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Luanda | Novo estádio de futebol de Luanda | Mário Sua Kay


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Novo estádio apontado como exemplo de arquitectura sustentável



Luanda - O novo estádio de futebol de Luanda, que vai acolher uma das série do Campeonato Africano das Nações (CAN2010), a realizar-se de 10 a 31 de Janeiro de 2010, foi apontado como exemplo de arquitectura sustentável por estudantes de arquitectura da Universidade Agostinho Neto.


Abordados hoje (quarta-feira) pela Angop sobre os aspectos arquitectónicos dos novos estádios, os estudante, que já efectuaram visitas de estudo à empreitada, manifestaram-se satisfeitos pelo destaque que se deu aos espaços verdes e arborização da zona envolvente ao recinto.


A discente Iracema Ferreira sublinhou o facto da infra-estrutura contar com painéis solares que revestem a cobertura do estádio e que vão produzir energia eléctrica para ser consumida no local.


Nelson Domingos, também estudante da instituição, referiu que os materiais considerados poluentes, não foram excessivamente usados na obra, o que demonstra todo um processo ecologicamente correcto.


"A irrigação directa da relva, através de águas pluviais, passando por um sistema moderno de tratamento, acrescenta a obra elementos de aproveitamento do meio ambiente.


O discente do segundo ano Nelson José, defende que obras como está devem ser construídas dentro do conceito da arquitectura sustentável, levando em conta a estações de tratamento de esgotos para a reutilização das águas residuias.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2009/10/48/Novo-estadio-apontado-como-exemplo-arquitectura-sustentavel,e1cce24d-b26e-4b67-aeeb-0cb7eecc9e58.html

margarida duarte

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LOLOLOL.... o que percebem os discentes do 2º ano do que é ou não sustentável e em que condições excessivas são utilizados esses "materiais poluentes".. ainda se fosse transcrita a opinião dos docentes para o artigo... De qualquer maneira, se for verdade e o edificio contemplar uma série de tecnologias amigas do ambiente e de sustentabilidade... boa sorte para Angola.

Quem cria renasce todos os dias...
Agua-Mestra, Lda
Não sou perfeito, mas sou muito critico...

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Achei isto de imagens, a informação que há é muito dispersa

http://www.can2010angola.com/popup/estadio.php?pag=3

http://www.can2010angola.com/welwitchia_stadium.php

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=21931475

Inovação tem sempre de existir, mas o que eu acho aberrante nisto tudo, é a população viver a maioria sem água potável, as cidades vivem na maioria, com constantes quebras de luz, já para não falar da falta de condições que todos sabemos...Depois erguem todos os esforços para estádios...
E as pessoas?
Com tanta condição no estádio não me admira, que depois do campeonato se assista a uma invasão e ocupação por parte da população que nada tem. Mas isso são outras conversas... Estou espectante na finalização dos estádios para ver o objectivo sustentavel cumprido.

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  • 2 months later...
A nova jóia de Luanda tem assinatura portuguesa
Por Nuno Paralvas

Mário Sua Kay desenhou palco da final do CAN. Arquitecto fala a A BOLA do megaprojecto.

Quando Mário Sua Kay assistiu à cerimónia de abertura do Campeonato Africano das Nações sentiu orgulho e satisfação - ali estava, para todo o mundo ver, a sua criação. Quando recebeu os parabéns vindos de Luanda, de amigos e responsáveis angolanos que assistiram ao jogo, sentiu o conforto de ter criado um estádio que funcionava, por potenciar um ambiente fantástico - ali estava, para todo o mundo ver, o seu sucesso.

Ainda custa a acreditar ao arquitecto português como foi possível que tudo acontecesse tão rápido. E tão bem. «Fomos contactados por uma empresa angolana há cerca de dois anos. Preparámos todo o conceito e demorámos 45 dias a desenhar o estádio todo, do projecto base às especificações, tudo», começa por dizer Mário Sua Kay, 57 anos, no seu atelier em Lisboa.

O primeiro ensaio, porém, desgostou a empresa. Foi numa viagem à Polónia, pouco depois, que começou a nascer o Estádio 11 de Novembro, com capacidade para 50 mil espectadores e um custo de 181 milhões de euros, inaugurado em Dezembro. «Comecei a desenhar os símbolos angolanos, a palanca e a welvitchia (planta local) num avião. A conjugação desses elementos, embora pouco original, foi muito bem vista pelo Estado angolano. Os chifres da palanca foram inspiração para a estrutura de metal. Quando vi a folha da welvitchia percebi que estava ali o meu estádio. As folhas estão na cobertura. Há uma ligação aos símbolos , até a cor vermelha da bandeira é identificável», conta.

Natural de Lourenço Marques, Mário Sua Kay, filho de pai macaense de origem chinesa e mãe alemã, cresceu sob a influência «do Benfica de Eusébio e Coluna». Também gostava de Matateu, outro moçambicano, mas acabou mesmo benfiquista. Em Inglaterra, estudou arquitectura na Universidade de Westminster, graduou-se em 1977, trabalhou em vários ateliers londrinos até 1981 e alimentou a paixão pelo futebol. Essa paixão que se reflecte na nova jóia de Luanda.

«Qualquer arquitecto bem documentado, razoavelmente dedicado, desenha um estádio. Não é um bicho de sete cabeças. Mas é preciso saber o que significa o futebol para que o projecto resulte. Wembley é uma obra-prima da arquitectura, mas as pessoas não sentem que é um estádio de futebol. Dizem, por exemplo, que o estádio de Braga é mais difícil e frio. Talvez os bracarenses pensem de outra maneira. Esse extra do gosto pelo futebol é preciso para que seja criado um ambiente de futebol no estádio», argumenta.

Leia mais na edição impressa de A BOLA

10:14 - 23-01-2010

in http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=190765
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