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Arquitectura.pt


A problemática das revistas de arquitectura.


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Eu já tinha afirmado neste fórum que não comprava revistas de arquitectura por inúmeras razões.
Disse também que, por curiosidade, iria comprar um numero da revista +Arquitectura. Comprei hoje, e passado 20 minutos arrependi-me.

Ainda não a li toda, mas parei numa página específica: a das biografias dos arquitectos do numero 6 da + arquitectura. E porquê ?

Confesso que deve ser difícil rescrever a biografia de um homem como Siza Vieira, tão amplamente conhecido. Não compreendo é porque o autor do texto não se esforçou minimamente para criar um texto criativo da sua autoria.

Quem já fez trabalhos académicos sobre o Siza Vieira conhece de ginjeira o texto que o autor apresenta. Não é uma copia, mas sim uma adaptação com tons de papel químico, do texto do Instituído Camões.

Passo a citar o texto biográfico de Siza que o Instituto Camões possuía (não o encontrei online mas por acaso tinha-o aqui. Mas todo e qualquer blog/site ligeiro basea-se neste texto para apresentar a biografia do Sr. Siza.)

Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira nasceu em Matosinhos, em 1933.:

Estudou arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1949 e 1955, sendo a sua primeira obra construída em 1954.
Foi colaborador do Prof. Fernando Távora entre 1955 e 1958. Ensinou na ESBAP entre 1966 e 1969; reingressou em 1976 como Professor Assistente de "Construção". Foi Professor Visitante na Escola Politécnica de Lausanne, na Universidade de Pensilvânia, na Escola de Los Andes em Bogotá, na Graduate School of Design of Harvard University como "Kenzo Tange Visiting Professor"; continua a leccionar na Faculdade de Arquitectura do Porto.
Autor de numerosos projectos, tem actualmente em construção 1200 habitações no Plano da Malagueira, Évora, e em conclusão os projectos da Escola Superior de Educação de Setúbal, da Faculdade de Arquitectura do Porto e da Biblioteca da Universidade de Aveiro. Na Holanda dirige, desde 1985, o Plano de Recuperação da Zona 5 de Schilderswijk, em Haia; está em elaboração um projecto para os blocos 6-7-8 de Ceramique Terrein, em Maastricht. Está em início o projecto para o Museu de Arte Moderna do Porto e em curso a coordenação da reconstrução do Chiado em Lisboa. Entre outros, o Plano de Pormenor da Praça de Espanha/Avenida Malhoa, em Lisboa, deve ser mencionado. Elaborou o projecto para o Centro Meteorológico da Vila Olímpica, em Barcelona, e para o Museu de Arte Contemporânea da Galiza, em Santiago de Compostela, Espanha.
As suas obras foram expostas em Copenhague (1975), Aarhus e Barcelona (1976), na Bienal de Veneza (1978), em Milão (1979), no Museu de Arquitectura de Helsínquia e no Museu Alvar Aalto em Jyvaeskyla, Finlândia (1982), no Centro Georges Pompidou, Paris (1982), no Institute of Contem porary Arts, Londres (1983), no Stichting Wonen, Amsterdam (1983), na Technische Hogenschool, Delft, na ESBAP e na Galeria Almada Negreiros (1984), na International Building Exhibition, Berlim (1984 e 1987), na Bienal de Paris e no Massachusetts Institute of Technology, Cambridge (1985),na 9H Gallery, Londres (1986), na Columbia University, Nova Iorque (1987) na Harvard Graduate School of Design, Cambridge (1988), Centro Georges Pompidou, Paris (1990) e Galeria MOPU/Ministério de Obras Públicas, Madrid (1990); Colegio de Arquitectos, Sevilha (1991); Galeria deSingel, Antuérpia (1992); Galeria Rui Alberto, Porto e MOPU, Madrid (1993); Colégio de Arquitectos de Granada, Sala do Risco, Lisboa (1994); Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela (1995).
Tem participado em Seminários e Conferências em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Holanda, Suíça, Austria, Inglaterra, Colombia, Argentina, Brasil, Japão, Canadá e Estados Unidos.
Convidado a participar em concursos internacionais, obteve o primeiro lugar em Schlesisches Tor, Kreuzberg, Berlim (já construído), na recuperação do Campo di Marte, Veneza (1985) e na remodelação do Casino e Café Winkler, Salzburg (1986). Participou nos concursos para a Expo 92 de Sevilha (1986), "Un Progetto per Siena" (1988), para o Centro Cultural de La Defensa em Madrid (1988/89) (que ganhou) e ainda para a Bibliothèque de France em Paris (1989/90), Museu de Helsínquia (1993) e Centro Islâmico em Lisboa (1994).
A Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte atribuiu-lhe o Prémio de Arquitectura do Ano (1982). Recebeu um Prémio de Arquitectura da Associação de Arquitectos Portugueses (1987).
Em 1988 recebeu a Medalha de Ouro de Arquitectura do Conselho Superior do Colégio de Arquitectos de Madrid, a Medalha de Ouro da Fundação Alvar Aalto, o prémio Prince of Wales da Harvard University e o Prémio Europeu de Arquitectura da Comissão das Comunidades Europeias/Fundação Mies van der Rohe. Em 1992 foi-lhe atribuído o Prémio Pritzker da Fundação Hyatt de Chicago pelo conjunto da sua obra.
Em 1993, recebeu o Prémio Nacional de Arquitectura atribuído pela Associação dos Arquitectos Portugueses. Em 1994, o prémio Dr. H.P. Berlagestichting e o Prémio Gubbio/Associazione Nazionale Centri Storio-Artistici. Em 1995, a Medalha de Ouro atribuída pela Nara World Architecture Exposition.
Doutor "Honoris Causa" pela Universidade de Valência (1992), pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (1993), pela Universidade de Palermo (1995) e pela Universidade Menendez Pelayo (1995).
É membro da American Academy of Arts and Science e "Honorary Fellow" do Royal Institute of British Architects.


Agora favor ler o que esta na revista e tirar as conclusões…
Mesmo que o texto fosse cedido para alteração, fiquei desapontado pela tamanha ligeireza …

Não compro mais revistas de arquitectura….
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Pois... é um prazer do caraças desfolhar uma revista, ou mesmo um jornal... e levar com aquele 'cheirete' a papel impresso, e cagar os dedos de tanto tempo segurar na porcaria das folhas... hum hum. Também sou adepta das revistas, mas infelizmente a melhor informação, tenho-a encontrado na internet.

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  • 1 month later...

Se em Portugal a situação parece não estar boa, imaginem como ela é no Brasil. Aqui existem apenas duas grandes revistas de arquitetura (Projeto/Design e AU), sendo que ambas possuem qualidade muito baixa. Além disso, há anos que não existe crítica no país. Não fosse a biblioteca de minha faculdade (cujo acervo agrega as boas revistas européias), eu realmente me sentiria em uma ilha.

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Até agora a única revista de arq em portugal que me deu algum interesse em ler e que ainda volto a ela para re-ler é a Jornal de Arquitectos porque realmente era feita de e para arquitectos, não se tratava de seguir modas (a questão de 3 ou 4 revistas apresentarem o mm projecto no mesmo mes) e realmente as pessoas que contribuíam com artigos, críticas, crónicas, entrevistas, ... Eram pessoas que realmente sabem do que falam e que têm interesse em ser lidas. As outras revistas é quase como revista de ocasião, lá de muito vez enquando compro uma para dar uma olhadela :p Revistas estrangeiras há muitas e algumas delas muito boas, mas os preços... Gosto bastante da A+U, mas só tenho 1 exemplar que me custou 21€, a MARK também é engraçada, mas é naquele estilo de "architecture super-star", é menos séria e mais provocativa. A Detail, apesar de estar em alemão e de eu não entender muito são sempre revistas de referencia. Mesmo a Casabella merece ser lida apesar de ser em italiano mas vai-se compreendendo.

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Eu assumo, compro todos os exemplares da Arquitectura & Construção, Arquitectura e Vida, +Arquitectura. Como tudo na vida, tem coisas boas e coisas más. Preocupa-me muito mais o facto de muita gente dar preferência a uma dessas revistas do que a um livro de arquitectura ou até mesmo a pesquisas na internet. As revistas são baratinhas, lêem-se rapidamente (muitos lhes chamam de leitura de casa-de-banho, tal como os jornais) e como biblioteca, já muitas vezes me foram úteis. O que me agrada mais, é a noção que transmite à sociedade de que os arquitectos não são um mito. Para mim, quantas mais revistas de arquitectura, sob os mais variados temas, melhor. A lei da concorrência (como conceito) encarregar-se-ia de tornar boa a qualidade dessas publicações.

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A tua duvida tem uma resposta: Os atelier e que enviam os curriculos para as revistas para elas publicarem. Nao ha criatividades. O arquitecto podia correr o risco de ser criticado. Para nao cair nesse risco envia a sua propria autobiografia. Tambem... sou suspeito. Antes do estagio profissional comprei todas as revistas de arquitectura abaixo dos 5 euros. Desde Outubro de 2005, altura em que vi um projecto dum colega meu que teve 9 publicado na Arquitectura e Vida, deixei de comprar revistas de arquitectura. De vez em quando compro. No SIL ofereceram-me varias revistas de arquitectura e recentemente comprei uma por motivos profissionais.

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Revistas de arquitectura, outro tema que dava muito por onde falar, fotos mais fotos, mais comentarios generalistas, mais alguns cortes mais fotos sobre fotos... Parecem-me com uma abordagem muito estetica e formalista, falo de expriencia pessoal, para um estudante de arquitectura , as ditas revistas portuguesas de arquitectura nao nos dao a conhecer o principal, ou seja motivações de projecto, intenções, conceitos, percursos, espaços , etc etc Quanto a mim servem como biblioteca para ter exemplos de formas de expressao adoptadas nos desenhos rigorosos e pouco mais.

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Revista arq./a mais visível, mais acessível
O número de Janeiro da arq./a, revista portuguesa de referência em arquitectura e arte, marca um novo ciclo na vida deste título que em 2007 entra no seu oitavo ano de publicação.

Para conquistar maior presença e visibilidade no ponto de venda e uma relação de maior proximidade com o leitor, a arq./a passa de bimestral a mensal. Paralelamente está em curso o processo de adesão à APCTP, para o controle efectivo do volume de tiragem e circulação do título. Novidade é também o preço, agora fixado em 4,90 euros, substancial redução em busca de um forte incremento de vendas, mantendo as mesmas características a nível gráfico e de conteúdos, e sem prejuízo do referencial de qualidade que sempre tem orientado os responsáveis da revista. O próximo número da arq./a surgirá nas bancas, tendo por tema de fundo as “ABSTRACÇÕES RADICAIS”.

Propriedade da Futurmagazine, a arq./a, também visitável em www.revarqa.com, tem como director editorial Luís Santiago Batista, sendo a direcção de arte assumida pelo designer Edmundo Tenreiro. A coordenação da edição é de Margarida Ventosa, na edição das Artes David Santos e Sandra Jürgens, no Design Bárbara Coutinho e Carla Carbone. Destaque no corpo redactorial para o jornalista Baptista-Bastos, que desde o primeiro número assina a rubrica “Paralelas & Perpendiculares”.
06 de Dezembro de 2006
Luís Miguel Marques


Escrevem voces sobre revistas e aparece esta novidade.

http://www.construlink.com/Homepage/verNoticia.php?id=207
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