JVS Posted April 16, 2008 Report Posted April 16, 2008 Centro de Arte Contemporânea na Ribeira Grande consolida perspectiva multipolar do desenvolvimento açoriano A velha Fábrica do Álcool da Ribeira Grande, contígua ao campo de jogos municipal, vai deixar de estar ao abandono e, dentro das suas paredes seculares, artistas e intelectuais poderão dar largas à sua criatividade, nas mais diversas formas de expressão artística. De facto, foi hoje apresentado, em cerimónia presidida por Carlos César, o projecto de criação, naquele espaço, do Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago", dedicado à criação e difusão de expressões artísticas como a pintura, a escultura, as artes performativas, a fotografia, o vídeo, o áudio, o "design" e a arquitectura e que – nas palavras do presidente do Governo – tomará esse nome porque não pretende ser um centro de artes de um concelho, mas "um equipamento cultural que estará simultaneamente comprometido com a açorianidade e com a universalidade". O "Arquipélago" é, também, prosseguiu Carlos César, um projecto que suscita um grande empolgamento, por corresponder, em primeiro lugar, a uma aspiração e a uma necessidade da comunidade cultural micaelense e, depois, por ser feito a contra-ciclo da tendência de localizar um espaço daquela natureza num centro maior, como Ponta Delgada, por exemplo. Defendendo a necessidade de consolidar uma perspectiva multipolar do desenvolvimento açoriano, não só no plano económico-social, mas também, no plano cultural, o presidente do Governo disse que a decisão de criar ali o Centro de Arte Contemporânea corporiza a vantagem de diversificar, geograficamente, o investimento público também na área da cultura. Foi na concretização dessa política que o Governo dos Açores beneficiou, recuperou, requalificou e construiu – ou vai construir muito em breve – várias infra-estruturas que vão desde o Centro Cultural Multiusos do Corvo até ao pólo museológico de Vila do Porto, passando pelas Bibliotecas Públicas das Flores, Horta e Angra e os museus de S. Jorge, da Graciosa, de Angra e dos Baleeiros do Pico. "Isso representa o esforço que estamos a empreender no domínio da cultura e a ruptura que fizemos contra uma tradição de empobrecimento orçamental de sectores como a cultura", sublinhou Carlos César, para logo acrescentar que vão registar-se crescimentos da ordem dos 50% do orçamento afecto ao sector cultural para o próximo ano, o que constitui caso sem paralelo nos países da União Europeia. O papel que as instituições culturais públicas desempenham pode aferir-se pelas 315 acções desenvolvidas só em 2007, bem como pela dinamização em que, no mesmo período, estiveram envolvidas mais de 30 mil crianças, tudo isso constituindo, na opinião do presidente do Governo, prova de um trabalho bem feito. "Os Açores podem orgulhar-se de ser não apenas um destino de Natureza, um local de tranquilidade e de bem-estar, mas também um arquipélago de cultura. É essa cultura e esse arquipélago que homenageamos com esta obra que dentro em breve se iniciará", concluiu Carlos César. O Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago" deverá estar concluído dentro de dois anos e meio. http-~~-//www.acores.net/images/noticias/2_35_25720_5789__.jpg Fonte: http://www.acores.net/noticias/view-25720.html Quote
Marius Posted April 28, 2008 Report Posted April 28, 2008 http://www.menosemais.com/pt_index.html Projectos---->Cultural---->Centro de Arte Contemporânea dos Açores Quote
JVS Posted May 1, 2008 Author Report Posted May 1, 2008 Sinceramente prefiro o que esteve em .......... lugar. Não é por nada. O projecto em si parece ser curioso mas o autor em causa limita-se a criar um edificio novo que nada tem a ver com o local. Não cria espaços livres e constroi volumes brancos que nada tem a ver com o edificio pré-existente. Não cria espaços livres... Parece confuso. Por outro parece ser interessante no modo como ele deu continuidade á forma da fabrica porém essa continuidade desaparece quando nos apercebemos que o novo edificio não tem nenhuma relação com a forma geral da fabrica. Falta saber qual a materialidade que ele vai dar aos novos volumes. Vão ser brancos como revela as imagens de ambiente ou vão ter a mesma materialidade que o edificio pré-existente? Em relação ao processo criativo achei-o bastante interessante e curioso. Espero que cheguem mais projectos deste concurso para poder comparar. Quote
Sputnik Posted June 20, 2010 Report Posted June 20, 2010 "Afundando navios" A antiga fábrica do Alcool, propriedade desde há muito privada, esteve prestes a ser demolida. Chegaram a haver diversos projectos de transformação deste edifício como habitação colectiva, todas rejeitados pelos privados por razões óbvias: pouca rentabilidade. O Governo Regional, que sabe de tudo, veio resgatar esta peça de arte - decisão mais do que louvável. O mesmo já não se pode dizer sobre o programa escolhido... Assim que a presidente de Câmara de Ponta Delgada soube da notícia, começou logo a tratar do processo de construção de um centro de arte contemporânea em Ponta Delgada: 4 milhões de euros por um edifício projectado pelos necrófagos que trabalham no actual ateliê de Oscar Nimeyer. Se a opção de descentralizar o centro para o longínquo concelho da Ribeira Grande é assim tão boa, porque é que Serralves preferiu criar uma pareceria com o centro de Ponta Delgada, e não do grandioso projecto para a Ribeira Grande? Não se tratam apenas dos milhões para construir os centros, mais outros tantos para os equipar devidamente. Há ainda os outros milhões necessários para constituir um espólio que faça todo o investimento valer a pena. Isto é,mesmo que os iluminados micaelenses tivessem por hábito utilizar as infraestruturas culturais que lhes são tão generosamente oferecidas. Tenho a certeza de que se lhes dessem voz sequer, era isto mesmo que eles queriam! E é assim, caros colegas, que se "afundam navios". Quote
Recommended Posts
Join the conversation
You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.