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[Projecto] Europan 7 - Évora _ ADOC


3CPO

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ADOC
Europan 7, Évora


A cidade já não se resume a um centro urbano, mas a um conjunto de centros de diversidade urbana, que carecem de denominadores comuns. Outrora o núcleo histórico constituía o espaço preferêncial da grande urbe, eleito como o local que reunia todas ou grande parte das condições necessárias para daí emergir uma comunidade social, o embrião de uma cidade. É um lugar cheio de hitória e estórias com o qual nos identificamos e que têm a capacidade, de construir memória e transportar com eles tempo , amadurecendo e solidificando a sua existência.

Ter consciência de que a memória e a cultura constroem cidade é importante, mas tê-las como factor de ordenamento não pode constrangir a evolução dos novos mundos. Os grandes sentidos de evolução urbana têm como motor a ecónomia, mas a falta de ordenamento e a necessidade de velocidade de resposta sobrepõe muitas vezes os valores económicos aos valores sociais. É fundamental uma reinterpretação da identidade cultural nos moldes da realidade em que vivemos, para que esta possa existir na evolução da cidade como seu fio condutor. Para que a emoção não seja um elemento castrador é necessaria a leitura da génese do sentimento e “reduzi-la” a um adjectivo, a uma recordação de infância, para que o nosso imaginário e o processo criativo possa evoluir despreconceituadamente. E sem preconceito se trabalha o peso, a gravidade, a massa. Massa que confina, que encerra espaços (vazios), espaços que acabam por se definir como matéria. Os espaços vazios definidos pela massa transformam-se num material cheio de energia que é fruto do encontro entre dois elementos dominantes na arquitectura - o espaço enquanto vazio e o espaço enquanto matéria, tal como nas palavras da escritora Marguerite Yourcenar, “todo o silencio é feito de palavas que não foram ditas”.
É nesse vazio que é matéria e que é espaço, nessa energia apaixonante das construções do Alentejo, que se define o denominador comum.

É na procura da massa e das tensões que ela gera que encontramos a inovação espacial, uma tipologia de aparentes acasos e resoluções escultóricas que se baseiam e se fundamentam na funcionalidade e no modo de vida actual. Para que viva, esta ressonância do volume não é apenas um resultado formal mas uma resposta a necessidades que lhe dão escala, usos e humanidade. Este sentido de construção monta e desmonta tipologias numa interacção constante entre massas, que por um lado definem e por outro lado albergam espaço, num jogo de negativos e positivos. As casas resolvem-se a nivel físico e social na sua relação com a envolvente, na constituição de um volume negativo e na sua expansão para o exterior, bem como na adjacência desses volumes, que desenham a unidade do edifício numa franca relação de rua e cidade.

Agredecemos a colaboração de ADOC.
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  • 1 year later...
  • 4 weeks later...

Acho o conceito interessante, mas julgo que a implantação no terreno acaba por parecer um bocado dispersa e sem fio condutor. Apesar de falarem numa relação franca com a rua e a envolvente, não vejo isso na implantação, que parece tentar preencher os vazios urbanos, com umas torções que na minha óptica só comunicam dentro da intervenção mas são quase mudas na leitura do espaço urbano.. Não haverá uma maquete com curvas de nivel e envolvente que dê para ter uma melhor leitura da realidade? Os renders deixam um bocado a desejar no campo da representação da envolvente por isso posso estar viciado na minha opinião.

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  • 1 month later...

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