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Lisboa | Novo hospital de Todos-os-Santos | RRJ, PineArq e Eduardo Souto de Moura


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Novo hospital de Todos-os-Santos só tem quartos individuais

Por Graça Rosendo

O novo Hospital de Todos-os-Santos, que ficará no parque da Bela Vista e substituirá os hospitais S. José, Santa Marta, Capuchos, Desterro e Estefânia, em Lisboa, terá 789 camas, todas em quartos individuais. O concurso será lançado no início de 2008

O novo Hospital de Todos-os-Santos – que substituirá os hospitais de S. José, Santa Marta, Capuchos, Desterro e Estefânia que compõem o actual Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) – já tem garantido um terreno de 95 mil metros quadrados na zona da Bela Vista, ao lado de Chelas.

É também para a mesma zona que deverá mudar-se o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que o Ministério da Saúde já decidiu que vai tirar da Praça de Espanha.

Esta semana, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a proposta da Câmara de vender ao Governo, por 12,6 milhões de euros, o terreno para a construção do novo hospital.

A compra destes 95 mil metros quadrados é a última fase do processo que antecede a abertura do concurso público para a construção do novo Hospital de Todos-os-Santos, que deverá ocorrer no início de 2008.

Com o terreno disponível e o programa funcional do hospital concluído, o Ministério da Saúde pode começar a preparar a cerimónia de lançamento da primeira pedra, para a qual já se fazem acertos de agenda entre o ministro Correia de Campos, o presidente da Câmara, António Costa, e o primeiro-ministro.

Apesar de este ser um projecto antigo – desde 1994 que está previsto no PDM de Lisboa –, a decisão de encerrar os velhos hospitais de Lisboa começa a ser contestada.

Na Estefânia, corre uma petição defendendo o hospital pediátrico, por ser uma referência da cidade. E o director do Serviço de Urgência do CHLO disse não acreditar que o S. José encerre, com a abertura do novo hospital.

O Todos-os-Santos vai ter 789 camas – para substituir as mais de mil do CHLO, que têm uma ocupação de 70% – e será organizado segundo um modelo inovador. Os tradicionais serviços hospitalares vão deixar de existir, estando o hospital dividido por áreas.

A área de cirurgia, por exemplo, inclui a ortopedia, a cirurgia plástica, a neurologia, etc. As camas vão ser todas em quartos individuais – que deverão estar preparados para duplicarem esta capacidade, se for preciso.
O novo hospital terá uma forte vertente universitária, com um centro de ensino e um centro de investigação, um auditório e salas de alunos.

Outras das características inovadoras do Todos-os-Santos é a componente de apoio à família, já que terá uma creche para os filhos dos trabalhadores. A inauguração está prevista para 2012.

graca.rosendo@sol.pt

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=72566

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LOCAL

http-~~-//img181.imageshack.us/img181/9778/peorientalcb1.jpg

Proposta
a concurso público promovido pelo Ministério da Saúde português

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Hospital%20Todos%20Santo/1.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Hospital%20Todos%20Santo/2.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Hospital%20Todos%20Santo/3.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Hospital%20Todos%20Santo/4.jpg

http-~~-//i34.photobucket.com/albums/d130/fred_mendonca/Hospital%20Todos%20Santo/5.jpg

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=561241&page=3
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Saúde 2008-04-14 15:01

Hospital de Todos os Santos vai custar 377 milhões de euros

A construção e instalação do novo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, custará 377 milhões de euros e será feita em parceria público-privada, mas a gestão clínica ficará inteiramente sob responsabilidade do Estado.

Diário Económico Online/Lusa

O sector privado ficará responsável pela construção e área dos serviços gerais e equipamentos do hospital, com excepção da alta tecnologia da área médica.

"Com esta parceria esperamos alcançar diversos benefícios para o Estado e para os cidadãos: uma partilha adequada de riscos com o sector privado, um controlo efectivo dos custos com a obra, eficiência na gestão da manutenção da infra-estrutura ao longo de 30 anos de concessão e o controlo dos custos dos serviços complementares de apoio (alimentação, gestão de resíduos, lavandaria, etc) ao longo de 10 anos", afirmou a ministra da Saúde na cerimónia de lançamento do concurso público.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, mostrou-se convicta de que "há muitos privados interessados em estabelecer parcerias". O investimento de 377 milhões de euros inclui a construção, colocação do equipamento geral e custos operacionais de funcionamento, deixando de parte a gestão clínica.

Os pagamentos do Estado só começarão a ser feitos a partir do terceiro ano após a assinatura do contrato, quando o edifício do Hospital for disponibilizado.

O Hospital de Todos os Santos, que ficará na zona de Chelas, na freguesia de Marvila, estará pronto dentro de quatro anos e vai substituir cinco

in http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1111892.html

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  • 2 weeks later...
Futuro Hospital de Todos-os-Santos viabiliza Corredor Verde da Bela Vista à Alameda


In Público (19/7/2008)
Ana Nunes

«A zona oriental de Lisboa vai reorganizar-se em torno do Hospital de Todos-os-Santos e os termos de referência viabilizam estatégia do Plano Verde camarário


A construção no Parque da Bela Vista do Hospital de Todos-os-Santos irá "viabilizar a estratégia municipal do Plano Verde da cidade de Lisboa" explicou o arquitecto da autarquia, Paulo Pais. Pela ligação da Bela Vista à Alameda Afonso Henriques através do Vale Vistoso forma-se o futuro corredor verde da cidade que chegará até Monsanto. Segundo Paulo Pais, a área de intervenção será de 107 hectares "uma área significativa para um plano de pormenor, o que torna o projecto ambicioso".
Moderador da sessão de apresentação pública dos termos de referência do Parque Hospitalar Oriental, anteontem à noite, em Marvila, Manuel Salgado, vereador do Urbanismo na autarquia, sublinhou que os termos de referência que vão ser aprovados irão "ordenar a zona central do antigo plano de Chelas e incluem uma área verde no Vale Vistoso (Olaias), para "compensar a área que vai ser perdida do Parque da Bela Vista". Para o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Belarmino Silva, este é um projecto "bom para a cidade de Lisboa e em particular para Marvila" que conta com o seu "apoio incondicional".
A terceira travessia sobre o Tejo que ligará Chelas e Barreiro irá obrigar a uma concertação deste plano de pormenor. Porém, Paulo Pais considera-a "uma oportunidade para a área ao reforçar a sua centralidade no espaço urbano de Lisboa".
O também arquitecto João Tremoceiro adiantou que "este movimento se deve transformar em oportunidades para os bairros circundantes através de uma maior movimentação económica que contribuirá para o desenvolvimento integrado de Marvila".
O vereador do Urbanismo adiantou que o plano de pormenor estará concluído no prazo máximo de um ano, prevendo-se o início da edificação da primeira unidade, o Hospital de Todos-os-Santos, no final de 2009. A obra deverá estar concluída em 2017, garantia dada pelo presidente da Junta de Freguesia de Marvila.
Segundo João Vermens, engenheiro do Ministério da Saúde, o Hospital de Todos-os-Santos será uma das principais unidades do Serviço Nacional de Saúde. "Trata-se de um hospital topo de linha com serviços especializados e de qualidade que irão abranger um milhão de habitantes", explicou.
As especialidades diferenciadoras da nova unidade hospitalar serão as unidades de cardiologia pediátrica, cirurgia cardiotoráxica, grande trauma, transplantes e por fim uma unidade de queimados. Este será também um hospital universitário para onde será transferida a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
O novo hospital irá nascer na zona oriental irá acolher os hospitais de Santa Marta, Desterro, Capuchos, Estefânia e São José. Na mesma zona passará ainda a localizar-se o Instituto Português de Oncologia (IPO), actualmente situado em Sete Rios.»

O título desta notícia é não só mera propaganda eleitoral como uma verdadeira anedota, pois não só não há qualquer possibilidade física de erguer um 'corredor verde' entre a Bela Vista e Monsanto, como aquilo que o Sr. Vereador dos Espaços Verdes insiste em anunciar como sendo o tal de 'corredor' é, imagine-se, feito de uma ponte (pintada de verde? decorada com vasos de plantas?) sobre o Vale de Chelas (contrapartida do Rock in Rio e exuberantemente festejada pelo Sr. Vereador, a troco da isenção de taxas...), passa pela Rovisco Pais, segue pela Av. Duque d'Ávila e vai até ao palacete Mendonça, nas traseiras do Corte Inglês. Corredor verde?
in http://cidadanialx.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
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  • 9 months later...

terça-feira, 7 de Julho de 2009 | 19:14 Imprimir Enviar por Email

Mota-Engil retirou providência a concurso de Todos-os-Santos

A Mota-Engil retirou a providência cautelar com que impugnou o concurso para a construção do novo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, em regime de parceria público-privada, revela o presidente do grupo.

"Achamos que era uma estratégia melhor para nós, podia implicar que a situação se complicasse. Por isso, em conjunto com os nossos advogados decidimos retirar a queixa", informa Jorge Coelho, à margem de um almoço em Lisboa organizado pelo American Club.

Em Março a Mota-Engil contestou em tribunal a exclusão do consórcio que integrava na fase de pré-qualificação, que deu origem a uma short-list de concorrentes, na qual figurava a Teixeira Duarte.

No consórcio da Mota-Engil entrava ainda a Soares da Costa/MSF e a Somague.

Na altura o jornal Expresso noticiou que a empresa dirigida por Jorge Coelho também iria impugnar o concurso para o Hospital Central do Algarve, para o qual tinha entrado em parceria com a Ferrovial.

Jorge Coelho explica hoje que o grupo nunca avançou para a impugnação do concurso do hospital algarvio. "Não tínhamos feito queixa nenhuma", disse apenas.

Questionado sobre se o grupo retirou a queixa por ter em vista concursos no futuro para a construção de novos hospitais em regime de PPP, Jorge Coelho responde que "achámos internamente que era a melhor solução".

Recordou porém que, por enquanto, "não há nenhum novo concurso. Quando vierem logo veremos", sublinhou.

Dias depois de terem sido noticiadas as providências cautelares o Ministério da Saúde confirmou que tinham sido interpostas, mas garantiu que essa acção não teria efeitos suspensivos.

A tutela esclareceu na altura que a impugnação apresentada pela Mota-Engil não implicaria o adiamento do concurso por não ter efeitos suspensivos, continuando assim todo o processo como antes.

O hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, foi o primeiro concurso a ser lançado apenas para a parte da construção, e sem a componente da gestão clínica. A decisão de retirar a vertente da gestão clínica dos concursos públicos do programa das parcerias público-privadas foi anunciada pelo primeiro-ministro, num debate no Parlamento, a 19 de Maio de 2008. Na altura José Sócrates argumentou que a gestão devia ficar reservada para o Serviço Nacional de Saúde, deixando para os privados apenas a parte da construção.

Além do hospital de Todos-os-Santos, também o concurso para a construção do hospital do Algarve está a decorrer.

Diário Digital / Lusa

in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=30&id_news=120011


Renders via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=561241

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Porto ficará com mais urgências polivalentes à noite do que Lisboa

Se a reorganização hospitalar avançar nos moldes previstos, a região de Lisboa vai passar a ter menos serviços de urgência polivalentes a funcionar à noite do que a do Porto.

O Ministério da Saúde começou finalmente a destapar o véu sobre esta reorganização, apesar de ainda estar a aguardar mais elementos para concluir a Carta Hospitalar, o que deverá acontecer a 15 deste mês.

Por enquanto não estão decididos mais encerramentos de urgências, além do fecho já concretizado (Curry Cabral, em Lisboa), mas o que vai acontecer é que vários serviços vão ser despromovidos nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e em Coimbra. Exemplos: urgências que actualmente são polivalentes (serviços fim de linha, que recebem politraumatizados), como as do Hospital São Francisco Xavier (Lisboa) e do Garcia de Orta (Almada) passarão a funcionar como médico-cirúrgicas (com menos valências) durante o período nocturno. Esta novidade foi ontem adiantada pelo presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, que pretende ter já em Maio todo este processo de "reengenharia" concretizado. "Não faz sentido que Lisboa tenha quatro urgências polivalentes", justifica. O presidente do Conselho para a Qualidade em Saúde e membro da anterior comissão para a reforma da rede de urgências, Luís Campos, concorda. "Duas urgências polivalente na Grande Lisboa são suficientes, até porque o número de politraumatizados tem vindo a diminuir", diz, notando que a redução de urgências durante a noite não é inédita. "Paris faz isto", exemplificou. No Porto, mantêm-se as actuais três urgências polivalentes, apesar de ter sido discutida a hipótese de Gaia ser despromovida para médico-cirúrgica. O que fechou já foi o Hospital Pediátrico Maria Pia.

Até ao final do ano, admitiu ainda em entrevista à Antena 1 Cunha Ribeiro, o Hospital de Sta. Maria vai emagrecer entre 250 e 300 camas na sequência da abertura do Hospital de Loures e perder uma parte do actual orçamento, mas, em contrapartida, passará a receber doentes que agora são atendidos no Hospital Amadora-Sintra. No âmbito desta reorganização, o edifício da Maternidade Alfredo da Costa poderá encerrar, mas as equipas manter-se-ão a trabalhar nos Hospitais de Sta. Maria e no São Francisco Xavier.

Na região oeste, no Centro Hospitalar Oeste Norte (Peniche, Alcobaça e Caldas da Rainha) apenas o hospital das Caldas manterá a urgência médico-cirúrgica. A ideia é criar um Centro Hospitalar do Oeste integrando os hospitais de Torres Vedras e do Barro no Centro Hospitalar Oeste Norte. A urgência de Torres Vedras passará a serviço de urgência básica (SUB). Alcobaça passa para Leiria, à excepção das freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto. Na região do Médio Tejo, os autarcas (Tomar, Abrantes e Torres Novas) apoiam as alterações já concretizadas no âmbito da reorganização do centro hospitalar. Onde havia três urgências médico-cirúrgicas, há agora apenas uma deste tipo, em Abrantes. Tomar e Torres Novas ficaram com SUB.

Em Coimbra, está a ser estudada a possibilidade de a urgência dos Covões encerrar à noite, sendo os doentes atendidos nos Hospitais da Universidade de Coimbra, a cinco quilómetros de distância. Está ainda previsto o fecho dos centros psiquiátricos de Lorvão e Arnes.

"Não estamos numa tendência encerradora, mas numa perspectiva reformadora", afirmou o secretário de Estado Fernando Leal da Costa, na RTP. O objectivo volta a ser aquele que já era o que presidiu à reforma anterior - o de garantir que o maior número de portugueses terá uma urgência a menos de 60 minutos. Os estudos estão "em fase de discussão nas administração regionais de saúde" e, nos casos onde seja preciso fazer alterações, "vamos discutir com os autarcas", assegurou.


Público


04/12/2011
Um plano para unir os bairros
Em busca da vitalidade social, económica, urbana e valorização da paisagem
Num cenário de incertezas, a começar pelo adiamento da construção da Terceira Travessia do Tejo - a ponte Chelas-Barreiro - e o compasso de espera para o início da edificação do novo hospital em Lisboa, peça central do Parque Hospitalar Oriental, nos terrenos da Bela Vista, em Chelas, o Governo determinou a manutenção das instalações do Instituto Português de Oncologia na sua localização actual, na Praça de Espanha.
Assumida esta decisão, uma outra foi a Câmara de Lisboa obrigada a estabelecer: reformar os termos de referência para o plano de pormenor, que datavam de 2008, ficando agora definidos novos limites de intervenção substancialmente maior - da Avenida Marechal Gomes da Costa até à linha do caminho-de-ferro - área que se expande por 390 hectares. O plano assume, como objectivos principais, a implantação do Hospital Oriental, que não se poderá chamar de Todos-os-Santos, por determinação judicial, após uma acção desencadeada por uma clínica médica privada que fez valer os direitos registados daquela designação. Mas o que poderá fazer mudar a face ao território de Chelas, na freguesia de Marvila, é a anunciada configuração dos espaços qualificados que fomentem a vitalidade social, económica e urbana de uma área tão deprimida, "para atenuar o efeito de bairros-ilha, para os unir", assumiram os arquitectos dos serviços de urbanismo da Câmara de Lisboa, destacando que este plano deverá aproveitar para colmatar o que faltou ao plano de 1964.
O plano será elaborado por um privado, a sociedade imobiliária Solreis, que para tal manifestou interesse e por ser detentora de direitos de edificação na área de intervenção daquele plano, após permuta de terrenos com o município. Será uma grande praça central de Chelas a peça-chave para aquela união de bairros, sustenta a câmara, articulando os acessos ao corredor da Terceira Travessia do Tejo com a estrutura viária ali existente e de transportes públicos.
A valorização paisagística pretende assegurar um contínuo verde desde a Bela Vista até Monsanto, através de densa florestação do parque do Vale de Chelas, capaz de mitigar o efeito da ancoragem da ponte em Chelas. C.F.


http://cidadanialx.blogspot.com/2011...s-bairros.html



Chelas: o que era novo e moderno ignorou as pessoas

A urbanização social das Amendoeiras faz parte dos "bairros-ilha" de Chelas

Com a edificação do Hospital Oriental de Lisboa em Chelas quer-se promover a coesão social no território, que foi um falhanço urbanístico. Pôr gente nas ruas que foram feitas para carros pode ser tarefa impossível

Por Carlos Filipe in Público

Diz-se que a culpa é da Carta de Atenas e que dos seus princípios gerais enferma ainda o urbanismo de Chelas, um território feito de ilhas, onde as relações de vizinhança são difíceis. Quase 50 anos depois do plano que o definiu, um outro está em elaboração, com o qual se pretende dar-lhe coesão e diversidade funcional. Mas será que a construção de um grande hospital ajudará a corrigir tantos erros grosseiros na concepção de cidade?

Especialistas de arquitectura e urbanismo ouvidos pelo PÚBLICO apontam os erros e o futuro da missão: se para um é impossível, para outro ainda há remédio, mas a cura será longa.

A Carta de Atenas foi um documento de compromisso, redigido em 1933 por arquitectos e urbanistas internacionais, entre os quais se destaca Le Corbusier. Surgiu após a conclusão do Congresso de Arquitectos e Técnicos de Monumentos Históricos, realizado na capital grega, dois anos antes. Aqueles princípios serviram de guia urbanístico e como inspiração para a arquitectura contemporânea - seria suprimido o conhecido traçado das cidades, então com ruas e quadras, para se implantar um zoneamento selectivo, uma divisão de áreas funcionais: habitação, trabalho, circulação, lazer.
António Sérgio Rosa de Carvalho, historiador de arquitectura, enfatiza no que diz ser o fulcro da questão: "Abdica-se de dois elementos fundamentais para a constituição de uma cidade: a rua-corredor, elemento integrador e das vivências do quotidiano (residencial/comercial/contactar/movimentar/trabalhar) e a praça-fórum, mais dirigida à vivência institucionalizada (mercado/reuniões/edifícios públicos/monumentos."

Pensada e não acabada

A urbanização de Chelas teve as suas origens no início dos anos de 1960 após estudos do então chamado Gabinete Técnico de Habitação da Câmara de Lisboa. Estimava-se então que estivesse concluída em 2000. Foi pensada para acolher operários e trabalhadores da função pública, como aconteceu com Alvalade e Olivais, mas o plano não correu bem, fosse pela dificuldade de aquisição ou expropriação de terrenos, fosse pela agitação social e o fenómeno das ocupações em 1975. E ainda eclodiu a necessidade de alojar cidadãos oriundos das ex-colónias, e outros pelo início da erradicação dos bairros de barracas. Curraleira, em 2001, foi o último exemplo. A zona polarizou-se em bairros-ilha, sendo os principais Amendoeiras/Olival, Armador, Condado, Flamenga e Lóios.
Com o advento da Expo-98, o território fragmentou-se ainda mais com a multiplicação das vias rápidas de acesso ao Parque das Nações. Cortaram-se as ligações e os habitantes ficaram mais afastados das zonas de comércio e serviços. O cenário verde e idílico que a orografia e o sistema de vales propiciava ficou comprometido. "Criaram-se grandes distâncias a percorrer, com as conhecidas dependências de transporte individual e colectivo, com consequências para a qualidade de vida e ambiental", nota o historiador.
António Baptista Coelho, do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), assume-se um "passeante inveterado que em Chelas não encontra o seu sítio - provavelmente poucas pessoas o encontrarão." "É preciso ter a ideia de que ali se tentou fazer novo e fazer melhor, mas talvez já tivesse havido tempo de se perceber que não resultou, mas que é um sítio fantástico, com exposição solar e vistas privilegiadas", salienta o arquitecto, que lamenta tal exercício urbanístico, quando comparado com outro, anterior no tempo: "Uma das malhas urbanas mais humanizadas e naturalizadas de Lisboa e de Portugal é a de Olivais-Norte/Encarnação, onde há um percurso agradável no verde, acompanhado por vistas de janelas, uma zona pedonal que não inibe uma funcionalidade adequada dos veículos e que se integra na perfeição com actividades comerciais e cívicas, bem servido de transportes, e tudo bem desenhado, o que é fundamental."
O também editor da revista/blogue Infohabitar acrescenta: "Foram edifícios e espaços públicos feitos nos anos 60, mas com a sabedoria da relação com o movimento aparente do Sol. O que ali aconteceu foi ter-se feito cidade com habitação. Ainda hoje, em Chelas, estas condições não existem, pois foi feita muito para o automóvel, quando hoje as cidades estão a ser recuperadas para a pessoa, para o peão."
Para Rosa de Carvalho, "a causa do desastre de Chelas, como cidade-dormitório, radica na raiz da sua concepção errada, constituindo um laboratório de experiências sociais onde as principais vítimas são as pessoas." O historiador vai mais longe: "Este tipo de falhanços urbanísticos já começaram a ser demolidos pela Europa."

Cidade em Alvalade

Dos Olivais também aponta ter sido um bom exemplo, mas de Alvalade [do arquitecto Faria da Costa] Rosa de Carvalho afiança ter sido tão bom ou melhor, destacando a Av. da Igreja, "uma verdadeira cidade": "Tem qualidades multifuncionais, humanas, resultantes de uma escala, composição urbana (boa arquitectura em tipologia e materiais/máximo de quatro andares)".
Por que razão falhou Chelas? "Talvez porque na altura haveria uma ideia de modernidade, que tinha que ver com aspectos até políticos, talvez porque não se conseguiu ter adequado discernimento relativamente a conjuntos ali ao lado bem conseguidos em termos habitacionais e urbanos - Alvalade, ainda um exemplo de escala e humanização, Olivais Norte, onde se fizeram pela primeira vez em Portugal, os edifícios no meio do verde e dos jardins, e certas zonas de Olivais Sul", explica o investigador do LNEC.
"O zonamento monofuncional de Chelas, de arquitectura baseada em modelos (escala-tipologias-materiais) errados, exercendo um efeito perverso no campo sociológico, foi ainda agravado pela falta de contacto com o exterior até aos anos 90, transformando as suas cinco ilhas isoladas num baldio", esclarece, por seu lado, o historiador.
Mas o plano com o hospital pode ser remédio? "A única tentativa que pode ser feita (missão quase impossível) é tratar cada uma das zonas independentemente, e desenvolver em cada uma delas, uma aproximação a uma pequena cidade - ruas, comércio, praças, centros cívicos, pontos de referência e identidade", diz Rosa de Carvalho.
António Baptista Coelho adverte que há em Chelas "excelentes peças de arquitectura habitacional". E cita o arquitecto Manuel Taínha, na revista Arquitectura e Vida, de Março 2000:" É mais do que tempo para regenerar, reabilitar, reconverter, preencher e requalificar Chelas, e, quem sabe, o tempo que passou nos permita fazer ali uma intervenção tão sensível e adequada, como estruturalmente reabilitadora da realidade que ali se vive."
A integração de equipamentos hospitalares em Chelas, admite, só "poderá ajudar a "desenclavar" o bairro (que hoje ainda o não é), mas é evidente que o que se foi fazendo mal ao longo de decénios não será remediado em meia dúzia de anos". No entanto, conclui, "é possível privilegiar e é vital calendarizar medidas e opções que atribuam a Chelas um sentido de vivência urbana e humana".


http://cidadanialx.blogspot.com/2011...eiras-faz.html



Hospital Oriental
por Ana Sanlez, RTP actualizado às 12:07 - 21 novembro '11
Mega-hospital em Lisboa contra os desígnios da troika

A construção de um novo hospital em Lisboa, em regime de Parceria Público-Privada, sairá mais barata ao Estado do que a manutenção dos edifícios do atual Centro Hospitalar da capital. Esta é uma das principais conclusões do Relatório do Grupo para a Reforma Hospitalar que vai ser apresentado hoje às 16h00. De acordo com o documento, a dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é superior a 4,78 mil milhões de euros.

Segundo a edição desta segunda-feira do jornal Público, o grupo técnico encarregado pelo Ministério da Saúde de "reorganizar a rede hospitalar" de forma a "melhorar o acesso e a qualidade das prestações de saúde" e "garantir a sustentabilidade económico-financeira", vai propor o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e do Hospital Curry Cabral.

De acordo com o relatório que será hoje conhecido, o fecho da MAC e do Curry Cabral seria compensado com a integração de todos os serviços, incluindo transplantes, no atual Centro Hospitalar de Lisboa Central, um núcleo constituído pelas unidades de saúde dos Capuchos, Estefânia, São José e Santa Marta. Segundo o Público, os custos de manutenção deste Centro Hospitalar custam ao Estado mais 71 milhões de euros que o total da renda a ser paga pelo futuro Hospital Oriental nos próximos 30 anos.

A construção da nova mega unidade de saúde de Lisboa, situada na zona de Chelas e cujo financiamento está já aprovado em 50 por cento pelo Banco Europeu de Investimento, deverá ficar concluída em daqui a três anos. Será então em 2014 que deve ocorrer a translação definitiva do Centro Hospitalar de Lisboa Central para as novas instalações.

Instituto Nacional de Oncologia substitui IPO

A região de Lisboa e Vale do Tejo, a "mais crítica do ponto de vista da produtividade e da eficiência" de acordo com o documento apresentado ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo, ficaria então servida pelo Centro Hospitalar de Lisboa Norte, composto pelo Santa Maria e o Pulido Valente e o Centro de Lisboa Ocidental, formado por São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, isto para além do novo Hospital Oriental.

A construção do novo empreendimento tinha sido embargada pela troika, por ser constituído na base de uma Parceria Público-Privada, que segundo o memorando de entendimento assinado com o Governo, seriam para suspender na totalidade. A deliberação do Grupo para a Reforma Hospitalar deverá a única exceção.

O grupo liderado por José Mendes Ribeiro avança ainda com uma resolução para unificar as três unidades do Instituto Português de Oncologia, que se tornaria assim no Instituto Nacional de Oncologia. A medida permitiria poupar alguns milhares de euros através da constituição de um conselho de administração único.

"Buraco" de quase cinco mil milhões

As contas feitas pelo grupo técnico mostram que o passivo acumulado pelo Serviço Nacional de Saúde, um agregado de 50 hospitais e centros hospitalares, foi de 4.482 mil milhões de euros em 2010. Comparado com os números de 2007, quando o "buraco" atingiu 2.265 mil milhões de euros, o valor mais do que duplicou.

Segundo o coordenador do grupo técnico, tal como avança o Diário Económico, a dívida está relacionada com a descapitalização dos hospitais. Na prática isto significa que as Entidades Públicas Empresariais (EPE) têm ainda por realizar um terço do seu capital social próprio, na ordem dos 418 milhões de euros. A esta situação acresce o facto de quase metade das 41 EPE existentes estarem em falência técnica.

"Não urgentes" fora das urgências

O relatório preparado pelo grupo de trabalho destacado pelo Ministério da Saúde em agosto contém uma série de outras medidas de optimização do Serviço Nacional de Saúde.

Das sugestões apresentadas a Paulo Macedo destaca-se a hipótese de dar a escolher aos pacientes a unidade hospitalar em que preferem receber tratamento, sem estarem condicionados pela sua área de residência. Ainda no que diz respeito à saúde dos portugueses, é feita a indicação de que os doentes considerados como "não urgentes" não devem ser atendidos nos serviços de urgência hospitalar.

Entre as propostas a considerar está ainda o aumento da duração dos contratos-programa plurianuais de um ano para três anos, a unificação da tabela de preços dos hospitais, atualmente dispersa por quatro níveis, a transferência de responsabilidades médicas para o domínio da enfermagem bem como a redução da taxa de cesarianas.


http://www.rtp.pt/noticias/?t=Mega-h...layout=10&tm=8



Lisboa: Hospital Oriental e Terceira Travessia do Tejo previstos em plano de pormenor

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
21:47 Segunda feira, 21 de Nov de 2011


Lisboa, 21 nov (Lusa) - O Hospital Oriental, unindo cinco hospitais, a Terceira Travessia do Tejo e um 'corredor verde' entre Bela Vista e Monsanto são as principais linhas do Plano de Pormenor do Parque Hospitalar Oriental, apresentado hoje pela Câmara de Lisboa.

Na sessão pública de apresentação dos termos de referência do Plano de Pormenor, o chefe da Divisão de Planeamento Territorial da Câmara de Lisboa, Eduardo Campelo, disse que "está definitivamente assente que vamos ter Hospital Oriental [na zona de Chelas], só não sabemos quando".

Eduardo Campelo explicou que este Hospital Oriental vai resultar da "migração do Hospital Central de Lisboa, que está localizado em vários pólos - Hospital de São José, do Desterro, de Santa Marta, dos Capuchos e o Miguel Bombarda".


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/lisboa-hospita...#ixzz1eNxpG1Th



Hospital Oriental e Terceira Travessia do Tejo previstos em plano de pormenor de Lisboa

21.11.2011 - 23:22 Por Lusa

O Hospital Oriental, unindo cinco hospitais, a Terceira Travessia do Tejo e um “corredor verde” entre Bela Vista e Monsanto são as principais linhas do Plano de Pormenor do Parque Hospitalar Oriental, apresentado nesta segunda-feira pela Câmara de Lisboa.

Na sessão pública de apresentação dos termos de referência do Plano de Pormenor, o chefe da Divisão de Planeamento Territorial da Câmara de Lisboa, Eduardo Campelo, disse que “está definitivamente assente que vamos ter Hospital Oriental [na zona de Chelas], só não sabemos quando”.

Eduardo Campelo explicou que este Hospital Oriental vai resultar da “migração do Hospital Central de Lisboa, que está localizado em vários pólos - Hospital de São José, do Desterro, de Santa Marta, dos Capuchos e o Miguel Bombarda”.

O responsável autárquico disse que este Hospital Oriental vai receber também instalações para o Instituto de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Os termos de referência indicam que o Hospital Oriental terá capacidade para cerca de 800 camas e poderá receber cerca de 20 mil utentes diários, funcionários e mais mil alunos, sendo construído numa área de dez hectares, dividida em duas parcelas atravessadas pela Avenida Dr. Augusto Castro.

Quanto à Terceira Travessia do Tejo, um projecto lançado pelo anterior governo que previa ligar Chelas e Barreiro, Eduardo Campelo adiantou que “está assumida como localização definitiva, se bem que a sua implementação demorará mais tempo do que o que estava previsto”, dada a situação financeira do País.

Outro pressuposto do plano de pormenor é “a garantia de um contínuo verde de ligação entre o Parque da Bela Vista e o Parque Florestal de Monsanto” que “contemple a criação de uma rede de mobilidade suave - peões e bicicletas”, lê-se nos termos de referência.

O documento prevê também a “ampliação do Parque da Bela Vista para sul da linha de caminho de ferro existente, na área do Vale da Azinhaga da Fonte do Louro (Casal Vistoso/Olaias)”.

O chefe da Divisão de Planeamento Territorial avançou ainda que o plano pressupõe a “existência de uma grande praça central que articule transportes” na zona da quadra Central de Chelas e a “hipotética criação de um eléctrico rápido”.

Está ainda prevista a florestação do Parque Urbano do vale de Chelas com cerca de cinco mil árvores.

Um dos parceiros da autarquia é a Solreis - Sociedade Imobiliária, que, segundo o contrato de parceria assinado pelas entidades, detém direitos edificatórios que nunca exerceu em terrenos da Câmara que vão ser alvo de uma permuta.

Eduardo Campelo disse à Agência Lusa que esta imobiliária vai construir uma das duas torres de habitação previstas na Avenida Afonso Costa, numa área de utilização de cerca de 21 mil metros quadrados e com uma altura que não pode ultrapassar os 150 metros.

A Câmara de Lisboa aprovou os termos de referência para este plano em 2008 e incluía a possibilidade de receber as instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) em terrenos do Parque da Bela Vista.

No entanto, e uma vez que a tutela decidiu manter o IPO nos terrenos actuais, a autarquia teve de reformular o documento, que, agora, abrange 390 hectares.


http://www.publico.pt/Local/hospital...lisboa-1521957


Hospitais pedem para fechar

Os administradores do Grupo Hospitalar de Lisboa Central – que inclui São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa – defendem, num documento enviado ao ministro da Saúde, que estes hospitais devem fechar.
Segundo o SOL apurou, os gestores garantem que se pouparia muito dinheiro com o encerramento daqueles hospitais e a abertura de um novo, na zona de Chelas: o Hospital de Todos os Santos, cujo projecto está ainda a ser avaliado pelas Finanças. A estimativa dos administradores aponta para uma poupança de 381,7 milhões de euros.

Numa análise comparativa entre o custo da concessão a 30 anos do novo hospital ou a manutenção dos actuais, aqueles responsáveis dizem não ter dúvidas de que o Estado terá graves prejuízos se mantiver abertos e a funcionar aqueles seis estabelecimentos.

Só em investimento, como obras de manutenção e conservação, serão necessários 417,1 milhões de euros. E em serviços de apoio serão gastos 397,6 milhões. Além disso, saem dos cofres do Ministério da Saúde, todos os anos, sete milhões de euros em rendas pagas à Estamo (empresa do grupo Parpública, que gere a compra e venda de imóveis do Estado). É que o Estado vendeu a esta sociedade os terrenos dos hospitais de São José, Capuchos e Santa Marta e metade da área do Curry Cabral.

Os administradores autores do documento adiantam ainda que os seus seis hospitais vão fechar as contas deste ano com 498 milhões de euros de custos de exploração. A solução estará, na sua opinião, na abertura do novo Hospital de Todos os Santos, uma parceria público-privada (só para a construção) que, segundo o documento, terá um custo de exploração de 430 milhões de euros, sendo que a primeira prestação só terá de ser paga ao fim de 36 meses.

Este estudo foi entregue há cerca de três semanas ao ministro da Saúde e foi remetido para o Ministério das Finanças – que está a avaliar todas as parcerias públicas-privadas em curso.

Segundo o SOL apurou, a decisão quanto ao novo hospital será tomada no primeiro semestre de 2012, sendo que Paulo Macedo tem mantido contactos com as Finanças, defendendo a necessidade do projecto.



Sol



Os seis hospitais que Lisboa vai perder até 2012

Hospital que substitui são José e estefânia só daqui a cinco anos.

O Ministério da Saúde já tem definida a lista final de hospitais que vão encerrar em Lisboa, em resultado da reorganização da capacidade de prestação de cuidados de saúde na capital. Assim, os hospitais dos Capuchos, Santa Marta, São José e Estefânia, Desterro e Estefânia vão fechar, mas só depois de entrar em funcionamento o novo hospital de Todos-os-Santos, em Chelas.

De fora da lista de hospitais a fechar ficam a maternidade Alfredo da Costa, o hospital Miguel Bombarda e o hospital Júlio de Matos, que eram ainda objecto de ponderação pela comissão que está ainda a ultimar o estudo técnico que serve de base a esta decisão.

A informação foi confirmada ao Diário Económico pelo ministro da Saúde, António Correia de Campos, que sublinha, no entanto, que a lista ainda não foi oficialmente decidida, uma vez que a comissão nomeada em 2005 para estudar a reorganização hospitalar de Lisboa não entregou ainda a versão final do relatório onde abordar o futuro da capacidade hospitalar de Lisboa..

Hospitais onde há pessoas

A reorganização hospitalar em curso na capital portuguesa está baseada no movimento populacional à volta de Lisboa. Com o passar dos anos, a cidade cresceu para as margens, e foi perdendo habitantes no centro. Assim se explica a abertura de concursos para a construção de novos hospitais à volta da capital, como Sintra, Cascais, Loures e também na margem Sul.

A intenção do Governo é concentrar no Hospital de Todos-os-Santos a maioria das principais valências existentes nestes hospitais que vão ser ou radicalmente transformados ou mesmo encerrados.

Isto não significa, portanto, que estes seis espaços imobiliários de excelência no centro de Lisboa possam passar todos para a iniciativa privada, embora isso possa acontecer nalguns casos. Alguns dos edifícios, como o do Hospital de São José, estão classificados como monumentos de interesse público, o que pode também ajudar a perceber a intenção do ministro da Saúde de transformar este histórico hospital de Lisboa numa unidade de saúde vocacionada para o apoio aos doentes idosos ou aos doentes em recuperação de uma intervenção cirúrgica, mas que não precisem de cuidados médicos intensivos.

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa é o único destes hospitais que não vai ser transferido para a nova unidade de Saúde – o Hospital de Todos-os-Santos. Oeiras é o destino mais provável, mas não há uma decisão formal do Ministério da Saúde.

Correia de Campos explica Saúde no Norte

António Correia de Campos vai, hoje e amanhã, estar no Porto e em Coimbra para explicar as medidas que tem vindo a implementar na Saúde. Logo pela manhã, o ministro da Saúde vai à maternidade Júlio Dinis, no Porto, para explicar as implicações da integração desta unidade de saúde no Centro Hospitalar do Porto, cuja criação foi aprovada na quinta-feira, em Conselho de Ministros, e para a qual o Governo reservou 76 milhões de euros em capital social. Duas horas depois, ao meio-dia, estará na Unidade de Saúde Familiar de Baltar, no Centro de Saúde de Paredes/Rebordosa, e tem tempo ainda para visitar, à tarde, a Unidade de Saúde Familiar Alpendorada, no Centro de Saúde de Marco de Canavezes. Amanhã, Correia de Campos estará em Coimbra para demonstrar as vantagens das concentrações nos serviços de urgência e nos Serviços de Atendimento Permanente na zona centro do país. Em Coimbra, o ministro vai assinar protocolos com as autarquias envolvidas.


Económico



Ana Jorge diz que Hospital de Lisboa Oriental permitiria poupar 40 milhões de euros por ano
24.04.2011 - 11:41 Por Lusa

A ministra da Saúde, Ana Jorge, defende o investimento na construção do novo Hospital de Lisboa Oriental porque permitiria uma poupança anual de 40 milhões de euros.

“A constituição e o aparecimento de um novo hospital que substituísse todos [s. José, Capuchos, Santa Marta, Desterro e D. Estefânia] levaria a uma economia de 40 milhões de euros por ano”, disse esta semana em entrevista à agência Lusa Ana Jorge.

Segundo a ministra, evitar “a dispersão daquilo que são a prestação de cuidados, a circulação dos profissionais e dos doentes de uns hospitais para os outros levaria” a esta poupança. Nesse sentido, Ana Jorge afirmou que “valeria a pena investir neste hospital”.

Questionada pela Lusa sobre os resultados da comissão para a reavaliação das parcerias público-privadas, responsável por analisar todas as PPP, a ministra disse não conhecer os resultados da análise à construção desta unidade de saúde.

O acordo de princípio para a construção do Hospital de Lisboa Oriental, também conhecido como Hospital de Todos-os-Santos, foi assinado em Dezembro de 2007 pelo então ministro da Saúde Correia de Campos.

Em Setembro de 2010, o Banco Europeu de Investimento (BEI) aprovou o pedido português de financiamento até 300 milhões de euros para a construção do novo hospital, que representa um investimento total de 600 milhões de euros e deverá ser construído na zona Chelas.

O Hospital de Lisboa Oriental - que irá concentrar as principais valências e os serviços hospitalares dos Capuchos, São José, Santa Marta, Desterro e D. Estefânia - foi o segundo a ser lançado em regime de parceria público privada apenas com a componente da construção e terá 790 camas.


http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=561241&page=5




BEI salva parcerias para hospitais no Algarve e Lisboa

O Banco Europeu de Investimento (BEI) está a ponderar financiar as empresas que concorreram à construção dos hospitais do Algarve e de Lisboa, assim possibilitando uma aproximação entre o preço definido pelo Estado e o proposto pelos concorrentes.

«O BEI tem estado em contacto com as entidades públicas e privadas envolvidas nos concursos para os novos hospitais de Lisboa Oriental e de Faro no sentido de angariar informações que permitam avaliar a elegibilidade desses projetos e o modo como se poderá estruturar o contributo do Banco para o seu financiamento», confirmou à Lusa o vice-presidente desta entidade, Carlos da Silva Costa.

Sem a disponibilidade do BEI, que já é do conhecimento dos ministérios da Saúde e das Finanças, seria muito difícil que os construtores apresentassem propostas dentro do limite de preço definido pelo Estado para a construção do hospital do Algarve: 260 milhões de euros, contra propostas da Teixeira Duarte de 372 milhões e da Ferrovial com 410 milhões de euros.


http://diariodigital.sapo.pt/dinheir...id_news=135084
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