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«Não tem pés nem cabeça dizer que se vão gastar milhões em fogo-de-artifício»


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Júdice em declarações ao SOL

«Não tem pés nem cabeça dizer que se vão gastar milhões em fogo-de-artifício»
Por Margarida Davim

José Miguel Júdice diz que as reacções da oposição à apresentação do plano para a frente de Tejo na Câmara de Lisboa são fruto «de uma grande confusão» e garante que a sociedade que irá gerir não vai gastar dinheiro em fogo-de-artifício


«Não tem pés nem cabeça dizer que se vão gastar milhões em fogo-de-artifício», diz José Miguel Júdice, que ficou surpreendido com os comentários dos vereadores da oposição depois da apresentação do plano para a frente ribeirinha na Câmara de Lisboa.

Júdice explicou ao SOL que o documento refere uma verba de cinco milhões de euros «para construir uma infra-estrutura para espectáculos de luz e som em frente aos Jerónimos e um centro de interpretação dos Descobrimentos dentro do mosteiro». Isto, «se o IGESPAR aceitar, claro», diz, referindo-se ao instituto público responsável pela protecção do património.

Para Júdice, este gasto – que deverá ser suportado pelo Instituto do Turismo, caso o projecto seja aprovado – não é um custo, mas sim «um investimento».

O jurista estranhou ainda o facto de a vereação se ter mostrado surpreendida com a sua presença na reunião de Câmara desta quarta-feira: «Eu fui, porque fui convidado pelo senhor presidente da Câmara. Aliás, ‘a festas e baptizados não vás sem ser convidado’».

José Miguel Júdice também não entende as reacções aos ajustes directos previstos no documento para a frente ribeirinha: «Só há dois ajustes directos, para os arquitectos Bruno Soares e Paulo Mendes da Rocha».

O advogado esclarece que ambas as contratações foram feitas pela Parque Expo e não por si ou pela sociedade que irá liderar o projecto de requalificação da frente de rio, mas defende as escolhas pela «qualidade técnica» destes profissionais.

«Um projecto deste tipo nunca é feito por concurso», comentou, referindo-se ao plano para o Museu dos Coches, entregue ao arquitecto Paulo Mendes da Rocha.

Quanto ao arquitecto Bruno Soares, Júdice justifica que se trata de «uma pessoa que conhece muito bem a Baixa-Chiado e que já trabalha nessa zona há mais de 15 anos».
De resto, Júdice diz-se «muito crítico em relação aos ajustes directos» e assegura que deixou clara essa sua preocupação nas conversas que teve com José Sócrates: «Eu disse ao sr. Primeiro-Ministro que gostaria que tudo fosse feito por concursos públicos internacionais».

Sócrates terá acatado a sugestão, mas os nomes dos arquitectos Mendes da Rocha e Soares já teriam sido escolhidos pela Parque Expo.

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=88424
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