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Arquitectura.pt


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Bem... a pedido de algumas famílias aqui vai o meu primeiro projecto profissional. Trata-se de uma moradia unifamiliar que me foi solicitada por um amigo. O programa baseava-se numa tipologia T4 que deveria contemplar um amplo espaço (sala polivalente) para poder ser usufruído de inúmeras formas. Em termos volumétricos a proposta apresenta um corpo em L ao nível do piso térreo vindo a ser sobreposto pelo volume do piso superior ao nível da entrada principal. Neste sentido propus então uma implantação em L totalmente fechada a norte com uma torção no corpo Nascente ao nível do piso térreo com o objectivo de criar um pátio semi encerrado para o exterior e ao mesmo tempo procurar o alinhamento da casa contigua. Ao nível do piso térreo a distribuição assenta na criação de dois corpos distintos, sendo um de cariz social e ou de cariz privado. Na zona de entrada surge um pé direito duplo com o objectivo de dar grandeza ao espaço e ao mesmo tempo anunciar o espaço superior. No corpo voltado a sul encontram-se os quartos e o acesso a um deck que contorna esta zona do terreno e onde futuramente irá ser implantada a piscina. Ainda no piso térreo mas no corpo voltado a sul e nascente, encontra-se a sala comum e a cozinha onde ainda é contemplada uma despensa e uma i.s. de serviço. A comunicação vertical com o piso superior poderá ser o elemento mais sensível de todo este espaço devido à permeabilidade visual e comunicativa entre os dois ambos níveis da habitação. Esta sensibilidade deverá ser ultrapassada aquando do tipo de utilização a dar ao piso superior que poderá ser um prolongamento do espaço social da habitação. No que concerne ao corpo da garagem, este surge destacado da restante habitação mas mantendo o mesmo tratamento formal. Ao nível de revestimentos exteriores, contempla-se a forra de granito da região no corpo do piso térreo e garagem, e o reboco pintado de branco no corpo do piso superior. Agora venham daí essas criticas, sejam elas positivas ou negativas. Acima de tudo quero criticas construtivas e não destrutivas... afinal estamos aqui para falar de arquitectura.

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Acho a resolução funcional eficaz, está tudo mais ao menos perto de onde deveria estar, embora não tenha percebido o porquê de não abrir fenestrações a sul no Piso Térreo e no 1º Andar, olhando para os Alçados talvez tenha sido estética a opção. Não vejo uma única casa de banho adaptada de acordo com o 163/2006, a casa de banho central tem apoio na sanita, mas não tem de certeza espaço lateral suficiente (0.75 por 1.20) para um individuo em cadeira de rodas, além disso, abre para dentro, portanto não é adaptável, já fizeste o Plano de Acessibilidades, para instruir junto com o processo? Esteticamente, um render ou um desenho ajudaria a ditar algum veredicto, os alçados não ajudam muito a perceber o todo.

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Eu também acho que a casa funciona bem em termos de organigrama. Talvez questionasse o afastamento da entrada pela garagem em relação ao da entrada "principal" mas é uma opção e não me incomoda pela opção em si. O que para mim podia estar melhor é o seguinte: interessa-me aquele espaço que consegues da tensão entre o volume da garagem e o volume das salas. Tem uma forma interessante e pode ser mesmo um excelente espaço de chegada (para quem vem da garagem). Se a entrada principal chegasse também aí podia ser muito melhorada, já que acaba por acontecer um pouco apertada pela necessidade de distribuir logo para os quartos e para a cozinha, faltava-lhe respirar. Ainda em relação a esse espaço exterior que referi, pergunto porque não ponderas relacionar as salas com ele, ainda que de forma menos directa do que a relacionas (naturalmente) com o pátio maior. Para além disto, gosto bastante da zona dos quartos, gosto da simplicidade do desenho e da solução para criação das zonas de armários e do encaixe da casa de banho mais perto da entrada. No entanto talvez akele corredor ganhasse com a criação de algum ritmo de janelas/aberturas. De repente lembrei-me do corredor amarelo da Casa Gilardi do Barragan (outro contexto mas a noção de criação de um ritmo pela relação com o exterior, o teu corredor já tem ritmo porque tem entradas para quartos a acontecer, mas a luz era um tema interessante sem que significasse uma perda de privacidade). Tal como o |||ARK||| gostava de ver algumas representações de volumes, uns eskissos ou 3d, era porreiro para perceber, mesmo a relação com a envolvente que foi o k senti mais falta de perceber. Mas gosto do trabalho, acho tranquilamente bem resolvido.

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Desde já agradeço a vossa opinião. De facto levantaram algumas questões que tentarei fazer-vos compreender o porquê de as ter tomado. Em relação às questões levantadas pelo ARQ, a opção de não abrir fenestrações a sul no piso térreo e piso 1 deve-se ao facto de o afastamento ao limite do terreno ser inferior a 5m, ronda os 4.70m no ponto mais afastado o que no regulamento actual não permite abrir fenestrações. Mesmo podendo colocar, não o faria devido a como disseste por opção estética. No que diz respeito às instalações sanitárias é uma questão que mesmo fazendo ver essas situações ao cliente é difícil de o fazer compreender ainda com o agravo de a câmara municipal em questão não obrigar a um plano de acessibilidades, sei perfeitamente que não é desculpa mas é um ponto que levanta algumas questões. Quanto à porta, aquando do projecto de execução poderá haver alguns ajustes mas nada de significativo. Respondendo agora o Rui, a entrada principal é colocada naquela zona pelo facto de essa ser a rua principal, que irá sofrer obras de alargamento em breve dado confrontar com um loteamento. Neste sentido optei por colocar a entrada da garagem numa rua secundária de menor transito automóvel. No que diz respeito ao possível vão de luz a colocar pontualmente na circulação de acesso aos quartos, chegou a ser contemplada numa fase do projecto tendo posteriormente sido abandonada um pouco por opção do cliente em que eu não me opus por achar que a não abertura de vãos a norte ser a melhor opção (neste caso de relação com a rua principal). Em relação ao pátio, este foi pensado de forma a servir privadamente o cliente, não o tornando circulação principal. Ficam também aqui alguns esquissos pontuais (de café) para melhor perceber a volumetria proposta.

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já tinha tido a possibilidade de ver o trabalho do peter, antes de o ter colocado aqui e de facto algumas das coisas que na altura lhe perguntei, já o fizeram. acho que está interessante a própria implantação do edifício e a forma como os volumes criam relações entre eles. na altura também lhe perguntei o porquê do corredor para os quartos estar fechado e não ter qualquer tipo de ranhura, abertura.. penso que encafua muito essa zona mas essa opção já foi explicada.
de facto quando o rui diz "Se a entrada principal chegasse também aí podia ser muito melhorada, já que acaba por acontecer um pouco apertada pela necessidade de distribuir logo para os quartos e para a cozinha, faltava-lhe respirar" não tinha feito essa nota, mas de facto agora que alguém faz esse reparo, também me questiono com o tamanho... de qualquer forma não penso que seja algo crucial! é de notar o tamanho da biblioteca e do escritório.. :D um escritório daqueles é que me dava jeito!
depois uma coisa que também acho que está muito bem conseguida, são os espaços de arrumação. são muitos e em locais estratégicos.

margarida duarte

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Em relação à questão da entrada levantada pelo Rui e pela Margarida, penso ter conseguido esse respirar com o jogo de pé direito duplo sobre o hall. A zona da entrada onde se situa o vestíbulo tem a largura de 1.75m passado para 3.20m quando se junta com o acesso ao deck exterior e à circulação dos quartos.

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Estou de acordo com as opiniões aqui expressas. O organigrama está funcional e interessante, volumetricamente funciona bem, mas é preciso ver melhor a envolvente para perceber melhor essa relação. O pátio à saida da garagem pode ser um espaço muito interessante. Tal como já foi dito, também me questiono sobre o porquê de não existirem aberturas para ele a partir da sala, até porque a mim agrada-me particularmente a possibilidade de iluminação natural através de duas direcções neste tipo de compartimentos. Penso que a situação de ser voltado a norte é uma falsa questão, porque o vão podia não ser grande, e a mais valia ao nível de ventilação, iluminação e riqueza espacial podia sobrepor-se a isso, mas é uma questão de opções e compreendo que não tenha sido tomada. Como referiu o Rui, acaba por me fazer mais confusão esta entrada de serviço dar directamente para a cozinha e não para uma zona de circulação que a liga-se à entrada ptincipal. Estou a pensar em alguém chegar às tantas da manhã, deixar o carro na garagem e ter de passar pela cozinha para chegar aos quartos... mais uma vez é uma questão de opções e se o cliente aceita isso, não posso levantar grandes problemas...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Como é normal não posso deixar de concordar com as questões levantadas. Em relação a esta ultima questão levantada pelo Dreamer, percebo perfeitamente que pareça algo estranho existir uma entrada directa pela cozinha. Esta questão deve-se ao facto de inicialmente o cliente não querer ter uma garagem nem sequer interessado em ter espaços de arrumos . Como é normal fiz-lhe ver que ter um espaço onde possa "arrumar tralhas" é vantajoso em muitos aspectos. Como o programa da habitação já estava acertado e funcional no nosso entender, surgiu então o "problema" da garagem. Ele não queria de todo que a colocação da mesma interferi-se com o funcionamento da habitação porque segundo ele, estava bem assim e correspondia as suas necessidades. A opção de ter então uma entrada pela cozinha por parte da garagem não é primordial. Primordial é sim o acesso por parte da cozinha ao pátio. Ainda a titulo de curiosidade e pelo facto de ficarem a saber a "historinha" toda, este pátio está virado para a casa da mãe do cliente, que nesse sentido será uma entrada familiar e privada. Daí não o ter tornado acesso público.

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Gostei do projecto e do tratamento formal que lhe deste tá muito bem conseguido, tem algumas coisas que poderias melhorar mas são apenas pormenores ou reparos pessoais, nada que descaracterize a intenção projectual... O primeiro ponto é no anexo, tem de area bruta 47m2, podes construir anexos até 50m2 sem que essa area conte para a area bruta de construção a nivel de licenciamento, e acredita que esses 3m2 te vão fazer falta qnd chegar a hora de abrires as portas do carro, principalmente se tiveres 2 estacionados. A segunda e esta é pessoal, qnd olhei a primeira planta e os alçados pensei, bem uma sala com pé direito duplo, fantástico... mas depois reparei que não, tens uma imensa zona de biblioteca, pois bem ( e acredita que isto é apenas ums opinião pessoal...) porque não utilizar a lareira que tens como elemento estrutural e criar uma biblioteca tipo mezanine que estabeleça contacto visual com a sala.. ou seja abrir um buraco no chão, libertando assim as escadas como elemento escultórico. claro que é só uma opinião... mas penso que uma casa desta merecia um pé direito maior na zona da sala... A outra questão refere-se a entrada do ultimo quarto, pois resolves bastante bem toda a circulação, mas quando chega a este ponto existe um grande indefinição ao nivel das linhas directrizes, mudar a orientação da instalação sanitária fazendo na mesma a entrada pelo topo mas mudando talvez a disposição das peças... Re resto os meus parabéns pelo excelente projecto...:happy:

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  • 3 weeks later...

Falando de Arquitectura, esses esquissos descredibilizam qualquer projecto...! Mas, nem todos os bons Arquitectos desenham bem...


esses esquissos não ajudam a visualizar o projecto, acrescento quem tiver dificuldade em visualizar o espaço pelo desenho tem sempre a ferramenta 3d, que pode utilizar...
em termos de espaços interiores o projecto parece-me prático, eficaz
cumprimentos
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  • 10 months later...

Eu falo por mim, não me importo de conhecer a obra, acho que é no local que se percebe bem o projecto, e ouvir as explicações do arquitecto enquanto se observa... Ver as plantas e alçados e renders, só nos dá uma pequena ideia do projecto, poder interagir com ele é que conseguimos assimilar-lo bem... Se não for nenhum incómodo, por não, uma visita à obra...

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Tanta euforia num projecto banal! Onde é que eu já vi isto? Caixas, mais caixas, muros a "fingir pedra maciça", corpos balançados, reboco branco, tipologia tipica para agradar a clientes (a ala dos quartos parece um hotel, se adicionarmos mais 100 o efeito é igual?) e planta em L (ver casa de Ofir do Távora), este tipo de projecto nascem como cogumelos por este país fora! Depois não se pode criticar, a massa critica deste fórum aceita este tipo de projectos como muita passividade, e a humildade dos novos arquitectos é constantemente penhorada! Enfim ai vêm mais insultos!:)

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Terei muito gosto em fazer uma visita, mas a obra ainda não começou!
Está para breve! Já esta tudo aprovado mas falta adjudicar a obra ao empreiteiro.

Mas vale a pena ver? :)


Humildade!:)
Fica sempre bem, para quem está a iniciar a actividade e já quer ser conhecido a todo custo!
Na minha faculdade existia um professor que dizia : quando um jogador de futebol "morre", "nasce" um arquitecto. Esta profissão é feita de muita maturidade, algo que esta geração formada pós 2000 não têm (felizmente há excepções, o que não é o caso)!
São as frases feitas, os clichés de imagens, as receitas para não se pensar muito porque "afinal eu já sei tudo vem agora este me ensinar".:O
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