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Arquitectura.pt


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  1. Acrescentaria que do ponto de vista da abordagem puramente conceptual o que temos é por força da globalização uma espécie de miscigenação de referencias. Algumas destas referencias integradas no genérico Estilo Internacional são bastante atraentes conquanto desligadas das nossas puras referencias tradicionais. Por outro lado a pergunta que importa colocar é se existe uma lógica no caminho ou apenas caminhamos para a pura mistura de abordagens sem qualquer lógica. As referencias claramente visíveis na geração acima, como Siza Vieira ou mesmo Souto Moura, existem apenas por proximidade geracional e cronológica da grande cisão (modernismo). O distanciamento das mais recentes gerações destas referencias se por um lado limita a base do pensamento "tradicional" por outro abrem novas portas. A coerência geral, essa... tirando algumas intervenções mais alargadas está irremediavelmente perdida, para o bem e para o mal...
  2. Boa Tarde, Eis como vejo a coisa, admito que possa não ser a melhor das visões mas aqui vai: A Arquitectura de cada região é o resultado de milhares de anos de adaptação. Não existe uma arquitectura Portuguesa na sua génese, mas várias arquitecturas regionais que dão resposta às várias necessidades (de abrigo ao clima e aos vários agentes agressores, humanos e naturais). Como cada região tem diferentes variáveis a que é necessário dar resposta, temos diferentes resultados na forma materalizada de construções. Acrescente-se a isto o facto de cada região ter diferentes materiais passíveis de serem utilizados na construção, o que por si só já seria elemento suficientemente identificativo de cada area. Podemos incluir neste processo técnicas introduzidas em cada região por cada cultura que a invadiu ao longo dos tempos. Temos assim até à relativamente pouco tempo, diferentes regiões com diferentes Arquitecturas tradicionais cuja origem se pode situar sobretudo em coisas bem práticas. É com a revolução nos transportes que começam a poder chegar a cada região- (de forma genérica, podemos excluir monumentos e edifícios estatais que fogem sempre à regra pois são resultado normalmente de importações e manifestação do poder)- materiais de construção exteriores à mesma. Esta capacidade de transporte e a diminuição gradual dos custos da mesma permitiu então a partir de uma certa altura da história a adulteração de tecnicas e estéticas tradicionais com os resultados finais que hoje podemos ver. No fim deste processo temos uma implícita perda de identidade regional tal como a conhecemos desde "sempre" e a dita liberdade de abordagens que caracteriza o leque de hipóteses que um Arquitecto moderno ou simplesmente "alguém" tem quando decide fazer um projecto de um edifício ou simplesmente começar a construir. Admito o simplismo um pouco redutor desta abordagem uma vez que existem de facto outras influencias, mas na sua essência acredito que seja esta a forma como se desenrolou o processo gradual de descaracterização da dita arquitectura tradicional.
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