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Despenalização da IVG?


Qual o melhor software de desenho de arquitectura?  

623 members have voted

  1. 1. Qual o melhor software de desenho de arquitectura?

    • Autodesk Architectural Desktop
      48
    • Autodesk AutoCAD
      237
    • Autodesk Revit Building
      93
    • ArchiCAD
      152
    • Microstation
      9
    • VectorWorks
      27
    • Sketchup
      38
    • Outros. Quais?
      25


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Viva outra vez!..

Encontrei uns dados que me pareceram muito interessantes divulgar... Da que pensar...





Sabia que...

Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.

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Top Posters In This Topic

Sabia que...

_O secretário de Estado da Educação anunciou que, até finais de 2007, vão encerrar «pelo menos mais 900 escolas» do 1º ciclo do ensino básico, no âmbito do processo, em curso, de reordenamento da rede escolar.

_Fernando Ruas prometeu entregar aos serviços técnicos da ANMP o documento que sugere o encerramento de 14 das 73 unidades de urgências existentes actualmente no país.

_O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou que todas as instituições públicas de Ensino Superior iriam sofrer um corte para 2007 de pelo menos 5% nos seus orçamentos de funcionamento, relativamente aos iniciais de 2006.

_Em declarações ao jornal "Público", António Mega Ferreira, presidente do CCB, admitiu a hipótese de o corte de verbas ser inferior a 10%.

_No laboratório de polícia científica «já não se fazem exames porque não há dinheiro para reagentes». O corte nas verbas para produtos químicos e reagentes foi de 75,06 por cento.

_O corte orçamental de 55 por cento na Polícia Judiciária denunciado em Janeiro já tem rosto visível: «Um carro da PJ que entre na oficina para ser reparado já não sai porque não há verba para as reparações.»

:)
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Apos isto... só ouvi a opinião mais que dada de quem diz não...

Volto a lançar o desafio...

Ate hoje, apos ouvir diversos debates e opiniões, ainda não ouve ninguem que me disse-se motivos logicos, racionais, humanos e validos para se fazer o aborto. Alguem é capaz!?

Josué Jacinto - Mais Fácil
My web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com

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JAG, a resposta a essa pergunta é tão simples quanto isto, cada pessoa que decide recorrer ao aborto deve passar por um processo pessoal e único, por isso as razões vão sempre variar de pessoa para pessoa, sendo que por isso não podemos ter uma, ou um conjunto de razões únicas e universais... Para teres respostas concretas terias de perguntar directamente a quem já recorreu a esta prática... PS: Aos adeptos do não, como é que se relacionam com a pílula do dia seguinte?... Apesar de ser impossível, gostava de saber quantas pessoas que já praticaram o IVG vão votar não, seja por mudança pessoal de opinião, seja porque os padrecos o dizem, seja por vergonha (apesar de o voto ser secreto), etc...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Como mulher, só posso votar SIM.
Sim, por uma gravidez desejada e planeada.
Sim pelo direito de escolha.
Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja.


E se... coloco a hipótese extremista... e sem vez de ficar grávida a mulher apanha SIDA ou Sifilis? Como é que é?


Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas,...Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo.


Realista... hmm... se formos realistas, pragmáticos e superrealistas... há mulheres irão fazê-lo sem qualquer justificação... o preservativo rompeu-se, não tomou a pilula, foi uma rapidinha de momento... não tinha a pilula abortiva do dia seguinte... faz o aborto sem pestanejar os olhos. Desculpa... existe a Mentira. Mente que não quer o bébé e nem está preparada psicológicamente e fá-lo. E certamente haverá muitas clinicas privadas que é assinar o papelinho e passada uma hora o aborto é realizado. Estamos em Portugal.


Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.


Discordo.
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Desculpa, mas ridendo castigat mores, e a rir diz-se a verdade... Eu não tenhoa intenção de ofender ninguém... Acho que uma coisa que os portugueses pós-trauma-salazarista têm de fazer é terminar com o hipócrita "politicamente correcto", pois é graças a isso que muita coisa que podia estar melhor está como está... E esta maneira de estar tão rococó perante a vida já está em desuso no mundo civilizado desde o século XVIII.

Coitado do Eça de Queirós... Se vivesse hoje em dia era desterrado... Basta usar uma ironia, é-se logo condenado neste país!

Felizmente já está em desuso o "Excelentíssimo e insigne cidadão, penso discordar ligeiramente da sua respeitável tese", mas ainda se tem medo de dizer verdades sem rodeios... Como se a PIDE estivesse por aí...

Mas eu compreendo; mais uma vez peço imensas desculpas. Mil perdões.


Caro Edward, não se trata de um síndrome, mas de respeito.
A Rita expôs a sua opinião quando apenas podia votar e permanecer indiferente à discussão, dizer que a sua opinião é ridícula é inibir a sua condição de expressão.
Como foi a única mulher a expressar o Sim nesta discussão está no seu pleno direito sem que os restantes tirem conclusões precipitadas dos seus motivos que a tomaram a adoptar tal atitude.
Sendo ela mulher e arquitecta penso que seria uma boa opinião a ouvir. Pena que as mulheres pelo não, não participem.

Quanto ao resto não é necessário pedir desculpas, é apenas e só um aviso. E o aviso faz-se a todos, inclusive a senhores moderadores.
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ATENÇA:
Acho que já estão a "bater" muito na Rita!
Eu fiz o aquele comentario... sem ofender e com todo o respeito! Acho que não tem que estar sempre a comentar o mesmo! Agora será a vez dele de contra-dizer o que já foi dito sobre o seu post.

---

Em relação as opiniões de cada um... claro que cada um tem a sua opinião e NINGUEM deve criticar a opinião de cada um, simplesmente podera indicar o que não gosta sobre essa mesma opinião.

Eu não quero mudar ideia ou opiniões, cada um tem as suas e deve de agir segundo a sua consciencia.

---

Em relação a IVG, acho que se o SIM ganhar, estamos a aceitar crimes em massa.

- Tantas casais que querem ter filhos... e muitas mulheres por simples capricho matam os seus filhos.
- Se nunca matariamos alguem, porque matar um ser humano no inicio da sua vida?
- O novo ser humano tem culpa de a mãe e o pai, não tenham tomado cuidado quando estavam a ter alguns momentos de prazer?
- Será que a violação e um motivo valido para matar um ser humano que nada tem culpa do que aconteceu?
- Será que a falta de bens materiais, será um motivo valido para matar?
- Será que por ser muito nova ou ainda estudante, é logico matar?
- Será que por o pai não querer ou a mãe um filho, é motivo para o matar?
- O que irá sentir uma mulher que irá suportar esse assasinato ao longo da sua vida?

---

Exemplo real:
A minha avo apos ao longo da sua vida ter abortado, voluntariamente, diversas vezes, ate mesmo mais de que uma vez durante um ano, já com os seus 70 anos, chorava arrependida de o ter feito.

---

Nós homens temos o direito de "proteger" as mulheres... elas merecem!

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Ena... parece que irritei muita gente.... :) O que é bom... falem bem ou falem mal, mas falem! Pelo menos isso obriga as pessoas a pensar no assunto. O meu Sim, vai sempre manter-se. Porque a materinidade é um direito e não uma obrigação. A quem em perguntou... Não, felizmente ainda não sou mãe. Ainda não é a altura certa. Mas isso não muda o facto de ser mulher, conheço muitas mães que aprovam o aborto... alías, não conheço nenhuma mulher que não aprove a despenalização do aborto. A quem não sabe.... garanto-lhes que um aborto é muito doloroso do ponto de vista físico... não é uma experiência que se queira repetir... mas por vezes é a única saída. Não julguem os problemas de centenas de mulheres neste país, não julguem as vidas dessas mulheres.... ninguém tem esse direito. Quanto ao matar, como o Não tanto gosta de dizer.... Bom, até às 10 semanas, o que temos é um embrião, ainda nem feto é. E se, correr tudo bem, se não houver complicações na gravidez, se a mulher não sofrer nenhuma doença que a obrigue a abortar.... se, se e se, poderá nascer uma criança.... São ses e mais e uma unica certeza, há uma mulher que não quer essa gravidez, e há pessoas que se julgam no direito de a obrigar a ser mãe.

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Rita... vou comentar... sem ofença... :)

O meu Sim, vai sempre manter-se. Porque a materinidade é um direito e não uma obrigação.


Não quero mudar ideias... simplesmente ser logico para a vida.


A quem em perguntou... Não, felizmente ainda não sou mãe. Ainda não é a altura certa. Mas isso não muda o facto de ser mulher, conheço muitas mães que aprovam o aborto... alías, não conheço nenhuma mulher que não aprove a despenalização do aborto.


Não conheces nenhuma mulher que não aprove!? Ok...
Eu ca conheço muitas que não aprovam... como muitas que aprovam! Mas por acaso eu é que não conheço nenhuma mãe que aprove!


A quem não sabe.... garanto-lhes que um aborto é muito doloroso do ponto de vista físico... não é uma experiência que se queira repetir... mas por vezes é a única saída.


Novamente pergunto: "Então porque quere fazer?" Agora não me digam que é a única saída, pois não o é!!!


Não julguem os problemas de centenas de mulheres neste país, não julguem as vidas dessas mulheres.... ninguém tem esse direito.


Se eu matar um cão levo uma multa... se matar uma pessoa vou preso... So por ser mulher, mãe... pode matar uma vida sem ser penalizada? Não é justo!
Se eu empurrar uma mulher ao ponto de ela perder o bebe, que esta a nascer dentro dela, e se ela fizer queixa de mim, eu posso ser preso! É injusto!


Bom, até às 10 semanas, o que temos é um embrião, ainda nem feto é. E se, correr tudo bem, se não houver complicações na gravidez, se a mulher não sofrer nenhuma doença que a obrigue a abortar.... se, se e se, poderá nascer uma criança....


Não digas isso! Esta mais que provado cientificamente que é uma VIDA!


São ses e mais e uma unica certeza, há uma mulher que não quer essa gravidez, e há pessoas que se julgam no direito de a obrigar a ser mãe.


Pois... mas tambem ninguem a obrigou a fazer sexo (nos casos de violação... curiosamente... essas mulheres normalmente não querem o aborto!).

Josué Jacinto - Mais Fácil
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ATENÇA:
Acho que já estão a "bater" muito na Rita!
Eu fiz o aquele comentario... sem ofender e com todo o respeito! Acho que não tem que estar sempre a comentar o mesmo! Agora será a vez dele de contra-dizer o que já foi dito sobre o seu post.

---

Em relação as opiniões de cada um... claro que cada um tem a sua opinião e NINGUEM deve criticar a opinião de cada um, simplesmente podera indicar o que não gosta sobre essa mesma opinião.

Eu não quero mudar ideia ou opiniões, cada um tem as suas e deve de agir segundo a sua consciencia.


Bom... pessoalmente eu respondi à Rita, porém não foi com intenção de lhe "bater". Respondi-lhe tal e qual como ja o tinha feito anteriormente a outros utilizadores e alguns que defendem a mesma posição que eu.

Nós homens temos o direito de "proteger" as mulheres... elas merecem!


Bom... pessoalmente acho que não se trata do direito de proteger exclusivamente as mulheres. O problema deste debate e isto veio muito impulcionado pela campanha do sim é centrar-se exclusivamente nas mulheres. Então e os outros intervenientes?

Ena... parece que irritei muita gente.... :)
O que é bom... falem bem ou falem mal, mas falem! Pelo menos isso obriga as pessoas a pensar no assunto.


A mim não me irritaste. Compreendo o teu ponto de vista, apenas acho que há argumentos que rebatem por completo o teu ponto de vista.
Mais uma vez repito a minha resposta não teve a intenção de qualquer animosidade contra ti..

O meu Sim, vai sempre manter-se. Porque a materinidade é um direito e não uma obrigação.

E eu a pensar que a maternidade, para alem de ser um direito, era uma escolha e essa escolha envolvia certas obrigações.
Mas ja agora e a paternidade como fica no meio desta historia do aborto?
Se um dos pais da criança quizer criar a criança quem é o outro interveniente para dizer que não pode?

A quem em perguntou... Não, felizmente ainda não sou mãe. Ainda não é a altura certa. Mas isso não muda o facto de ser mulher, conheço muitas mães que aprovam o aborto... alías, não conheço nenhuma mulher que não aprove a despenalização do aborto.
A quem não sabe.... garanto-lhes que um aborto é muito doloroso do ponto de vista físico... não é uma experiência que se queira repetir... mas por vezes é a única saída.
Não julguem os problemas de centenas de mulheres neste país, não julguem as vidas dessas mulheres.... ninguém tem esse direito.


Julgamentos sobre a vida dos outros acontecem diáriamente.
Veja-se o que passa nos casos mais mediáticos como por exemplo o da Casa Pia. A sentença já foi lida? Já alguem provou alguma coisa? Quantas anedotas houve em que os intervenientes eram pessoas envolvidas no processo?

Voltando agora ao assunto em questão.
Tu dizes para não julgarmos os problemas de centenas de mulheres. Está bem, mas não fiquemos por aqui. Acho melhor não julgarmos os problemas dos homens e mulheres que roubam, que matam, que fogem aos impostos, etc.
Afinal só viola a lei quem tem problemas, não é verdade?

Quanto ao matar, como o Não tanto gosta de dizer....
Bom, até às 10 semanas, o que temos é um embrião, ainda nem feto é. E se, correr tudo bem, se não houver complicações na gravidez, se a mulher não sofrer nenhuma doença que a obrigue a abortar.... se, se e se, poderá nascer uma criança.... São ses e mais e uma unica certeza, há uma mulher que não quer essa gravidez, e há pessoas que se julgam no direito de a obrigar a ser mãe.


Olha como eu sou arquitecto essa coisa de por em texto coisas que podem ser mostradas em termos gráficos as vezes deixa-me dúvidas portanto para esclarecer possiveis duvidas que existam por ai quando falamos em matar um embrião, ou feto, ou criança, ou filho, como lhe quizerem chamar estamos a falar disto:

Imagem colocada

Já agora deixo aqui um site que demonstra a evolução do embrião, feto, criança, ou filho, ao longo da gravidez.

Pois... mas tambem ninguem a obrigou a fazer sexo (nos casos de violação... curiosamente... essas mulheres normalmente não querem o aborto!).


Não generalizes. Há casos de violação em que a mulher depois de aconselhada prefere manter a criança.
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JAG, e a pílula do dia seguinte?... pode ser considerado aborto?... no sentido do teu discurso essa amalgama de células já é vida (até aqui concordo) e a ser como dizes não deveria ser também ela preservada?... nesse sentido, não terão o governo que aprovou a sua introdução, as farmaceuticas que o distribuem e as mulheres que a ele recorrem, igualmente "direito" de fazerem uma visitinha aos tribunais?... Outra coisa que não compreendo são os adeptos do não que pretendem que tudo fique na mesma do ponto de vista legal, mas que os casos que vão a tribunal sejam pura e simplesmente arquivados... não será isso uma tremenda hipocrisia?...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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JAG, e a pílula do dia seguinte?... pode ser considerado aborto?... no sentido do teu discurso essa amalgama de células já é vida (até aqui concordo) e a ser como dizes não deveria ser também ela preservada?... nesse sentido, não terão o governo que aprovou a sua introdução, as farmaceuticas que o distribuem e as mulheres que a ele recorrem, igualmente "direito" de fazerem uma visitinha aos tribunais?...


Não queria comentar sobre a pílula do dia seguinte... pois ate agora não tinha falado dela.
Mas já que puxas o assunto... eu directamento não aceito.


---

GinSoakedBoy, admito que fui um pouco "radical"... mas sem mais ofença.
E assino por baixo daquilo que disses-te! :icon14:

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Mais duas daquelas coisas que nunca se saberá: - Questiono-me sobre o número de pessoas que dizem votar não, que quando confrontadas com uma situação dessas acabariam por recorrer à IVG... - Da mesma forma, questiono-me no sentido contrário, sobre o número de pessoas que hoje admitem recorrer a um aborto, mas chegados ao momento acabariam por desistir... Acho muito importante existir aconselhamento sobre estas situações, mas um aconselhamento não faccioso, contudo também acho que deve existir o direito de escolha... quem é contra, nunca recorrerá a um aborto, quem é a favor, praticará da mesma forma, quem tem dúvidas receberia o apoio necessário para chegar à sua decisão...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Acho muito importante existir aconselhamento sobre estas situações, mas um aconselhamento não faccioso, contudo também acho que deve existir o direito de escolha... quem é contra, nunca recorrerá a um aborto, quem é a favor, praticará da mesma forma, quem tem dúvidas receberia o apoio necessário para chegar à sua decisão...


Concordo contigo em relação ao aconselhamento não faccioso, porém não acredito que tal seja possivel. As pessoas que estão a aconselhar precisariam de manter uma distância em relação a esta problemática que ainda não existe (nem sei se algum dia virá a existir), nem de um lado nem do outro.

Como eu ja tinha dito ao |Kandinsky| o problema não é o direito à escolha.
Em ultima análise a escolha já existe actualmente, e desde à muito.
Tal como em qualquer outra lei, ou a lei é respeitada ou então não é e há consequências.
Eu tendo consciência disso (e mesmo sem consciência disso porque não se pode alegar desconhecimento da lei) posso sempre escolher pura e simplesmente não cumprir a lei.

O que se pede neste referendo é que a sociedade defina a forma como encara a questão do aborto.
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acabemos com a hipocrisia dos valores morais comodamente esgrimidos



Pode-se falar de hipocrisia de valores morais dos dois lados.
no lado do não ja conheces, e provavelmente farás uma exposição sobre ela melhor que eu.
no lado do sim... Ou se fala de mulheres necessitadas e imersas em grandes problemas, ou se fala em mulheres conscientes, capazes de tomar a melhor decisão. Ou seja, quando dá jeito pintam o retrato de uma forma, e quando ja não dá jeito pintam de outra. Quanto a ti não sei, a mim parece-me hipocrisia.

o sim é um grande passo pela inclusão


deves estar-te a referir à inclusão da criança e à inclusão do pai da criança em todo o processo de certeza absoluta.

é uma forma não totalmente perfeita, assim como outras coisas na vida, de informação e diminuição dos abortos.


Numa coisa concordamos. O sim não é de todo a forma perfeita.
Tudo o resto discordamos em absoluto.
A informação não vem com a votação do sim. Vêm com uma coisa que nada tem a ver com o que vai ser votado no domingo chamada educação sexual.
A diminuição dos abortos... bom a julgar pelos dados que tem sido apresentado em debates sobre o que se passa no resto da Europa, provenientes da EuroStat (e quem quizer e puder por favor que me arranje dados melhores), o aborto subiu em flecha nos anos seguintes à aprovação das respectivas legislações.
Portanto por favor alguem que me explique como vai o aborto diminuir se eu votar sim no domingo.
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"Tudo o resto discordamos em absoluto. " olha mais uma vez penso que o não fala do sofá em valores morais e não conhece a realidade, da situação de uma mulher que vai fazer um aborto seja ela mais ou menos conscenciosa ou de qualquer estrato social, de certeza que não vai reecidir a fazer abortos de empreitada em estabelecimentos para tal legalizados, antes sim terá uma oportunidade para ser melhor assistida e assim de alguma forma ser mais integrada na sociedade mais informada. quanto aos dados da EuroStat penso que como é evidente nesses paises começaram a ter disponiveis os verdadeiros numeros antes clandestinos.

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"Tudo o resto discordamos em absoluto. "

olha mais uma vez penso que o não fala do sofá em valores morais e não conhece a realidade, da situação de uma mulher que vai fazer um aborto seja ela mais ou menos conscenciosa ou de qualquer estrato social, de certeza que não vai reecidir a fazer abortos de empreitada em estabelecimentos para tal legalizados, antes sim terá uma oportunidade para ser melhor assistida e assim de alguma forma ser mais integrada na sociedade mais informada.


Olha pelo que tenho visto em debates e por conversas com pessoas que estão em movimentos posso-te assegurar que há movimentos do Não que fizeram muito trabalho de campo desde pelo menos 1998. Não sei se o sim pode afirmar o mesmo, e até agora ainda não vi ninguem do lado do sim a dizer o mesmo.

Quanto às certezas sobre comportamento humano. olha eu prefiro não as ter.
Para mim é inconcebivel a existência de serial killers. No entanto eles existem.

Já agora sabes que há um movimento do lado do não que é composto por mulheres que abortaram?
Se calhar elas sabem bem do que falam.

quanto aos dados da EuroStat penso que como é evidente nesses paises começaram a ter disponiveis os verdadeiros numeros antes clandestinos.


Tal como tinha dito os dados da Eurostat são desde que as respectivas leis foram aprovadas para a frente. Ou seja o que se diz é que desde que a lei é aprovada e entra em vigor, o número de abortos subiu.
Não falei em abortos clandestinos versus abortos despenalizados. Curiosamente já vi mais vezes essa comparação ser feita do lado do sim do que do lado do não.
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Olhem... chegei a uma conculsão... "ironica"...

O referendo... pergunta por outras palavras o seguinte:
"Pode ou não uma mulher matar um ser vivo de forma livre e de espontania vontade sem ser assasina?"


A parte pergunto:
Se assim for... então no caso Joana, do algarve, a mãe deve ser solta apos o referendo se o SIM ganhar. Pois ela pode alegar: "Ha... eu não a queria..." É a mãe... se pode matar (abortar) quando o filho tem 1 semana... porque não o matar quando tem 1 ano? Não é a mesma coisa, não é MATAR!?


Se acham a expersão matar muito forte... aqui vai o seu significado:
tirar violentamente a vida a; privar da vida; causar a morte a; destruir; extinguir; saciar; enfadar; afligir; mortificar; arruinar; desacreditar; fazer desaparecer; apagar.

Josué Jacinto - Mais Fácil
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jag ... com esse nivel de argumentação realmente....

quanto a Gin, mais uma vez apenas digo que o sim vai reduzir o aborto clandestino em grande numero e assim possibilitar uma sociedade mais, como diria "mais ás claras", pessoas mais esclarecidas e integradas no sistema legal de saúde o que parece sempre pareceu não interessar ás classes dominantes, pois essas fazem os abortos em perfeitas condições e na clandestinidade.

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Ia votar não. Depois de uma conversa de 5 segundos tive a percepção que afirmar que votar não era politica e socialmente incorrecto. No único sitio que consigo opinar sem levar com uma questão inquietante e provocativa é aqui nos foruns. No resto não consigo opinar, existe aquela carga imensa que é mais aceitável o Aborto do que ter filhos indesejados, do que ter mulheres a morrer nas clinicas clandestinas, haver mulheres nos tribunais, não haver uma regularização do aborto, abortadeiras que não pagam imposto e quem paga o crime é que toma a decisão dificil e etc. E o aborto não não seria gratuito.

Ia votar. Porém devido á mudança de morada ir votar branco ou num sim por obrigação social e de pena pela mulheres é muito desmoralizador. Ir ao **-de-judas para votar... é como ir a Fátima e não crer em Deus.

Depois li este texto:

5. Tem algum tipo de oposição moral à prática do aborto?

Tenho, toda. Votarei «sim» por duas razões fundamentais: o aborto clandestino e a convicção de que o Estado não deve ser purista nesta matéria. Votarei «sim» e reservar-me-ei o direito de condenar moralmente quem faz um aborto até às 10 semanas. Não sou de ferro e considero o aborto, por exemplo, por parte de quem quer «adiar a maternidade» uma prática perfeitamente irresponsável e condenável. A alteração da lei não alterará a natureza do acto, apenas o regulamentará. O aborto continuará a ser, na minha cabeça, um acto último de desespero. Quem o fizer de ânimo leve não merecerá o meu respeito (contrariamente ao que alguns partidários do SIM vêm defendendo, há pessoas que o fazem de ânimo leve, e não são assim tão poucas). Resta-me o consolo de que, com a aprovação da lei, esse acto irresponsável não estará também a pôr em risco a vida da mãe.

in http://complexidadeecontradicao.blogspot.com/2007/01/qa.html


E concordo com isto. E farei mais do que isto. Voto Sim mas no dia seguinte entro num partido politico e será um objectivo da minha parte criar um regulamento que regulamente o aborto, impor uma taxa por cada aborto, dar apoio financeiro a cada mulher que tenha uma gravidez indesejada de modo a que casais que não tenham filhos terem uma oportunidade de ter um filho, facilitar a adopção e outros assuntos relativos a este caso. E penso que quem abortar fora do país deve pagar uma taxa e ser penalizado tal como instalar a taxa mais elevada di IVA neste tipo de operações cirurgicas. E as abortadeiras que continuarem a cometer abortos clandestinos deverão ter 10 anos de cadeia por fuga aos impostos e colocar em perigo a vida da mulheres.

:)

Se votar Sim é isso que vou fazer. Entro na Politica. Se não entrar na Politica não voto. Se não votar não entro na Politica nos próximos meses.
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...e colocar em perigo a vida da mulheres...


Vou novamente ser "ironico":
Tadinha da mulher, que prefere matar uma vida que está dentro dela, e não quer aceitar as suas responsabilidades por isso!

Por em perigo a vida da mulher!? Onde!? Ela não matou uma vida? Deve sofrer por isso...


---

E de destacar que está mais que provado, que qualquer tipo de aborto quer voluntario quer não, projudica gravemente a saude da mulher quer fisica quer mental e poderá por em risco futuras gravides, se poder voltar a ficar gravida! Mesmo num aborto com "boas condições"!

Provem-me cientificamente que o aborto é bom... provem-me moralmente que o aborto é bom... provem-me que consciencialmente o aborto é bom...

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Olhem... chegei a uma conculsão... "ironica"...

O referendo... pergunta por outras palavras o seguinte:
"Pode ou não uma mulher matar um ser vivo de forma livre e de espontania vontade sem ser assasina?"


A parte pergunto:
Se assim for... então no caso Joana, do algarve, a mãe deve ser solta apos o referendo se o SIM ganhar. Pois ela pode alegar: "Ha... eu não a queria..." É a mãe... se pode matar (abortar) quando o filho tem 1 semana... porque não o matar quando tem 1 ano? Não é a mesma coisa, não é MATAR!?


Se acham a expersão matar muito forte... aqui vai o seu significado:
tirar violentamente a vida a; privar da vida; causar a morte a; destruir; extinguir; saciar; enfadar; afligir; mortificar; arruinar; desacreditar; fazer desaparecer; apagar.


Não sei se a questão poderá ser traduzida de uma forma assim tão bruta, porque a forma como toda a legislação está construida (e não me refiro à lei do aborto exclusivamente) atribui penas diferentes conforme o estado de desenvolvimento do ser humano.

Porém concordo que a pergunta que vão fazer no Domingo está mal concebida.

jag ... com esse nivel de argumentação realmente....

quanto a Gin, mais uma vez apenas digo que o sim vai reduzir o aborto clandestino em grande numero e assim possibilitar uma sociedade mais, como diria "mais ás claras", pessoas mais esclarecidas e integradas no sistema legal de saúde o que parece sempre pareceu não interessar ás classes dominantes, pois essas fazem os abortos em perfeitas condições e na clandestinidade.


Marco, parece-me que ninguem de um lado ou do outro concorda, gosta, ou quer que exista o aborto clandestino.
A diferença está na forma como se segue a partir dai.
De um lado temos o 8 o outro temos o 80.
Eu concordo que algo tem que ser feito para prever o aborto clandestino, também concordo que esta lei não responde totalmente a essa questão.
Agora... não posso concordar que seja tomada uma medida que despenaliza o aborto, colocando questões em cima da mesa como o uso do aborto como método contraceptivo, que apesar de toda a gente no sim não acreditar que tal aconteça, ninguem me pode garantir que tal não acontece. Também não posso concordar com uma medida que só se preocupa com os direitos de um dos intervenientes na questão.

É a realidade e o lado logico da questão!


Dou por mim várias vezes a perguntar-me se de facto existe um lado lógico nesta questão...

Ia votar não. Depois de uma conversa de 5 segundos tive a percepção que afirmar que votar não era politica e socialmente incorrecto. No único sitio que consigo opinar sem levar com uma questão inquietante e provocativa é aqui nos foruns. No resto não consigo opinar, existe aquela carga imensa que é mais aceitável o Aborto do que ter filhos indesejados, do que ter mulheres a morrer nas clinicas clandestinas, haver mulheres nos tribunais, não haver uma regularização do aborto, abortadeiras que não pagam imposto e quem paga o crime é que toma a decisão dificil e etc. E o aborto não não seria gratuito.

Ia votar. Porém devido á mudança de morada ir votar branco ou num sim por obrigação social e de pena pela mulheres é muito desmoralizador. Ir ao **-de-judas para votar... é como ir a Fátima e não crer em Deus.

Depois li este texto:



E concordo com isto. E farei mais do que isto. Voto Sim mas no dia seguinte entro num partido politico e será um objectivo da minha parte criar um regulamento que regulamente o aborto, impor uma taxa por cada aborto, dar apoio financeiro a cada mulher que tenha uma gravidez indesejada de modo a que casais que não tenham filhos terem uma oportunidade de ter um filho, facilitar a adopção e outros assuntos relativos a este caso. E penso que quem abortar fora do país deve pagar uma taxa e ser penalizado tal como instalar a taxa mais elevada di IVA neste tipo de operações cirurgicas. E as abortadeiras que continuarem a cometer abortos clandestinos deverão ter 10 anos de cadeia por fuga aos impostos e colocar em perigo a vida da mulheres.

:)

Se votar Sim é isso que vou fazer. Entro na Politica. Se não entrar na Politica não voto. Se não votar não entro na Politica nos próximos meses.


Votar deve-se votar sempre, nem que se tenha de ir ao **-de-judas como tu o dizes.
Votar mais do que um direito é um dever.
Mas continuando...

Só uma correcção a esse texto.
Não se trata de adiar a maternidade.
Tal como não se deveria falar de interrupção voluntária de gavidez.
O termo correcto para ambos os casos é terminar.
É terminar a maternidade. Porque daquela criança so se pode ser mãe (ou pai, mas não é q os direitos dos pais interessem no meio da discussão porque ja foram esquecidos à muito tempo) uma vez, não há esta expressão suavizada de adiar.
É terminação voluntária de gravidez. Porque não se interrompe uma gravidez. Quando se interrompe qualquer coisa é porque mais cedo ou mais tarde há um retorno a essa coisa.
Como dizia ontem um sr no debate dos pros e contras, faz-se uma interropção no programa para ir para intervalo e depois regressa-se ao programa. No caso de uma gravidez isso não acontece, portanto não se pode falar de uma interrupção.

agora... repara na incoêrencia dessa opinião.



Já percebi que tu no fundo queres é entrar para a politica. Tudo bem respeito isso, mas também o podes fazer se votares não. :p

Vou novamente ser "ironico":
Tadinha da mulher, que prefere matar uma vida que está dentro dela, e não quer aceitar as suas responsabilidades por isso!

Por em perigo a vida da mulher!? Onde!? Ela não matou uma vida? Deve sofrer por isso...


---

E de destacar que está mais que provado, que qualquer tipo de aborto quer voluntario quer não, projudica gravemente a saude da mulher quer fisica quer mental e poderá por em risco futuras gravides, se poder voltar a ficar gravida! Mesmo num aborto com "boas condições"!

Provem-me cientificamente que o aborto é bom... provem-me moralmente que o aborto é bom... provem-me que consciencialmente o aborto é bom...


Tem cuidado como escolhes as palavras.
Eu pessoalmente não acho que o sofrimento seja uma opção, seja para quem for, quanto muito deverá sofrer as consequências do crime que praticou, seja mulher ou não.


Agora como opinião pessoal...
Para mim a pergunta é falaciosa. Seria tudo mais simples se fosse dito assim:

Concorda com a terminação voluntária da gravidez?


por uma razão muito simples, e este argumento ouvi-o ao lado do sim... Segundo a Constituição não se pode referendar um decreto-lei. Ora se já me estão a impor na questão algumas condições, eu para votar em plena consciência de uma forma postiva precisava de saber todas as condições. E tal não acontece. Ouço muitas vezes o argumento do lado do sim "pois sim, mas isso depois vais ser discutido na especialidade", ora eu não posso votar que sim baseado em promessas vazias do que poderá ser a lei.
Esta poderá não ser perfeita mas funciona como elemento dissoasor para a prática do aborto em território nacional.
Mesmo assim há mulheres que preferem arriscar. Pois mas também há pessoas que resolvem infringir as outras leis, não é por causa disso que se despenaliza todas as situações em que há infractores.
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Aqui vai mais uma duvida para o ar.. O feto consegue sobreviver sem o corpo da mãe? Não serao as duas um unico ser até cortarem o cordão umbelical? Fiquei com algumas duvidas onde começa a independencia do feto e até onde vai o direito da mulher de mandar no seu corpo... Ver o feto como autonomo e como ser com direitos e identidade própria é considerar a mãe como uma barriga de aluguer....Aí a minha duvida sobre o desenvolvimento do feto...acho 10 semanas muito tempo.... Muito sinceramente não sei...é extremamente complexo...mas acho piada porque muitos dos a favor do Não, defendem a insiminação artificial...por isso vos deixei a pergunta....pk já vi publicamente gente chamar assasinas a outras e defenderem congelar 7 fetos, dos quais 6 morrem e um sobrevive... Como li ontem...há varios Sim e varios Não...tal como neste forum há opiniões muito validas e coerentes há outras que.....

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