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Com quem nos devemos preocupar mais?


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Arrisco-me a atirar mais alguns, maus arquitectos que fazem maus projectos, bens desenhadores que não vêm o seu valor reconhecido, maus arquitectos que encravam o progresso nas câmaras, maus arquitectos que no interior querem controlar o "sistema", etc, etc, etc... mas acima de tudo, más equipas que avaliam/projectam mal, independentemente dos títulos que carregam... Eu prreocupo-me em tentar ser o melhor possível dentro das minhas limitações...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Exacto, não devemos de apenas julgar os engenheiros ou desenhadores. a verdade é que muitos arquitectos se rendem ao dinheiro fácil quer aceitando esquemas manhosos nas camaras, quer trabalhando e cedendo a exigencias de clientes que nao tem qualquer noção de arquitectura. Mas tudo isto so se resolvera com o tempo, primeiro porque embora o desemprego na arquitectura seja flagrante, o grande numero de pessoas com formação na área ajudara a aumentar a exigencia de qualidade dnomercado e de certa forma a educar um pouco a mente dos portugueses que continuam a estranhar uma casa sem telhado. quando a exigencia de qualidade se tornar uma constante não só existirá trabalho para todos terao decerto opurtunidade de trabalhar um pouco melhor.

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Concordo Dreamer. Eu tb me preocupo, diáriamente, não "comigo", mas com o trabalho que faço. E preocupo-me mais ainda quando tentamos abordar temas tão sérios como este e há pessoas que não conseguem escrever uma palavra de jeito. Ou seja, não têm nada a dizer. E quando não têm nada a dizer, pergunto-me que arquitectos no futuro vão ser? Mas vou considerar que foi uma resposta em tom de brincadeira...:D, e que provavelmente o nosso futuro colega até teria alguma coisa a dizer, mas agora já não interessa nada.
Quis saber outras opiniões sobre este assunto, já que a todos nos diz respeito e de alguma forma interfere com a prática da nossa actividade.

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olá, quando disse pra te preocupares contigo, estava a insinuar que nós futuros arquitectos e jovens arquitectos é que temos que mudar o futuro da arquitectura. Claro que há maus arquitectos e maus desenhadores, etc... e vai existir sempre, agora nós é que temos de nos concentrar no nosso trabalho para que as pessoas não conheçam só má arquitectura, para que possamos mostrar tb a boa arquitectura às pessoas... quanto aos "maus", eles são necessários, pois sem eles tb não existiam os "bons". E a piada da vida é mesmo essa, não sermos iguais...

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Podias ter dito logo isso!:D Assim ficávamos logo a saber o que tinhas a dizer. Concordo contigo. Também acho que tudo passa por uma questão de educação dos próprios clientes. Comparam primeiro o preço do proj. e só depois querem saber dito. E aí, há uma discrepância enorme de preços entre gabinetes, chega a ser desleal entre colegas. Mas é o que temos!

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O valor monetário do projecto é uma ferramenta importante no que à competitividade diz respeito, por isso é legítimo que cada um decida o que cobrar... Pode ser uma ferramenta importante para se entrar no mercado de trabalho. Eu, por exemplo, sabendo daquilo que se passa à minha volta, não querendo ir pelo nível da qualidade, ou não, dos projectos, tenho de fazer alguns sacrifícios pessoais para angariar o pouco trabalho que tenho por minha conta, não prejudicando o nível de qualidade que tenho como meta, mesmo que para isso o valor não corresponda àquilo que eu entendo que o projecto vale, mas são contingências do mercado... a alternativa é inevitavelmente perder o trabalho e continuar sem conseguir entrar no mercado. Quando alguns trabalhos estiverem garantidos, as coisas têm tudo para começar a ser diferentes... até lá...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Sim sim, tb acho. O que me preocupa é haver gabinetes a chamarem de projectos a proj. que não passam de ante-projectos, e esses claro, não podem ser cobrados pelo preço do proj de execução do mesmo.

Para o cliente o que conta é pagar menos. Nunca ouviram falar em proj. de execução, mas tb pouco lhes interessa. Cabe-nos a nós, mais uma vez, educar os clientes no sentido de os informar e de lhes mostrar o que faz parte de um proj de execução, e que isso marca a diferença entre ter uma "house" ou uma "home", ainda que ambas desenhadas por um arquitecto!:D

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Concordo plenamente com a ideia que tem sido desenvolvida neste tópico. O mundo da arquitectura são os arquitectos que o fazem, e nesse ponto de vista penso ser imperioso cada um preocupar-se maioritariamente em desenvolver um bom trabalho, mas sem deixar de se aperceber do que acontece à sua volta (os outros arquitectos, quer sejam maus, quer sejam bons). Sendo assim, engenheiros que projectam mal ou arquitectos que assinam obras de outrem só nos devem preocupar verdadeiramente se isso de alguma forma impedir o nosso trabalho e a sua divulgação.

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Primeiro que tudo preocupa-me má arquitectura...nao interessa feita por quem...porque o que fica durante anos a estragar a paisagem sao os edificios; concordo com o facto dos portugueses ainda nao estarem preparados para abrirem os horizontes em relação a arquitectura...ainda ha muito para fazer...tenhos que ajudar a mudar o modo como a arquitectura é vista em Portugal, e é para isso que trabalho! :D

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Atenção que o cliente com quem nos devemos preocupar em primeiro lugar é o grande empreendedor, assim que os grandes empreendedores decidam construir com qualidade os outros seguirse-ão. acho que é um pouco como o fenómeno IKEA. Assim que surgiu os outros concorrentes tiveram que baixar o preço e aumentar a qualidade. Ainda assim, é preciso lutar para a educação arquitéctónica do grosso da população pois sem procura ninguem se irá preocupar com a construção de oferta, e até nisso as vão mal dado ao critica situação económica do Pais.

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  • 2 weeks later...

O mal todo está no poder do dinheiro, que faz com que muitos arquitectos assinem projectos de desenhadores sem verem o que lá está, sem verem compatibilidades e sem verem o incumprimento da legislação. Mas como em tudo há bons e maus arquitectos, bons e maus engºs, bons e maus ATAES, bons e maus desenhadores, enfim resta termos responsabilidades pelo que fazemos.

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Porque não? assim como há maus engenheiros, também há maus arquitectos. e eu já tive uma obra em que o arquitecto por nunca ter estado na obra, nem arranjar tempo, aconselhava várias soluções de resolução por fax e nenhuma era compativel com a realidade da obra. e o tempo a passar, a passar e o dinheiro a sair. quem paga o tempo do pessoal e os prazos e as multas. Quando se é bom até o tempo nos falta e é sempre pouco. Cumprimentos

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O mesmo exemplo aplica-se a várias profissões, como o caso de Arquitectos fazerem design, quando o trabalho envolve algum conhecimentos artístico e conhecimento técnico torna-se mais complicado alguma regulação das profissões. Por isso penso que em todos os casos a preocupação deve ser própria e para com os clientes, e não com a concorrência.

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Pois, o que obriga o uso da ética. Até agora só conheci um arquitecto que segue fielmente as leis da ética, o que resulta em renunciar excelentes oportunidades de ganhar dinheiro mantendo a honra intacta. Na sociedade dos dias de hoje, honra é um conceito completamente transformado ou substituído. A necessidade de sobreviver ou de ganhar fama sobrepõe-se à ética... ...infelizmente.

A questão que o Connecty colocou é extemamente pertinente. Quem de vós estaria disposto a recusar uma excelente oportunidade de fazer uma proposta de Design ou de Arquitectura Paisagista ou ainda de Arquitectura de interiores (ou decoração de interiores ou lá o que é :D) ??

Se bem que, na minha opinião, a linha de limite entre estas práticas é muito mais ténue do que a que separa a Engenharia destas. Até o Cecil Balmond (que dizem ser o melhor Engenheiro do mundo) diz que não quer saber da Engenharia para nada (pelo menos é o que dizem aqui)

Esta questão da Arquitectura vs Engenharia parece-me muito mais urgente de esclarecer.

cya l8r

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É tudo mais simples do que parece ... aqui nesta republica das bananas ... onde o chico espertismo é rei e senhor ... o eng. faz de arquitecto ... o arquitecto faz de desenhador ... o desenhador faz de arquitecto ... etc etc. O que falta é organização ... se cada um fizesse aquilo que tem mais "jeito" o país estaria (talvez) um pouco melhor. Enquanto isso, os Chicos é que são os espertos e depois é vê-los nos Allgarves, nos seus luxuosos resorts a jogar golf ... E o pato é que se lixa :D

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Esta questão da Arquitectura vs Engenharia parece-me muito mais urgente de esclarecer.

cya l8r


Será tão urgente como as restantes. Penso que todos os profissionais têm direito a exercer a sua profissão, com a concorrência existe atropelos a outras profissões, embora por vezes confesse que me aborrece, são situações comuns em todo o Globo.
A concorrência faz-nos mover, pensar, trabalhar mais e afincamente. Não creio por ser designer a minha profissão seja menos prezada em relação aos arquitectos e engenheiros, na sua maioria os arquitectos também fogem para outras profissões ligados ao design.

Penso que acima de tudo nos devemos preocupar connosco e com o nosso trabalho, não esquecendo os colegas e a família. Os outros e o que eles fazem só a eles lhe dizem respeito.
A concorrência só deve ser preocupação a nível de mercado.

É tudo mais simples do que parece ... aqui nesta republica das bananas ... onde o chico espertismo é rei e senhor ... o eng. faz de arquitecto ... o arquitecto faz de desenhador ... o desenhador faz de arquitecto ... etc etc.

O que falta é organização ... se cada um fizesse aquilo que tem mais "jeito" o país estaria (talvez) um pouco melhor.

Enquanto isso, os Chicos é que são os espertos e depois é vê-los nos Allgarves, nos seus luxuosos resorts a jogar golf ...

E o pato é que se lixa :D


Portugal é igual a uns tantos outros países, não existe nada perfeito. Se são espertos ainda bem, não há mal algum em frequentar resorts de luxo e jogar golfe, existe quem o mereça e que não o mereça. Talvez se ainda não estamos num desses resorts a jogar golfe (como assim o queríamos), será porque ainda não nos esforçamos para tal.
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Mas não somos só nós como arquitectos (ou futuros) que sofremos por esse overlaying de profissões... No final a própria cidade sofre por ter edifícios sem qualquer tipo de profundidade intelectual. Acho que é um assunto que merece legislação mais severa. Mas como dizes, também um objecto de design pode sofrer por ser criado por um arquitecto...

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Portugal é igual a uns tantos outros países, não existe nada perfeito. Se são espertos ainda bem, não há mal algum em frequentar resorts de luxo e jogar golfe, existe quem o mereça e que não o mereça. Talvez se ainda não estamos num desses resorts a jogar golfe (como assim o queríamos), será porque ainda não nos esforçamos para tal.


Portugal é igual a uns tantos outros países ? A que países te referes ? Secalhar estas a ser um pouco vago nessa abordagem ... Estas a falar da Suécia ? Finlândia ? ou do Brasil e Argentina ?

E essa historia do "mereça" já vem de tempos antigos meu caro amigo ... onde uns eram reis os outros eram povo ...

Secalhar não fazes ideia quanto te fica passar férias num resort ... mas um trabalhador que ganha 400€ por mês ... e este trabalhador trabalha que se farta ... NÂO MEREÇE ?

Acho que tens um conceito de esforço um pouco deturpado ... secalhar nunca fizeste um verdadeiro esforço e falas em vão ...

E não Connecty, não é nada contra ti este post ... olha que em Portugal como em tantos outros países muita gente pensa como tu ... infelizmente ...

disse ...
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Não é infelizmente, essa é a tua opinião e cada qual tem a sua. Eu acho que o connecty tem razão no que diz, afinal temos medo do quê? da profissão ou do trabalho dos outros. se eu for "motorista" que não é o caso, mas souber fazer o mesmo trabalho que tu fazes mas melhor, ficas um pouco preocupado e tentas saber onde erraste e tentas fazer melhor para a próxima. Porque não haver concorrência? medo?, só se for de morrer. Contudo não sou melhor nem pior que outros mas sim, limito-me a fazer o meu trabalho da melhor forma e dia após dia tento melhorar.

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O que queria dizer vai na base do jedmont. E que se deve procurar a valorização pessoal e profissional por nós e não através dos outros.

Longe de mim dizer que alguém que trabalhe muito e se aplique no trabalho deva merecer menos que os restantes ou apoiar qualquer regime do passado. O esforço é aquele que se aplica, com ajuda ou sem ela, para atingir um fim, se as pessoas preocupam-se mais com os outros do que o seu próprio trabalho, descuram-se, e como disse o joaopedrosilva quem sofre é a profissão e todo que está ligado.

Quanto aos países refiro-me a todos, sem excepção, todos têm os seus podres e virtudes, e Portugal é um deles.

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