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Sputnik

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  1. Caro António A questão é pertinente: a moradia é anterior a 2004, mas a licença de utilização é recente. Pergunto-me como irá conseguir a assinatura do técnico responsável pela direcçao de obra... Não obstante, as pessoas transaccionam os seus bens da forma que melhor entendem. Se o comprador (ou o banco que irá financiar o comprador) não exigir a ficha, faz-se o negócio, da mesma forma que é possível vender-se um pedaço de terreno em Marte. A quantidade de burocracia exigida é inversamente proporcional ao interesse dos financiadores (bancos). Bem haja
  2. Boa tarde, Vanessa Aconselho-te a leres a legislação, porque o teu tópico de estudo não parece estar enquadrado nas actuais tipologias de empreendimentos turísticos, que podem ser: a) Estabelecimentos hoteleiros; b) Aldeamentos turísticos; c) Apartamentos turísticos; d) Conjuntos turísticos; e) Empreendimentos de turismo de habitação; f) Empreendimentos de turismo no espaço rural; g) Parques de campismo e de caravanismo. Dito isto, sem especificares que estudo é que queres fazer, é difícil alguém ajudar-te.
  3. Este tópico é sobre a pequena e média corrupção que mina a nossa profissão, e sobre possíveis formas de luta. Em novembro de 2009 saíu a público esta notícia, a propósito de uma sindicância aos arquivos da Câmara Municipal de Lisboa: http://publico.pt/local/noticia/ordem-quer-que-cml-esclareca-ranking-de-arquitectos-que-assinaram-mais-projectos-1409275 A Ordem exigiu esclarecimentos, mas passados 4 anos não há notícia de que alma viva tivesse sido responsabilizada ou acusada de tráfico de influência. Consta que a CML não tem forma de analisar os milhares de processos em causa... Penso que deveria haver uma publicação anual de todos os processos que dão entrada nas Câmaras Municipais. Não sei se isto seria legal, talvez alguém possa informar melhor. Com a quantidade de jovens arquitectos desempregados, penso que não nos podemos dar ao luxo de ver 80% das encomendas a cairem sempre nas mãos dos mesmos! Bem haja
  4. Caro JPS As despesas de tirar o curso podem parecer assustadoras (e são... e serão mais do que as que apontou), mas pagam-se em poucos anos de trabalho efectivo. Como qualquer investimento, convém estar-se em posição de vantagem para o fazer. O amigo tem alguém de influencia que o possa indicar o caminho depois? Puxar uns cordelinhos? Tem algum arquitecto na família que o possa ajudar com as dúvidas do exercício da profissão? Algum primo com uma empresa de construção? Nesta profissão é altamente conveniente que tenha alguma vantagem à partida. Cumprimentos
  5. De facto, é uma grande confusão. É altamente improvável que qualquer empresário esteja consciente de toda a legislação em vigor, ao ponto de poder assinar essa declaração honestamente (mas o mesmo se passa com os termos de responsabilidade...). Primeiro porque a legislação é, por vezes, contraditória. Segundo, porque as Delegações de Saúde são pródigas em encontrar incumprimentos onde menos se espera. Terceiro, porque é altamente improvável que alterando a actividade que se irá exercer num determinado espaço, ele não necessite de modificações (que podem ser consideradas "obras" ou não, mas sempre sujeitas ao parecer das entidades externas às câmaras). Ao ter de modificar um determinado espaço através de "obras", essa operação remete sempre para um processo de licenciamento, e lá se vai o "zero". Pessoalmente, sou a favor de uma cultura de responsabilização dos técnicos, em vez do "estado-papá" e do "ultra-zelismo" em que vivemos. Na minha opinião, este excesso burocrático além de matar os negócios à partida, potencia situações de possível corrupção. Penso, inclusivamente, que foi o excesso burocrático que originou a tradição da ilegalidade e o desprezo que os empresários portugueses mostram pelas entidades fiscalizadoras. O Licenciamento Zero tal como está escrito, não vai conseguir inverter este estado de coisas.
  6. Pelo que pude perceber, o "Licenciamento Zero" vem permitir ao empresário abrir um estabelecimento assim que tiver a licença de construção na mão, e pagar as taxas, sem ter de aguardar outra eternidade pela licença de utilização. Fica meio problema meio resolvido. O que tenho verificado na minha experiência pessoal (e de alguns colegas) é que, se por um lado, essa parte do processo foi simplificada, quer as entidades externas quer as Câmaras passam a ser muito mais exigentes em fase de projecto, e deixaram pura e simplesmente de recorrer à figura da "aprovação com condicionantes", por exemplo. Para um empresário que tenha arrendado um espaço com o intuito de o modificar - e é sempre preciso modificá-lo - continua a ter de pagar as rendas enquanto aguarda pelo vai e vem dos projectos (raros os que passam à primeira) das entidades externas. Não obstante, o LZ não deixa de ser um esforço de simplificação do monumento burocrático português e que, só por isso, merece todo o apoio.
  7. É facil. A casa nunca lhe podia ter sido vendida se estava em estado ilegal. Todas as multas que está a levar são "tentatidas de mama". Aconselho a utilizá-las para acender a lareira de sua casa.
  8. As entidades externas tem 20 dias para se pronunciar, isso tá bem patente no actual RJUE, basta saber ler. Findo esse prazo, o parecer da entidade externa consultada deixa de ter um caracter vinculativo para a aprovação do projecto. O problema é que os técnicos do departamento de urbanísmo das Câmaras Municipais raramente tem coragem para passar por cima das entidades externas e dar um parecer positivo. Então o que acontece é: temos uma lei que ninguém acatou. As entidades continuam a ter todo o tempo de mundo para se pronunciarem - o que potencia situações de possível corrupção. E o governo continua a tentar mudar o mundo por decreto. PS: o Simplex nunca chegou a propor a revogação do Decreto-Lei de 1984, que obriga a retretes turcas nas i.s. de funcionários!
  9. O meu amigo está a formular mal a pergunta. A pergunta é: onde é que quer estar nos preços que já existem?
  10. Interessante. Euritmia é um conceito de base do tipo compositivo: como quem diz: ritmo, simetria, equilíbrio, etc. (Mas com uma especificidade). Logo é daqueles conceitos transversais à arquitectura, à música, à coreografia. Se o ser humano possuísse mais do que 5 sentidos, o conceito aplicar-se-ia a mais artes, certamente. Então? Já alguém fez uma história da arquitectura euritmica? Uma geneologia? Case study? Boa pergunta. Não sei, mas parabens pelo tema. PS:Por curiosidade, tb há um ateliê de arquitectura chamado euritmia: http://www.portugalio.com/euritmia-arquitectura-e-design/
  11. Cristóvão, provavelmente deverias arranjar um sócio com veia comercial, já que não pareces muito dedicado a essa área. Claro que as sociedades só se mantém enquanto ambos acreditam que irão ganham mais, mesmo que dividido por dois, do que ganhariam isoladamente... Como os esquemas corruptos das câmaras já arremessam com 80% (nº não oficial) das pequenas moradias que surgem aqui e ali no mercado, estamos todos a concorrer pelos restante 20%. Em vez de estarmos à cabeçada uns com os outros, era mais util tentar combater essa pequena e média corrupção, como diz o Sérgio Barbosa (os concursos públicos são outro assunto). O que não ajuda mesmo nada a melhorar a imagem do arquitecto perante a população (que cede a essa corrupção) é a incapacidade de nos unirmos como uma classe, e preferirmos os comentários egocêntricos e o jogo do esconde esconde habitual.
  12. Ke é k interessa opinarmos sobre a nossa própria esquisofrenia? Algum historiador fará esse trabalho por nós, daki a uns... 10 minutos. Ego-cultura. É algo que nos impede de perceber culturas distintas das nossas - Levi Strauss
  13. Vê-se logo que tens minhocas instaladas na cabeça. Então nã vês que a teoria é pensares naquilo que fazes?
  14. CORBUSIER eis que a achydaily finalmente chegou ao nosso nível de cusquice: http://www.archdaily.com/278569/14-facts-le-corbusier/
  15. esse título é uma redundância. Se além de ser mínimo não fosse barato, távamos mal! Kés ajuda pós teus trabalhitos na net? PAGA!
  16. Já agora: Uma moradia unifamiliar dos PLANO B: http://www.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Biosfera&id=1028 Sobre o Superadobe, o melhor artigo que encontrei foi este: http://ca.zinio.com/sitemap/Lifestyle-magazines/Revista-Athanor/N.-88-Julio-Agosto-2011/cat1960020/is-416178072/pg-74 Bom trabalho
  17. O superadobe está certificado para uma região sismica como a California. Em Portugal, o edifício provavelmente teria de ser revestido com placas de poliestireno para cumprir o RCCTE. Penso que só é possível para pequenas estruturas ou abrigos com menos de 50 m2. Como diria o Guterres, é questão de investigar.
  18. porquê conjugar as estruturas? parece-me que estavam melhor separadas... Esses blocos não parecem muito económicos. Que tal Super Adobe?
  19. O sítio, o programa, a técnica, a tipologia, enfim, tudo aquilo que um estudante de arquitectura deveria reflectir sobre e não sabe por onde começar, encontra aqui um porto seguro para iniciar viagem, ou para reabastecer as ideias. Ao que parece, Manuel Tainha não aceita muito bem o conceito de "tipologia", tal como definida por Aldo Rossi... Prefere chamar-lhe "Programa no amplo sentido do termo... onde se perfila a presença daqueles valores saídos da raiz da arquitectura de todos os tempos e que nos dão indicações seguras de como a coisa deve ser feita." (pg. 95, 96). Mas recusa-se a chamar a essa independencia do espaço em relação à função de "tipologia"... Se calhar tem razão.
  20. aproveito para partilhar convosco um excerto que me pareceu marcante, a propósito da importancia do desenho: "Em qualquer arquitecto, julgo eu, o acto de "ver" tem lugar antes do acto de desenhar. Vou mais longe: o acto de desenhar é apenas um breve instante num "ver" permanente. Tal como o compositor ouve a sua musica antes de a escrever, também o arquitecto vê a sua casa antes de a desenhar." Note-se que Manuel Taínha tocou violoncelo, o que lhe dá autoridade suficiente para fazer cruzamentos entre musica e arquitectura. Ei de abrir um tópico um dia sobre isso...
  21. "Textos de arquitectura", mas que são autênticas lições de vida. Aconselho vivamente. Aqui fica um excerto a propósito das intermináveis discussões sobre o "locis", o lugar, ou sítio: "a posse do Programa exerce já forte influência na leitura do lugar... Nunca mais o olhar sobre o lugar será o mesmo." (pg. 96). Enjoy
  22. http://www.revistadiagonal.com/articles/analisi-critica/larazondelclientecurutchet-lecorbusier/
  23. Joker O meu argumento era que o autocad cria vícios de desenho... Vícios de percepção. A obsessão do ofset. Se calhar o que queria dizer é que passar 8 horas por dia diante dum comput no autocad não dá direito a uma melhor percepção do que estamos a fazer. E fêz-nos esquecer do que é sermos arquitectos. Digo eu. .
  24. a pobreza só interessa ao intelectual.
  25. Caro JPReino Talvez fosse útil circunscreveres um pouco a tua pesquisa. Procuras cidades pré-coloniais, coloniais, cidades-porto, cidades industriais, cidades dormitório, cidades utópicas? Interessa-te mais o momento da fundação, a expansões recentes, a cidade do pós-guerra? Por regiões? Por materiais (cidades de terra)? Por culturas (população sedentária, ewstruturas nómadas?) Bem haja
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