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Arquitectura.pt


Leonor Cício

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Everything posted by Leonor Cício

  1. "E como se sabe ele utilizava muito aquelas escada largas exteriores"?? Não percebi esta frase. Escada larga? Escala larga? Nenhuma das hipóteses faz sentido. Mas vá lá, vou te ajudar. Não sei se sabes mas o exemplo que mostras é a Casa Farnsworth. E ela é feita de quê? Um metal qualquer que não interessa muito para o caso. Como sabes Mies desenvolveu uma complexa gramática construtiva em metais (interessa-te?). Se colocares no google "Mies Van der Rohe materiais metálicos", vais encontrar algures (a mim calhou ser o primeiro) um link de uma tese sobre os métodos construtivos de Mies Van der Rohe em materiais metálicos. Tem lá uns esquemas perspectivados das fachadas dos arranha-céus que ele projectou, bastante catitas. Não sei se consegues fazer o download da tese (em principio poderias fazer). E pronto, espero que ajude.
  2. Bom, não sei do que é a maqueta. Mas tens noção do que é algo com 350 metros de comprimento e 4 metros de altura? Para perceberes um bocadinho... um campo de futebol tem cerca de 100 metros de comprido (se nao estou em erro). Como podes imaginar é uma coisa muuuuuuuito comprida. 4 metros de altura... digamos que normalmente os edifícios têm cerca de 3 metros de distância entre pisos, por isso para além de teres uma coisa muuuuito comprida, tens uma coisa muuuuuito baixinha. Adiante, com o colega acima disse, não se usam escalas diferentes nos diferentes eixos... qual o objectivo de o fazer?? A maqueta serve para mostrar a proporção entre as coisas. Porque quererás tu distorcer essa proporção?? Agora, tudo depende do que estás a tentar representar, porque a meu ver, um comprimento tão grande com essa altura, não deve ser um edifício... ou é? Se for, a uma escala de maqueta simpática (diria 1.500 ou 1.200) é uma placa de material sem expressão. :p
  3. Porque só essas duas? Em Lisboa há mais... a FAL, o IST, a UAL como disse bem o colega acima...
  4. Só para teres o certificado energético precisas do projecto de execução e especialidades. Precisas de ter a construção toda detalhada para se poder calcular os índices todos. Por isso, contínuo sem perceber com que objectivo se faz um projecto de arquitectura sem a execução. Se quiserem dar nome às coisas chamem ao primeiro "mais simples" estudo prévio (que é o que me parece que realmente é) e ao segundo mais detalhado projecto de arquitectura. Dei um intervalo de 7-10% porque já ouvi diferentes arquitectos a falar nesses valores. Não sei se alguns incluem as especialidades e outros não.
  5. Mas só para completar, isto é algo que me interessa saber, pois não sei se as minhas referências são as mais acertadas ou realistas. :p
  6. Bom, vou mandar aqui a minha posta de pescada mas sem ter um domínio muito grande sobre o assunto. Grosseiramente costuma-se atribuir um valor ao m2 de área de construção. Pessoalmente trabalhei com valores na ordem dos 500-600 euros/m2. Ou seja, no primeiro caso para uma moradia de 200-240 m2 apontava para 100.000 - 144.000 euros, mas como disse muito grosseiramente. Óbvio que melhores acabamentos, melhores materiais, inflacionará esse valor. Para o segundo caso de 300 m2 aponto para os 180.000 euros. Normalmente a parte do projecto de arquitectura nestes casos, ronda os 7-10% do valor da obra, mas depende do arquitecto. nunoccbb, para uma casa desse género e de tal complexidade, não pode esperar que fique bem construída com um "esboço". Vai necessitar sempre de um estudo prévio, projecto de execução e especialidade. Uma casa por um "esboço" faz o Senhor Manel, que é pedreiro e tem uma "camioneta" para carregar tijolos. :p
  7. Nenhuma :p só o IST!! haha Agora fora de brincadeira, em Lisboa, definitivamente o IST. Noutras cidades, não tenho conhecimentos suficientes para concluir sobre as suas universidades.
  8. Antes que percas a fé em ler a minha resposta, porque me parece que vai ser longa, deixo já aqui a minha opinião, apesar de não ter muito a ver com o que fazes ou queres fazer da tua vida. Estás num óptimo agrupamento, por favor, vê alternativas ao curso de Arquitectura, porque em Portugal, como se costuma dizer, somos mais que as mães. Se não tiveres um familiar que seja ou conheça arquitectos ou outros profissionais relacionados com a actividade, é melhor pensares noutra coisa com mais saída profissional. Só para teres ideia, somos cerca de 30 escolas de arquitectura no país, cada uma a "vomitar" por ano entre 20 a 100 arquitectos. Como podes deduzir, não à espaço para toda esta gente no nosso país, que é como quem diz, não há trabalho. Contudo, um arquitecto consegue abranger diferentes áreas de actividade que não seja o típico desenhar "casinhas" (deves estar preparado para isso). Mas bom, se efectivamente queres mesmo tirar vai para o IST. Eu andei lá e foi lá que me apaixonei por esta profissão magnífica. Os professores são excepcionais e apesar de estares numa escola de engenharia, os arquitectos já estão mais absorvidos e tolerados pelos outros estudantes todos. Quanto à tua formação base, não tens que te preocupar. Os meus colegas eram mais de Científico do que de Artes, posso te garantir, e não senti nenhuma diferença ou acrescida dificuldade nas diferentes matérias. Quanto à média, já me preocupava, se tivesses nascido uns anos antes, estava perfeito, já que entrei para lá com média de 16 (maldita matemática XD), mas pelo que soube, nestes últimos anos a média tem subido muito. A faculdade não te vai dar nenhuma formação em software, ou melhor, dá mas é muito mínima. O que quiseres usar para representação bidimensional, ou tridimensional dos teus trabalhos, não tem qualquer importância para os professores ou cadeiras. Deves usar o software em que te sentes confortável, mas essa formação é complementar, fazendo cursos extra-curriculares. E bom, se eu tivesse a sorte de estar no teu lugar agora e saber o que sei, não tirava arquitectura de certeza. Apesar de adorar a actividade e tudo o que envolve, não tirava. É muito difícil entrar no mercado de trabalho sem a bela da cunha. Ao contrário do ARK, eu desejo-te boa sorte. :p
  9. Realmente, onde foi buscar o valor 45%? O RGEU informa que no mínimo a área de envidraçados deve ser 1/10 da área do pavimento. Quanto a forma de resolver as questões que coloca, tudo faz parte da arte de projectar... pensar e encontrar soluções interessantes e funcionais aos problemas que coloca. Se assim não fosse e estivesse tudo nos regulamentos, para que serviriam os arquitectos?
  10. Acho que deve ir por fases. Numa primeira fase, perceber que tipo de plano rege o sítio onde vai construir (PDM, etc), se o lote está protegido (RAN ou REN). Com estes regulamentos gerais, pode perceber se pode construir, que tipo de construção pode fazer, altura máxima, entre outras regras mais gerais a nível urbano. Numa fase posterior é aconselhável ler o RGEU que de uma forma muito geral sintetiza as regras que pretende conhecer (área mínima de envidraçados, largura de portas, escadas, etc). Numa terceira fase analisar decretos de lei e portarias que se enquadrem no que está a fazer (estacionamento, acesso a pessoas com mobilidade condicionada, etc). Acho que não se consegue dar uma resposta concisa à sua pergunta, pois ela mesmo não é concisa. Se pretender uma resposta mais detalhada, tem que detalhar a pergunta: onde é que vai construir, que tipo de construção pretende fazer (uso), etc. Só assim poderá ser direccionada para os regulamentos específicos.
  11. Ah pois... sendo assim altera tuuudo!!! :)
  12. Acho que tens que analisar curricularmente cada curso em cada faculdade. Penso que não há "A" faculdade ou "O" curso de arquitectura, tudo depende do teu perfil, ou perfil que queres ter enquanto profissional. Na minha opinião, todas as faculdades são boas, em diferentes pontos de vista e no modo como forma os seus arquitectos (penso que saímos todos bons, mas em aspectos diferentes). Precisas de perceber que tipo de ensino queres ter: mais ligado a aspectos de construção, ou mais teórico, mais social, mais multi-disciplinar. Só depois desta análise, deves concluir para que faculdade ir.
  13. Só para dizer que os pontos cardeais estão errados. Este é onde está o Oeste e vice-versa. E sim, o alçado é sul. Normalmente maquetas 1/50 ou 1/20, faço para se ver algo diferente, como por exemplo um corte, ou seja, trata-se de uma maqueta de um pedaço do edifício/espaço que explica algum pormenor, como se tratasse de um corte construtivo tridimensional. Não sei se estando no 1º ano, com um projecto abstracto, se será esse o objectivo. Mas seguiria o que diz a kaz, basicamente na 1/50 consegues diferenciar uma série de coisas que não consegues a 1/100.
  14. http://arquitectos.pt/?no=404063,286 Clica-se onde diz "RI" e voi la. Pagina 7 - Definição de Abreviaturas. Pode não ser o lugar do regulamento mais "oficial" mas está lá e portanto duvido que não esteja mais a frente de uma forma mais pimpona (ainda não acabei de ler).
  15. hmmm, não duvidando que tenhas lido, mas esta definição está logo na primeira página (3ª vá... capa e preambulo antes)
  16. "Entidade de Acolhimento Pessoa singular ou colectiva, pública, privada ou mista, nacional ou de outro Estado, que, desenvolvendo actividades em domínios relacionados com os actos próprios da profissão de arquitecto (art.º 42.º do Estatuto), aceita acolher Estágios da oa e certifica essa aceitação." Ler o regulamento de inscrição se calhar ajuda um bocadinho...
  17. Eu sei, já estou preparada para essa jornada. Só desabafei para "tranquilizar" todos aqueles que têm dúvidas. :p
  18. Realmente já muito foi dito. Mas aproveito este post para deixar aqui o meu desabafo. Acabei o curso de Arquitectura a 14 de Dezembro de 2009 e ainda não tenho emprego. Conclui o curso com uma boa média, e com algum mérito nas cadeiras de projecto e outras importantes junto dos meus professores. Neste momento, isso não me vale de nada. O meu curso é de 5 anos, mas fiz em 6, pois gosto de fazer as coisas em condições e de ter alguma sanidade mental, para além de ter em conta a sanidade mental dos demais à minha volta. É um curso trabalhoso e muito intenso. Não se consegue ir para casa "descansar" sem se estar a pensar no próximo trabalho, na próxima fase. O desgaste é principalmente psicológico, pois ao fim de um tempo, passares uma noite sem dormir, não parece nada. É um curso que exige muito disciplina e auto-conhecimento, pois foram nestes 6 anos que conheci os meus limites a todo os níveis. Se fosse hoje, não teria escolhido o curso de Arquitectura. Adorei o curso, apesar de tudo o que me tirou, adoro projectar e construir, e nada me fará mais feliz na vida que fazer isso. Mas por mais gosto que tenha, por mais interesse que mostre, isso não me vale de nada na procura de um emprego, de um sustento de vida, de uma continuação. Estou estanque num processo que nem percebo bem qual é. Outra coisa que gostaria de dizer aos candidatos ao curso: arquitectura não é só desenhar "casinhas" existem uma série de áreas em que podemos tocar com a nossa formação que não são menores a ter um edifício desenhado por nós.
  19. Instituto Superior Técnico - Arquitectura - IST Aqui não se faz, ou pelo menos nunca ouvi falar em tal coisa. Se não passas a projecto, há sempre o ano que vem.
  20. Mas que grande confusão que aqui vai 1º Não vás para arquitectura só porque tens média. Se queres seguir moda, tira um curso direccionado para essa temática. Não sabes o que vais fazer com um curso de arquitectura? Fácil... vais ser arquitecta (não é tão linear assim, mas basicamente é o que acontece na maioria dos casos). 2º Quanto à escola, há muitas escolas de arquitectura em Portugal. Cada uma tem uma estrutura muito própria de ensino, a qual deves explorar e compreender e escolher a que melhor se adequa à tua pessoa. Penso que não há A melhor escola de arquitectura. Depende do ponto de vista, uma escola é melhor numas temáticas que noutras, com professores mais especializados ou whatever. 3º Pensa bem no que vais fazer, no curso que vais escolher, na escola que vais escolher, pois daí sairá o teu futuro (tipo... o resto da tua vida) e quanto mais pensada e acertada for a tua escolha, mais concretizada te sentirás :)
  21. lololol pensava que estavas a acabar. eu também achava que não queria parar de estudar, mas agora que estou a acabar quero é começar a trabalhar rapidamente talvez seja um assunto no qual devas pensar já no finalzinho do curso. até podes abordar essa especie de "especialização" na tese de mestrado (que é o que vou fazer ) boa sorte para os 4 anos que faltam!
  22. tens razão, fui verificar no regulamento de acessibilidade e as rampas devem ter sempre valores superiores a 1,2 metros. mas ainda não percebi porque tanta história em volta deste assunto. pelo que sei a colega tem que fazer um trabalho que consiste num cubo e rampas, percebo existir esta preocupação pela acessibilidade condicionada, mas num 1º ano não me parece lógico já que é algo tão abstracto. no meu 1º ano tive que trabalhar com cubos também, mas nem sequer tinham escala! só medidas standard para todos. se calhar seria melhor a colega explicar o enunciado.
  23. o que sei é que corredores de acesso para pessoas com deficiência motora devem ser de 1,5 metros (falei com pessoas que conhecem a legislação e aplicam-na todos os dias em tudo o que fazem). mas é como dizem, o melhor será ver a legislação angolana a esse respeito. outra coisa que tenho a dizer é que estás no 1º ano. as coisas ainda são muito abstractas, terás mais que tempo para conhecer as legislações e aplicá-las! aproveita enquanto podes dar asas à tua imaginação, se os professores requerem-se que respeitasses um regulamento teriam mencionado :(
  24. penso que essa decisão deve ser tomada de como se vê a arquitectura. pessoalmente apostaria num curso ligado à parte tectónica da arquitectura (engenharia civil possivelmente). mas isso está relacionado com o que eu mais gosto na arquitectura. penso que é isso que deves procurar.
  25. das duas uma: ou não percebi o que disseste, ou o que entendi desaprovo completamente. Este projecto é um PORMENOR num programa inteiro de renovação das margens do rio Liz. O projecto é do Arquitecto José Charters Monteiro e pelo que sei da história a ideia foi de uma aluna de arquitectura. Estas pontes são quase que como um puxador de uma porta, num projecto de uma casa inteira! Uma agulha na caixa de costura... não a caixa de costura inteira. Vamos lá ver se isto fica esclarecido. O que te posso dizer kwhyl, é que como estudante de arquitectura e pertencendo a essa próxima geração que mencionas, sei bastante bem o que para mim é essencial para a arquitectura.
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