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Dois anos de estágio e três sem assinar?!


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essa situação referida pela kaz é o estágio profissional ou o inovjovem conferidos pelo IEFP de duração de 12 meses, mas sem ser por aí, não arranjas de maneira nenhuma essa condição de pagamento

o estagiário de arquitectura, na verdade, é mestre (integrado com Bolonha). após o estágio deve receber bem mais do que 2x o ordenado mínimo (segundo a tabela de técnicos superiores dos gabinetes públicos) com subsidio de almoço, seguro e outras regalias como subsidio de férias, por exemplo (coisas que na maioria dos gabinetes privados nem sabem o que isso é!)

a grande questão aqui é que, dá me ideia (posso estar errada) que o pessoal encosta-se demasiado à sombra da bananeira:

"aaahhh....trabalhar até as 23h? está bem. desde que ao menos possa cheirar o mesmo ar que o arquitecto respira então eu aceito!"

"trazer almoço de casa? sem problema..como umas sandes durante 30 minutos e pronto!"

"seguro?! o que é isso?"

e outras pérolas que fazem com que cada vez tenha menos pena do pessoal que se submete a estas coisas. esperam que a OA faça alguma coisa, mas enquanto esta não regula a situação vão-se encostando...lamentando...ficando tristes e depressivos, mas não entendem que são eles os principais culpados de tal precariedade!
ora esse nosso colega, arquitecto lino dias... que já está nessa situação há 10 anos, será que já não estava na altura de querer mais da vida??

margarida duarte

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Já foram feitas várias comparações com medicina, na dificuldade de entrada na faculdade...e depois referiram o facto de sair verde da faculdade. Ora, ai na medicina temos um exemplo perfeito, a minh

essa situação referida pela kaz é o estágio profissional ou o inovjovem conferidos pelo IEFP de duração de 12 meses, mas sem ser por aí, não arranjas de maneira nenhuma essa condição de pagamento o

Eu já não passava por aqui há muito tempo. Dei uma vista de olhos para ver se havia alguma novidade sobre o assunto. Devo dizer que estou estupefacto com algumas das posições e opiniões que por aqui

Olá a todos. Nunca "postei" muito aqui mas vamos a ver se a situação melhora. Como ainda não tive tempo para ler com atenção toda esta discussão, reporto-me ao último post da margarida. De facto, concordo plenamente que a culpa é, também, nossa, pois sujeitamo-nos em demasia para respirar o mesmo ar do arquitecto dono do gabinete. É com algum sentimento de confiança que ouço tantas vozes a querer mudar o rumo das coisas. Os problemas são vários e bem identificados, mas o maior creio mesmo que é o excesso de oferta que cada vez mais se acentua. Perdoem-me pois não é para parecer "fascista" ou o que quer que queiram chamar, mas concordo plenamente que deveria ser feita uma gestão das entradas nas Universidades. E há muito que ando a dizer isto (não aqui). A selecção é feita pela média, ponto final. A Arquitectura é uma profissão digna e de muita responsabilidade, e, desculpem-me, devia haver o mesmo cuidado como o que existe com Medicina. É um problema cultural profundo: ninguém quer ir a um médico que entrou para medicina com 12 (também não os há). Mas ninguém se importa que um arquitecto entre com essa média para a faculdade, o que é preocupante. Não quero com isto entrar em conflitos Arquitectura vs Medicina. Apenas serviu para termo de comparação. Cumprimentos.

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Como já um senhor chamado Pancho Guedes dizia numa conversa na XM, o"nem todo o bom aluno será bom arquitecto, e muitos bons arquitectos passaram despercebidos na faculdade." O Arq Siza, sempre quis ir para escultura, só no 4º ano é que com o Távora começou a mudar de ideias. O Tadao Ando, não teve formação oficial, entre outros... Isto também só para te dizer que conheço muitos alunos de 18 de média que não serão bons arquitectos, tens paises onde nem precisas de nota minima para entrar... Mas também percebo o teu ponto de vista, há imensa gente em arquitectura pelo prestigio, pelo dinheiro que julgaram vir a ganhar, porque estava e está na moda...eu continuo com esperanças de romantico ingénuo que acredita que a selecção será feita pela qualidade, se bem que como Portugal está financeiramente começo a não acreditar.

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Caro Ricardo. Compreendo e respeito a tua postura, que apelidaste de "romântico ingénuo", mas realmente aí tenho outra visão do assunto... e não é por prestígio ou estar na moda, apenas não concordo (sem menosprezo para o Siza ou Ando) com a genialidade como meta a atingir. Prefiro que existam 15000 bons profissionais e entre eles 100 génios, do que 50000 maus profissionais e 5000 génios. E, de novo com todo o respeito que os profissionais que mencionaste merecem, hoje os tempos são outros, são tempos de grande instabilidade e não há muita margem para "erros" ou "ver se dá" ou "decidir mudar de curso no último ano porque até tinha jeito". Pelo menos, o meu ponto de vista é este: decidi relativamente cedo que queria seguir arquitectura, e trabalhei por isso. Não me preocupa muito que não seja génio - apenas quero ser bom profissional. Cumprimentos!

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Tens toda a razão ainda esta tarde li um mail sobre a necessidade actual de termos sucesso atras de sucesso ao longo da vida... Já na faculdade nos lembram que só alguns chegaram ao topo, para termos os pés bem assentes na terra. Pessoalmente eu sou um dos casos que a semanas ou poucos meses da inscrição no secundário mudei para arquitectura, por ver os ordenados dos biologos maritimos. Confesso que quando entrei na faculdade nem sabia o que era uma curva de nível, e aprendi do zero e ultrapassei alguns colegas... daí as minhas duvidas em relação a esse assunto. Podia nunca ter entrado em arquitectura, no entanto evolui e já tive opurtunidades unicas... Mas sim algo tem de ser feito, penso que os advogados e psicologos estão a passar por uma situação semelhante, a oferta é superior ás necessidades...

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No caso dos psicólogos não estou informado, mas no caso dos advogados, posso dizer que tenho 2 amigos que estagiaram, um a troco de 0€/mês e outro... que pagou para fazer o estágio. Nenhuma fortuna, mas pagou. É uma realidade que é necessário combater e parte de nós ao não aceitar propostas inaceitáveis. O desespero, por vezes, faz-nos tomar decisões irracionais. PS: quanto ao texto que referiste... é muito bem referido. Para quem não sabe é de um jornalista, João Pereira Coutinho, e desse texto gostaria de citar o seguinte: "Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho." (J.P.Coutinho). Cumprimentos.

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não vejo qual é o mal de querer tudo isso de sonho..eu pessoalmente e profissionalmente estou a lutar por isso, mas claro, dentro dos limites da "decencia". curiosamente tive de me preocupar mais com a parte profissional para ver se "não trepavam por mim a cima" do que tudo o resto. creio que é essa ambição que falta na maioria dos estagiários de arquitectura

margarida duarte

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Questão fulcral: A estrutura base do país está montada só para receber pessoas de formação superior, com a ambição de que se formos um país com quase toda a população especializada ultrapassaremos os restantes da Europa. WRONG THOUGHT!!! É o que se passa no momento, sejam arquitectos, médicos, engenheiros, psicólogos, advogados, enfermeiros, etc etc...saem todos da faculdade e são todos centrifugados na máquina do mercado de trabalho. E os restantes sectores em que existem pessoas, não licenciadas mas formadas pela expêriencia, capazes de ajudar o país, têm como ajuda ZERO! Não vejo qual o mal em ter ambição e deter um canudo...Mas á que enfrentar a realidade, seja que curso for, existe muito boa gente a passear a camisola nas universidades só para ter algum estatuto social. Já que a sociedade também de momento, está formatada para tratar por Doutores qualquer pessoa que tenha frequentado o ensino superior e como lata velha qualquer pessoa mesmo sendo inteligente, não tenha titulo académico. Não percebo, os outros países convivém bem com o facto de existir metade licenciada, outra metade mesmo não o sendo "especializada", num serviço que encaixe nos diversos sectores e trabalham em conjunto para que tudo funcione. Acho é que o Síndrome ""Datourada"" (Doctorado(a)) de certa forma facilita a modelação de maus profissionais nas Faculdades. Se entrou com média X e concluiu com média Y é redundante. Interessa sim haver bons profissionais. A grande questão é o preconceito de muitos, entre aceitar um trabalho num atelier, ou numa empresa até mesmo em organismos públicos. Por vezes preferem um atelier a custo ZERO, que numa empresa de nome feio, que pagam e oferecem todas as condições para aprender.

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Vocês ainda não viram nada... quando o vosso melhor amigo/colega de curso (amigos, amigos, negócios à parte!), começar com a conversa parva... indirecta... e cito:

"PÁ, NÃO HÁ ESPAÇO"

"NÃO ERA MELHOR IRES PARA FORA?"

"TU LÁ FORA SINGRAVAS!"

Chega-se a MERDOSA conclusão, que os Psiquiatras estão cheios de trabalho, por relações estragadas por este sistema merdoso do culto da aparência, onde vale tudo, desde que não se seja apanhado (ficar bem na fotografia)!

Mas as vezes, os cabrões também são apanhados.

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a todos os futuros arquitectos, nem sabem o q vos espera! o mais facil é o estagio, pago ou n pago, 1 anos ou 2 anos, bem ou mal, os estagios ainda se vão arranjando...agora depois disso...a cantiga é outra. e n é tanto a questão de mérito mas sim o q o |||ARK||| disse: "sistema merdoso do culto da aparência"! acreditem se quiserem

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é melhor sim, que isto descambou um pouco :)

a todos os futuros arquitectos,
nem sabem o q vos espera!
o mais facil é o estagio, pago ou n pago, 1 anos ou 2 anos, bem ou mal, os estagios ainda se vão arranjando...agora depois disso...a cantiga é outra. e n é tanto a questão de mérito mas sim o q o |||ARK||| disse: "sistema merdoso do culto da aparência"!
acreditem se quiserem


por acaso não penso de igual forma, mas reconheço que o estágio é muito importante. das duas uma:
1- depois de terminado o estágio se continua na mesma entidade e se faz currículo (normalmente isso só acontece nos gabinetes, porque até lá és o escravo que passa desenhos a autocad... embora outras vezes continues - surpresa das surpresas - a passar desenhos a autocad)

2-tens um estágio tão bom e rico que ele próprio te dá algum currículo e estofo para outras "aventuras", arranjando assim trabalho noutros pousos mais altos...

ou então

3- acaba-se o estágio, onde andaste a servir cafés e pouco mais e depois.. desemprego

se isso for para a frente (2 anos de estágio) só vejo vantagens: ou fazes mais currículo e aprendes mais ou adias o desemprego...

margarida duarte

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Ao que parece é a satisfação do desejo a ver realizado em 2009, neste documento na pagina 2 do mesmo.
pertencente a este documento http://www.oasrs.org/conteudo/uploads/tres_desejos_2.pdf

ao qual passo a citar abaixo:



"ADMISSÃO À ORDEM DOS ARQUITECTOS / ESTÁGIOS PROFISSIONAIS
O uso do título profissional de arquitecto e consequente legitimação da prática dos actos
próprios da profissão tem sido objecto de intensa discussão e ponderação pelos diversos
implicados no processo. Muitos dirão que cinco anos de formação universitária
seguidos de 9 a 12 meses de estágio profissional serão suficientes para cumprir tais
requisitos. Não obstante considero que o direito a essa prática tem que ser realmente
apoiado numa sólida formação e convivência efectiva com o acto de projectar, construir,
lidar com os vários instrumentos de planeamento, com as instituições que licenciam os
projectos e com as burocracias inerentes ao ofício.


Defendo que o período de estágio deveria ser mais longo e profícuo na obtenção de
conhecimento da realidade efectiva do mundo profissional. Defendo que paralelamente
ao estágio profissional deveria existir um período mínimo de 2/3 anos em que fosse
vedada a assinatura e responsabilidade técnica por parte dos recém-licenciados. Há que
se certificar que estes realmente se familiarizam com as diferentes fases de projecto, de
planeamento de obra, de construção. Seria interessante também que se estabelecessem
protocolos com as autarquias que permitissem que uma parte do estágio pudesse ser
feita inserida nas diferentes estruturas que apreciam e licenciam os projectos.


O responsável exercício da profissão, a produção da estrutura edificada e urbana do país,
o respeito pelo bom senso no controle financeiro da despesa pública e particular não se
coaduna com a produção amadora a que tantas vezes assistimos. Que não se confunda

este discurso como um entrave ao exercício da profissão pelos jovens arquitectos. Ante

como uma necessidade imperiosa de dotar os profissionais duma sólida base de
conhecimentos a nível de projecto, construção, legislação e procedimentos
administrativos que contribuirão para um melhor desempenho das nossas funções e
consequentemente para uma maior credibilização junto da sociedade civil

potencialmente nossa cliente. "
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é melhor sim, que isto descambou um pouco :)



por acaso não penso de igual forma, mas reconheço que o estágio é muito importante. das duas uma:
1- depois de terminado o estágio se continua na mesma entidade e se faz currículo (normalmente isso só acontece nos gabinetes, porque até lá és o escravo que passa desenhos a autocad... embora outras vezes continues - surpresa das surpresas - a passar desenhos a autocad)

2-tens um estágio tão bom e rico que ele próprio te dá algum currículo e estofo para outras "aventuras", arranjando assim trabalho noutros pousos mais altos...

ou então

3- acaba-se o estágio, onde andaste a servir cafés e pouco mais e depois.. desemprego

se isso for para a frente (2 anos de estágio) só vejo vantagens: ou fazes mais currículo e aprendes mais ou adias o desemprego...


Não posso de todo concordar, neste momento sou finalista e tenho um part time para conseguir atenuar a despesa dos meus pais, o estagio de 2 anos vai-me tirar o part-time por causa do horarios como é evidente e normal e vai-me fazer andar 2 anos a trabalhar de borla. Mesme que seja como tu dises, adiar o desemprego, eu não tenho problemas, trabalho ah muito, pode é não ser na minha area... mas prefiro ter o estágio feito, ingresso na OA feito e tar a trabalhar fora da area enquanto procura trabalho no que realmente gosto...
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Se estao com medo q os jovens arquitectos n tenham formacao sufciente para exercer, das duas uma: 1 - o problema esta na formacao, e se for esse o caso os curriculos devem ser revistos e os cursos devidamente acreditados ou nao; 2 - venham os exames de admissao a ordem, que sejam 5 ou 6 exames focando em diversas areas da responsabilidade do arquitecto, seja fase projectual ou construcao, ambiente...etc.... assim certifica-se se o arquitecto/a sabe o necessario pra exercer; .... e 3!! - se kerem prolongar os estagios entao q os paguem! ou querem q continuesmos a hipotecar/adiar o nosso futuro. Por este andar os arquitectos portugueses so podem casar, ter filhos la pros 40 pk ate la vivemos na casa da mae e trabalhando pra aquecer.... sejam serios, n se trata so do nivel de formacao do arquitecto mas da vida das pessoas...

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Depois de me ausentar durante algum tempo da discussão regresso para, (também) finalmente, ler ao que parece o texto que originou os rumores. Eu, ao contrário da Margarida, acho as justificações muito más, indexar o saber a tempo é sempre falacioso, uma pessoa andar mais tempo a fazer certa coisa não tem por consequência directa que o fique a fazer melhor. Além disso o nosso panorama construído de hoje foi na maioria desenhado por não-recém-licensiados e não vejo como isso nos tenha ajudado. Na verdade, os melhores exemplos que vão saindo são exactamente dos mesmos recém-licensiados a quem querem adiar o direito de exercício da profissão por alegada falta de capacidades. Em medicina, que penso ser a profissão que todos concordamos deva ter os mais bem preparados alunos (idealmente seriam todas claro, mas tendo de hipoteticamente escolher uma penso que concordaríamos ser esta), os alunos do curso começam a interagir em hospitais bem antes de terminarem o curso e depois de terminado têm o estágio, sim, mas a receber como iguais e sendo-lhes aumentada gradualmente a responsabilidade. Mas não começam por tirar cafés ou trabalhar como enfermeiros. Primeiro apenas acompanham e observam, depois começam a ajudar e finalmente são lhes dado casos menores para eles gerirem sozinhos. Se estão preocupados com a falta de "real prática" de recém-formados então englobem isso na formação académica. Em relação às médias de acesso ao ensino superior que também foram mencionadas: as médias mínimas para acesso são iguais para (quase) todos os cursos, são média 10 (sim, até para medicina), salvo aqueles casos que se ouviu falar à uns anos de médias negativas, o número de vagas e as médias de quem se candidata é que atribui a média do último aluno a entrar nesse ano que a maioria usa como barómetro para os acessos do ano seguinte. Sem contar que mais importante que umas décimas devia ser uma profunda análise das vocações dos candidatos. Em todas os cursos. Por isso é que depois somos atendidos por médicos-máquina sem o mínimo de capacidade de lidar com pacientes. Da mesma forma não sei como indexam uma mais valia para a arquitectura a um 20 num exame de geometria (bem sei que também entram outras cadeiras, mas esta é normalmente a específica, onde não é assim tão difícil tirar o tal 20 e as outras cadeiras ainda têm menos a haver com arquitectura). Em outros países, além das notas, contam actividades extra-curriculares e todos os candidatos são entrevistados para avaliar, em pessoa, cada um deles. Se querem seriar, seriem assim. Sem contar que se querem seriar, então em primeiro lugar que se façam testes de reavaliação a todos quantos já exercem, que todos sabemos que a par dos cursos adjudicados entrou muita porcariazinha por esse mercado de trabalho e que, no caso de uma seriação indexada ao número efectivo de arquitectos em exercício num determinado momento, podem estes vir a tirar lugar a recém-licenciados muito melhores que os referidos. Desculpem por me ter alongado.

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