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escola de ensino integrado | francos | arquitectura v | esap


Legrias

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Texto Justificativo da Proposta



" É importante explicar um conceito de arquitectura, não restrito à sua defesa popular como arte de construir, mas como acto de projectar que pretende comunicar uma ideia de cultura e sociedade. Da praxis arquitectura remete directamente para a antecipação de um ideia que ambiciona articular-se nas palavras de Jaques Herzog, o projecto constitui-se como um mundo imaginário e nas de Zampi, o papel do arquitecto é criar novos modos de viver. "

A proposta apresentada ambiciona articular-se com este pensamento ao criar espaços diferentes e novas vivências, criar espaços com uma identidade muito própria, fundamentalmente por ser tratar de uma escola de ensino integrado.
Contrariar a monotonia da ortogonalidade, pretendendo que o aluno crie uma imagem do seu espaço de ensino, e se identifique com o mesmo.
O tipo de espaço proposto provoca o confronto directo entre alunos dos vários ciclos.
O espaço de ensino está distribuído por núcleos a partir de um pátio central comum a todos os níveis de ensino. Cada núcleo de ensino está organizado em função de um pátio exterior, estes tem um carácter mais reservado a cada ciclo de ensino correspondente com a possibilidade de poderem usufruir dos restantes para actividades colectivas, estes pátios exteriores são também organizadores de funções inerentes ao programa.

No seguimento destes princípios geradores do desenvolvimento da proposta apresentada foram estabelecidos novos valores que definem espacialmente os diferentes caracteres de espaço que o programa estabelece, os espaços de circulação são percorridos em declives, estes declives ou inclinações de percurso foram definidos a partir de dois princípios fundamentais que dizem respeito à sua percentagem de inclinação nunca excedendo os 6% e para salvaguardar as alturas de pé-direito definidas pelo programa (no caso do polidesportivo), a partir desta regra primeira, estas inclinações procuram adaptar-se à morfologia do terreno para permitir a sua integração com o seu exterior.
Assim é assegurada a diferenciação espacial dos espaços do programa. A uma cota inferior desenvolve-se o espaço de ensino, as salas de aula e restantes espaços desenvolvem-se a cotas diferentes estas são geradas pela cota que corresponderá à sua porta de entrada, à medida que se vai percorrendo o espaço no sentido ascendente vai-se ao encontro de espaços como o centro de recursos, mediateca, bufete, e por ultimo o refeitório, a esta cota mais elevada encontram-se os espaços sociais e de convívio que permitem o contacto visual para o polidesportivo que se desenvolve a uma cota inferior e que é acedido a partir de um semi-circulo criado pelo desfasamento de planos, este semi-circulo segue o mesmo raciocínio dos pátio exteriores, o seu desenho irá ser circunscrito no pavimento por diferenciação de pavimentos. Assim como os acessos à escola seguem esta leitura visual, acontecem em desfasamentos de planos e o pavimento do seu interior forma um semi-circulo que completa o desenho do desfasamento do plano no pavimento, como que anunciando um outro espaço para alem deste momento.
Ao nível de cobertura da escola desenvolve-se o espaço público que é servido por três volumes de equipamentos e serviços de apoio. O espaço público está organizado por vários percursos pedonais orgânicos com dimensões reduzidas, conduzindo o utente a espaços de maior desafogo onde se localizam os equipamentos e serviços, sugerindo assim uma maior permaneciam no local. Estes percursos são uma vez mais orientados pela localização dos pátios que são delimitados por áreas ajardinadas, estes espaços verdes assumem uma barreira sensitiva de aproximação aos pátios.
A estrutura viária proposta irá servir a escola e também a estação de metro de francos, os espaços de circulação pedonais paralelos a esta surgem com a intenção de virem a ter caracteres diferentes, existe assim um espaço directamente relacionado com a linha de metro e um outro com a escola, este que acompanha a estação de metro a partir de dois momentos de estrangulação da malha urbana do outro lado da via de metro, abre e proporciona assim um espaço de desafogo sendo servido pontualmente dos dois percursos pedonais nos pontos mais curtos entre a linha de metro e a via proposta.


Nuno Correia | Nº 3830 | Arquitectura V | Docente Sérgio Antão | 5º E | Julho de 2006


Imagem colocada Implantação

Imagem colocadaPlanta cota 76.10

Imagem colocadaPlanta cota 78.30

Imagem colocadaPlanta cota 79.50

Imagem colocadaPlanta de cobertura (espaço público)


Imagem colocadaCortes 1.2.3.

Imagem colocadaCortes 4.5.6.

Imagem colocadaCortes 7.8.9.10

Imagem colocadaCortes 11.12.13.14.

Imagem colocada



http://img216.imageshack.us/img216/5341/2ve4.jpg
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Boas! Antes de mais, as imagens são pequenas e não consigo ver muito bem o projecto mas de qualquer das formas é um projecto agradavel e muito 'bonito'! Mas impossivel de ser realizado pelas razoes mais básicas na elaboração de um edificio escolar! Primeiro porque nunca pode ser realizada abaixo do nivel do solo, a não ser os serviços de apoio! E segundo, pelas consequencias a nivel de iluminação e salubridade (mental), que isso acarreta!

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Extremamente interessante o teu projecto, na medida em que a organica introduzida consegue ligar todo o programa com a envolvente de forma coesa e funcional.

Sao geradas espacialidades extremamente agradáveis nos pontos em que existem os vazios.

Faz-me lembrar o projecto do atelier SANAA (Kazuyo Sejima):
Imagem colocada

Abracos

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Formato das imagens alterado. Concondo com o que o Tico disse, mas de qualquer modo não nos podemos esquecer que o projecto apresentado, não passa de um projecto meramente académico, em que na maior parte das vezes o aluno é avaliado pela ideia e pelo seu conceito. Tenho dúvidas que a grande maioria do projectos elaborados nas faculdades possam algum dia ser construidos, não existe essa preocupação com a legislação aplicada ao programa.

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Obrigado por teres alterado as img's! :) Agora ja se percebe melhor certas situações ;) Mas continua a assustar-me um projecto de uma escola assim, independentemente da legislação! :\ De qualquer das formas, parece-me que só tens um acesso vertical á escola, pelo menos na planta de cobertura só encontro uma :s (espero estar errado) o que me parece pouco! Levantando-me assim de repente algumas questoes! (Situações de emergencia, abastecimento do refeitorio, acesso fácil de ambulâcia ao polivalente). Mas eu penso estar a interpretar mal o desenho e a dizer barbaridades. :| Talvez na cobertura se encontre mais acessos, mas nas imagens não consigo 'ler' o que se encontra dentro de alguns espaços. Já agora, não realizaste nenhum estudo de pormenores construtivos, projecto de execuçaõ?

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Boas, existem 3 acessos á escola, um acesso admnistrativo um outro colectivo de acesso principal para os alunos e um terceiro para cargas e descargas que servem o bufete e a cantina. De referir que a distância entre os pontos de acesso nunca é superior a 30 metros, (penso que é que o regulamento contra incêncios determina)....

Coloquei de novo uma outra planta de Cobertura (espaço público) onde assina-lo os 3 acessos.
Acredito que apenas através dos desenhos não é facil absorver o projecto no seu todo, nada melhor do que uma maqueta.. mas...x(

Quanto ao detalhes construtivos, foi-nos pedido que estudássemos um dos espaços da escola á escala 1/20, eu selecionei uma sala de aula.

Não vou colocar todos os desenhos .. se não nunca mais daqui saio.. ficam a faltar alguns como o "mapa de vão dos vidros".. de referir apenas.. que utilizei 3 tipos de curvaturas diferentes, existentes no mercado com raios de 1,50m. 3.00m e de 6.00m,(Vidros duplos laminados pelo exterior 6mm e no interior 8mm), estes eram compostos por modulos de 1,50m de largura, por 3,20m de altura, exeptuandouma ou outra situação em que inclusive recorri ao vidro plano.

Abraço :)

Imagem colocada Planta de Cobertura (espaço publico) acessos


Imagem colocada 10 - Detalhes Construtivos - Planta seclecionada - Sada de aula

Imagem colocada 11 - Detalhes Construtivos - Planta seclecionada - Projecção de tecto

Imagem colocada 12 - Detalhes Construtivos - Corte A

Imagem colocada 13 - Detalhes Construtivos - Corte B

Imagem colocada 14 - Detalhes Construtivos - Corte C

Imagem colocada 15 - Detalhes Construtivos

Imagem colocada 16 - Detalhes Construtivos

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Fantástico :) Gostei! ;) Tal como disse, deveria estar errado e estava :s Acho que agora só falta mesmo as maquete! lol :D Penso que foi a primeira vez que alguem colocou os detalhes construtivos, e acho isso uma atitude louvável! Parabéns ! :| (já agora como exportaste isso para jpeg? Foi de AutoCAD?)

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  • 4 weeks later...

Só vi o projecto agora, não gosto muito, por quebrar a premissa básica "Iluminação", e por quebrar outra premissa básica, tentar inventar um edifício, que já tem os moldes estudados. Como escola não funciona, não acho coerente e muito menos funcional, e acho que a estética apelativa, de que se fala, até poderia desculpar algumas coisas. Mas o que temos ali, é um capricho, que não passa de um telhado trabalhado, o chamado 5º Alçado. Isto per si não é Arquitectura, não é original (basta ver os trabalhos de Herzog), e se é uma ideia, então a mesma não é legível.
Esta coisa de eleger a não ortogonalidade, apenas porque sim, ou por necessidade de marchar contra a corrente é ridícula, a história tem tantos edifícios porta estandarte para compreender o como fazer, que os mesmos as vezes dispensam explicações.
Um edifício lê-se pelas fenestrações, pela proximidade afins dos espaços/funções, pela adequação à topografia e pelo respeito que pussui para com Genius Locci, e quando isto se reune, podemos dizer que são belos, porque uma função é a todo o momento assesorada por uma resolução estética. (se é ortogonal ou não, que é que isso interessa? Cada caso é um caso, não deve haver preconceitos)
A casa do primogénito (?) do Siza, é um destes gestos, apesar de Avant La Lettre, no que toca a sua resolução (sim descutível), há uma evidente preocupação com coisas básicas, que permitem dizer, isto não é a toa.

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hehee.. digdoi... fiquei bastente contente e ainda mais surpreendido ... :(


...:) |||ARK||| parece-me a mim que não terás percebido o projecto no seu todo (o que eu percebo perfeitamente ), uma vez que o projecto do meu ponto de vista não quebra a premissa básica "Iluminação", isto porque todos os espaços recebem luz natural dos respectivos pátios exteriores (exepto arrecadações, e sanitários).
E o conceito sobre o qual o projecto acenta, não é o de "querer inventar um novo edificio", mas sim na tentativa de criar e proporcionar novas vivências e novos modos de apropriação do espaço, remetendo-me mais uma vez para as palavras de Jaques Herzog, "o projecto constitui-se como um mundo imaginário e nas de Zampi, o papel do arquitecto é criar novos modos de viver. "
E todo este conceito acenta claro está, sobre um programa defenido para uma escola de ensino básico, por isso não me parece de todo que quebre uma das premissas base que tu referis-te "tentar inventar um edifício, que já tem os moldes estudados".
Tambem referes que " Como escola não funciona, não acho coerente e muito menos funcional", e eu pergunto se o sentido lato de corredor, de abre porta, fecha porta, sobe escada, desce escada, tem que ser um facto consumado ou se oferece obrigatóriamente um sentido funcional?

Se não como classificamos projectos como o EPFL Center (já aqui referido pelo |kandinsky|) dos arquitectos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa. só por serem diferentes obrigatóriamente não funcionam?

Ou de arquitectos que exploram novos valores como Marcos Cruz que tem vindo a estudar, parcialmente em colaboração com o biólogo molecular Orlando Jesus, a possibilidade de utilizar a pele humana artificial como elemento construtivo. Imaginem uma casa num futuro distante onde o interior seja revestido de matéria viva, auto-reparadora e munida de sentidos para a luz, temperatura e humidade. (...) A matéria viva irá literalmente invadir cada espaço vivo criado pela arquitectura.
http://www.architecture.it/hp/copertina/18/default.htm

Só por serem diferentes obrigatóriamente não funcionam?

Ou são apenas caprichos?


"Somos de tal forma escravos de coisas como tradição, protocolo, hierarquia e gosto, que ficamos desconfiados até dos nossos pensamentos, quando percebemos que alguem está a agir de forma contrária àquilo que nos seria mais confortável. Quando alguem está cuidadosa e constantemente, mas de forma implicita, a desafiar estes limites." Marcos Cruz

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Não me parece haver problemas quanto à iluminação natural, é um desafio aos sentidos uma escola como essa.. mas não vejo problemas quanto à funcionalidade para este propósito. Realmente é uma tipologia ja explorada mas pouco utilizada para estes fins.. O arquiteto que desafia é o arquiteto reconhecido, é a vanguarda de um novo movimento. Muitos de cara ficam com o pé atrás, mas com o tempo a visão se adapta ao possível estranhamento e o sentido vem à tona. Neste projeto talvez tenha-se dificuldade de uma leitura do percurso, uma possível falta de orientação, como andar por uma malha urbana medieval. Ai sim a ortogonalidade prova ser funcional em um sentido organizacional.

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talvez eu preferisse uma iluminação natural vinda de trás um pouco abrandada pelo tipo de vidro utilizado.. os raio solares que entram pela esquerda batendo no quadro as vezes impossibilita uma boa visibilidade (isso é o que se observa aqui na universidade) eu gosto bastante da iluminação artificial em uma sala de aula, certo que na questão energética não é aconselhavel... um estudo de insolação nesse projeto seria necessário.. pensar em elementos, brises,vidros..

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"A iluminação numa escola deve ser pensada da esquerda para a direita! ;)" ...isso porque a grande maioria das pessoas escrevem com a mão direita, eu pergunto e os canhotos? neste caso, a organização do espaço das salas de aula foi pensado precisamente para receber luz natural vindo de trás no sentido oposto do quadro, com pontos de luz artificial a incidir sobre as areas de trabalho. a unica questão que eu levanto em relação á luz natural é que existem diferentes tipos de luz que variam de sala para sala, isto porque umas estão viradas a nascente outras a poente, isto faz com a luz dentro dos nucleos de ensino não seja igual em todos os espaços nem de todo a mais desejada, isto deve-se ao facto de os nucleos de ensino estarem organizados em função de um pátio circular em que a disposição das salas se faz de forma axial. claro que este projecto não dispensaria um estudo mais elaborado ...

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Ergonomia, já tiveste isso?

"Somos de tal forma escravos de coisas como tradição, protocolo, hierarquia e gosto, que ficamos desconfiados até dos nossos pensamentos, quando percebemos que alguem está a agir de forma contrária àquilo que nos seria mais confortável. Quando alguem está cuidadosa e constantemente, mas de forma implicita, a desafiar estes limites."

Os canhotos são uma minoria, e levam com a sombra da própria mão em cima...mas é este o sístema, e não se tem encontrado nada melhor por ai. Queres fazer turmas de canhotos e isolá-los em salas especiais?

Luz vinda de trás? Pensa lá bem no que dizes...isso de usar luz artifícial é como projectar edifícios para ter ar-condicionado. ERRADO, só como solução de recurso.

O arquiteto que desafia é o arquiteto reconhecido

A história recicla-se pá. O legado do maior arquitecto do séc: XX não vos ensinou nada?

EDIT:

Há uma Departamento de Geociências do Souto Moura, em Aveiro. Muito Bem desenhado. Aprende com ele.
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Ergonomia, já tiveste isso?

Os canhotos são uma minoria, e levam com a sombra da própria mão em cima...mas é este o sístema, e não se tem encontrado nada melhor por ai. Queres fazer turmas de canhotos e isolá-los em salas especiais?

Luz vinda de trás? Pensa lá bem no que dizes...isso de usar luz artifícial é como projectar edifícios para ter ar-condicionado. ERRADO, só como solução de recurso.


Os que não tem pernas são minoria, vamos esquecer deles tb :)

a luz artificial em um projeto não é de todo mal, pensas no tipo de lâmpada que podes usar e na maneira como captarás a energia que será utilizada.

A história recicla-se pá. O legado do maior arquitecto do séc: XX não vos ensinou nada?


ta falando de Niemeyer? não entendi muito bem o questionamento...
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André Moraes quantas x's pensas neles num projecto sem ser quando se tem de respeitar as 'normas'?

Cada vez mais se esquece das normas básicas, soluçoes mais que provadas e se olham para novas soluções numa tentativa de imagem do momentanea, deitando para trás das costas o que é de facto importante num projecto...
Como diz o Prof Varela Gomes: 'Projectos feitos para a fotografia'... depois das inaugurações e das fotos tiradas ninguém la põe mais os pés para mostrar a realidade do edificio (e entretanto ganha-se prémios)....
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