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Lisboa | Sede do Grupo IMOCOM | ARX PORTUGAL


JVS

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Maquetas

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Fotomontagens

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ARX Portugal projecta futura sede da IMOCOM

O projecto de construção da futura sede do Grupo IMOCOM vai ficar a cargo do atelier ARX Portugal.

concurso de ideias lançado em Junho pelo Grupo IMOCOM, para a sua sede a construir no Parque das Nações, na Avenida D. João II.

Materializando-se numa caixa em granito preto, perfurada nos cantos de forma a abrir os espaços interiores para a paisagem envolvente, nomeadamente para o Rio Tejo, a Gare do Oriente e a Avenida D. João II, o projecto pretende articular a relação entre interior e exterior.

Tendo como objectivo a criação de um edifício bio-climático, a proposta do atelier ARX Portugal contempla uma extracção de ar natural dos espaços interiores, através de uma convenção de ar ascendente que se forma no canal existente entre a «pele negra» e a parede resistente, e a utilização dessa mesma massa de ar quente para aquecer o edifício durante o Inverno.

A reutilização das águas da chuva e a instalação de painéis solares e foto-voltaicos são outras das características da proposta, que a torna «amiga do ambiente».

O edifício, projectado por Nuno e José Mateus, contempla ainda uma fachada multimédia desenhada para emitir conteúdos audiovisuais.

Com um valor definido no início do projecto de 30 M€, a proposta vencedora será essencialmente destinada a alojar escritórios, onde o grupo IMOCOM irá ocupar cerca de 3000 metros quadrados, de um total de 5.624 metros quadrados acima do solo. Contudo, o edifício vai ainda contemplar comércio e uma sala polivalente no piso térreo, assim como um restaurante.



in Sapo
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Já conheço este projecto à algum tempo, mas foi na Trianal de Arquitectura de Lisboa, na exposição no edifício da cordoaria, onde me apercebi da evolução que o projecto teve através de maquetes... É realmente uma lufada de ar fresco naquilo que tem vindo a ser feito na zona Expo...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Nao percebo as criticas que se fazem ao PdN. Ha quem diga que o PdN eh mais um suburbio. Porem podera muito dos suburbios fossem tao bons como o Parque das Nacoes. Os espacos publicos sao muito bons e muito bem pensados e bem tratados. Vejo Telheiras e vejo a Alta de Lisboa e sao zonas muito densas e muito descaracterizadas. O que vejo na zona Expo eh o facto de existir edificios protagonizantes em demasia. Este vai ser mais um. Como obra de arquitectura eh uma obra curiosa que surpreende em varios niveis. No contexto da envolvente acaba por chocar mas como existe uma grande quantidade de objectos que diferem uns dos outros acaba por estar integrado. Vejo o Parque das Nacoes como um Ponto de Partida para a reconversao urbana da Lisboa Oriental. Existe o projecto de Braco de Prata que tende a dar nova vida para lah da Expo. Conheco os Olivais e pelo que vejo deve ser uma zona que voces devem adorar. Os edificios revelam uma forma de pensar arquitectura muito mais interessante e muito mais inteligente das obras que existem na Expo. Revela o espirito experimentalista do estilo Moderno que existia em Portugal nos anos 60 e 70 tal como existiu em Alvalade nos anos 50 e 60. Na zona de Alvalade temos um bom exemplo de Urbanismo conjugado com boa arquitectura apesar de alguns estar mal construidos. Na zona dos Olivais vive-se a Cidade Jardim aplicada e nota-se que falha. Pessoalmente nao gosto dos Olivais nem da parte de transicao dos Olivais para o PDN. Eh uma zona pensada para o carro e nao para as pessoas. As chamadas avenidas sao estradas e o bairro nao deixa de ser um bosque com edificios no meio onde nao se veh vivalma... uma treta de cidade, desculpem a expressao... mas provavelmente voces gostam deste tipo de cidade pois existe uniformidade... A zona da Expo, para mim, eh o melhor que se estah a fazer nos anos 90/2000 em comparacao com a zona de Alta de Lisboa.

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JVS: Não consigo concordar totalmente, para mim o PdN é uma espécie de ghetto, uma mini-cidade voltada para si própria mas à escala de uma grande cidade. Isto porque, se por um lado a ideia de junção de blocos de habitação com grandes espaços públicos e edifícios de serviços por ser interessante na forma como gera uma pluralidade de funções, por outra (e o problema reside aí) o desenho que foi aqui aplicado a meu ver não se adequa a este tipo de escala. Há demasiados blocos, há demasiadas avenidas, há demasiado espaço público, há demasiados carros, há demasiados serviços e no meio de tantos excessos aquilo que prevalece é a escassez de pessoas. Esta conclusão realmente vai contra os princípios geradores do plano, mas é a realidade. Quem frequentar aquela zona repara que a partir de uma hora do dia, tudo se torna deserto, as pessoas deixam de andar nos passeios, nos espaços verdes e afinal de contas questionámo-nos se realmente existe aqui essa pluralidade de funções. As grandes avenidas que rasgam a malha introduzem um fluxo de automóveis alucinante que retira qualquer vontade das pessoas caminharem abertamente pelas ruas sem se preocuparem com o transito. E por outro lado, a base do problema está também na ocupação dos blocos. A grande maioria dos edifícios foram feitos para uma classe média/alta, isto significa que, praticamente toda a gente que lá vive tem mais do que um carro por agregado familiar, logo quem vem de carro chega a um ponto, vira para uma garagem subterrânea e entra no seu apartamento sem sequer pôr os pés na rua. Logo, para quê estes passeios enormes vazios? para quê tanto espaço público com algum interesse? Para quê todas estas avenidas não convidam à passagem das pessoas? Acima de tudo para mim o que se passa aqui é uma série de boas intenções acompanhada de uma série de grandes erros e dificilmente imagino esta zona como uma parte da cidade ou como uma zona de valor na cidade.

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eles deram uma conferencia na lusiada de famalicão, em que este trabalho ainda estava em desenvolviemento..!! a parte revestida a preto, eram naquela altura paineis LED´s..!! fabuloso..!! o resultado final, agora já não me agrada..!! msm assim, é um projecto arrojado, vamos a ver se se constroi..!! fiquem bem..

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humm, o projecto parece-me interessante no desenho e plasticidade que mostram. acho que o atelier ARX sempre teve projectos e a própria representação dos mesmos cativantes e atraentes... falando do contexto, não vejo ninguém, a ter atenção com o lugar, apenas a criar o seu edificio de modo a ter a sua individualidade, daí o Parque das nações ser um espaço com um desenho curioso. Penso que este edificio segue essa ideia, e pelas fotomontagens, talvez, conseguirá ter mais "força" que as torres do vasco da gama. quanto ao espaço público, às estradas, aos locais abandonados. é normal existirem nas cidades zonas de transição, nem tudo pode ser uma zona de estar. é obvio que existe uma força gigante naquele grande eixo da Gare -> Centro Comercial -> Tejo. os espaços adjacentes tem menos densidade, é normal e quase uma consequência desse desenho. podemos questionar o espaço público, mas não podemos impor uma continuidade de serviços ao longo de todos os espaços da expo. mais, se temos a zona de habitação longe da zona de serviços, é normal a "vida" da cidade deixar, simplesmente, de existir nesses espaços...era engraçado saber quantas pessoas que trabalham no Parque das Nações, vivem no Parque das Nações... A Doca da expo, segundo noticia que li, vai voltar a funcionar em 2009 poderá desenvolver toda a zona sul da expo, será uma mais valia para os espaços adjacentes. vamos ver... Penso que a expo está a ter o seu momento de gestação, e terá uma necessidade de se virar, tal como o ASM referenciou, para fora... embora me pareça que a "barreira" das linhas de comboio seja algo que irá demorar a transpor ou senão impossivel. a meu ver, pelo o que "sinto" a andar por lisboa, é algo que nas cidades (e não só na capital) seja algo que ainda não se pensou realmente como fazer a transição entre as duas margens. são limites dentro da própria cidade... que quebram relações. penso que esse é o erro da Expo ou , então, o porque da Expo não se virar a poente...

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  • 2 months later...

os ARX são sem dúvida uma referência na arquitectura contemporanea portuguesa, e acho q mais uma vez vão ser exemplares na sua proposta. As vantagens do PdN é que caiu em graça pelos investidores, e acaba por ser um tubo de ensaio onde é dada uma liberdade acima da média, temos de tudo, bons, médios e maus exemplos da arquitectura actual. No fundo o que acontece um pouco pelas cidades em geral. abraços

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Um projecto bastante interessante. Ja conhecia a intensao, e tive conhecimento do seu desenvolvimento na trienal, no polo da cordoaria. Nao sera mais uma construçao sem relaçao com o que a envolve, como toda a zona em questao? É uma mais valia a titulo individual, e devido ao aglomerado das mais diversas caracteristicas que se verificam nos edificios de toda aquela area, nao deve ser facil projectar algo que se relaccione com as construçoes adjacentes. Parece que ja ha muito tempo aliprevalece a ideia de "cada um po si". ARX Portugal sao referencia bastante positiva para muitos estudantes que tentam dar inicio a uma carreira no campo da arquitectura.

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Como diz no Packard mais um grande projecto, inserido numa zona de grandes projectos - individualmente e olhando para cada um. Uns mais contextualizados que outros, uns mais arquitectura que outros, numa zona que começou muito rápido e se instalou, obrigando/possibilitando á cidade dar um flick-flack para oriente. Mas as pressas as decisões muito apertadas mas necessárias deram naquilo. Um território cheio de qualidades mas que cresce um pouco descontextualizado em si mesmo. Ali acho que tem mesmo de ser assim com uma visão à REM - "**** de context " ou então ser tão delicado, tão perfeitamente subtil, que conseguiríamos sobressair no meio de ícones arquitectónicos. Acabo então por nem me referir ao projecto, visualmente interessante, mas neste caso apetece, acho mais importante o pensamento sobre aquele pedaço de cidade. (que já fez correr muita tinta)

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Como diz no Packard mais um grande projecto, inserido numa zona de grandes projectos - individualmente e olhando para cada um. Uns mais contextualizados que outros, uns mais arquitectura que outros, numa zona que começou muito rápido e se instalou, obrigando/possibilitando á cidade dar um flick-flack para oriente. Mas as pressas as decisões muito apertadas mas necessárias deram naquilo. Um território cheio de qualidades mas que cresce um pouco descontextualizado em si mesmo. Ali acho que tem mesmo de ser assim com uma visão à REM - "**** de context " ou então ser tão delicado, tão perfeitamente subtil, que conseguiríamos sobressair no meio de ícones arquitectónicos. Acabo então por nem me referir ao projecto, visualmente interessante, mas neste caso apetece, acho mais importante o pensamento sobre aquele pedaço de cidade. (que já fez correr muita tinta)

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  • 6 months later...

eles deram uma conferencia na lusiada de famalicão, em que este trabalho ainda estava em desenvolviemento..!! a parte revestida a preto, eram naquela altura paineis LED´s..!! fabuloso..!! o resultado final, agora já não me agrada..!! msm assim, é um projecto arrojado, vamos a ver se se constroi..!!

fiquem bem..


Jah estah em construcao.
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Eu acho sempre muito complicado contruir uma "cidade" de raiz e que nos satisfaça. Participei uma vez num concurso em Berlim para uma área maior que a baixa do Porto. E por mais imaginação que tenhamos resulta quase sempre numa área "estranha" da cidade. Ficamos sempre a suspirar quando pensamos nas cidades medievais. Eu sinceramente, como arquitecto, não acredito nestas intervenções "instantâneas". O tempo será o maior constructor. No entanto, o parque expo pode ser visto como o reflexo mais fiel da arquitectura que se pratica hoje, pois foi tudo feito de raíz nunca antes da década de 90. Cada edifício parece interessado em si mesmo o que cria o fenómeno que Siza apontava: a monotonia do tudo diferente. O problema estará num plano que talvez esteja demasiado liberal. Ainda, como aqui foi referido, o ponto do público alvo. Terá partido de uma perspectiva capitalista que construíu para capitalistas. Ou faltará a escala "humana". O que quero dizer com escala humana é a dimensão no desenho da cidade que era feita individualmente por cada habitante. Tentando clarear mais o meu ponto: no tempo das cidades medievais, a arquitectura comum (popular) era espontânea e tradicional. Ninguém se preocupava em "evoluir" ou criar uma nova linguagem. As pessoas interessavam-se pela funcionalidade tanto económica como social e cultural. Era tudo feito na base do improviso e in sito: necessitavam de um coberto era o próprio que fazia, um muro, uma escada, mais um quarto, etc... Podemos dizer que a cidade "vivia" e as coisas iam crescendo da terra com o tempo. O problema de hoje é que, de repente necessitamos de urbanizar uma área enorme e que tem de estar tudo pronto a habitar em 10 anos... faz-me lembrar as próteses dentárias! Talvez a Malagueira seja ainda o exemplo mais bem sucedido (não perfeito). Limitou-se a lançar uma estrutura bem definida mas com a flexibilidade de, à escala "humana", ir-se adaptando à verdadeira circunstância. Mas continua a não ser comparável com uma àrea consolidada. Talvez seja essa a chave: criar uma estrutura que absorva e se adapte ao tempo. Preparar para que o tempo a modifique. Quase como plantar relva pé a pé pelo campo e que com o tempo ela preencha tudo, em vez da relva cobrir o campo progressiva e espontâneamente. No fim de tudo, a dúvida: Será que o tempo curará o parque expo?

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Mas e engracado que tao mal se fala do Parque Expo, mas a verdade e que e uma das mais bem sucedidas reablitacoes urbanas do mundo, e ainda que nos conhecamos os seus podres temos de admitir que no geral foi bom para a cidade. vamos a ver, nao e como Canary Warf, que esta completamente deserta ao fim de semana, nao e como La Defense que tem os mesmos problemas, ainda podemos dizer que e uma zona com bastante qualidade, e 10 anos volvidos apos a sua criacao ainda se esta a desenvolver. O grande erro foi certamente a redonda falha da marina, e da frente ribeirinha virada a Nordeste, e nitidamente o tipo de local onde nao se perderia nada se as torres estivessem mesmo encostadas ao rio, ao inves de criar espacos quase mortos como os de edificios de habitacao na zona Sul.

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