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Arquitectura.pt


Krinkelhas

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  1. Parece que quando começamos a chegar a algum lado chegamos também ao ridículo, ao absurdo e à indecência, Não houve ninguém até agora neste site que me pudesse dizer o que quer que seja sobre a possibilidade de existência de construções anexas a uma habitação, por exemplo, que funcionassem como reservatório térmico, com fonte solar de energia, de forma a climatizar o edifício principal. Apenas o ARK, por volta do vigésimo comentário, conseguiu dizer algo sobre um material de construção feito à base de papel reciclado, com características de isolante térmico ou com a possíbilidade de ser usado em paredes e até mesmo placas, em forma contínua ou blocos, o que quer que seja, e mesmo assim tudo o que disse foi: Tudo isto me surpreende, principalmente depois de ver pelo fórum fora tão boas discussões e participações, pessoas tão prestáveis a partilhar a sua opinião de modo a ajudar, aconselhar ou divergir das opiniões dos outros de forma pedagógica e construtiva. Talvez em nenhum dos caso tenha sido isto que aconteceu. Talvez estivessem todos apenas a mostrar que sabiam e não a mostrar O que sabiam. Talvez neste caso, como o ARK entrou tão cedo na discussão, todos os outros se afastaram, ou por saberem que não valeria a pena, ou por se amedrontarem de também a opinião deles ser denegrida e inferiorizada. Em qualquer dos casos, não era isto que esperava de um site cujo domínio é www.arquitectura.pt, onde esperava encontrar pessoas, não arquitectos mas também, que pudessem de alguma forma conviver virtualmente sem se atacarem mutuamente e manterem-se elevados o suficiente para não chegarem ao ponto a que as coisas chegaram. Enfim, também não é por isto que vou embora. Ainda tenho esperança que isto tenha sido uma situação excepcional. p.s. o que acham da arquitectura destas construções feitas por térmitas? Será possível reproduzir os seus efeitos em prédios?
  2. É verdade. Fui eu quem fez os outros dois posts, visto neste forum ainda não ter conseguido encontrar ninguém disposto a entrar nesta discussão de forma aberta e que trouxesse realmente alguma crítica positiva. Apenas o ARK participou, sempre céptico, irónico e "odiador", termo usado numa das mensagens privadas que recebi para que não desse importância ao que esse senhor dizia por ser o "odiador cá do site", de quem conhece as suas participações ao longo dos anos.
  3. Bem, não sou eu o arquitecto, nem sou engenheiro, mas consigo perceber que este material é isolante térmico, pelas razões que já expliquei de ser composto por celulose. Quando falo "este material" quero dizer um material composto, que pode ter diferentes composições, com as quantidades de celulose e de areia adequadas ao fim que se pretende. Como dá para perceber pelas imagens das construções que foram feitas noutros países, o aumento de resistência dado pela junção da areia e do cimento, faz com que este betão possa com certeza ser usado em paredes, desde que se salvaguarde uma estrutura rígida, e talvez um revestimento que o impermeabilize. (Imagino que o betão é mais impermeável que o papel-betão, que mesmo assim raramente prescinde de um revestimento) Ou seja, uma parede que é mais isolante térmico que o betão, pela redução de conductividade que a celulose proporciona. Isto são raciocínios simples que apesar de terem que ser devidamente testados, já têm exemplos análogos em outros betões leves que comprovadamente funcionam. Como defende tanto o betão, nada há demais neste betão leve que é só mais uma composição como tantas outras existem. Se isto lhe parece absurdo como caminho de experimentação a seguir para, pelo menos, se poder contar com este material para construções pontuais e alternativas mas que ao mesmo tempo funcionam, poupando-se em recursos caso o papel seja gratuito ou muito mais barato que outros materiais, só tem que apresentar as suas razões e argumentos técnicos. P.S.: Não sei bem o que será uma fachada cortina, mas talvez me possa ajudar a perceber essa parte, como espero ter ajudado a perceber esta.
  4. Agora, por favor senhor ARK, tente dar-me uma resposta mais profissional que imagino consiga dar também aos seus clientes. Se eu quiser que o senhor me faça um projecto de uma casa em que se use o papel-betão nas paredes em vez de tijolo normal, de um modo em que a casa fosse feita de forma continua, sem blocos nem junções e tentando eliminar as pontes térmicas, o senhor realiza-lo-ia? Que inconvenientes poderia isto trazer e que técnicas me recomendaria para o realizar de forma segura e eficiente? desde já obrigado. cumprimentos
  5. Ó ARK, não sei como este site tem aguentado as tuas 2757 participações se continuas com esse discurso irónico, depreciativo e nada construtivo. Eu venho aqui pela primeira vez partilhar algo que considero interessante por alguns aspectos e de nenhum deles sequer manifestaste opinião. Apenas falaste daquilo onde viste poder de arremesso. E pelos vistos nem leste o post nem viste o vídeo que referi logo desde o início. Enfim, pelo menos já sei com o que contar. Concordo consigo Argos ao considerar o tecido construtivo como algo vivo e evolutivo. Isto sim vai de encontro ao assunto que aqui se pretendia discutir, uma vez que ao serem necessárias constantes demolições e remodelações nos edifícios já existentes é preciso ter em vista a origem e o destinos dos materiais, assim como as suas energias de fabricação. O papel reutilizado nesta construção pode sem dúvida voltar a ser reutilizado no final do seu ciclo de vida. É claro que toda a gente já sabe isto, mas também toda a gente sabe que não há soluções miraculosas e isso sim já foi repetido aqui.
  6. Pela maneira como fala parece que faz muito, mas até agora só falou do que quis e ainda nada relacionado com o tópico. Até parece que nem o leu, porque o que mostrei aqui foi exactamente uma obra feita e pronta para ser posta à prova. E qualquer obra teve o seu início numa ideia, é difícil acreditar nela e realiza-la mesmo com vozes como a sua a tentar travar o que não conhece. Apenas demonstra medo de que afinal isto possa vir a servir para alguma coisa, Penso ser este o caminho das coisas para ultrapassar as provas, experimentá-las, e não baixar os braços ou ficar de longe a mandar pedras a quem tenta fazer alguma coisa diferente.
  7. Estou a ver que está apenas a insurgir-se contra o tal tijolo feito com papel. Diga-me então de uma casa que tenha sido feita com tijolos, sejam eles quais forem, sem que se tenha usado uma estrutura independente. Além disso, pelo que sei, a Árvore de Papel tem uma estrutura em ferro. É portanto feita com papel armado, ou betão-papel armado, se quiser. Isto dá-lhe a segurança contra os sismos, ainda mais porque a introdução de papel faz o material ser mais flexivel que o betão convencional. Repito, e gostaria que, caso esteja enganado, me corrigisse quando digo que a diferença para o betão convencional é a introdução do papel para dar volume e melhorar o coeficiente de transmissão térmica.
  8. Não sei se devia dar-me a este trabalho para responder a alguém que usa o tom que o senhor ARK usou. O assunto deste tópico não era nenhum tijolo miraculoso mas acerca de uma construção que tem uma função térmica e que foi feita com um material alternativo (por não ser de uso corrente) e que pelo mundo fora é usado para os mais variados fins, como isolamento térmico ou como sistema construtivo alternativo ao betão convencional. A única diferença está em reutilizar um material fibroso para dar volume e diminuir o coeficiente de transmissão térmica. Isto é comprovado pelas marcas de isolamento de celulose, das quais deixo apenas um exemplo porque toda a gente tem capacidade para as procurar como eu fiz. (http://isofloc.com) Fiz uma pesquisa e realmente não encontro outra construção com estas características e este material em Portugal além da que aqui vim dar conhecimento. Não sei o que o senhor ARK quer dizer com "um sucesso", mas posso dizer-lhe que a construção está muito bonita, e é inspiradora para se manter a mente aberta a todas as técnicas, mecanismos, materiais e à valorização da arquitectura através da arte. Isto se não houver ninguém a desvalorizar este trabalho arrojado que é não ter medo de usar materiais que ainda não estão difundidos nem aceites pela generalidade da população para de alguma forma contribuir no melhoramento da construção, arquitectura, arte, ecologia ou economia. Considero que esta construção tenta dar contributos em todas estas áreas. Agora, se me permite, dê-me alguns factos também, e mostre-me construções com mais de 20 anos em que a lã de rocha/vidro, o poliestireno expandido/extrudido, o poliuretano ou polietileno, ou ainda a argila expandida mantiveram as suas características e performances como um sucesso. Talvez assim fique a conhecer melhor o seu conceito de missa. Cumprimentos http://www.onpeutlefaire.com/ilslontfait/ilof-liant-papier.php http://www.eurojournals.com/ejsr_34_4_01.pdf http://www.livinginpaper.com/
  9. Olá ARK. Concordo com as ideias erradas que acabas de enumerar, assim como com as ideias a ter presente que referes. Só não percebo o porquê de as expores neste tópico que não tentou defender nenhuma dessas ideias erradas nem contradiz nenhuma das ideias a ter presente. A construção sustentável não é uma coisa nova mas nunca irão deixar de aparecer inovações e novas formas de encarar os problemas, passando algumas delas por reabilitar e incorporar técnicas antigas nos novos processos e formas de pensar. Tentei dar um contributo para uma discussão que está em voga e pode parecer esgotada pelas sobrevalorização das "ecologices" , mas que tem na minha opinião algo de legítimo para o conteúdo deste fórum. Uma construção anexa ao edifício principal que funcione como reservatório ou mecanismo térmico parece-me uma solução a ter em conta. Além disso, reutilizar materiais com o objectivo de reduzir os custos é algo que sempre foi reconhecidamente aceite. Portanto, encontro intenções nessa resposta que não são muito claras e que até diminuem a qualidade da discussão.
  10. Aqui está um texto acerca de uma boa forma de encarar as questões energéticas dos edifícios, na minha opinião ainda pouco explorada, com aquilo a que se pode chamar de contruções passivas geradoras de dinamicas energéticas, anexas às construções principais que se pretendem climatizar. O efeito de convecção referido pode sem dúvida ser utilizado para climatizar o edifício principal, apesar de ainda não estar plenamente desenvolvido. Tem fotos no site da eco estação que valem a pena ser vistas. http://www.youtube.com/watch?v=GqKHJJuk4IU
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