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Niterói, Rio de Janeiro | Museu de Arte Contemporânea de Niterói | Oscar Niemeyer


Luciana

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DESENHOS RIGOROSOS

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Os desenhos foram retirados do trabalho de Diana Vaz exposto neste site

TEXTOS


HISTORIAL

No alto do mirante da Boa Viagem, ele é soberano. O Museu de Arte Contemporânea de Niterói impôs-se diante da bela paisagem à sua volta e tornou-se um símbolo da ousadia humana de intervir na natureza de forma harmoniosa.

O MAC-Niterói é uma combinação perfeita da genialidade do arquitecto Oscar Niemeyer com os contornos da Baía de Guanabara e a magnitude das obras de arte da Colecção João Sattamini.
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói começou a ser construído em 1991, no primeiro governo de Jorge Roberto Silveira, quando era presidente da Empresa Municipal de Urbanização e Saneamento - Emusa - José Roberto Mocarzel, e Secretário de Cultura, Italo Campofiorito. Foi concluído na gestão do prefeito João Sampaio, em 2 de Setembro de 1996, sendo Guilherme, presidente da Emusa, e Luiz Antonio de Farias Mello, o Secretário da Cultura.

A enorme estrutura tem linhas suaves. Uma escultura, com 16 metros de altura e 50 de diâmetro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói conta com três pavimentos elevados e um subterrâneo. Uma grande rampa externa em betão vermelho conduz o visitante através de curvas livres no espaço às duas entradas distintas dos pavimentos superiores.

O primeiro piso é ocupado pela recepção e por toda a área administrativa do MAC-Niterói. O Salão de Exposições - com 1000m² de área - fica no segundo piso, por onde se tem acesso à varanda panorâmica e aos seus 360 graus de céu e mar, emoldurados pelas montanhas da Baía de Guanabara. O mezanino, sobre o salão principal, circunda todo o interior do museu e é compartimentado em seis salas menores. Tanto a varanda panorâmica quanto o mezanino também são reservados a exposições.

No subsolo estão localizadas zonas de armazém, uma plataforma elevatória para o transporte de obras de arte para o salão de exposições, as instalações de equipamentos técnicos, o bar, o restaurante e um auditório com capacidade para 60 pessoas, onde são realizadas palestras e conferências.

O MAC-Niterói está plantado numa praça aberta de 2.500m², toda em placas de betão. Fiel às características modernistas, Oscar Niemeyer não deixou que pequenos elementos interferissem na unidade de sua obra. As intervenções no exterior são o espelho d'água, na base do museu, criando a ilusão de ausência de peso, e um relvado separando a praça das escarpas do Mirante da Boa Viagem.

Anna Maria Niemeyer foi responsável pelo projecto de decoração e mobilário. O projecto de infraestrutura foi da responsabilidade do Eng. Bruno Contarini. Os projectos de iluminação ambiental e de iluminação monumental foram da autoria de Peter Gasper. Externamente, o museu é iluminado por 36 faróis de avião, imersos no espelho d'água. A luz tangencial, de baixo para cima, causa ao observador a ilusão de que o edifício está suspenso, flutuando sobre o Mirante. Foram utilizadas técnicas de iluminação pública das mais modernas que existem no mundo.

CURIOSIDADES TÉCNICAS

O projecto estrutural ficou a cargo do engenheiro Bruno Contarini, que já trabalhou com Oscar Niemeyer em obras como a da Universidade de Constantini, na Argélia.
As escavações feitas no Mirante da Boa Viagem, para a construção da sapata e de todo o seu subsolo, retiraram 5,5 mil toneladas de material, ajudando a aliviar o peso do betão ali colocado.

Foram consumidos na obra 32 mil metros cúbicos de betão, suficientes para levantar um edifício de 10 andares. Para erguê-lo, trabalharam 300 operários em três turnos durante cinco anos. O MAC-Niterói tem 16 metros de altura, sua cúpula tem um diâmetro de 50 metros com três pavimentos. A base cilíndrica única, onde está apoiado todo o museu, tem 9 metros de diâmetro. Para a construção dessa base cilíndrica foi feita uma única sapata gigante, que mede 2 metros de altura. Nos edifícios convencionais, as sapatas medem aproximadamente 50 centímetros e são, no mínimo, quatro.

A complexa estrutura do MAC-Niterói é completamente segura e tem capacidade para suportar um peso equivalente a 400 quilos por metro quadrado, além de suportar ventos com velocidade de até 200 quilómetros por hora.

A praça do MAC-Niterói tem 2.400 metros quadrados de área livre. Já o espelho d'água, do qual irrompe a base cilíndrica, mede 800 metros quadrados. O salão de exposições tem 1.100m² e o auditório tem capacidade para 60 pessoas.

Os vidros do MAC-Niterói foram fabricados exclusivamente para o efeito. São 70 lâminas, com 18 milímetros de espessura na cor bronze e em modelo triplex. Cada uma das lâminas mede 4,80 metros de altura por 1,85 metro de largura e suporta o peso equivalente a 20 pessoas. A caixilharia é metálica pintada e tem uma inclinação de 40% relativamente ao plano horizontal.

A subestação de energia do MAC-Niterói tem 800 KWA de força. Existem três transformadores, sendo um exclusivo para o sistema de ar condicionado, outro para a iluminação e um terceiro para os demais equipamentos.

Para iluminar todo o salão de exposições são necessárias 400 lâmpadas fluorescentes e 200 dicróicas, estas últimas usadas apenas para as obras de arte. No mezanino, são utilizadas 200 lâmpadas fluorescentes e 200 dicróicas.
A iluminação externa do MAC-Niterói é feita com 36 faróis de avião. Cada farol tem 1.000 watts de potência e é importado dos Estados Unidos. O objectivo é tangenciar o edifício para dar a impressão de que o museu está a flutuar 10 metros acima das águas da Baía de Guanabara.

O piso interno do MAC-Niterói é todo em carpete azul. Já na rampa de acesso, que tem 200 metros de extensão, o piso é todo pintado na cor vermelho rubi.
A cúpula do MAC-Niterói recebeu tratamento térmico e impermeabilizante com material altamente resistente e utilizado para protecção dos foguetes da NASA. Este material tem capacidade de sofrer uma variação térmica de menos 50 graus centígrados a 250 graus centígrados.

in http://mega.ist.utl.pt/~dcov/dac/curiosidadestecnicas.html

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