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Arquitectura.pt


Casa mimetica no douro


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Caros amigos,
Numa aldeia chamada Provezende, património protegido, a UTOPIA LDA desenhou para lá uma casa que não procura o ego do arquitecto mas sim defender o Douro

Pois bem, a casa está encaixada num socalco do Douro, completamente integrada na paisagem. Possui dois pátios privados, a cobertura é efectuada com a vegetação da zona e todos os muros e paredes exteriores são em Xisto.

Vista de cima


Vista de cima à direita


Pátio interior em xisto


Vista da casa integrada no socalco


É bom ver que ainda há quem ame mais o Douro do que o umbigo!

Um abraço a todos,
Manel.

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  • 9 months later...

Eu também acho que "integrar não é camuflar". Só que isto é Douro... Património Mundial... Não é Almada, Albufeira ou Gaia... O problema da construção em Portugal é que ninguém sabe que às vezes integrar é mesmo fazer desaparecer a construção. Já viste as arquitecturas de terra de Marrocos? É camuflado ou integrado? São maus exemplos de engenharia e arquitectura? E Petra é camuflado ou integrado? É um mau exemplo de arquitectura e engenharia? Seria interessante que perguntasses à tua professora se concorda contigo... :) Um abraço Manel

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  • 1 month later...

Apraz referir que apesar de não ter nada contra esta forma de integrar o edifício- escondê-lo no terreno- pode ser válido para certos casos naturalmente, defender que esta é a forma de se projectar para o Douro acho no mínimo ridículo. É lógico que o carácter topográfico muito característico do Douro merece ser preservado, mas neste caso é uma preversão. Os socalcos existem no Douro, por uma questão funcional de produção de vinhas, não como albergue de edifícios. Acho que isto é mais uma forma de contornar um problema em vez de o enfrentar, que é a questão de resolver a implantação.

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Manuel, ainda que estejam la a muito tempo, os socalacos do Douro tambem nao sao naturais, alguem os fez, e marcou severamente a paisagem com os mesmos. Ainda que a proposta seja boa (nao posso dizer que o e apenas com o auxilio de fotografias), a verdade e que uma casa nao tem de se perder na paisagem para estar integrada na mesma, ate porque nunca foi preocupacao popular emisquir a construcao no territorio, ja que esta pode servir de ponto de referencia e paisagem. acredito que um projecto deste que se esconde na paisagem pode corresponder com intencoes conceptuais e do cliente, privacidade, contacto com a natureza, sentido acolhedor.....mas isto nao obriga a que toda a construcao siga estas linhas (nem sequer a habitacao), ainda para mais se como ja referi a paisagem e ja fruto de uma severa humanizacao.

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Não poderia estar mais em acordo contigo Argos.
Aliás, aquilo que eu disse foi:
"às vezes integrar é mesmo fazer desaparecer a construção."
Repito "às vezes".
É PENA QUE EXISTA TANTA VONTADE EM DIZER MAL.
É SEMPRE MAIS DIFÍCIL SUSTENTAR APRECIAÇÕES POSITIVAS POIS TEMOS DE DESCER DO NOSSO PEDESTRAL E HUMILDEMENTE RECONHECER QUE ÀS VEZE OUTROS POSSM FAZER UM TRABALHO BOM!

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"É bom ver que ainda há quem ame mais o Douro do que o umbigo!"

Posso estar enganado, mas a leitura que eu faço do primeiro post é muito simples. Isto é a forma de se fazer arquitectura, esta é a forma da qual se devem resolver as implantações no património do Douro.
Não vejo lá mencionado que aquela é uma forma de resolver as coisas mas sim a forma.
Pode ter havido mil e uma razões para aquela casa ter nascido enterrada no socalco e isso não discuto. Condeno que se proclame aquela solução como a ideal. Não acho mesmo que a seja, ainda mais nos socalcos do Douro.

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Caro Sérgio.
No Douro, Património Mundial só se pode efectuar reconstruções de edifícios, adegas, armazéns ou muros existentes.
A implantação felizmente está condicionada.
Isto permite que arquitectos menos sensíveis ao Património possam construir aquilo que lhes apetecer e justificar subjectivamente.
Felizmente em REN as regras são mais claras e mais restritivas
Se algo é Património é para manter.
Senão para que precisavamos de património?:p
Existem imensos sítios no País onde o Sérgio pode fazer o seu monumento.;)

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Caro Manuel, Tem o seu ponto de vista, eu tenho o meu e felizmente que assim é. A implantação de qualquer que seja o edifício, seja ele no Douro ou não está sempre condicionada, quer pela legislação, quer pelo cadastro, quer pela concepção do arquitecto para o local. "Se algo é Património é para manter. Senão para que precisavamos de património?" Bom essa afirmação a meu ver para além de extremamente redutora é bastante discutível. A meu ver o caríssimo Manuel entende o património como algo que existe parado no tempo, mumificado... concluíndo... um museu. Eu entendo que o Património deve ser preservado precisamente ao contrário, dotando-o de vida, adaptando-o à contemporaneidade, dotando-o de modernidade. Mas são pontos de vista, decerto que o seu é outro e temos os dois razão e nenhum de nós a têm. Continuo com a mesma convicção que tinha. Uma casa que se esconde na paisagem por si só não valoriza em nada a mesma e por outro lado uma casa que impõe na paisagem não tem necessariamente por si só de ferir a paisagem, seja ele o Douro ou o Alentejo ou o Algarve, parimónio ou não património.

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Qual reputação?

Penso que o Manuel Ramos não é arquitecto, porque meter os arquitectos no mesmo saco e ter a pretensão de classificar o que é património ou boa ou má integração com meia dúzia de fotografias tiradas em ângulos favoráveis não me parece um debate sério sobre arquitectura!

O vale do Douro (Corgo), praticamente não existem intervenções de arquitectos (apesar de algumas assinaturas em projectos alheios), e as que existem são pontuais, por isso atribuir a culpa do estado de coisas aos arquitectos é leviano e revela total desconhecimento da realidade em que os arquitectos trabalham, em que a competição é desonesta com desenhadores, topógrafos, engenheiros e outros curiosos que fazem arquitectura e depois compram a assinatura a “preços” de saldo, de projectos sem qualidade geralmente sempre iguais com os telheiros , as molduras e guardas em granito, as caves e sub-caves, a inevitável escada...etc.

Por isso não percebi a alusão ao “ego”, “umbigo” dos arquitectos, e porquê tanto rancor sobre uma classe que não é respeitada pela população portuguesa!!!???
Se é para discutir o conceito de integração proponho que abra um tópico. Ai pode-se debater o exemplo que apresentou, se é uma proposta válida, como outras soluções diferentes, ou bom exemplo. Antes de se ter tanta certeza deve-se fundamentar e não irritar-se com as criticas!:p;)
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Peço desculpa se fui demasiado duro.;) Acho que existem muitas maneiras de resolver as coisas. Eu só acho que esta é uma delas. Convido o Gupyna a fazer a estrada de entre-rios, paralela ao douro e terá que concordar que há também muita coisa de arquitectos com todas as condições para fazer boas obras. Adoro arquitectos e acho que o Gupyna tem razão, não são respeitados como deveriam e são ainda muito menos responsáveis por os maiores desastres urbanísticos do país. Mas não quer dizer que não tenham responsabilidade por não se unirem em torno de valores comuns. O que se passa é que olhando para o património nós temos duas hipóteses: - os arquitecos muito bons que podem fazer tudo e de facto podem fazê-lo bem porque têm condições para isso ( sobretudo financeiras do cliente) - os arquitectos menos bons ou que até sendo muito bons não têm um cliente que os respeite ou suporte as suas soluções O problema é que as leis aplicam-se aos dois grupos. E REN é REN. Não vai destinguir os bons dos maus nem se têm ou não dinheiro. E quando há património a respeitar eu prefiro aqueles que fazem arquitectura moderna mesmo que o que as leis suponham seja a reconstrução. Quanto à questão do umbigo. Não se façam de desapercebidos. Arquitecto é artista e artista tem ego no máximo!XD Todos sabemos disso. Pegas num loteamento. Dás um lote a cada arquitecto. Todos vão fazer diferente. E de propósito. O problema é que a cidade se calhar nenhum fez. Era só com esse sentido que falava.:p p.s.: Os engenheiros já fizeram muito pior ao país e ao Património. Se pensarmos nas infraestruturas rodoviárias, nem saíamos daqui...

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O projecto aqui apresentado parece-me muito interessante e o facto de se esconder nos socalcos e essa recusa assumida em se mostrar exteriormente é uma atitude que acaba por tornar essa obra mais "visível" do que seria de esperar. Não podemos também esquecer as grandes vantagens em conforto ambiental no interior. Esta colagem ao solo garante temperaturas muito uniformes ao longo do ano, reduzindo ou evitando a necessidade de climatização.

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  • 4 months later...

Este projecto foi apresentado recentemente no arquitectarte da rtpn
Aqui está o link do video para todos os que desejarem conhecer melhor este projecto de arquitectura :

http://arquitectura-utopia.blogspot.com/2009/04/arquitectura-sustentavel-e-arquitecos.html

Mais informação podem sempre solicitar aos arquitectos da Utopia

Um abraço a todos e Boa Páscoa.
:D

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  • 3 weeks later...

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