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Casa da Arquitectura ganha forma


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Casa da Arquitectura ganha forma

A Câmara Municipal de Matosinhos deu a conhecer, ontem, o estudo prévio da futura Casa da Arquitectura, no âmbito do Fórum Europeu. O arquitecto Carlos Castanheira apresentou o desenho elaborado por Álvaro Siza Vieira, o mais famoso dos arquitectos portugueses.

A Casa da Arquitectura é um dos projectos mais acarinhados pelo município de Matosinhos. O equipamento que será projectado por Álvaro Siza ficará instalado num terreno junto à estação do metro do Senhor de Matosinhos.

No âmbito da realização do fórum, Carlos Castanheira, do gabinete de arquitectura de Siza, apresentou o estudo prévio da obra teve em atenção, como é marca do conceituado arquitecto português, o meio envolvente.

A Casa da Arquitectura vai ocupar uma área total de 11 mil metros quadrados, 7 dos quais destinam-se às zonas públicas.

O equipamento vai albergar uma biblioteca, sala de exposições, auditório, salas de estudo, gabinetes de preservação de espólio, zona de arquivo, salas administrativas, estacionamento subterrâneo e cafetaria.

“Este estudo foi feito num programa que ainda está em aberto”, explicou o arquitecto. Carlos Castanheira lembrou, que antes de elaborar este esboço, na companhia de Álvaro Siza, visitou os principais museus de arquitectura do Mundo, como o de Moscovo, de Frankfurt, Roterdão, ou Montreal. Além disso, lembrou que “uma das intenções da Casa da Arquitectura é alargar o Centro Documental Álvaro Siza para se quase possível recolher o espólio dos grandes arquitectos nacionais”.


Fórum Europeu
O Fórum Europeu da Arquitectura que se realizou em Matosinhos serviu para debater os principais assuntos ligados à arquitectura e ao futuro desta área, ao mesmo tempo que serve de encontro e de troca de experiências entre os vários países.

Na sua intervenção, Guilherme Pinto lembrou que este projecto “é uma criança que está a dar passos seguros”. Recorde-se que recentemente foi instituída a Associação Casa da Arquitectura, que vai liderar este processo. Além da autarquia, juntam-se a esta entidade a Ordem dos Arquitectos, a Fundação de Serralves, a Administração dos Portos do Douro e Leixões, a Fundação da Casa da Música, a Universidade do Porto, a Associação Empresarial de Portugal, a Galp Energia a Unicer e várias personalidades, como arquitectos conceituados e os vereadores de Matosinhos.

Cidade dos arquitectos
Guilherme Pinto lembrou que “Matosinhos sempre quis ter uma boa relação com a arquitectura”, adiantou Guilherme Pinto, dando dois exemplos de edifícios idealizados por dois grandes arquitectos, a Casa de Chá da Boa Nova, desenhado por Álvaro Siza e o edifício da câmara municipal de Alcino Soutinho.

O presidente do município lembrou que a tendência é que “Matosinhos, Porto e Gaia acabem por se unir numa cidade com uma oferta de vida e cultural uniforme”. No entanto esclareceu que “a cidade matosinhense é a parte mais moderna do Porto”.
Fórum Europeu de Arquitectura começou anteontem e termina hoje com uma visita aos locais mais emblemáticos da arquitectura contemporânea.

Encontro europeu
O Fórum Europeu de Arquitectura é uma reunião informal de actores políticos da arquitectura, que tem lugar em cada semestre, no País que preside à União Europeia. A Ordem dos Arquitectos participa nestas sessões há quatro anos, contribuindo, desta forma, para afirmar a troca de experiências no campo destas políticas nos vários países membros da União Europeia.
Actualmente existem em Portugal 15 mil arquitectos, 5 mil dos quais começaram a trabalhar nos últimos 6 anos. A média de idades ronda os 40 anos. João Afonso sublinhou, ainda, que ultimamente o Governo tem vindo a renovar o quadro legislativo do sector, no entanto, destacou que ainda é preciso mudar a Lei sobre a autoria dos projectos, com o objectivo de acabar com alguns erros que continuam a subsistir, tendo em conta que qualquer pessoa pode assinar um projecto.

“A capital da Arquitectura”
Durante três dias Matosinhos recebe os principais arquitectos da Europa.
O fórum que arrancou anteontem e termina hoje, está a debater os principais assuntos ligados à arquitectura e ao futuro desta área, ao mesmo tempo que serve de encontro e de troca de experiências entre os vários países. Na sessão de abertura, João Afonso, secretário-geral da Ordem dos Arquitectos, frisou que o município matosinhense “tem-se vindo a firmar em Portugal como a capital da Arquitectura”.

O responsável lembrou que actualmente existem no País 15 mil arquitectos, 5 mil dos quais começaram a trabalhar nos últimos 6 anos.

A média de idades ronda os 40 anos. João Afonso sublinhou, ainda, que ultimamente o Governo tem vindo a renovar o quadro legislativo do sector, no entanto, destacou que ainda é preciso mudar a Lei sobre a autoria dos projectos, com o objectivo de acabar com alguns erros que continuam a subsistir, tendo em conta que qualquer pessoa pode assinar um projecto. “Deve haver uma maior atenção em relação ao contributo da arquitectura como motor de desenvolvimento e ordenamento do território”, expressou.

O director-geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano destacou a importância da parceria entre as cidades.

Vítor Campos considerou que “a resolução dos problemas urbanos exigem políticas integradas”. Ao mesmo tempo acrescentou que “o estabelecimento de redes de cooperação entre as cidades é um caminho que pretendemos aprofundar”. Para o director-geral a qualificação do espaço público é uma aposta que deve ser seguida pelos municípios e deu como exemplo o edifício dos Paços do Concelho de Matosinhos que “é uma identidade do concelho, na região e do Norte”.


Fonte: O Primeiro de Janeiro
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