podermos ser parte activa nessa rede." Mas como é que se atraem os chamados "talentos" e ao mesmo tempo se evita que os "talentos" portugueses se vão embora? "É saudável que os artistas portugueses vão a Berlim e de Berlim venham para Lisboa, depois vão para Madrid. É essa a ideia de rede. No África.cont vamos lançar um programa de residências artísticas usando residências que já temos em Alcântara. Uma área na qual claramente vale a pena investir é na fixação de residências em Lisboa."

E os grandes eventos valem a pena? "Se surgir um grande evento, é positivo e deve ser acarinhado. Mas a estratégia da cidade não pode nem deve ser estruturada a partir disso. Uma cidade com a posição geográfica de Lisboa tem tudo a ganhar em aumentar a sua capacidade de atracção internacional a partir da multiplicidade de eventos no quotidiano. Tem sido essa, aliás, a estratégia de promoção internacional de Lisboa. Muito dificilmente conseguiríamos ter um superevento internacional que pudesse ser claramente competitivo e diferenciador em relação a todos os outros que estão hoje à distância de uma low cost de 50 euros, seja em Londres, Paris ou Berlim."

É verdade, reconhece Costa, que nos anos seguintes à Expo-98 e ao Euro 2004 houve um salto no número de turistas que visitaram a cidade. Mas neste momento, segundo o presidente da câmara, não é essa a prioridade. O que é muito bom é que eventos que se passam em Lisboa se expandam - seja o Rock in Rio para Madrid, seja a ExperimentaDesign para Amesterdão. "Isso ajuda a integrar Lisboa nas redes globais." E, consequentemente, a atrair mais pessoas, sejam artistas em residência, turistas em hotéis de charme ou estudantes Erasmus em versão low cost - todos eles poderão, quem sabe, daqui a dois anos estar a jantar no topo do edifício da antiga sede do BNU, enquanto olham para as costas das estátuas melancólicas do Arco da Rua Augusta.

Da baixa ao Parque Mayer


Habitação. "Tem que ser o maior desafio estratégico. Um dos dados curiosos de um inquérito sobre o que leva as pessoas a escolher um sítio para viver é o de que o primeiro motivo é a proximidade do emprego. Se queremos recuperar a habitação, temos que recuperar também emprego e não continuarmos a deixar os postos de trabalho a fugir alegremente. São milhares de postos que a cidade perdeu nos últimos anos. Temos que atrair empresas que gerem emprego, diversificar o tipo e criar condições de equipamento para que as famílias possam viver bem na cidade. Essa foi uma das razões por que fizemos uma grande aposta com o programa Escola Nova. Era uma vergonha a capital ter as piores escolas do país. O preço do metro quadrado na Baixa há-de ser sempre superior. Onde é que podemos introduzir um diferencial em favor da Baixa? Permitindo às pessoas poupar nos transportes e ganharem tempo fugindo aos engarrafamentos de entrada em Lisboa, e oferecendo-lhes boas condições de educação para os filhos com menor custo do que têm fora da cidade."

Reabilitação. "Criámos condições de licenciamento que não existiam. A Baixa aguardava desde 1994 um plano para se poder começar a licenciar. Arrancámos com o plano de pormenor, fizemos aprovar as normas provisórias e só isso permitiu licenciar mais de 60 projectos que estavam pendentes. Há várias obras que já arrancaram na Av. da Liberdade, na Baixa, Chiado. Este programa envolve 354 empreitadas, grande parte nas zonas históricas, para permitir concluir uma série de obras apresentadas com grande espalhafato em 2003 e 2004, que nunca arrancaram ou que se arrancaram ficaram paralisadas em 2006, ou edifícios que foram entregues à EPUL e que a EPUL também não recuperou. É um investimento de 120 milhões de euros a realizar em quatro anos."

Terreiro do Paço. "Temos uma relação hoje óptima com a Sociedade Frente Tejo [responsável pelo projecto para a frente ribeirinha, nomeadamente o Terreiro do Paço]. Neste momento eles estão a acabar o estudo de urbanismo comercial para encontrar um bom equilíbrio que assegure a dinamização das arcadas do Terreiro do Paço para não serem só restaurantes ou só galerias de arte. Está previsto um hotel no edifício do Ministério da Administração Interna, que deverá ser uma pousada da rede das Pousadas de Portugal. O que está previsto é que sejam libertados e alterados os usos dos dois torreões, dos pisos térreos e do edifício do MAI (que vai mudar-se para a ala nascente)."

Parque Mayer. "Estamos a poucas semanas de arrancar com as obras no Capitólio. O arquitecto Manuel Aires Mateus está a acabar o plano de pormenor. É verdade que o financiamento está parcialmente dependente dos privados, mas não faltará interesse de privados na utilização, é um sítio absolutamente fantástico no centro. É um projecto muito minimalista e que tem a vantagem de ser económico. O grande investimento da câmara é no espaço público. Tem essa enorme vantagem, é muito económico. Acha que vai ser difícil encontrar quem queira abrir lojas ali? Eu acho que não. Quanto à proposta de um grande auditório [dois mil lugares], o plano deve abrir portas e não fechar, e não obriga à construção. Se esse projecto vier a concretizar-se, nunca será iniciativa da câmara. Há privados que têm manifestado interesse em investir na criação de um espaço dessas dimensões para poder atrair a Lisboa grandes produções internacionais que não consideram rentáveis para teatros com dimensões inferiores. Tenho registado de vários privados disponibilidade para esse investimento."

Hotéis de charme. "O mercado dirá [se são em excesso]. Há um ano, quando lançámos o programa Lisboa Capital do Charme [para vender seis palácios pertencentes à câmara para hotéis de charme], ninguém imaginava a situação económica que o mundo está a atravessar. No entanto, tenho verificado um número de interessados muito significativo a querer conhecer os edifícios. Temos que aumentar ainda uns largos milhares de camas e uma das outras coisas que os estudos sobre turismo indicam é que no mercado das short breaks (viagens de fim-de-semana) Lisboa está extremamente bem posicionada. Este programa era um três em um: tínhamos um conjunto de edifícios com valor patrimonial para os quais a câmara não ia ter uso; íamos reabilitá-los, promovendo uma oferta turística diferenciada; e iria permitir à câmara um encaixe financeiro de está carente."

Baixa. "A Baixa tem que ser um espaço de usos mistos. Hoje o que permite rentabilizar as infra-estruturas urbanas, que são caríssimas, é criar zonas cuja utilização possa ser maximizada 24 horas por dia. A chave está em encontrar em cada bairro uma multifuncionalidade que permita isso. Um dos problemas da Baixa foi ter sido entregue durante duas décadas à banca a funcionar das 9h às 17h. Temos que ter habitação, serviços que funcionem também à noite, espaços culturais, turistas, dar vida o maior número de horas possível por dia."


in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379575&idCanal=59

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  • 1 year later...

De facto, este boneco é diferente do projecto aprovado pela CML (mal aprovado, na minha opinião), de que aqui demos conta por variadas vezes. A alteração no "magnífico" look do novo prédio, suponho, ao projecto de alteração em obra (564/EDI/2010) aprovado por despacho do Vereador Manuel Salgado em 9 de Set. 2010, com base neste raciocínio também ele "lindo" do técnico da CML (o bold é meu):

«Do Imóvel constante do Inventário Municipal do Património, unicamente subsiste a fachada principal, que a Alteração / Ampliação preconizada no processo original (n.º1058/EDI/2005) imponha uma duplicação da imagem arquitectónica da fachada a preservar, originando uma ampliação mimética do original, não se distinguindo os períodos das intervenções.

A novel proposta reforma a linguagem arquitectónica a empregar na intervenção, conferindo-lhe um cariz mais actual e muito em voga nos anos 80 e 90, do século passado, como é o exemplo do Edifício Heron Castilho (remodelação 1985-91).

Ainda que ao nível da Recuperação / Reabilitação, suscite ao signatário da presente informação as maiores duvidas, dado não considerar tratar-se deste tipo obras Recuperação / Reabilitação a intervenção preconizada, mas sim de uma obra totalmente nova com preservação de fachada, uma vez que do edifício original / inicial somente se preserve a fachada principal.

Igualmente a linguagem arquitectónica utilizada é de integração dúbia apondo unicamente uma “colagem” diferente de estéticas e soluções, gerando cenários díspares.

No entanto, e pelo facto de se evidenciar / destacar / salientar a fachada remanescente, julga-se, ainda assim, que a presente proposta contribui para a valorização e distinção da preexistência a manter, indo ao encontro com o referido pelo NREC “a proposta apresentada de alteração da ampliação deverá atender ao que resta da memória deste edifício, a fachada, pelo que a sua integração deverá ser cuidada”.»


in http://cidadanialx.blogspot.com/2010/12/republica-25-como-disse.html
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