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Espaço de culto/contemplação


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Boas.. Em primeiro lugar começo por me apresentar o meu nome é Filipe e sou aluno do primeiro ano de arquitectura na universidade lusiada em famalicão..
bem estou com algumas duvidas em relação ao projecto k foi pedido neste segundo semestre, ou seja, "um espaço de culto/contemplação"..

Logo na data de entrega da proposta a primeira coisa k veio a cabeça de quase toda a gente foi uma igreja, espaço de culto e contemplação a um deus, a algo superior e muito vugar no meu entender.. sendo que a opiniao do professor relativa a esta ideia, foi k um local d cuto ou contemplaçao nao seria necessariamente um lugar religioso!!! bem ai as opinioes dividiram-se e anda cada um a puxar pro seu lado sobre a definição de espaço de culto e/ou contemplação..

Em minha opiniao trata se de um espaço onde as pessoas se juntem, para celebrar, comemorar, relembrar algo que s passou no passado - mas esta defenição reencaminha m quase directamente para a vertente religiosa - embora também posso levar m de encontro a espaços de exposição como museus, espaços de contemplação do conhecimento como uma biblioteca entre varios outros sitios.. de acordo com a definição k pensei para espaço de culto/contemplação encontro m com uma variedade infinita de opções e nao sei bem s estou a ir correctamente..:bash3:

Gostava de saber opinioes vossas sobre a definição de um espaço de culto/contemplação.. quais a vossas ideias, o k faziam s tivessem um caso como o meu.. ou talvez mesmo conselhos sobre o assunto.. s nao for pedir muito claro.. :)

abraços a todos..
FilipeSilva:)
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Pode ser um espaço 'individual' de reflexão! E não necessáriamente um ajuntamento de pessoas para adorar um Deus!

Um exemplo bastante conhecido é o Espaço de contemplação do Tado Ando:

Imagem colocada

Onde ele consegue criar um ambiente bastante tranquilo, através da agua a correr e aproveitando ao máximo as propriedades acusticas do betão e da forma do edificado!

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Um local de meditação é, para mim, todo aquele local em que me sinto bem a pensar... seja sentado numa duna na praia, deitado na cama, ao lado de um arbusto, debaixo de uma árvore... seja lá onde for... Culto já implica uma adoração, seja ela também ligada ao que for... e logo, não necessariamente religioso... Quanto a mim são dois conceitos bem diferentes, que no entanto se podem aliar no mesmo espaço...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Um espaço de culto/contemplação, atinge um vasto numero de definições, algumas delas um pouco abstractas. Quando se fala em espaço de contemplação, em geral voltamo-nos de uma forma ingenua para a religião, mas o porquê?, ou como? pois desse ponto de vista os ateus, não contemplam...pelo menos uma religião. O próprio espaço permite várias interpretações, cuja a emotividade, a sensibilidade e a capacidade filosofica de cada um, incutindo ao espaço, uma personalidade, mesmo que esse seja definido por uma elite artística ou cientifica. Essas interpretações dão origem a vários projectos de diferentes estruturas, pois uma simples cabana em lugar ocasionalmente abstracto, pela sua intregação na natureza, permite por consequencia a contemplação da própria natureza. Um caso ainda nais simples é um mero banco ironicamente colocado sob um precipicio, e direcionado para a montanha ao fundo! como podes ver, a própria definição de espaço de culto/contemplação vai ao encontro da creatividade, que pode ser justificado de uma forma racional ou simplesmente filosofica, e neste sentido trata-se um projecto cracterizado pela subjectividade, e acima de tudo muito pessoal, ou simplesmente algo que toca profundamente a alma do utilizador (espaço público) - neste caso há todo um mundo de empatia que precisa de explorado e usado da melhor forma possivel... Abraço

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Falando num sentido genérico, respondes à tua pergunta com ela própria... se os locais de culto e contemplação religiosos são predominantemente colectivos, porque não o podem ser os restantes?...
Imagina um estádio de futebol, um pavilhão desportivo, um espaço de concertos musicais, um teatro, um cinema, etc, etc, etc.

Agora podemos falar de locais de culto mais pessoais, particulares, aqueles pequenos sítios que todos nós “temos”, onde quando lá estamos, paramos para pensar…

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Tentemos simplificar ao maximo essa questão, ou seja consideramos como objecto de culto/contemplação um simples banco de jardim, permitindo a observação de todo um espaço comum à felicidade humana. Neste sentido torno a definição um pouco mais vasta...

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A definição de espaço de culto e contemplação é tão vasta quantos os locais eleitos por cada um de nós para esse fim... desde a toalha pousada numa praia, até à imensidão do vaticano, temos muito por onde pegar... até a lua pode ser um excelente espaço de contemplação, podendo funcionar também como alvo desse "gesto mental"...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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...no entanto há de certa forma uma barreira que restringe a associação entre o a arquitectura de culto e a de contemplação. Podemos associar a "culto" a forma de representação de um espaço nomeadamente religioso - pois o termo culto aparece direcamente ligado à religião, a par que "contemplação" atinge uma definição mais abstracta. Porque comtemlar surge associado a deuses e sua contemplação (mais uma vez mais religião), como podemos comtemplar uma mera arvore isolada em pleno alentejo, daí talvez a confusão e o sua consequente ligação à religião.

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nao te esqueças que um banco de jardim é um objecto e não um espaço. Para a criação de um espaço de culto baseado num banco de jardim terás que ir mais além dar sentido ao banco à sua
"bolha" espacial


Tudo bem...Mas a minha opinião consiste na definição (esse dar sentido - Bolha espacial) de espaço como o "lugar" exacto no qual está localizado esse mesmo banco. Afirmo que existe uma barreira imaginária entre o espaço circundante ao banco e um outro (infinito) na qual surge a potencial paisagem, ou algo que, de uma forma subjectiva seja susceptivel de ser contemplado.
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Bem, segundo o Loos, espaço de culto em arquitectura poder-se-ia incluir na facção (segundo ele) muito pequena da produção arquitectónica à qual se pode chamar arte... Ele dizia: "Só uma parte pequena da arquitectura pertence à arte: a pedra tumular e o memorial. O resto não porque cumpre requisitos funcionais." (trad. livre) Portanto, o que diria o Loos acerca da questão "espaço de culto". Talvez um espaço que não serve absolutamente para nada a não ser para se estar lá... e o resto é com cada um que lá está.

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