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Ordem dos Arquitectos muda regras de admissão


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Ordem dos Arquitectos muda regras de admissão

A Ordem dos Arquitectos (OA), que enfrenta pedidos de indemnização de milhões de euros por não ter reconhecido cursos de algumas universidades privadas, já flexibilizou a sua atitude face ao ingresso na profissão.

Fontes da OA disseram hoje à agência Lusa que o posicionamento foi alterado no mandato da actual bastonária, Helena Roseta, ainda que algumas decisões, baseadas nos critérios anteriores e que suscitaram pedidos de indemnização, tenham sido tomadas já no seu mandato.
Apesar desta nova posição da OA, Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa (UFP), disse hoje à Lusa que os alunos da Arquitectura e Urbanismo da UFP «continuam a ter dificuldades na inscrição na OA».


Aquela universidade do Porto anunciou já que «vai exigir à OA uma indemnização até 10 milhões de euros por prejuízos alegadamente causados» por os formandos em arquitectura não terem sido reconhecidos por aquela ordem profissional, noticiou hoje a rádio TSF.


A Universidade Fernando Pessoa lecciona Arquitectura e Urbanismo desde 2000.
à agência Lusa, Salvato Trigo confirmou a intenção e disse que só decidiu avançar para o pedido de indemnização depois de ter transitado em julgado um acórdão do Tribunal Constitucional que dá razão às posições da UFP.


«As ordens profissionais têm que se remeter ao seu papel, de supervisão deontológica e de avaliação de eventuais actos de negligência, e não de reconhecimento ou acreditação de cursos», disse.
«Mesmo sabendo que estava a cometer uma ilegalidade, a OA continuou a obstaculizar o ingresso na profissão, usurpando uma função que compete ao Estado e ao Governo», sublinhou Salvato Trigo.
O reitor da UFP sublinhou que a instituição «aguentou estoicamente, perdendo procura nos cursos de arquitectura, suportando ataques e perseguições».
«Agora é a hora de exigir que sejamos ressarcidos pelos prejuízos materiais e morais que sofremos», acrescentou.


A Lusa soube também que sete alunos da mesma universidade vão avançar também com pedidos de indemnização, estes de 100 mil euros cada.


Os alunos apresentaram documentos alegadamente comprovativos de prejuízos que terão sofrido por não terem podido executar projectos, devido ao não reconhecimento do seu estatuto pela OA.
«É preciso que provem o prejuízo invocado», contrapôs, em declarações à Lusa, o advogado da OA, José Miguel Júdice, que só depois de notificado dos pedidos de indemnização fará comentários mais alongados.


Já a bastonária Helena Roseta remeteu esclarecimentos para um comunicado, ou uma conferência de imprensa, ainda hoje ou quinta- feira.

Fonte: Lusa
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Isto não é bem assim.... eles já tinham mudado o processo de admisão ha alguns meses por causa disso! O que aconteceu foi no dia 6 terem perdido uma acção no TC.

Mais infos: http://arqportugal.blogspot.com/2007/04/caroas-colegas-desde-12-de-fevereiro-de.html

Que so veio confirmar o processo ilegal de admissao a OA... Mas não há problemas, antes paga.se 300 euros para ser admitido, agr ja vai quase no dobro.... :)

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Milhões de Euros de indeminização... pois sim... leva-se a Ordem dos Arquitectos à banca rota, ou melhor em vez das actuais quotas anuais de cerca de 350€... passa-se a cobrar 3500€/ ano... no final quem paga somos todos.... A Ordem dos Arquitectos, na altura apenas, pareceu-me seguir o que as restantes Ordens profissionais, ainda fazem... por exemplo veja-se o caso da Ordem do Engenheiros... ainda não vi nenhum pedido de indemnização ou processo contra a OE...

Quem cria renasce todos os dias...
Agua-Mestra, Lda
Não sou perfeito, mas sou muito critico...

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Pedro Barradas têm estatutos diferentes! (Até têm engenheiros no Governo que não são engenheiros :) )
Continuo a achar que a DesOrdem precisa de uma Ordem! Sinceramente, assim não vamos a lado nenhum... Basta ver pela admissão! Um exame de duas horas sobre uma matéria dada em 8? Onde somos obrigados a saber o numero de pessoas que é necessario á organização da Ordem e por ai fora, isto é do interesse de quem? Anda aqui uma data de pessoas a percorrer não sei quantos kilómetros, levantar as 5 da manha, para estar presente numas acções de formação, que sao uma verdadeira seca, fora 2 ou 3... Vai-se a ver e, no fim de contas continuamos no lirismo da Faculdade e aplicação á vida real é 'zero'... Razão têm os patrões em refilarem por estarmos uma semana fora...
É preciso deixarem-se de 'Deontologias' e começar a ver coisas com pés e cabeça... Porque todas as acçoes que vejo da Ordem é o lirismo pela frente e depois por tras, 'Paga'! Inscrição á Ordem, paga! Acções de Formação, paga! Acção de Formação extra, Paga! Exame, Paga! Isto é selecção/formação de bons profissionais, ou daqueles que têm uma boa conta bancária? Fora os descriminados dos arquitectos da provincia que vão ter de pagar os transportes, alojamentos, comida e dormida...

E como tu dizes, se calhar vai.se Pagar (mais uma vez) mais cotas! Se em vez do pagamento de quotas, eles abrissem os olhos ao Governo sobre o excesso de arquitectos que existem no pais, talvez começassem a ter mais sucesso junto dos novos arquitectos!!
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Penso que o TiCo toca num assunto pertinente: o excesso de licenciaturas em arquitectura. De facto, a proliferação destas fez-se de forma semelhante ao desenfreado crescimento habitacional que se assistiu nas décadas de 70 e 80, coexistindo cursos de elevada qualidade com outros de não tanta. As ordens que assistiram impávidas a esta proliferação, e uma vez que não tiveram poderes para vetar a criação destes cursos, utilizam o mecanismo de admissão como forma de regular o acesso à prática. Este mecanismo vem agora ser posto em causa e na realidade não posso deixar de concordar que por uma questão de prinicípio, tais restrições não deveriam ser impostas a alunos que apenas pretendem concretizar aquilo que ao longo do curso aprenderam. No entanto, temos que ter os pés na terra; a oferta de arquitectos é largamente superior à procura e a qualidade de alguns destes deixa muito a desejar. Infelizmente, penso que a única solução deve passar pelo encerramento de todos os cursos que não cumpram os requisitos para serem reconhecidos pela ordem. É errado estar a criar falsas ambições a alunos que andem nestes cursos, e que em última instância torna o mercado a selvajaria que conhecemos. Será anti-democrático privar estes alunos de cumprirem o seu sonho? No limite julgo que sim, mas a realidade diz-nos que nem sempre podemos ser aquilo que queremos. No entanto, julgo que seria igualmente de louvar se o acesso às escolas que lecionam os cursos creditados deixasse de ser exclusivamente mediada por médias e provas de acesso, e passase a ser dirigida pela escola, que segundo os seus critérios e métodos de admissão estabeleceria quem entra ou não. Por último, penso que se a questão não for discutida, o impacto da revisão do 73/73 será residual e provavelmente o que poderá acontecer é que os mesmos gabinetes de desenhadores, técnicos e engenheiros, que possuem uma extensa carteira de clientes, passarão a recrutar "arquitectozinhos" acabados de formar, que por ainda não serem realmente arquitectos pouco mais que a assinatura irão projectar. P.S. este é o meu primeiro essay no fórum, e sendo eu um aluno de engenharia civil, julgo que a questão acima discutida também carece de extensão à área em que me encontro.

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  • 5 months later...
"penso que a única solução deve passar pelo encerramento de todos os cursos que não cumpram os requisitos para serem reconhecidos pela ordem. É errado estar a criar falsas ambições a alunos que andem nestes cursos"
Bravo!
O acesso às principais universidades era, de facto, controlado através de provas de acesso criadas e avaliadas pelas próprias universidades, e por alguma razão perdeu-se esse hábito... Penso que com a generalização do ensino (Bolonha), a tendencia será de generalizar as leis também, pelo que a situação será dificilmente reversível.
Pode haver quem ache que o acesso deveria ser facilitado de qualquer maneira, pois o próprio mercado serviria de filtro entre os "bons, maus e vilões", mas na realidade não funciona bem assim...
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acho que se estão a esquecer que a ordem nao tem poder nenhum para dizer se esta ou aquela faculdade cumprem ou nao os requesitos, o simples facto de os alunos ao sairem do secundario se poderem candidatar as mesmas só por si já é um reconhecimento desses requesitos, ou poderei eu abrir a faculdade xyz? não tem de ser aprovada pelo ministerio da educação? eu que sou um mero aluno, gostaria de ver algo k beneficie em fazer parte da ordem, dava um topico engraçado, saber qual o papel da ordem dos arquitectos, e ter exemplos reais e praticos dos beneficios da sua existencia...

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Pode haver quem ache que o acesso deveria ser facilitado de qualquer maneira, pois o próprio mercado serviria de filtro entre os "bons, maus e vilões", mas na realidade não funciona bem assim...


Também houve um tempo em que pensava que isso fosse possível, mas cada vez mais me convenço que não... passei a acreditar que os bons têm (quase) tudo para conseguir... infelizmente existem também aqueles, que por uma razão ou outra, ainda que não sendo bons, conseguem algum tipo de "imunidade" a essa malha...

O "survival of the fitest" está cada vez mais longe de ser o processo de selecção natural...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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  • 2 weeks later...

Sem dúvida. Basta pensar numa criança filha de um construtor imobiliário. Ela tira o curso, onde quer que seja, e com a média que fôr, de modo a ter o "canudo" e depois... depois é o que vemos por aí fora. Por outro lado podemos ter uma criança que provém de famílias não ligadas ao sector, com altas médias e talento a transbordar, mas como nunca apanha trabalho, nada fará. Essa conversa do mercado.... é cá uma treta, enfie o barrete quem quiser, mas é só por fé, não porque faz qualquer sentido. O mais engraçado é que os países que vendem esse alimento envenenado são exactamente aqueles que o não aplicam internamente. Mas, por cá esta nova classe de "brutos", cuja característica se pauta pela ausência de ideias próprias acerca das coisas, essa é mais "papista que o Papa". E por isso acredita no Pai Natal e noutros mitos infantis.

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  • 11 months later...

Boas, eu ando na universidade lusiada, mas ando farto desta faculdade, porque como nao sou o «lambe-botas», não pago jantares aos profs e nao lhes dou presentes, não tenho a nota que mereço, que me dizem de uma mudança para a Univesidade Fernando Pessoa cá no Porto? O curso já é acreditado pela OA? Cumpts, Obrigado

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Boas, eu ando na universidade lusiada, mas ando farto desta faculdade, porque como nao sou o «lambe-botas», não pago jantares aos profs e nao lhes dou presentes, não tenho a nota que mereço, que me dizem de uma mudança para a Univesidade Fernando Pessoa cá no Porto?

O curso já é acreditado pela OA?

Cumpts, Obrigado


penso que actualmente a ordem dos arquitectos ja nao tem de acreditar nada porque se o ministerio do ensino superior (penso eu) der ordem para o curso ser leccionado é porque esta a cumprir os requesitos e como tal nao pode ser tratado de maneira diferente perante a ordem.

mas se estas a pensar mudar de universidade por causa disso, nao penses que é so na lusiada que isso funciona assim, infelizmente vivemos num país onde isso acontece em todas as faculdades, em todos os cursos e em todo o lado!
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penso que actualmente a ordem dos arquitectos ja nao tem de acreditar nada porque se o ministerio do ensino superior (penso eu) der ordem para o curso ser leccionado é porque esta a cumprir os requesitos e como tal nao pode ser tratado de maneira diferente perante a ordem.

mas se estas a pensar mudar de universidade por causa disso, nao penses que é so na lusiada que isso funciona assim, infelizmente vivemos num país onde isso acontece em todas as faculdades, em todos os cursos e em todo o lado!




pois, eu sei disso, mas sei pelo que me dizem que o curso é muito mais fácil, ou seja, uma colega minha saiu da minha universidade com 9 a projecto foi para a da Beira Interior e teve 16, percebes?
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pois, eu sei disso, mas sei pelo que me dizem que o curso é muito mais fácil, ou seja, uma colega minha saiu da minha universidade com 9 a projecto foi para a da Beira Interior e teve 16, percebes?


depois axam estranho que algum gabinetes nao aceitem arquitectos formados na universidade X ou Y! eu também estudo numa lusiada e sinto na pele essas questoes de quem da graxa passa com boa nota e quem nao dá tem pior nota mas ja vou para o 4º ano, nunca dei graxa para passar (e tambem nao tenho grandes notas) mas o que me interessa nao sao as notas nem a media, é absorver o melhor e o mais possivel do que ensinam para chegar ao mundo do trabalho e ser um bom proficional!
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estudo em Coimbra e acredita que sei bem isso o que é, aliais já chumbei duas vezes a projecto porque os profs diziam k não falava o suficientemente com eles, nao discutiam a qualidade do projecto, ou do k entregava, mas nao tava lá constantemente a rir das piadinhas, uma coisa é te aplicares, outra é lamber cús... Infelizmente posso te dizer que ainda estou a estudar e já tenho colegas formadas e formados, que até tenho vergonha de dizer que são arquitectos... Se não tiverem trabalho na arquitectura sempre podem ir para a rotunda mais proxima....:) ( não há bonecos de 4? lol)

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