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Rampas como tema arquitectónico


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Estou a desenvolver uma proposta (exercício) para uma residência de estudantes, no Porto. O meu grande dilema é que não consigo evitar aqueles "quilometros" de rampas para acesso a pessoas com mobilidade reduzida, e também não estou a conseguir tratá-los da forma que queria: traduzir as rampas em tema/linguagem arquitectónica. Alguma alma caridosa me pode dar referências de projectos que abordem esta temática? E ja agora mais uma dúvida existencial... Existem módulos de habitação adaptados a pessoas de mobilidade reduzida, resolvidos em duplex/ triplex? Grata pela ajuda!:)

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Bem vinda Ana. :) Sinceramente não vejo como uma solução módulos de duplex/triplex te possa ajudar a resolver o exercício de uma residência para estudantes... o que vai acabar por acontecer é teres a multiplicação dos circuitos internos, sejam eles em rampa, escadas ou elevadores... Tal como o aimplemind pergunto, porque não conciliar rampas, escadas e elevadores?... Claro que depende de cada caso em concreto, nomeadamente o terreno em questão...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Quanto aos módulos, acho que vou mater a minha ideia inicial, q vai d encontro às vossas propostas de módulos simples. Os meus professores é q gostam muito de nos matar o juizo a experimentar soluçoes diferentes para dps no fim ficar td cm era inicialmete pensado:td mt simples. Quanto aos acessos verticais, claro que tensiono conjugar rampas com escadas e elevadores, até porque se podem traduzir em interpretações espacias diferentes, devido ao diferente ritmo que impoem qd s percorre a residencia: percursos rápidos, percursos mais lentos, mais graduais, ou mais bruscos... Evidentemente, eu vou ter que ter um acesso mais "directo" aos módulos de habitação ou pelo menos ao módulo para pessoas com dificuldades motoras, pois não as posso fazer depender unica e exclusivamente de elevadores. Em certas situaçoes vai ser inevitável que o unico acesso para deficientes seja mesmo o elevador, porque nao os vou poder fazer subir até um 3º ou 4º andar por rampas... Mas isso é viavel em termos de segurança do edificio? Eu gostava que, se fosse possivel, me indicassem alguns projectos em que a rampa é o elemento que faz a transição interior/exterior ou que é parte de um percurso e que tem alguma "dignidade", importancia na linguagem do edifício (como por exemplo no pavilhão do conhecimento dos mares do Carrilho da Graça) e não aquelas rampas ridiculas improvisadas após a construçao só para o projecto ser viável...

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As rampas da Faup sao todas interessantissimas...(gosto muito delas, gosto>:)) mas em nenhuma delas uma pessoa com cadeira de rodas as sobe confortavelmente. Já para não dizer que ha um estrangulamento tanto no atrio da biblioteca como no atrio do auditorio da biblioteca que dificultam o acesso ao elevador. Melhor q isso só a rampa que dá acesso ao pavilhão Carlos Ramos pelo lado da rua... deve ter aí 30º. Uma rampa digna de um génio:clap: De qualquer forma são rampas. O tema está lá. Só precisavam de uns pequenos ajustes... ou mais alguns metros d extensão, q é isso q realmente me preocupa. De qualquer forma, obrigado por relembrares:)

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Ao optares pelas rampas, tens inevitavelmente de ter em conta a área que estas ocupam...
Como já disseste, é óbvio que para um 3º/4º andar, poucos seriam os que iam usar a rampa para se deslocar até lá...

Chegado ao consenso de que terá em princípio de ser um sistema de circulação misto, acho que deves não só procurar informação sobre essa poética das rampas, mas também sobre as escadas e até os elevadores...

Não conhecendo o terreno, e estando a correr o risco de me "enterrar", porque não fazer os acessos aos módulos ao longo dos muitos e necessários patamares das rampas?...

O Richard Meier tem um projecto interessante onde a rampa tem um pouco dessa poética, em Frankfurt, o Museum of Decorative Arts...
http://www.greatbuildings.com/buildings/Museum_of_Decorative_Arts.html
http://www.e-architect.co.uk/frankfurt/kunsthandwerk_building.htm
Estava a ver se encontrava imagens da rampa, mas não encontrei, mas podes a partir daqui procurar mais, até mesmo noutros projectos...

Outro arquitecto que trabalha de uma forma interessante as circulações é o Renzo Piano.
Tens uma entrevista onde entre outras coisas fala também disso aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=juYpWEZSIvg&eurl=http://noticiasarquitecturablog.blogspot.com/

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Vê o Siza na escola de jornalismo em Santiago de Compostela ou na fundação Iberê Camargo. Lembro-me também dum projecto a concurso do João Mendes Ribeiro para Itália (não me lembro da cidade) que consistia num percurso pela zona histórica da cidade com recurso a escadas e elevadores múltiplos. edit: penso que seja este: Concurso/Workshop “Risalita meccanizzata al Castello di Rivoli, cittá di Rivoli, provincia di Torino"

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vamos lá ver... Não faz sentido estar a criar rampas para 3º e 4º andar como também não faz sentido estar a colocar os quartos de mobilidade reduzida nesses andares se queremos que o acesso seja feito através de rampas... Ninguém vai perder 10 minutos por dia a subir e a descer rampas do quarto às áreas comuns ou mesmo para sair e entrar da residência. Ou colocas os quartos de mobilidade reduzia em pisos térreos ou então crias acessos dignos com ascensores. Não vamos andar a sacrificar uma pessoa que anda de cadeira de rodas a obrigá-la a percorrer centenas de metros em rampas até chegar à porta do quarto.

Sobre este tema saiu agora uma publicação do prémio mobilidade que se constituía em desenvolver um edifício de habitação adaptado a pessoas de mobilidade reduzida. Podes procurar o projecto do vencedor aqui no fórum: Cláudio Vilarinho, ou mesmo no site dele http://www.claudiovilarinho.com ou consultar o livro com os projectos a concurso.

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As rampas da Faup sao todas interessantissimas...(gosto muito delas, gosto>:)) mas em nenhuma delas uma pessoa com cadeira de rodas as sobe confortavelmente. Já para não dizer que ha um estrangulamento tanto no atrio da biblioteca como no atrio do auditorio da biblioteca que dificultam o acesso ao elevador.
Melhor q isso só a rampa que dá acesso ao pavilhão Carlos Ramos pelo lado da rua... deve ter aí 30º. Uma rampa digna de um génio:clap:
De qualquer forma são rampas. O tema está lá. Só precisavam de uns pequenos ajustes... ou mais alguns metros d extensão, q é isso q realmente me preocupa.


o problema das rampas é esse. Se as usas como tema da mesma forma que o Siza fez, tudo bem porque não estás a assumir que aquelas rampas são essenciais para alguém chegar onde quer quer seja. Claramente as rampas de acesso exterior ao Carlos Ramos não estão feitas para realmente serem usadas por pessoas de mobilidade condicionada, apenas para resolverem questões de topografia. A verdade é que o Carlos Ramos só pode ser acedido por cadeira de rodas se usares a entrada a nascente. Quanto a todas as outras rampas, tens sempre alternativa por elevador. E acho que é isso que deves fazer. cumprindo estritamente a legislação relativa às inclinações das rampas vais descobrir que não tens de ter apenas "mais alguns metros de extensão", vais ter kilómetros de rampa apenas para subir um piso. Ou seja, rampas como única alternativa para pessoas de mobilidade condicionada, só pequenas subidas (vá lá, meios pisos, como muito). Se pretendes mais do que isso, podes assumir a rampa como tema de criação de espaço, se quiseres, mas aconselho-te a não cometeres a loucura de tentares resolver tudo com rampa "legal" sem alternativa (até porque mesmo que cumpras a legislação toda é extremamente desagradável teres de obrigar alguém em cadeira de rodas a subir 3 metros verticais por rampa.). se reparares na faup, é isso que acontece.
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  • 3 weeks later...

Vila Shodan Vila Savoye e o Convento La T. - Le Corbusier. Dizer que as rampas são a linguagem é o mesmo que dizer que queres escrever uma poesia com apenas uma palavra. Não é que não seja possível... Nesses exemplos as rampas são mais um dos elementos da composição, e penso que é assim que devem ser. Bom trabalho.

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Vila Shodan
Vila Savoye
e o Convento La T. - Le Corbusier.

Dizer que as rampas são a linguagem é o mesmo que dizer que queres escrever uma poesia com apenas uma palavra. Não é que não seja possível...
Nesses exemplos as rampas são mais um dos elementos da composição, e penso que é assim que devem ser.
Bom trabalho.



E tens razão.
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Perdão, o Convento de La Tourette não tem rampas, mas sim o Palácio da Justiça de Chandigarh (Aparentemente ninguém deu pelo erro... devemos estar a falar pá parede) Mas penso que vale a pena veres essas obras com atenção, não só porque Corbusier é altamente didactico, como podes verificar uma certa evolução: Na ville Savoye o piso é "rasgado" para receber a rampa, que é para não interromper a leitura dos 5 pilotis equidistantes da fachada; Na ville Shodan o módulo estrutural é interrompido pela rampaa, que se assume fortemente no exterior; no Palácio da justiça, as rampas surgem como elementos "soltos" no interior, como esculturas só por si. Em qualquer dos casos estão sempre estatégicamente colocadas de forma a contribuir para a distribuição interna do programa.

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