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Casa Auto-Suficiente - Arq. Nuno Oliveira


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Casa Auto-Suficiente
Nuno Oliveira

http-~~-//www.casadavizinha.eu/spp/architects/87/projects/77/1205339252_folha-3-web.jpg
http-~~-//www.casadavizinha.eu/spp/architects/87/projects/77/1205339007_folha-2-web.jpg
O Vale do Ave é uma região de Portugal com uma mancha dispersa de ocupação do território que consiste maioritariamente em habitação unifamiliar assente sobre a estrutura minifundiária rural. Esta subestrutura agrícola é fruto de um condicionamento secular desta paisagem, dando origem não só aos seus aspectos mais característicos como a um estilo de vida ainda vinculado fortemente às culturas de subsistência, apesar da industrialização da zona. O tipo de construções unifamiliares que surgem vão no entanto contra este tipo de quotidiano, citando situações urbanas (loteamentos, grandes blocos) que não são capazes de se ancorar quer funcionalmente ou morfologicamente na realidade deste território.
A proposta consiste num módulo habitacional combinável que tem como objectivo reduzir os gastos ambientais e económicos das ocupações inteiramente dependentes de infraestruturas e constituir uma forma optimizada de nova habitação rural.

[...]

Ler mais sobre o projecto:
http://www.casadavizinha.eu/projectos/casa-auto-suficiente-77.html
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Interessante projecto... Apesar de as imagens não serem o mais explicitas e o texto não conter informação suficiente para podermos apontar determinadas questões técnicas, ou conceptuais... diria, Muito bom mesmo.. De louvar as preocupações com o meio envolvente e de sustentabilidade... Todos os edificios por maiores, estranhos que sejam deviam ser 100% sustentaveis, e isso devia fazer parte do processo projectual de qualquer arquitecto... Cumprs..

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Agradeço desde já o feedback positivo e aproveitava para apelar a mais opiniões e críticas. Os aspectos técnicos da proposta, nomeadamente os relativos á auto-suficiência eram algo extensos para serem incluídos no esquema de apresentação da Casa da Vizinha, iniciativa que desde já aplaudo. Sinteticamente trata-se de um edifício executado com uma estrutura de madeira laminada e ancorada por fundações e um embasamento elevado em betão armado. A estrutura em betão inclui três contentores que abrigam o tratamento de águas residuais e pluviais (tratam-se de sanitas de compostagem), e um contentor de compostagem de residuos domésticos. As instalações de aquecimento de água, bateria solar, etc estão localizadas nos módulos fixos junto ás i.s. O isolamento da estrutura é realizado com recurso a materiais biodegradáveis e provenientes de fontes renováveis- aglomerado de cortiça, compósito cimento-madeira e outros. Os revestimentos são realizados em pinho Douglas (uma cultura controlada comum na europa mas incompreensivelmente rara em Portugal) e cobertos por uma pele constiuída por uma vedação em aço que serve de suporte a espécies caducas de hedera, para isolamento adicional. O aquecimento de água e produção de energia eléctrica, bem como recolha de águas para descargas e lavagem são feitas pela cobertura. Como é difícil obter uma auto-suficiência em electricidade é recomendável que a habitação e envolvente tenham condições para a instalação de aerogeradores para uma potência de adicional de 2500 W, estes poderiam funcionar como bomba para um eventual furo de água para água potável e\ou para carregar um veículo eléctrico. Espero ter sido esclarecedor e gostaria de responder a quaisquer questões que surgam. Cumprimentos

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Interessante, e penso que faz todo o sentido na Região de Santo Tirso - dispersa e autosufuciente. Sou bastante céptico com relação às novas tecnologias de sustentabilidade, penso que a melhor sustentabilidade é aquela que surge de forma natural, através da implantção, da orientação, ou das aberturas, etc. O antigo quarteirão, por exemplo, não necessita gastar tanto como um bloco livre. habitação colectiva terá sempre maior probabilidade de poupança de gastos (gastos individuais ou gastos comunitários...) do que a habitação unifamiliar, etc. A questão é complicada. Por exemplo, a luz que entra na vertical é sempre muito mais "violenta" do que aquela captada por uma janela vertical. Gostei muito da "pele vegetação", acho que deve criar uma excelente protecção no Verão, mas não sei quanto ao Inverno - além de que gera um nível de humidade permanente à face exterior da parede que pode não ser muito compatível com o aço, dependendo do aço. Penso que só o tempo dirá quais as soluções reamente sustentáveis e quais as experimentalistas.

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Agradeço o seu contributo Sputnik.

Definitivamente a estratégia inicial relativa ao desempenho energético e não só das construções prende-se com os chamados sistemas solares passivos (como menciona a orientação, vãos, etc) e com a resolução de um sistema construtivo capaz de controlar as trocas térmicas com o exterior, estratégias que pertencem a um conjunto de conhecimentos mais "tradicional" ou "natural" como lhes chama. Naturalmente este é um ponto de partida que não esgota o potencial sustentável das construções- a tecnologia para produzir edifícios de emissões neutras e, potencialmente, capaz da microgeração positiva existe e não haverá sentido em descartá-la á partida.

É verdade que a tecnologia associada á recolha de recursos renováveis está ainda numa fase embrionária e não alcançou ainda níveis de produtividade que a tornem numa opção irresistivel para o público em geral e que os materiais que os constituem são por vezes altamente poluentes e de difícil recuperação. Mas tratam-se de equipamentos que se alteram cada vez mais rapidamente de ano para ano o que mostra o crescimento deste mercado e uma evolução que daqui a poucos anos irá ver a generalização do seu uso. Os automóveis, no seu inicío do seu desenvolvimento, eram absolutamente pouco eficientes nos seus consumos e extraordinariamente poluentes (combustiveis com chumbo) mas a sua tecnologia apresentava vantagem inevitáveis que os tornaram num equipamento essencial.

Julgo é que existe algum "cansaço" e cepticismo do público em geral uma vez que todas as operações de marketing para qualquer produto hoje em dia evocam uma qualidade "eco" ,"sustentavel", "bio", "verde", etc. , quase sempre sem qualquer fundamento.
O cúmulo disto parece-me um anúncio recente a uma carrinha de passageiros junto a um urso polar, basicamente um animal em extinção usado para promover lado a lado uma causa da sua extinção!

Coloca também uma questão interessante que é a da aplicação desta tecnologia a edifícios de habitação colectiva, que é um tema sub-estudado comparativamente ás aplicações unifamiliares.
É verdade que um bloco de habitação é uma forma mais eficiente que concentrar recursos e arrumar pessoas mas constitui uma tipologia urbana (que são os espaços de maior crescimento populacional).
Os estilos de vida serão também no futuro muito variados e existirá sempre o potencial para a habitação unifamiliar se desenvolver.
De resto, gostaria de dizer que o projecto foi desenvolvido para uma área onde existe ocupação intensiva do solo mas onde modelos urbanos não fazem qualquer sentido e onde a estrutura parcelar obriga pequenos edifícios gerir uma pequena envolvente agricola.
Não se trata de todo de um modelo a aplicar por todos e em qualquer lugar.

A solução da fachada coberta de hera é uma solução corrente e aplicada no vernáculo do norte da Europa, nesta versão metálica o princípio é semelhante ao de uma fachada ventilada e é uma solução cada vez mais comum na sua encarnação recente. Não é qualquer espécie de vegetação que serve, uma vez que deve ser de folha caduca, exigir pouca água, e ter um tronco de pequeno diâmetro, o maior perigo é o seu peso e força que pode distorcer a moldura. Se houver curiosidade pode consultar este site que tem uma solução interessante (apenas uma de muitas):

http://www.greenscreen.com/

Espero ter conseguido responder ás questões e agradeço a crítica.

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  • 11 months later...

"Coloca também uma questão interessante que é a da aplicação desta tecnologia a edifícios de habitação colectiva, que é um tema sub-estudado comparativamente ás aplicações unifamiliares." ...E no caso de edifícios de caracter público, como Colectividades, bibliotecas ou escolas, existem exemplos como este?

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  • 4 months later...
  • 4 months later...
Guest
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