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  1. bem, ja que isto dos blogs esta na moda e ate é pode ser uma coisa util, tambem comecei um!!! ainda está no inicio mas ja tem alguns conteudos que podem interessar. estou igualmente aberta a sugestoes pra melhorar! va la, participem!!! http://arq-art-amestre.blogspot.com/
  2. Hoje, vou contar-vos a história de duas casas invisíveis… Há cerca de dez anos, uma família comprou no centro da vila alentejana de Porto Covo, dois pequenos lotes com o objectivo de ai construir duas casas de férias. Realizado o negócio de aquisição dos referidos terrenos, foram realizados os respectivos projectos, tendo em conta todos os requisitos legais para o local. Devido á classificação do largo de Porto Covo pelo IPAR e á localização dos lotes nas traseiras do largo, os projectos tiveram, entre outras exigências, que obedecer ao protótipo da fachada criado pelos arquitectos do Marquês de Pombal aquando da reconstrução da vila após o terramoto. Cerca de um ano depois de iniciado o processo, o projecto obteve a aprovação da câmara municipal de Sines, sendo em seguida encaminhado para o IPAR para obter também a aprovação deste instituto. Passados dois anos chegou finalmente dada a aprovação pelo IPAR e, aparentemente poder-se-ia iniciar a construção dos imóveis, mas quando os proprietários se dirigem novamente à câmara municipal de Sines para obter a licença de construção, é-lhes dada a noticia que havia sido retirado o alvará aos terrenos devido a irregularidades jurídicas entre o anterior proprietário dos terrenos e a câmara municipal. E assim ficou a história das duas casas de férias que, depois de três anos de luta por aprovação, deram lugar ao abandono e ao crescimento de um canavial no centro histórico da vila. Dez anos depois e alguns mandatos políticos passados, chega a noticia que o problema dos terrenos foi regularizado. Como é óbvio, passados estes dez anos, os anteriores projectos estão extremamente desactualizados pelo que, os proprietários preparam-se novamente para reiniciar todo o processo de projecto, aprovação etc. Esta historia, serve-me para levantar uma série de questões… Primeiro, como é que são necessários três anos para que o primeiro projecto seja aprovado? Segundo, como é que se obriga á existência de um vazio construtivo e á consequente degradação de um espaço situado num centro histórico, principalmente quando são feitas dezenas de exigências para que nesse mesmo local sejam construídas duas moradias? Estas são certamente duas questões pertinentes mas, dez anos depois do inicio do processo, permitam-me levantar outra interrogação... até que ponto, faz sentido a exigência do IPAR relativamente á questão da construção da fachada das moradias segundo o protótipo já referido das fachadas Pombalinas? Deixem-me dar-vos mais alguns dados para a resposta a este problema… Nos lotes em questão, nunca existiu qualquer construção e na continuação da rua, nenhum edifício segue o referido modelo, uma vez que já não se encontram abrangidos na classificação do IPAR. Quando, séculos atrás, o Marquês ordenou a reconstrução da vila de Porto Covo, não tinha ao seu dispor as técnicas e os materiais que hoje existem, mas é inegável que para o seu tempo foi um homem de visão e que, felizmente, não tinha que obedecer a caprichos historicistas que a nada mais levam se não á criação dum país de faz de conta onde nada é aquilo que parece. Aqueles que conhecem Porto Covo sabem certamente ao que me refiro. Se uma visão leiga se fascina facilmente pela forte imagem do centro da vila, um olhar mais atento não pode deixar de se desencantar com a falsidade do lugar. Portas e janelas vermelhas emolduradas de azul, escondem cafés e lojas disfarçados de casas de habitação tradicional. É esta a realidade daquele lugar, e na minha opinião, é uma realidade para onde é urgente olhar e de onde é obrigatório retirar lições. Será isto “cidade” ou uma DisneyLand portuguesa? Se a classificação do património arquitectónico com vista á sua conservação e protecção é, um passo importante e, em muitos casos vital, também importa referir os entraves que tal classificação acarreta. Este é apenas mais um episódio de algo muito maior…
  3. ola pessoal! primeiro que tudo queria agradecer a quem tem respondido a esta mensagem. algumas das respostas, foram uma grande ajuda na minha pesquisa. agora, vou contar-vos mais uma coisa sobre este tema... estou a estudar a casa Aristides Ribeiro, situada no Porto e da autoria do Arq. Viana de Lima. como tem sido muito dificil encontrar elementos sobre a referida casa, resolvi dar uma escapadinha ate ao Porto e tentar visitar a casa em questão. quando la cheguei, ninguem me abriu a porta ( o que, devo confessar, eu ja esperava que acontecesse!) mas depois de algum tempo nos arredores apareceu uma visinha, com a qual estive algum tempo á conversa... ora vejam só, meus amigos, que a casa Aristides Ribeiro é propriedade estatal, está arrendada há já algum tempo e nem o inquilino nem o proprietario se preocupam em fazer obras. parece que a vizinha ate tentou pedir autorização para picar, rebocar e pintar de novo a parede que fica junto ao seu jardim, mas essa autorização não lhe foi dada... como já devem adivinhar, aquilo que vi, não me deixou muito feliz. a tinta esta a cair, o jardim mais parece uma selva. e assim se trata o patrimonio neste pais....
  4. fico muito triste por descobrir que alguns dos nossos melhores arquitectos são simplesmente desconhecidos da maioria do publico. é este o caso do arquitecto Viana de Lima, falecido no ano 1991. Apesar de ter trabalhado directamente como colaborador do Le Corbusier, ter sido um dos principais divulgadores da arquitectura moderna no nosso pais desenvolvendo grandes projectos de arquitectura, a sua obra está muito pouco estudada. Quando tentei descobrir mais sobre este nome, a unica coisa que descobri foi um livro publicado pela fundação calouste gulbenkian. um unico livro sobre um grande nome... é pena!
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