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Despenalização da IVG?


Qual o melhor software de desenho de arquitectura?  

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  1. 1. Qual o melhor software de desenho de arquitectura?

    • Autodesk Architectural Desktop
      48
    • Autodesk AutoCAD
      237
    • Autodesk Revit Building
      93
    • ArchiCAD
      152
    • Microstation
      9
    • VectorWorks
      27
    • Sketchup
      38
    • Outros. Quais?
      25


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Uma pergunta complexa. Sim. A diferença poderá estar na diferença de idades. Quando se mata alguém esse alguém discorda da sua própria morte... ao contrário daqueles que preferem a eutanásia... em relação ao feto...


Misturar eutanásia com o aborto é complicado. Afinal onde é que está a escolha do principal afectado (o feto) no meio disto?
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Misturar eutanásia com o aborto é complicado. Afinal onde é que está a escolha do principal afectado (o feto) no meio disto?


Não tem escolha. A sociedade deverá escolher por ele. E pelos vistos quem escolhe serão os pais.

Caso o aborto seja abortado penso que deve haver um tempo de reflexão obrigatório e um termo de responsabilidade de um médico. Sem esse termo não deverá haver aborto. Se o médico vir que as razões da mulher não estiverem de acordo com a Ética ecómico-social o aborto não se deve realizar.
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Bom... a aplicar a logica legal que vigora neste momento, se a sociedade tem que escolher pelo feto então nunca haverá abortos. Nas leis que tutelam menores (um feto poderia ser incluido neste padrão de leis?) há sempre uma protecção dos interesses da criança. Ora para o feto, será sempre melhor nascer do que morrer, afinal como estamos a falar são de possibilidades, é melhor ter uma possibilidade mesmo que seja muito ténue do que não ter nenhuma. E esta possição também não é de todo a melhor. Afinal há casos em que o aborto se justifique? Pessoalmente acho que sim e acho que ja são abrangidos pela actual lei. Os médicos não são juizes portanto não podem fazer decisões de ética económico-social. Mas já agora não percebo essa postura. Se o abortar vai ser legalizado então que seja para toda a gente. Afinal se todos temos os mesmos direitos porque é que só os casos em que as condições economico-sociais não são favoráveis é que podem abortar?

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É um sinal de incoerência. A questão é muito complexa. Para dizer Não.
O Não precisa de uma alternativa... mas acho isso tudo uma questão de perdoar algo que a sociedade já perdoou.

Esta questão do aborto revela que as leis servem somente para os que "existem". Para os cidadãos. O cidadão é um elemento da sociedade legislativa. O feto não é um elemento. Para a sociedade ocidental contemporânea o feto é nada. É zero. Uma mulher grávida é uma futura cidadã mais uma futura cidadã(o). O homicidio é legislado porque trata-se da morte dum cidadão que presta contas ao estado.

Mas a palavra homicidio significa o quê?

HOMO + CIDIO

Morte do Homem

Homem, espécie humana. Hoje em dia as palavras relativas a homem foram corrompidas pelos ideais das Luzes. O homem é equivalente a cidadão. Humanidade é equivalente a um ideal do homem.

POrtanto esta questão do aborto já está resolvida há muito. O feto para a nossa sociedade que há muito se desligou da religião... não é um ser humano. É uma expectativa de Ser Humano. Mesmo depois de nascer a sociedade tem que saber se ele é ou não é normativo...


«O feto (...) não é um ser humano. É uma expectativa de Ser Humano»... »... Ora, tal como dizes, um homem é um cidadão. Um ser a quem se lhe admite individualidade, e, numa sociedade democrática, individualidade e liberdade de pensamento, precisamente até começar a liberdade e invidualdiade do outro ser que se lhe seguir. Ora um feto, por mais minúsculo e informe que seja, não é ainda um cidadão consciente, mas é já um ser-individualidade... Não concordo que digas que «para a sociedade ocidental o feto é nada», e mesmo pondo de parte a religião, o que dizes não é nem científica nem eticamente correcto...

Não sou religioso nem tenho nenhuma religião, mas partindo do princípio que não fui eu que me criei a mim próprio, respeito acima de tudo a naturalidade da Natureza (perdoe-se-me o pleonasmo). Se algum dia escrever algo ou construir algo, e depois querer destrui-lo, posso-o fazer conquanto seja meu. Mas um organismo vivo que se começa a gerar numa mulher é obra não do ser humano, e é por outro lado, como já disse, um ser com vida própria, ainda que inicialmente seja tão dependente da mãe que mal se considere uma individualidade.

Por isso acho que aborto é homicídio. Um homicídio específico e particular.

Quanto ao ser a favor da despenalização do aborto... Qualquer pessoa minimamente conhecedora de História e Sociologia sabe que quando um Estado proíbe uma determinada acção, essa acção tem alta probabilidade de ser seguida, e tem sempre consequências negativas devido à sua ilegalidade. Mas também sabe que quando um Estado aprova determinada acção, mais probabilidades há ainda de ser seguida.

É como tudo; pessoas que abortam haverá sempre, mas o Estado deve representar e lutar por uma sociedade sã. Despenalizar o aborto acabará por ser um incentivo. Do modo como vai ser feito, principalmente. No Taiwan 46% das mulheres já se submeteram a aborto. Na Austrália, legalizado desde 1970, atinge valores anuais de cerca de 100.000 crianças abortadas anualmente... O aborto legal na Austrália tornou-se um problema de saúde pública, e está levando aquele país à crise demográfica. Tal como na Espanha e em outros países, o numero de abortos executados tem disparado desde que a prática foi legalizada. As listas de espera do hospital vão aliás ceder lugar a abortos enquanto outras tantas pessoas morrem, a necessitar de tratamento. Morte dupla.

Acima de tudo acho que a sociedade devia zelar pela vida. Também acho completamente ridículos os argumentos de mães que dizem que preferem abortar do que ter de abandonar os filhos. Isto sim são reminiscências do profundo catolicismo português e das terríveis marcas que a Inquisição nos deixou. Porque é tudo uma questão de mentalidade tacanha... Conheço pessoalmente pessoas que cresceram sem pais biológicos e são pessoas tão ou mais lúcidas e de sucesso do que muitas pessoas que eu conheço e que convivem com pais biológicos... Os laços sanguíneos pouco importam quando há famílias com amor o suficiente para acolher crianças, e as há em Portugal.

E se uma mãe diz que não quer abandonar o seu filho porque não tem coragem e sentiria remorsos... Que desculpem lá, mas não os sente também quando mata o ser no início da sua gestação???

Assim como um bebé já nascido, um ser com poucas semanas de vida já recebe sinais do exterior, já tem sentidos e já grava no seu subconsciente as vivências do mundo em redor. Já agora porque se não mata as crianças até estas terem a mínima consciência de que são seres unos? Digo, se formos pelo que nos é empírico, aí até ao primeiro ano de idade até se podia...

Resumindo, acho que o aborto é a resposta mais fácil e mais confortável para quem não toma as devidas precauções, e para quem perante a vida não tem coragem suficiente para vivê-la tal como ela se nos surge.
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90% dos votantes estão onde, em 1998 a despenalização foi rejeitada

Maioria vota nas regiões Norte e Centro

90% dos novos eleitores vota em distritos onde ganhou o "não"

Este ano podem votar mais 304 454 eleitores do que em 98

No primeiro referendo, o "não" venceu em 12 distritos

Paulo Baldaia

No referendo de 11 de Fevereiro, em que os portugueses serão chamados a decidir sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, haverá, em relação ao mesmo referendo realizado em 1998, mais cerca de 300 mil eleitores. Nove em cada dez desses eleitores irão votar em distritos onde o "não" ganhou claramente (ver infografia).

Nos 18 distritos e duas regiões autónomas (Açores e Madeira), apenas, seis perderam eleitores, face ao referendo de há oito anos, e quatro são distritos onde ganhou o "sim". Ou seja, dos oito distritos onde o "sim" venceu, metade perdeu eleitores.

A contabilidade feita pelo JN mostra que nos 12 distritos onde o "não" ganhou em 1998 haverá este ano mais 278035 novos eleitores, enquanto que nos oito onde saiu vencedor o "sim" há, apenas, mais 26419 eleitores. A proporção é de um para 10, favorável aos distritos onde os eleitores rejeitaram a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

A simples aritmética mostra que os distritos em que o "não" venceu são sempre beneficiados nesta distribuição de novos eleitores. No "top" 5 só Setúbal ondeo "sim" ganhou com 81,9% - aparece no quarto lugar com mais 32234 eleitores. E no "top" 10 o "sim" só acrescenta Faro (6º lugar) com mais 21616 eleitores.

O distrito do Porto, onde o "não" ganhou há oito anos com 57,6% dos votos válidos, é o que mais eleitores novos tem neste referendo (80898), enquanto que o distrito de Lisboa, onde o "sim" ganhou com 68,5%, é que mais eleitores perde (21630).

Quando se olha para a fraca participação dos eleitores que ocorreu no referendo de 1998 também se verifica que o "não" levou vantagem. A maior afluência às urnas ocorreu em Braga (39,5%) que, agora, ganha mais 72359 . Nesse referendo, 77,3% da população do distrito optou pelo "não". No sentido contrário aparece o distrito de Faro, onde o "sim" ganhou com 69,6% dos votos válidos, mas que teve a mais fraca participação com, apenas, 22,4% dos eleitores inscritos. A média nacional de participação no referendo de 1998 foi de, apenas, 31,9%.

Este ano há, como já foi referido 12 distritos que ganham eleitores (346097) e oito que perdem (41643). O saldo dos cadernos eleitorais diz que há 304454 novos eleitores com direito de voto no referendo sobre a despenalização voluntária da gravidez, marcado para 11 de Fevereiro.

170 mil estreantes no Norte contrário ao "sim"

Mais de metade dos novos eleitores do Continente - exactamente 170981 - concentram-se no Norte, única região que em uníssono optou, em 1998, pelo "não". A avaliar pelas intenções de voto expressas na sondagem da Universidade Católica publicada pelo JN no dia 26 [ver infografia], o mais provável é que mantenha a condição. De facto, ainda que a esmagadora maioria dos eleitores estreantes da região se inclinasse para o "sim , a vantagem da opinião contrária não seria abalada.

O estudo sobie o referendo de dia 11 revela uma assinalável vantagem do "sim" na região Centro, oposta ao panorama de 1998. Com todo o Interior em refluxo, o saldo de quase 53 mil novos eleitores repercute-se sobretudo em Aveiro, cuja tradição conservadora se traduziu no "não". Se mudam a agulha, é algo que carece de prova.

Nas restantes regiões - todas maioritariamente pelo "sim" na última consulta - poucos efeitos deverá provocar o grupo de cidadãos que vota pela primeira vez, até por ter pouca expressão numérica.

Para o saldo de 15 mil novos eleitores em Lisboa e Vale do Tejo, é Setúbal quem mais contribui (a capital até reduz). Faro, que conserva a preferência pela despenalização do aborto, tem 21616 novos eleitores. Perde mais de 14 mil o Alentejo, região onde o "sim" obteve as maiores "goleadas", mas que na sondagem dá sinais de ter agora menos firmeza.

Paulo Martins

"Senhores que votam 'não' são mas é uns hipócritas"

Roseta encontrou apoiantes no Aleixo

Bairro pobre também tem opositores do 'sim'

Pedro Araújo

"Se fosse pela boca de algumas pessoas, tinha feito pelo menos três abortos. Mas, felizmente, tenho sete filhos vivos. Tive de trabalhar muito para sustentámos", conta uma senhora do Bairro do Aleixo, no Porto, à socialista Helena Roseta, que integra o "Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim". Não seria esta a reacção mais esperada, mas a comitiva do movimento acabou por encontrar muito mais mulheres favoráveis ao Sim do que ao Não.

Helena Roseta chegou atrasada e discreta, acompanhada de meia-dúzia de elementos do movimento. Não havia sinal de Polícia, apesar de ser um dos bairros mais problemáticos da Invicta. "Trata-se de um assunto privado. Preferimos falar com pequenos grupos", afirmou Roseta antes de franquear a porta do centro de dia da terceira idade, situado na 2.ª torre do bairro. Antes, porém, tentou, sem grande sucesso, mobilizar mais algumas mulheres para ir à sessão de esclarecimento.

O "não" simbólico de uma potencial votante no referendo acabou por ser desmistifcado por uma colega de bairro. Maria José Ferreira (62 anos) fez três abortos quando estava na casa dos 20 anos, "Não tinha dinheiro. Não queria deixá-los morrei à fome. Aquela senhora de cor-de-rosa que disse nunca ter abortado fala de boca cheia. Foram as irmãs, cunhadas e sogra que ajudaram a criar os filhos. Eu não tive ajuda de ninguém".

O nome do médico Albino Aroso foi recorrentemente citado pela própria "plateia" e Helena Roseta lembrou que se deveu a ele a introdução do planeamento familiar após o 25 de Abril. "Nós não queremos que as pessoas deixem de ter filhos", sublinhou perante algumas das partidárias do Não.

"Os senhores que são contra são mas é uns hipócritas", afirma convictamente uma anciã, logo lembrando que sempre houve clínicas onde as senhoras ricas iam abortar. "Nós não tínhamos dinheiro e recorríamos a parteiras mais baratas. A falecida D. Agustina, na Ribeira, fez aos milhares".

A assistência não ultrapassava uma dúzia de mulheres e um toxicodependente absorto e indiferente. Não eram mulheres em idade fértil e, por esse motivo, algumas pareciam não ter intenção de se darem ao trabalho de votar. "Eu também não vou votar por mim", contrapôs Roseta.

Maria José não parava de falar e não se fez rogada quando chegaram os autocolantes. "Quero colocar um em cada peito para que vejam bem que eu sou pelo 'sim'". A irmã, Alice, que fez quatro abortos, não teve paciência para esperar por Roseta e foi-se embora. A vida continua para além do referendo.

Tempos de antena

À conquista dos que estão no 'talvez'

Nas últimas quatro noites, os defensores do 'sim' e os adeptos do 'não' têm esgrimido a sua propaganda nos 'Tempos de antena' consagrados pela lei. Se a antena é poderosa - porque a muitos permite chegar - já o tempo não abunda e, como tal, há que espremer os argumentos até ao essencial e em poucos minutos tentar transmitir uma mensagem assaz convincente, eficaz e certeira.

O objectivo não será fazer com que o espectador mude de opinião - porque isso raramente sucede; o que ali se pretende é atingir aqueles que, para já, caminham na indecisão de um 'talvez'. Os 'Tempos de antena' são, também, uma oportunidade para o povo lembrar-se que, afinal, ainda existe o POUS.

Também é curioso verificar os diferentes recursos às imagens. O Bloco de Esquerda, por exemplo, recorre a uma montagem sinistra de imagens num tribunal, filmando cadeira atrás de cadeira, informando em que cadeira foi condenado o assaltante, em que cadeira foi decidida a pena de um assasssino para desaguar na cadeira da mulher condenada por ter abortado. Enquanto os adeptos do 'sim' enfatizam a vitimização de uma mulher que não tem liberdade sobre o seu próprio corpo, os defensores do 'não', por seu turno, apelam à lacrimejante ideia de "vida" com imagens de criancinhas, flores a desabrochar, ecografias, etc.

O assunto é sério e, como tal, com isto não se brinca. O brincalhão Ricardo Araújo Pereira, um dos 'Gato fedorento', até surgiu, ar sério e responsável, a dar a cara e o seu apoio pelo 'sim'. O assunto é sério, portanto. E devemos acreditar que o assunto é sério mesmo quando se nos depara no ecrã um ginecologista a afirmar que vota 'não' em nome da "liberdade da mulher" ou uma piscóloga a assegurar que o voto pelo 'não' é que "é ser moderno". Ou ainda quando, mais a frente, uma jovem do CDS/PP argumenta que vota Não porque tem um receio. E qual é o receio da moça? É este: "Receio que usem o aborto como um método contraceptivo". Importa referir que, segundos antes, Paulo Portas falara em "gente equilibrada".

Cristiano Pereira

CONTRAPONTO

"(A actual lei) gera situações injustas para as mulheres, uma vez que na prática só estão impedidas de fazer aborto aquelas que não têm condições econónicas para interromperem a gravidez num país estrangeiro."

Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça Diário de Notícias, 13 de Janeiro de 2007

"Milhares de vidas terão sido salvas pela lei actual"

José Pedro Aguiar-Branco,

Ex-ministro da Justiça Movimento Norte pela Vida

A lei penal tem uma função preventiva integradora e uma função punitiva. É minha convicção que a nossa consciência social colectiva condena a prática do aborto, nomeadamente o aborto livre que será legalizado, se concretizado até às 10 semanas, no caso do Sim sair vencedor no próximo referendo. Aactual lei consagra um justo equilíbrio entre o direito à vida do ser humano e o denominado direito da mulher ao desenvolvimento do seu projecto de vida. Com efeito, a actual lei ressalva, em síntese, como casos justificativos para a interrupção voluntária da gravidez, o perigo de morte ou grave lesão física ou psíquica da mulher, a má formação do feto ou a ocorrência de violação. São situações em que o senso comum da sociedade reclama a busca do equilíbrio entre os valores em questão, aceitando-se uma compressão do direito à vida do feto. Na sua função preventiva integradora, a actual lei cumpre-se todos os dias quando uma mulher, confrontada com o dilema de praticar ou não o aborto, se conforma com a imposição legal - não o fazendo - indo, assim, ao encontro do sentimento ou consciência colectiva dominante que justifica a inclusão da norma em sede do código penal. Sabendo-se, pelo exemplo do que aconteceu nos países em que se legalizou a prática do aborto, como esta aumentou brutalmente, fácil é concluirmos que milhares de vidas terão sido salvas por força da lei actualmente em vigor. E nada há de mais justo que a salvação de uma vida, sobretudo quando o sujeito da mesma não tem capacidade própria para a defender. Se o Sim sair vencedor, verificar-se-á uma discriminação insustentável e absurda entre a mulher que praticar o aborto livre - ou seja, sem quaisquer limites ou condições, que configura um inaceitável direito absoluto elevado à condição de mais importante que o próprio direito à vida - até às 10 semanas - que não merecerá qualquer censura - e a que o fizer, em iguais circunstâncias, mas.. .a partir dessa data. E persistirá o aborto clandestino e, sobretudo, todas as razões que motivam a sua prática, que só poderão ser combatidas por via de políticas acertivas de apoio à família, de planeamento familiar e de protecção da maternidade. Na aplicação da lei actual, os tribunais sempre souberam, na avaliação em concreto das situações dadas a julgar, ponderar correctamente a especial posição das mulheres que praticaram o aborto, nunca ocorrendo a prisão de qualquer uma delas. E mesmo todas as investigações verificadas aconteceram no âmbito da perseguição, não às mulheres que praticaram o aborto, mas sim aos que, sabedores da fragilidade destas, delas se aproveitaram para enriquecer deforma ilícita. Admitimos, no entanto, que se justifica uma actualização de todos os procedimentos que devem ocorrer na tramitação punitiva deste ilícito, procedendo-se às alterações necessárias que melhor contribuam para a recuperação, o apoio e o aconselhamento, de quem tenha sido forçado a não se conformar com a lei.

Não é actual lei que gera situações injustas. É ausência de políticas adequadas de combate às causas que motivam a pratica do aborto que é o espelho de uma sociedade mais egoísta do que solidária, mais materialista que humanista. Mas não acredito que seja pela via da resignação e da cedência à violação dos princípios, neste caso, do mais relevante de todos - o da defesa do direito ávida - que sejamos capazes de construir uma sociedade mais feliz e mais justa. Não é certamente.

Fonte: My Net Press Ordem dos Arquitectos
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1 . A minha dúvida é: - Quais são as razões que levam a mulher a fazer o aborto? Os apoiantes do Sim não me respondem a esta pergunta no Direito de Antena. Agora passam uns telefimes que sinceramente ... ??? ... não respondem a nada. 2 . Acho o argumento dos apoiantes do Não insuficientes e irresponsáveis. Começam assim: A mulher é humilhada, perseguida e ... depois de ter tomado uma decisao muito dificil... E eu pergunto: - Mesmo que a mulher possa fazer o aborto ela não será perseguida e humilhada pela sociedade? Quanto ao argumento de saúde... vai ser irónico num país em que existem 300 mil pessoas em filas de espera para fazer uma operação, e maternidades a encerrar, o Estado ir gastar o dinheiro dos contribuintes para cometer abortos. Depois existe o argumento da responsabilidade e da solidariedade social... grande tanga. No momento em que se liberaliza o aborto a sociedade deixa de ter a responsabilidade pela criança indesejada. è menos uma responsabilidade social de ser solidário com crianças indesejadas. Antes pelo contrário é um ajuda para a sociedade se livrar de um problema. 3 . Gostava de saber o seguinte: No momento em que uma mulher vai cometer o aborto numa clinica privada ou pública ela terá ou não terá que declarar o gasto do dinheiro nos impostos? As abortadeiras pagarão impostos? 4 . Gostava de saber também o seguinte: Porque razão só as mulheres grávidas que abortam é que vão para o banco dos réus? Porque razão é que as abortadeiras não vão para a cadeia? Elas é que deviam ir para a cadeia. 5 . Mais uma dúvida. Quanto custa ao Estado um Aborto? Quanto custa ao Estado um Bébe? A curto, a médio e a longo prazo. 6 . Se o Sim ganhar como é que vai ser realizado o IVG? A mulher terá 5 dias para reflectir? Terá as ditas condições de saúde? Elas vão ter privacidade?

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1 . A minha dúvida é:

- Quais são as razões que levam a mulher a fazer o aborto?

Os apoiantes do Sim não me respondem a esta pergunta no Direito de Antena. Agora passam uns telefimes que sinceramente ... ??? ... não respondem a nada.


É impossivel apontares uma só razão para as mulheres fazerem um aborto, portanto percebo que haja uma certa confusão relativamente à explicação que pretendes. Normalmente o sim faz um retrato da mulher q aborta de duas formas:

a) mulher necessitada, sem condições economicas, psicologicas, para ter a criança. Também fazem muito a alusão à faixa etária das mulheres em questão, dizendo muitas vezes que serão adolescentes.

:) mulher informada, com grande capacidade de raciocinio e decisão e chega à conclusão que abortar é o melhor que tem a fazer.

Bom... a meu ver uma impede a outra, tornando estas duas caracterizações algo paradoxais...

2 . Acho o argumento dos apoiantes do Não insuficientes e irresponsáveis. Começam assim: A mulher é humilhada, perseguida e ... depois de ter tomado uma decisao muito dificil... E eu pergunto:

- Mesmo que a mulher possa fazer o aborto ela não será perseguida e humilhada pela sociedade?

Quanto ao argumento de saúde... vai ser irónico num país em que existem 300 mil pessoas em filas de espera para fazer uma operação, e maternidades a encerrar, o Estado ir gastar o dinheiro dos contribuintes para cometer abortos.

Depois existe o argumento da responsabilidade e da solidariedade social... grande tanga. No momento em que se liberaliza o aborto a sociedade deixa de ter a responsabilidade pela criança indesejada. è menos uma responsabilidade social de ser solidário com crianças indesejadas. Antes pelo contrário é um ajuda para a sociedade se livrar de um problema.


Aqui não percebi a tua questão. Está um pouco confusa. Afinal o que querias perguntar?

3 . Gostava de saber o seguinte:

No momento em que uma mulher vai cometer o aborto numa clinica privada ou pública ela terá ou não terá que declarar o gasto do dinheiro nos impostos? As abortadeiras pagarão impostos?

Se o aborto for despenabilizado sim, tal como qualquer outra intervenção cirurgica.
As abortadeiras não pagam impostos que eu saiba.

4 . Gostava de saber também o seguinte:

Porque razão só as mulheres grávidas que abortam é que vão para o banco dos réus? Porque razão é que as abortadeiras não vão para a cadeia? Elas é que deviam ir para a cadeia.


Elas também deveriam ir para a cadeia, sem duvida, tal como qualquer pessoa que pressione uma mulher a abortar, tal só não acontece hoje em dia porque a lei não está a ser aplicada, porque esta lei não escapa à regra da grande maioria das leis portuguesas, em que em teoria funcionam muito bem mas depois não as põem em prática.


5 . Mais uma dúvida.

Quanto custa ao Estado um Aborto? Quanto custa ao Estado um Bébe? A curto, a médio e a longo prazo.


Aqui não podes só contabilizar as despesas, também tens de contabilizar o rendimento, ou seja impostos.
Ou seja no fundo o Estado quando gasta dinheiro com uma criança está a fazer um investimento, que só tem retorno quando as crianças passam a adultos e começam a pagar impostos.


6 . Se o Sim ganhar como é que vai ser realizado o IVG? A mulher terá 5 dias para reflectir? Terá as ditas condições de saúde? Elas vão ter privacidade?


O que está em votação não fala em periodo de reflexão.
As ditas condições de saúde talvez, mas com uma LONGA lista de espera, afinal estamos a falar do sistema de saude português...
Depende... a partir do momento em que o acto de abortar se vulgarizar vão apenas ser mais umas na multidão.
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Eu sinceramenteb aprendi com estas campanhas a ser mais calmo...e saber ouvir a outra parte...no entanto hoje tinha na caixa do correio um panfleto a seguinte pergunta/ afirmação: Será que " uma mulher que fez um aborto não deve ser humilhada num julgamento e acabar na prisão"? Eu passei-me e só me apetecia passar meter um processo crime em cima dos responsaveis pela publicidade. Acho que independentemente so sim ou não deve haver respeito, e ultimamente os defensores do Não não fazem mais do que ofender e tratar como criminosos os defensores do SIM... Eu voto pelo SIM, mas compreendo o Não, "apenas" na defesa do direito á vida...pelo até acho que 10 semanas são tempo demasiado e o feto já está numa fase evoluida de crescimento...agora vejo cada argumentação...que é preciso contar até 20 e virar as costas...

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Quanto ao argumento de saúde... vai ser irónico num país em que existem 300 mil pessoas em filas de espera para fazer uma operação, e maternidades a encerrar, o Estado ir gastar o dinheiro dos contribuintes para cometer abortos.


De um lado encerram-se hospitais, encerram-se postos de polícia, encerram-se tribunais, cortam-se as contribuições para o desenvolvimento da cultura (leia-se ExperimentaDesign... só um exemplo) , cortam-se financiamentos para o desenvolvimento da educação, ignora-se o desenvolvimento e incentivo a investigação ... mas... financiam-se abortos.

:) Estamos no caminho certo...
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Exactamente Kandinsky... e para além disso também se financiam campanhas para ambas as posições. O que me aborrece mais nem é a malta que defende o não ou o sim com unhas e dentes, nem a incerteza de como será depois de uma das posições vencer... o que me chateia é o montão de dinheiro que é gasto neste assunto...

Não menosprezando a importância do aborto, acho que em Portugal há problemas de maior gravidade que não são tratados com tanta atenção... isto é que acho inadmissível...

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Depois há o outro lado, ou seja, como vivemos numa democracia e temos direitos iguais, quem tem dinheiro vai la fora praticar o aborto na legalidade, quem não tem, vai á vizinha da esquina, exactamente em condições iguais e ainda tem direito a ganhar um processo em tribunal! É assim o Estado que nós temos, para uma 'porcaria' pedem uma pseudo.opinião, para outras...

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Depois há o outro lado, ou seja, como vivemos numa democracia e temos direitos iguais, quem tem dinheiro vai la fora praticar o aborto na legalidade, quem não tem, vai á vizinha da esquina, exactamente em condições iguais e ainda tem direito a ganhar um processo em tribunal!
É assim o Estado que nós temos, para uma 'porcaria' pedem uma pseudo.opinião, para outras...


Isso é uma confusão de conceitos brutal.

1) Uma democracia não garante automáticamente mais direitos.

2) Todos, do mais rico ao mais pobre, tem o direito de ir ao estrangeiro fazer o que bem entender. A diferença é que uns podem outros não, tal como alguns podem ir a Tokyo e outros não.

3) A partir que o aborto é penalizado, logo ilegal a questão de quem pode ou não praticar o aborto em Portugal é simples, ninguem (excepto os casos previstos na lei) o pode fazer, seja rico ou pobre. E isto é igualdade de direitos.

4) A penalização ou despenalização do aborto é uma questão de como o Estado, logo da sociedade que o compõem, encara o aborto, ou seja matar o ser humano que está no ventre da mulher.
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Alguem sabe ao fim de quantas semanas o feto começa a activar as celulas nervosas e neuronios? ou seja... depois de quanto tempo o feto começa a desenvolver o cerebro? Já agora para os apoiantes do Não uma questão? São a favor do congelamente de embriões para insiminação?

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O facto de o aborto ser legalizado, ninguém o é obrigado a faze-lo...

:)


Sendo ilegal... muito menos!


---


So faço as seguintes perguntas a quem diz SIM:
- Se a tua mãe pensa-se em fazer aborto, estarias aqui?
- Não existe forma de evitar a gravidez?
- Gravidez não desejada... não será falta de juizo!?
- Tu matavas outro pessoa?

Pergunto as mulheres que já são mães:
- Como se sentiam se o vosso filho morre-se hoje!?


Lanço um desafio... a quem diz SIM:
Ate hoje, apos ouvir diversos debates e opiniões, ainda não ouve ninguem que me disse-se motivos logicos, racionais, humanos e validos para se fazer o aborto. Alguem é capaz!?

Josué Jacinto - Mais Fácil
My web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com

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Como mulher, só posso votar SIM. Sim, por uma gravidez desejada e planeada. Sim pelo direito de escolha. Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja. Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas, até para tirar um raio-x tem de se dar uma justificação... os nossos hospitais e clinicas funcionam com profissionais competentes. Decerto isso nunca acontecerá. Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo. Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.

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Como mulher, só posso votar SIM.



Es mãe?


Sim, por uma gravidez desejada e planeada.


Então tenham cuidado... para não matar uma vida, pois ninguem planea atropelar alguem!


Sim pelo direito de escolha.


Escolher matar!?


Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja.


E a mulher tem o direito de matar uma vida?


Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas, até para tirar um raio-x tem de se dar uma justificação... os nossos hospitais e clinicas funcionam com profissionais competentes. Decerto isso nunca acontecerá.


O que vai dizer!? Não tenho dinheiro? Não quero? Sou estudante? Fui violada?
O medico tera de aceitar todas elas... se não já não será considerado democracia!


Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo.


Então porque fazer uma primeira vez!?


Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.


Liberdade de matar!?!?!?

Josué Jacinto - Mais Fácil
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Eu sinceramenteb aprendi com estas campanhas a ser mais calmo...e saber ouvir a outra parte...no entanto hoje tinha na caixa do correio um panfleto a seguinte pergunta/ afirmação:

Será que " uma mulher que fez um aborto não deve ser humilhada num julgamento e acabar na prisão"?

Eu passei-me e só me apetecia passar meter um processo crime em cima dos responsaveis pela publicidade.

Acho que independentemente so sim ou não deve haver respeito, e ultimamente os defensores do Não não fazem mais do que ofender e tratar como criminosos os defensores do SIM...

Eu voto pelo SIM, mas compreendo o Não, "apenas" na defesa do direito á vida...pelo até acho que 10 semanas são tempo demasiado e o feto já está numa fase evoluida de crescimento...agora vejo cada argumentação...que é preciso contar até 20 e virar as costas...


Como em todas as campanhas há excessos...
Relativamente à tua questão. Olha não faço ideia, numa pesquisa rápida e sem muita atenção, li que era ao 5 meses. Contudo, não me parece que o argumento da actividade cerebral seja propriamente uma desculpa para se dizer que não se está a matar ninguem. Até porque até as 10 semanas ja tens certos orgãos em funcionamento. Como por exemplo o coração.

O facto de o aborto ser legalizado, ninguém o é obrigado a faze-lo...

:)


Repara que aqui não está em jogo a obrigação ou não, está em jogo a posição da sociedade perante o aborto. São duas coisas bem distintas.

Como mulher, só posso votar SIM.
Sim, por uma gravidez desejada e planeada.
Sim pelo direito de escolha.


Como qualquer outra lei tu tens sempre o direito de escolha. Tu podes pura e simplesmente escolher violar a lei. Contudo depois tens consequências.

Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja.


Epa eu também desejava não pagar impostos para o resto da minha vida! Quem é que tem o direito de me obrigar a pagar?

Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas, até para tirar um raio-x tem de se dar uma justificação... os nossos hospitais e clinicas funcionam com profissionais competentes. Decerto isso nunca acontecerá.


O q me está a ser perguntado neste referendo não fala em justificações, periodos de reflexão ou outras coisas. E diz opção livre.

Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo.


Ou seja presumes tu que ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva. Mas esta lei não pode basear-se nisso. Esta lei, por ter um caracter geral relativamente ao público que abrage), tem que prever essa possibilidade e até agora ninguem me provou que a que querem implementar o faz.

Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.


Essa da liberdade de escolha tem muito que se lhe diga.
A liberdade de escolha foi tomada a partir do momento em que houve a decisão de fazer sexo.
Mesmo quando se fala de sexo dito seguro estamos a falar de probabilidades e sobre as quais os envolvidos resolvem assumir o risco.
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Como mulher, só posso votar SIM.
Sim, por uma gravidez desejada e planeada.
Sim pelo direito de escolha.
Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja.
Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas, até para tirar um raio-x tem de se dar uma justificação... os nossos hospitais e clinicas funcionam com profissionais competentes. Decerto isso nunca acontecerá.
Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo.
Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.


Portugal tem é de investir na escolaridade...

Quando há pessoas que concordam com o aborto com o argumento de que só têm filho se o planearem, é porque não sabem o que estão a fazer quando pratica sexo inseguro... Talvez que ainda acreditem na história das cegonhas durante o orgasmo... Ou então vivem há tantos séculos atrás que ainda não sabem que já existem "pílulas do dia seguinte", que anulam qualquer argumento do "SIM" mesmo "em caso de violação"...

Isto é francamente grave. Há dias uma coelga minha disse que concordava com o aborto porque as pílulas eram muito caras. A inconsciência vai ao ponto de ela desconhecer que há centros de saúde a desitribui-las gratuitamente, e desconhecer pelos vistos que paga-se e muito por um aborto...

Ridículo.

E, de facto, ninguém tem o direito de obrigar a mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja, assim como ninguém tem o direito de levar até à morte uma vida que mal começou (ou tem???)...

E sem dúvida concordo contigo quando dizes SIM pelo direito de escolha. Aliás, um vizinho meu há dias escolheu passar a ser serial killer. Ele tem esse direito. SIM ao direito de escolha!!! Viva à libertinagem e à anarquia!!!

Enfim... Ridículo.

E triste.
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Por favor exponham as vossas opiniões, façam questões, indaguem e discutam. O respeito pela opinião do outro é uma virtude de países educados. Atacar e ridicularizar a opinião dos outros não é o método para a evolução. Calmamente; a discussão pretende ser civilizada. Agradeço.

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Por favor exponham as vossas opiniões, façam questões, indaguem e discutam.
O respeito pela opinião do outro é uma virtude de países educados. Atacar e ridicularizar a opinião dos outros não é o método para a evolução.

Calmamente; a discussão pretende ser civilizada. Agradeço.


Desculpa, mas ridendo castigat mores, e a rir diz-se a verdade... Eu não tenhoa intenção de ofender ninguém... Acho que uma coisa que os portugueses pós-trauma-salazarista têm de fazer é terminar com o hipócrita "politicamente correcto", pois é graças a isso que muita coisa que podia estar melhor está como está... E esta maneira de estar tão rococó perante a vida já está em desuso no mundo civilizado desde o século XVIII.

Coitado do Eça de Queirós... Se vivesse hoje em dia era desterrado... Basta usar uma ironia, é-se logo condenado neste país!

Felizmente já está em desuso o "Excelentíssimo e insigne cidadão, penso discordar ligeiramente da sua respeitável tese", mas ainda se tem medo de dizer verdades sem rodeios... Como se a PIDE estivesse por aí...

Mas eu compreendo; mais uma vez peço imensas desculpas. Mil perdões.
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Como mulher, só posso votar SIM.
Sim, por uma gravidez desejada e planeada.
Sim pelo direito de escolha.
Sim, porque ninguém tem o direito de obrigar uma mulher a levar até ao fim uma gravidez que não deseja.
Quando ao argumento que diz que as mulheres irão poder fazer um aborto sem sequer dar uma justificação.... sejamos realistas, até para tirar um raio-x tem de se dar uma justificação... os nossos hospitais e clinicas funcionam com profissionais competentes. Decerto isso nunca acontecerá.
Também ninguém usará o aborto como técnica anticonceptiva... deixa marcas a todos os niveis, nenhuma mulher que faça um aborto, tenciona voltar a ter de passar pelo mesmo.
Mas acima de tudo... SIM pela liberdade de escolha.

Epá, temos aqui uma Simone de Beauvoir !

P.S.

EU VOTEI (VOU VOTAR) NÃO!
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