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Oito em cada dez candidatos entraram no ensino superior


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Oito em cada dez candidatos entraram no ensino superior

Universidades e politécnicos podem estar satisfeitos: o número de candidatos e de colocados no ensino superior público aumentou. Mas, ainda assim, ficaram 6812 vagas por preencher. Nesta 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso entraram 41938 candidatos, mais sete mil do que no ano anterior.

Mas a notícia do aumento do número de candidatos não agrada certamente aos estudantes que concorreram e não ficaram colocados, quase dez mil. Às 48.710 vagas autorizadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior — mais cinco por cento do que no ano anterior — concorreram 51472, mas só 41938 conseguir um lugar. Mesmo entre esses, apenas 53 por cento ficaram na primeira opção, contra os 61 por cento que o conseguiram em 2006.

Neste concurso, o ensino superior universitário continua a ser o que recebe mais estudantes, 24046. Por seu lado, o politécnico ganha 17892 novos alunos. Aliás, a maior subida, comparativamente ao ano passado, dá-se no politécnico, onde mais 25 por cento de estudantes optaram por este sistema de ensino. E 17 por cento mais escolheram o universitário.

Uma das razões para o aumento da frequência nas escolas politécnicas deve-se à oferta de mais cursos em horário nocturno ou pós-laboral. Embora muitos tenham ficado com vagas por preencher, como Gestão da Construção, em Setúbal, ou Serviço Social, em Portalegre.

Medicina volta a subir

Apesar de ter havido um aumento de quatro por cento no número de vagas para Medicina, de 1347 para 1400 — a Universidade do Minho foi a que fez um maior esforço, passando a receber mais 33 alunos —, a nota do último colocado continua a ser a mais alta da lista dos 1031 cursos postos a concurso. E se no ano passado desceu ligeiramente, este ano voltou a subir.

A Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa abriu 210 lugares e o último aluno a entrar teve 188,5 valores (numa escala de 0 a 200) de nota final. O estudante com a nota mais baixa admitido em Medicina foi para a Universidade da Madeira, com 177,5 valores.

A área da Saúde continua a ser muito apetecível entre os alunos que terminam o secundário e que se batem por décimas que lhes permitem aceder não só a Medicina, mas a Fisioterapia (176,5 valores na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto) ou Enfermagem (168,5 na Escola Superior de Enfermagem do Porto). Ou mesmo a Criminologia, na Faculdade de Direito do Porto, que atraiu 20 estudantes (172,2).

Arquitectura também voltou a subir e continua a rivalizar as notas mais altas com as formações na área da Saúde. Na Universidade do Porto, 182 valores foi a classificação obtida pelo último colocado. Também se destaca a mesma licenciatura no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa (175 valores), e na Universidade Técnica de Lisboa, onde existem dois cursos, ambos com 170 valores.

Maioria já em Bolonha

O Governo continua a apostar nas Artes, onde houve um aumento de oito por cento nos lugares oferecidos. E se os cursos universitários como os da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa fi caram sem vagas para a 2.ª fase do concurso, há outros, nomeadamente nos politécnicos de Tomar, Beja e Viseu, que mantêm várias dezenas de lugares disponíveis.

Os cursos de Ciências e Tecnologias representam um terço do total das vagas. Contudo, os candidatos continuam reticentes em apostar nestas areas e são muitas as vagas sobrantes nas Engenharias, Físicas e Matemáticas. Assim como em História, Ciências Agrárias, Educação Básica e Música. Também são as escolas do interior que mais sentem a falta de alunos.

Praticamente nove em cada dez cursos já estão adequados ao modelo de Bolonha, que prevê a harmonização do ensino superior em 40 países europeus. Assim, formações como Medicina ou Arquitectura são mestrados integrados. E as licenciaturas podem ter três a quatro anos.

Desde manhã que os resultados estão em www.acessoensinosuperior.pt. Há 379 formações com vagas por preencher. A 2.ª fase começa já amanhã e termina na sexta-feira. Podem concorrer os que não foram colocados e os que conseguiram um lugar, mas querem candidatar-se de novo. Os resultados serão conhecidos a 15 de Outubro.

Fonte: Público Online
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Sim, há muito quem fale só por falar, mas eu também não percebi o que querias dizer R|L. Não são burros, são pessoas que por muito pouco não entraram na primeira opção deles e por isso entraram provavelmente na segunda ou terceira. Não tens que ter pena, terão acesso a outra instituição de ensino. Evidentemente estavas a ser irónico mas o que é que sugeres? Pôr uma faculdade com capacidade para 100 alunos por cada ano a receber 1000 só para todos os que querem ir para lá consigam? Tem de haver qualquer processo de seleccionar o número de estudantes que cada faculdade tem capacidade para receber para cada ano... Convencionou-se por vários motivos utilizar as notas do percurso académico imediatamente anterior aos anos de faculdade... honestamente parece-me um sistema relativamente bem estruturado apesar de evidentemente ter os seus pontos criticáveis... Mas se calhar era melhor cada um pôr o nome num papelinho e sortear...

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Depois gera situações do género:

Tiago Raul:
1ª Opção: Engenharia Electrotécnica e de Computadores
2ª Opção: Engenharia Física
3ª Opção: Arquitectura
4ª Opçao: Matemática
5ª Opção: Engenharia Civil

Susana Marques de Sousa:
1ª a 4ª opção: Medicina
5ª Opção: Arquitectura

José António de Castro Soares:
1ª a 4ª Opção: Medicina
5ª Opção: Arquitectura

João Pedro Aleixo Duarte:
1ª Opção: Arquitectura
2ª Opção: Física
3ª Opção: Engª Civil
4ª Opção: Arquitectura
5ª Opção: Engenharia Biomédica
6ª Opção: Economia

Todos os alunos acima referidos ficaram com médias acima de 190... ainda assim, nessas cabeças vai uma enorme confusão!

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Não será a imposição de uma profissão que dê status (nem sempre tendo-o)?... Não serão as familias a incutir desde cedo a necessidade disso?... Não será um pouco "quem tem notas altas tem de entrar nos cursos melhor qualificados"?... independentemente dos gostos e vontades do próprio?... ...afinal poucos serão aqueles que com médias dessas (>19 valores) se decidam por um curso com uma média de 12/13 valores... o que não quer dizer que não existam casos desses...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Em todos os casos, é legitimo.
Mas é um pouco estranho. Gostava de acompanhar um caso desses de perto. ´

Até que ponto é que o "aprender a gostar de algo" é assim tão forte, porque não é algo que naturalmente se goste Arquitectura, Medicina, Medicina, Arquitectura...cara, coroa


Depende da pessoa. No primeiro exemplo "gosto" (tenho interesse) em todas os cursos que ele pôs. Mas denota sempre alguém que não sabe ainda o que escolher...

Quanto às médias não existe só FAUP, em Évora a média penso que foi 14,4...
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Muitas vezes , há pessoal que xega aos gabinetes do ensino superior com dúvidas das opçoes que por, e são os proprios tecnicos que la estao, a incutir a tal diversidade de curso, que no seu ponto de vista curricular não tem nada a ver uma coisa com a outra, por ex. Arquitectura - Medicina ... a única coisa que da jeito é a média e mais nada. É dito como do género, " o menino/a tem média alta, porq é q n mete isto ou aquilo?"... Penso também que as pessoas que se candidatam, já têm idade suficiente para saberem o que querem... passam 12 anos a estudar, e xegam ao fim desses 12 anos, ainda andam com dúvidas?

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