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Almada | Almada Nascente | Richard Rogers Partnership+WS Atkins+Santa Rita Arquitectos


JVS

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Richard Rogers propõe ligação sob o rio Tejo

CLÁUDIA ROCHA MONTEIRO, Almada


"Propus uma ligação de comboio por baixo de água a Lisboa", confessou ontem durante a apresentação do projecto Almada Nascente, no âmbito do Waterfront 2007, o arquitecto Richard Rogers, que juntamente com a Atkins e a Santa Rita Arquitectos elaborou o projecto.

A proposta não foi contemplada no plano, mas o presidente do conselho de administração do Fundo Margueira Capital, que detém grande parte dos terrenos, Mário Donas, afirma que "o projecto não fecha portas e está, inclusive, aberto a uma ligação do metro entre a Margem Sul e Lisboa".

Mas para já, a grande prioridade é "encontrar investidores" para concretizar o Almada Nascente, Cidade da Água. Um investimento que se prevê superior a mil milhões de euros e para realizar ao longo de 20 anos", mas que, garante Mário Donas, "não é para ficar na gaveta".

A presidente da autarquia almadense, Maria Emília de Sousa, acredita que a conferência internacional Waterfront, com início hoje, será um óptimo local para "sensibilizar os investidores nacionais e internacionais desejados" e afiança que "dentro de alguns meses começar-se-ão a desenvolver os projectos de execução", faltando apenas "uma concertação final com a CCDR-LVT".

Segundo Richard Rogers, autor de projectos como o Millennium Dome, em Londres, ou o Centro Georges Pompidou, em Paris, a maior dificuldade que encontrou na realização deste projecto, que visa recuperar os 120 hectares dos antigos estaleiros navais de Cacilhas e Margueira, foi a nível de transportes públicos. E foi neste âmbito que surgiu a proposta da ligação subaquática entre Almada e Lisboa.

Para o vencedor do Pritzer 2007, este projecto terá ainda mais impacto do que o Millennium Dome ou o Centro Georges Pompidou, porque "mexe mais com a vida das pessoas". Rogers não acredita sequer que seja um projecto polémico, pois "hoje em dia há maior receptividade a este tipo de arquitectura", contou ao DN.|


in DN
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Mil milhões de euros para concretizar projecto da “Cidade da Água”

É um projecto de grande complexidade, para ser realizado ao longo de 20 anos. Embora muitos já duvidem que saia do papel, o presidente da Fundo Margueira Capital garante que não vai ficar na gaveta. Para já o importante é arranjar investidores privados que ajudem a concretizar a Cidade da Água, um local de lazer, para habitar e para trabalhar.

Serão necessários cerca de mil milhões de euros e 20 anos para que o projecto Almada Nascente, Cidade da Água seja uma realidade.

A informação foi avançada pelo presidente do conselho de administração do Fundo Marguei-ra Capital, que detém a maior parte dos terrenos, terça-feira durante a apresentação do projecto no âmbito do Water-front 2007.

Mário Donas adiantou que agora é preciso é encontrar investidores e promotores privados e garantiu que o Almada Nascente “não é um projecto para ficar na gaveta”.

A presidente da autarquia almadense, Maria Emília de Sousa, acredita que a conferência internacional Waterfront foi uma boa aposta para “sensibilizar os investidores nacionais e internacionais desejados” e afiança que “dentro de alguns meses começar-se-ão a desenvolver os projectos de execução”, faltando apenas “uma concertação final com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo”. “Cada vez mais nos aproximamos da cidade das duas margens”.

Para Richard Rogers, que juntamente com a WS Atkins e o Atelier Santa Rita Arquitectos desenvolveu o projecto, o Almada Nascente “humaniza a arquitectura, pois contempla uma fusão de habitação, emprego e lazer”. “O objectivo é fazer cidade a partir dos elementos que ela já possui: água, brisa e sol”, acrescenta Mário Donas.

O projecto, que nascerá nos 120 hectares dos antigos estaleiros navais de Cacilhas e Margueira, tem como base a relação da zona com o Tejo. “Ligar as pessoas à água é muito importante, mas não foi possível durante muito tempo devido à existência de portos marítimos”, sublinhou Richard Rogers durante a apresentação do projecto.

Neste âmbito, o arquitecto propôs ainda “uma ligação de comboio por baixo de água a Lisboa”, contou ao MS. A proposta não foi contemplada no plano, mas Mário Donas afirma que “o projecto não fecha portas e está, inclusive, aberto a uma ligação do metro da margem sul a Lisboa”.


O QUE CONTEMPLA O PROJECTO

Almada Nascente terá uma capacidade para cerca de 14 mil pessoas a trabalhar e 15 mil a morar. Dos 120 hectares, 50% destinam-se a área residencial, 23% a escritórios, 7% a comércio e serviços, 9% a usos culturais e académicos, 9% a equipamentos colectivos e 2% a usos fluviais, numa zona para a qual está também prevista um terminal de cruzeiros.
A equipa, a desenvolver o projecto desde 2001, estabeleceu como metas a redução em 50 por cento do uso do automóvel, a totalidade das vias de acesso local com tráfego automóvel condicionado, um mínimo de 5% das deslocações realizadas em bicicletas ou transportes semelhantes, 30% de redução do consumo da água, 20% das necessidades energéticas provenientes de energias renováveis e obter a classificação marina azul. Também o Metro Sul do Tejo terá ligação a esta zona.
Como “forma de prestar tributo à memória do local”, o tradicional e vermelho pórtico da Lisnave continuará a marcar a paisagem da zona.

ENTREVISTA A RICHARD ROGERS

Almada tem um enquadramento muito bonito
Autor de projectos como o Millennium Dome, em Londres, ou o Centro Georges Pompidou, em Paris, Richard Rogers é também um dos responsáveis pelo projecto Almada Nascente. Este ano foi-lhe atribuído o prémio Pritzker, considerado o Nobel da arquitectura.

MARGEM SUL: O que o atraiu na zona nascente de Almada para apostar neste projecto?
RICHARD ROGERS: Esta zona de Almada é uma parte de uma cidade muito dinâmica da Grande Lisboa que precisa de ser recuperada. O porto marítimo já não desempenha o papel que outrora desempenhou, mas a zona continua a ser fantástica e possui a água como elemento especial. Além disso, Almada tem um enquadramento muito bonito, com colinas por trás e a capital à frente. Regenerar este espaço é regenerar toda esta área metropolitana.

MS: Qual o maior desafio que representou o projecto Almada Nascente?
RR: Os transportes públicos. Os problemas que encontrei são semelhantes aos de Londres, colocando-se a questão de como expandir os transportes públicos ao mesmo tempo que se aumenta a cidade. Neste âmbito ainda propus um comboio que ligasse Almada e Lisboa por baixo de água. Além disso, como é um projecto para realizar a 20 anos, tem de haver muita flexibilidade, pois não sabemos como estará a economia nessa altura.

MS: Acha que este projecto em Almada terá tanto impacto como o Millennium Dome ou o Pompidou?
RR: Terá mais impacto que estes projectos, pois mexe mais com a vida das pessoas. Não acredito no entanto que seja tão polémico quanto foi o Pompidou, pois hoje em dia há maior receptividade a este tipo de arquitectura.

MS: Como surgiu o consórcio com a Atkins e o Atelier Santa Rita Arquitectos?
RR: Surgiu de forma natural. Há bons e maus arquitectos por todo o mundo, mas hoje é possível escolher e juntar os melhores. E trabalhar com eles tem sido muito bom, pois eles conhecem o país e a economia e têm mais experiência em Portugal.

MS: Existe algum projecto que lhe suscite especial admiração?
RR: Existem inúmeros projectos um pouco por todo o mundo que são de admirar. Posso dizer que aprendi muito com o Frank Lloyd Wright, mas também com todos os meus colaboradores.


Fonte: Jornal Margem Sul
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decidamente é um projecto a acompanhar pela sua dimensão. o facto de englobar a arquitectura na sua máxima expansão torna-o importantíssimo. vou pesquisar mais informação sobre isto, gostaria de ver desenhos e alguns estudos de impacto social. agora vamos ver é como vai decorrer o seu progresso, a sua concretização num país como portugal coloca algumas questões económicas sensíveis.

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em www.rsh-p.com têm mais informação sobre o projecto e alguns desenhos que podem ver. depois de ver os desenhos coloco algumas questões na organização da cidade. tudo bem que a ideia base do projecto é a criação de uma cidade que "não morre", exemplos como a zona da baixa pombalina servem exactamente para verificarmos isso e muitos estudos têm sido realizados para combater esse problema, no entanto parece-me que neste caso algo falha.
as frentes de rio ou mar são zonas bastante previligiadas por si só e construir uma cidade com este tipo de organização numa frente ribeirinha vai desvalorizar por completo toda a malha pré-existente. existe uma sobrevalorização dos transportes aquáticos e o planeamente de habitação naqueles "pontões" parece-me errado quer a nível de localização quer de escala, que aliás também me parece estranha no resto do projecto.
concluindo não creio que deste modo se esteja a criar cidade, mas sim um "apêndice de cidade" que não obstante estar ligado a almada funcionará à parte da mesma, acabando por ter um resultado inverso ao pretendido. afigura-se mais uma atitude de mistura pela proporção, que uma atitude de organização coerente naquilo que é viver uma cidade em todo o seu programa e o que deve oferecer à partida aos seus habitantes.
acredito num outro tipo de crescimento em direcção ao rio, algo mais ameno que permita uma maior permeabilização da zona antiga em direcção à nova.

algumas imagens (mais no site) :




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Este é um daqueles projectos que me deixam algumas duvidas. Não pelo projecto em si, mas pela forma como a população portuguesa, nomeadamente a população de Almada e Lisboa vai abraçar este projecto. Tenho algum receio que de cidade de água passe a cidade deserta! Oxalá que esteja enganado dado que o investimento vai ser elevado. Na minha opinião penso que outras medidas de requalificação urbana e ambiental sejam mais importantes para Almada. Existem grande conflitos urbanos e sociais na área em questão, penso que este projecto não seja a solução, mas sim mais uma fonte de desigualdade a todos os níveis! Não sou contra a implementação de grandes projectos no território, apenas temo que problemas maiores surjam! O caso da Expo poderá-se dizer que foi um sucesso.. mas se calhar só para alguns!

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A meu ver, um projecto habitacional arrojado. Onde eu não ponho tanto em causa a aderência da população mas sou da mesma opinião que seria mais vantajoso um investimento ao nível da requalificação urbana e ambiental.
Também não sei quais as necessidades de expansão que existem em Almada para a criação de tal projecto de mil milhões de euros. Mas a verdade é que tudo deveria nascer de uma necessidade real da população e não ser apenas um empreendimento em grande escala para desafio individual dos arquitectos e entidades envolvidas.
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Etste é daqueles projectos, em que podemos dizer que uma vez mais se perdeu uma boa oportunidade de fazer uma intervenção urbana com qualidade. Até a proposta do Graça Dias, com todas as utopias que podia ter era bem melhor do que isto. Trata-se de uma proposta que não sabe ligar-se à malha urbana exiustente, vota uma vez mais a Almada poente ao esquecimento, empobrece a riqueza morfológica daquele promontório, etc. Numa escala de 0 a 20, dava-lhe um 7 e chumbava. De facto o RR mantém aquela mediocridade que tanto caracteriza a esquerda arrependida ou quiçá integrada.

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Pelas imagens (ainda em plano) pouco se pode ver das reais intenções de intervenção ao nível urbano. Este projecto pode, ou não, ser uma alavanca de modernização de Almada, nomeadamente se este investimento trouxer, ou não, outros investimentos para melhorar e requalificar a malha urbana existente.

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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De facto o RR mantém aquela mediocridade que tanto caracteriza a esquerda arrependida ou quiçá integrada.



Arre chiça Cardeal!!! :s

Gosto desta direita... ainda por cima da FAUTL... quando lá estive era tudo socialista... agora tem a Direita pura e dura...

É ver para crer. Estes mega projectos trazem aquela ideia de mais edificios, de mais construção e suscita sempre a dúvida:

- Terá sucesso? Será habitado?

Das duas vezes que estive em Almada Poente, muito sinceramente, prefiro a nova Almada Nascente. Almada é igual a tantos outros subúrbios. É igual á Amadora, freguesia de São Brás... é igual a Odivelas... Não me venham com estas estórias da envolvente e da malha... como podem julgar um projecto por três imagens renders que não explicam a essência do projecto?
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Arre chiça Cardeal!!! :s

Gosto desta direita... ainda por cima da FAUTL... quando lá estive era tudo socialista... agora tem a Direita pura e dura...

É ver para crer. Estes mega projectos trazem aquela ideia de mais edificios, de mais construção e suscita sempre a dúvida:

- Terá sucesso? Será habitado?

Das duas vezes que estive em Almada Poente, muito sinceramente, prefiro a nova Almada Nascente. Almada é igual a tantos outros subúrbios. É igual á Amadora, freguesia de São Brás... é igual a Odivelas... Não me venham com estas estórias da envolvente e da malha... como podem julgar um projecto por três imagens renders que não explicam a essência do projecto?



(?) Quanto à direita e à esquerda o adjectivo era referido ao RR da altura da intervenção em Paris, caro. Hoje essa da direita na FAUTL, não sei não, mas o colega lá saberá.
Ao contrário da pintura, que dá para ver e depois se não gostamos, simplesmente retiramos da parede, a Arquitectura fica e transforma, sobretudo direcciona o desenvolvimento urbano. Essas questões do "terá sucesso? e do será habitado" são assim como que a atirar para o irresponsável, não? Sabe o colega que existem estudos de diversos tipos para responder à sua questão, vá estudar um pouco das investigações que se têm desenvolvido no MIT desde os anos 60 e vai ver que já existem metodologias que embora não sejam infalíveis podem sempre fazer previsões com margens de precisão satisfatórias.
O que as investigações não conseguem fazer é explicar porque um projecto é bom ou mau, isso depende das experiências e da cultura estética (leia-se sensibilização para a percepção do espaço). Por muitos desenhos e edifícios de "estilo" à maneira deste ou daquele, a malha urbana que o projecto propõe é "básica" pois não consegue resolver a ligação à malha existente, não tira partido daquilo que caracteriza o local, e aponta para um desenvolvimento horizontal do tipo "aterro". Não cabe aqui fazer reflexões profundas sobre a problemática das intervenções ribeirinhas, até porque na verdade aquela coisa que chamam plano nem sequer coloca essa questão, pois podia estar ali como noutro sítio qualquer.
Como só esteve duas vezes em Almada Poente/Norte (?) não discuto o assunto pois seria injusto.
Não sei onde tirou o curso, mas se o seu curso não conseguiu explicar essas "estórias da envolvente e da malha" é pena, pois não sei bem como se faz arquitectura sem essas "estórias". Quanto a essa "conversa" da essência, é boa sim senhor, a essência do projecto? Mas existe mais do que aquilo que vemos do projecto? intenções ocultas? misteriosas missões? E lá vamos nós para a conversa que cheira a mofo da essência versus aparência. Sim, sim, porque aquilo não é o que parece é muito mais, está é na oculta essência do projecto.
Não me leva a mal a dureza, mas é da idade e de já estar cansado de ver, um sem fim de "descobertas da pólvora".
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Não me venham com estas estórias da envolvente e da malha... como podem julgar um projecto por três imagens renders que não explicam a essência do projecto?


não creio que se esteja a fazer isso JVS. nem tão pouco tomo por perguiçosos os frequentadores do fórum que com apenas um pouco de vontade com certeza leram os textos apresentados e que explicam bem o projecto. além do mais creio que os renders são bem explicativos do que irá acontecer.
não é uma questão de quantidade mas de qualidade da informação dada.
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- Terá sucesso? Será habitado?

Das duas vezes que estive em Almada Poente, muito sinceramente, prefiro a nova Almada Nascente. Almada é igual a tantos outros subúrbios. É igual á Amadora, freguesia de São Brás... é igual a Odivelas... Não me venham com estas estórias da envolvente e da malha... como podem julgar um projecto por três imagens renders que não explicam a essência do projecto?


Não retiro nem uma palavra ao que disse. Quanto a essas histórias de malhas urbanas,para mim tem bastante significado e importância no desenvolvimento de um projecto, ainda para mais num projecto desta dimensão que provocará fluxos em grande escala! Não creio que descures a importância que a malha urbana tem, julgo que estas a ser critico so porque te apetece ser do contra!
Em relação ao local, posso afirmar que tem bastantes problemas urbanos, aliás é visivel de longe... digo isto porque estudei o local... e não creio que este projecto traga algo de novo ou resolva os problemas que aquela zona tem. Peguem nos mil milhões e apliquem-nos a requalificar Almada e outros subúrbios de Lisboa...
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  • 3 weeks later...
fiquei bastante curiosa com este proposta. faço minhas as palavras do peter, mas acho importante um investimento desta envergadura numa zona que claramente precisa de uma boa e grande intervenção (como aliás muitas outras zonas do país precisam) só tenho pena que não façam este tipo de apostas no interior do país..mas uma vez potencializa-se o litoral enquanto que o interior fica esquecido. a balança está cada vez mais desfavorável:tired:

margarida duarte

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apliquem-nos a requalificar Almada e outros subúrbios de Lisboa...



Quer queiramos, quer não a zona da Lisnave de momento carece de qualificação.
Em termos de fluxos a grande escala, confirmo que realmente é complexo de se resolver.

Margueira_vista_area.jpg
---

Apenas coloco a questão de que esta zona nascente não acompanhe o crescimento natural da cidade: como um TODO ( Almada ) e não como um PARTICULAR ( Marqueira )
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Mesmo achando que é bastante dinheiro para um projecto, tenho que reconhcer o mérito por haver estas preocupações de revitalização na nossa capital. É um projecto que conta com a participação do prémio pritzker deste ano, o que me alegra bastante, porque defendo que para a nossa arquitectura evoluir e necessário ter bons arquitectos, mas acima de tudo arquitectos que pensem a arquitectura para os portugueses, e para que sejam eles a usufruir. por isso e por outras várias razões que dou os parabéns a estas iniciativas.

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Muito sinceramente não conheço a zona em questão. Mas pelas imagens aqui expostas, acho que a necessidade de intervenção é clara. Mesmo com este elevado custo acho que quando é necessário tem que ser feito e não como infelizmente acontece muitas vezes no nosso país a "política do deixa andar". Concordo plenamente com este tipo de apostas e acho que embora boas são poucas pois as necessidades são muitas e tendem a cada vez serem mais. concordo com a margarida pois também acho que o interior é muito desvalorizado ou deixado de parte no que toca a este tipo intervenções. Pois nós vivemos num país lindíssimo e acho que não é só na zona costeira que essa beleza existe.:)

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É claro que a questão do interior dá que falar, mas também é verdade que se faz muita arquitectura no interior, apenas é uma arquitectura mais pequena, e de importancia local, é normal que os grandes projectos estejam localizados nas cidades mais importantes. Também devido ao poder económico, o que não acontece para o interior. O interior precisa de ser revitalizado mas em primeiro é necessário criar bases para que no futuro se possa, aí sim desenvolver uma boa arquitectura com umas boas bases. Mas isto depende dos nossos políticos que têm que entender que o melhor para o país é desenvolver o interior, assim iremos deixar de ter duas cidades para ter um país a trabalhar para oum futuro risonho. Kiss

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por acaso hoje vinha no jornal que "projectos de interesse nacional estão concentrados no alentejo"

passo a citar:
" o alentejo concentra quase metade do investimento global previsto nos projectos classificados como de potencial interesse nacional (pin), revelou ontem a vice-presidente da agência para o investimento e comércio externo de portugal (aicep), irene paredes.

"os pin, neste momento, contando com os que estão em acompanhamento pela aicep, são 70 projectos, o que equivale a 15 mil milhões de euros. cerca de 48% de investimento, 7.5 mil milhões de euros, é na região do alentejo" revelou irene paredes, citada pela agência lusa.

durante uma sessão de divulgação sobre alguns dos principais projectos de investimento em curso, irene paredes aproveitou para fazer um balanço sobre os pin, que além de rondarem as sete dezenas envolvem a criação de 62 mil postos de trabalho directos."


alguém fazia ideia disto? eu, muito sinceramente, não. por um lado fiquei bastante contente, mas por outro entristece-me que este tipo de situações não sejam mais divulgados, mesmo para que se fique a saber, que afinal, alguma coisa se anda fazendo pelo interior do país...

margarida duarte

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População de Almada Teme "Erros da Expo" na Margueira
Por CLÁUDIA VELOSO
Domingo, 12 de Setembro de 2004

Os receios quanto à densidade urbanística que se prevê para a zona da Margueira, o perigo de repetição dos "erros cometidos na Expo 98" e o medo de que se abandone a requalificação das zonas históricas de Almada, foram algumas das preocupações levantadas pela população na noite da passada sexta-feira, numa sessão pública em que a Câmara de Almada e os projectistas apresentaram o cenário escolhido para a recuperação da Frente Ribeirinha de Almada Nascente.

O consórcio luso-britânico responsável pelo projecto, que integra a WS Atkins e os ateliers do arquitecto Santa-Rita e do inglês Richard Rogers, especialista em arquitectura bioclimática, tem até ao final do ano para concluir o Plano de Urbanização, para que depois seja apreciado pela autarquia, sujeito a inquérito público e posteriormente ratificado pelo Governo. Como «balizas» de trabalho tem os cenários A0 e B, de entre quatro que foram equacionados, por se ter considerado serem os que melhor conciliam as vertentes de habitação, emprego, equipamentos sociais, culturais e de investigação. Ficaram excluídos os cenários A1 e C, aqueles em que dominava a ocupação do solo para habitação.

Maria Emília Sousa, presidente da Câmara de Almada, procurou, durante a sessão que decorreu no Fórum Romeu Correia, tranquilizar a população quanto às dúvidas apresentadas, garantindo que "o que ficar definido no Plano de Urbanização, e que será alvo de audição pública, é para cumprir". Assegurou ainda que "Almada Nascente é apenas um dos projectos em curso" e que "não vai ser esquecida a requalificação de outras zonas", nomeadamente o Largo de Cacilhas ou o Cais do Ginjal.

A frente ribeirinha de Almada Nascente contempla 115 hectares, que se estendem de Cacilhas à Cova da Piedade, abrangendo o antigo estaleiro naval da Margueira. Com o projecto de requalificação, que se pretende venha a criar uma nova cidade, ficarão reunidas as condições para que ali residam, pelo menos, mais 12 mil pessoas, e trabalhem outras tantas.

Uma das vertentes apontada por Ana Roxo, arquitecta da Atkins, como fundamental para o sucesso do projecto, é o esquema de acessibilidades, em que já se prevê a construção de um túnel de ligação entre a Rotunda do Brejo e a zona da ETAR, a deslocalização do Terminal de Cacilhas para a Doca 13, bem como a extensão do Metro Sul do Tejo à área de intervenção. "O MST será a coluna vertebral de desenvolvimento desta zona", sublinhou a arquitecta. Nos termos de referência para elaboração do Plano de Urbanização aponta-se ainda que a frente ribeirinha será sempre de uso público. Na Doca 13 deverá ser construído um terminal para cruzeiros.

Maria Emília Sousa adiantou ainda que apresentou ao actual ministro das Obras Públicas e ao secretário de Estado dos Transportes, numa reunião que teve lugar na passada quinta-feira, os contornos do protocolo estabelecido com o anterior ministro Carmona Rodrigues, e que define as soluções para os problemas que têm sido levantados a propósito do Metro Sul do Tejo, nomeadamente a construção do interface de Cacilhas, que se deseja venha a localizar-se na zona da Margueira. No entanto, terá de ser encontrada uma solução transitória, enquanto o projecto não avançar. O documento, aprovado por todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal, aborda também questões relacionadas com o faseamento global da obra, a necessidade de cumprimento do sistema de segurança e da declaração de impacte ambiental, a integração de questões inerentes ao plano de mobilidade (compatibilização de cruzamentos com a circulação rodoviária e instalação de semáforos) e criação de estacionamento. Deverá ainda resolver questões polémicas associadas ao comércio local e aos moradores da Rua Conceição Sameiro Antunes, na Cova da Piedade, e no "triângulo da Ramalha".



Noticia de 2004
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  • 3 weeks later...
  • 4 months later...

O Estado vai investir milhões de euros numa infra-estrutura que já se sabe que vai ter de mudar de local, com todos os custos (ainda não quantificados) daí decorrentes

Sandra Brazinha
O Estado vai gastar 3,5 milhões de euros num projecto para o Metro Sul do Tejo (MST) que é... provisório. Trata-se do terminal de Cacilhas, que vai ser construído no Largo Alfredo Dinis, embora sabendo-se de antemão que vai ser deslocalizado um quilómtetro, para a Doca 13, onde integrará o projecto Almada Nascente, a implementar no prazo de 20 anos entre Cacilhas e a Cova da Piedade.
"É uma situação provisória. Não é definitiva em termos de interface", avançou anteontem Eduardo Campelo, arquitecto da Câmara de Almada, durante o 20º Fórum de Participação sobre o MST. "Ter um terminal em Cacilhas é um projecto contra natura", considerou o arquitecto, uma vez que irá nascer um novo terminal com o Almada Nascente. Eduardo Campelo realça contudo que esta "é uma solução provisória que responde aos problemas reais em presença".
De acordo com o encarregado de Missão do MST, Marco Aurélio, o projecto do interface de Cacilhas até à Avenida 25 de Abril está orçado em 3,5 milhões de euros, a que podem acrescer trabalhos extra. Aurélio esclarece que "a ideia é mudar o terminal para o futuro interface que está projectado para a Margueira".
Quanto ao investimento a realizar no Largo de Cacilhas, o encarregado de Missão garante que "todos os equipamentos serão transferidos" para o local definitivo. "A única coisa que não tem utilização é o próprio edifício", explica, lembrando que "a mudança de todo o interface será da responsabilidade do projecto da Margueira".
Por seu lado, o presidente da concessionária, José Luís Brandão, frisou ao JN que este é um "trabalho extracontratual", tendo em conta que "a solução de Cacilhas ainda não estava prevista".
O terminal do MST, a concluir até Novembro, será instalado junto ao cais fluvial, com uma passagem coberta. O terminal de Cacilhas terá quatro linhas para o metro, uma nova paragem para os autocarros, uma praça para táxis e um edifício, que já está a ser construído, para os serviços do MST e da Transportes Sul do Tejo.
Orçada em 390 milhões de euros, a primeira fase do MST deve estar concluída a 27 de Novembro de 2008, data prevista para a entrada em funcionamento do último troço entre a Cova da Piedade e Cacilhas.

in http://jn.sapo.pt/2008/03/19/pais/35_milhoes_para_terminal_cacilhas_e_.html

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