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Arquitectura.pt


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  1. Concordo, Argos. Sai caro, falta mão de obra especializada, implica muita matéria-prima cuja extracção escasseia cada vez mais (mais do que por esgotamento de recursos, por abandono da actividade!). Isto, obviamente, para fazer uma verdadeira arquitectura tradicional e não uma falácia, imitação ou outro estilo qualquer (falando dos frisos e dos rococós) ou consequente aproveitamento. Mas penso que o que o Bkorg pretende é mesmo uma casa tradicional portuguesa. Por isso, e apesar de concordar com o Helder Lemos quanto a "procurar casas em revistas", talvez fosse melhor o Bkorg procurar ver casas tradicionais portuguesas em revistas da especialidade, em sites ou em livros. Porque também me parece que aquilo que o Bkorg quer - uma casinha de piso térreo com águas-furtadas - não é compatível com o geral das casa tradicionais portuguesas. Existem, sim, alguns exemplos de casas desse tipo na arquitectura urbana dita social do início do século XX mas não são casas "típicas" nem "tradicionais". Talvez nas casas ribatejanas o Bkorg consiga encontrar alguma aproximação ao que pretende.
  2. Bem visto, Argos. Basicamente, o Ministério da Educação borrifa-se para esta e tantas outras questões. Principalmente, quando a escola em questão tem contrato de autonomia (autonomia essa que não é verdadeiramente efectiva mas apenas mais uma maneira de tirar peso e responsabilidade de cima dos ombros do Ministério). Eu própria não fui só movida pelo amor às Artes: o meu filho quer seguir Arquitectura e eu preferia que ele não mudasse de escola porque tem tido um bom percurso ali (tem sido sempre quadro de excelência), muito embora a António Arroio seja mais perto de casa. No entanto, é uma realidade que esta escola perde imensos alunos para a António Arroio porque não tem oferta curricular na área de Artes. Bastaria até um Curso Geral, mas a ponderação de um Curso Técnico, de carácter competitivo, ou até as duas hipóteses em simultâneo, uma vez que a escola tem Cursos de Educação e Formação, é uma ponderação fascinante. Vou colocar o desafio aos professores de Artes existentes na escola porque preciso obrigatoriamente da colaboração deles (sou professora mas não dessa área nem daquela escola). Obrigada pelas dicas. Qualquer coisa é melhor do que o que eu possuia à partida: nada. :margarida_beer:
  3. Como não sou arquitecta, recomendo-te uns livros que têm mais a ver com a perspectivação do espaço e a evolução da forma de conceptualização do aproveitamento e da representatividade espaciais. "The Perception of the Visual World", de J. J. Gibson "Monuments and Landscape in Atlantic Europe", editado por Chris Scarre Mas, acima de tudo, abre bem os olhos e começa a observar o que te rodeia. Passeia... muito... e de olhos bem abertos...
  4. Quero criar um currículo de artes na escola secundária que os meus filhos frequentam. Considerando a proximidade da António Arroio, o nosso currículo teria que ter uma construção diferente. Uma vez que ocorreu a adesão ao Tratado de Bolonha no ensino superior, mas não ocorreu uma adequação paralela do ensino secundário a este novo modelo, pensei construir este currículo de artes por forma a colmatar as (imensas) lacunas que podem decorrer desta situação. Assim, a nossa oferta curricular seria única e com uma elevada ponderância. Peço-vos - a todos, arquitectos e proto-arquitectos, de facto, de alma, de sonho, professores, mestres e alunos, profissionais, universitários ou do secundário - que me ajudem com ideias, sugestões, exemplos, o que quiserem e acharem por bem. Desde já, muitíssimo obrigada.
  5. Peço desculpa pela intromissão, mas penso que existe uma corrente em Arquitectura que defende a simbiose entre a Arquitectura dita tradicional e a Arquitectura dita ecológica e funcional. De qualquer forma, há que reconhecer o charme intemporal de umas águas-furtadas, não inviabilizando a construção de um terraço, à semelhança do que se fazia nos edifícios citadinos das décadas de 20 e 30. Não sei se no Portugal urbano se pratica essa Arquitectura simbiótica. Mas não só é uma Arquitectura possível como, a meu ver, deveria ser recomendável. A contextualização é sempre deveras importante. Não se deve construir "moderno" só porque é "bem", nem construir "tradicional" porque é "chique". Há que olhar para a envolvência e articular. Eu não sou arquitecta mas penso que não estou a dizer um incomensurável disparate. :margarida_beer:
  6. Como já te disseram aqui, Arquitectura não é um emprego. Chama-lhe sonho, chama-lhe paixão, chama-lhe arte, chama-lhe vontade de concretizar aquilo que a tua mente concebe quando olhas para o espaço... Primeiro, convinha saber em que fase dos teus estudos estás. Se ainda vais entrar para o secundário, se já lá estás, se o estás a acabar... Depois, convinha também saber o que é a Arquitectura para ti, o que esperas que ela tenha para te dar, o que pensas realizar através dela... Isto, diz-te alguém que não tem qualquer formação em Arquitectura. Mas, se alguma vez me decidir a tirar mais uma licenciatura, será Arquitectura. Outra coisa que deves considerar é que o ensino superior sofreu a actualização (a meu ver, má) decorrente da adesão ao Tratado de Bolonha, mas o ensino secundário nada fez para acompanhar essa actualização e continua a preparar os alunos da mesma forma que fazia antes. Ou seja, a preparação para um curso de 5 anos não requere um ensino tão intensivo quanto a preparação para um curso de 3 anos, logo, os currículos do secundário deveriam ter sido revistos, reformulados e intensificados. Como tal não aconteceu, e enquanto não acontecer, resta aos alunos ler muito e desenvolverem a sua própria capacidade de percepção e conceptualização do espaço... e escutarem conselhos, sendo certo que "todos os conselhos ouvirei, só o meu seguirei". Experimenta. Tens que ser tu o teu principal crítico e o teu verdadeiro mestre.
  7. A tua insegurança parece-me semelhante à insegurança de todos os que entram para o ensino superior. Nem mais nem menos do que o que eu própria senti há muitos anos atrás. Não sou de Arquitectura, sou de Antropologia (embora haja um ponto de ligação: a Antropologia do Espaço). Mas interesso-me muito pela Arquitectura e tenho um filho que sonha ser arquitecto. Eu própria sinto-me inclinada a, um dia, acrescentar a licenciatura em Arquitectura ao meu curriculum. Tenho ideias muito pouco convencionais (ou tão convencionais que já se perderam na memória colectiva). Essencialmente, gosto de olhar para um espaço e deixar que esse espaço comunique comigo, imaginar o que poderia surgir ali, como o aproveitar, como o potencializar, como extrapolar o meu sonho para a realidade do próprio espaço. Mas é claro que nem sempre podemos fazer isso e, penso, tal como qualquer outro profissional, também o arquitecto mais cedo ou mais tarde se apercebe que a maior parte dos seus projectos são sonhos de outros e não seus. Penso que é preciso conhecer-se muito bem os materiais disponíveis, começando pelos que existem em bruto na Natureza. Depois, ajuda leres uma História Mundial da Arquitectura. Desenvolveres o conhecimento sobre as resistências e as fundações só pode ser proveitoso. Mas, enquanto fazes isso e preparas a tua mente e o teu corpo para iniciares o ensino superior, bem podes pegar em papel e lápis e começares a olhar para os espaços à tua volta, por onde passas, e começares a redesenhá-los, a reconceptualizá-los. Se encontrares espaços vazios, entretem-te a conceber o seu preenchimento: sonha primeiro, visualiza mentalmente e depois tenta desenhar, não o que vês na realidade nua e crua, mas o que sonhas. Se não servir para mais nada, pelo menos serve para praticares o desenho...
  8. Peço-vos encarecidamente que me guiem nesta tarefa brutal que me aguarda na escola dos meus filhos. Faço parte da Associação de Pais da escola e quero implementar a opção curricular de Arte & Design para o Secundário porque tenho a convicção de que todas as escolas deveriam providenciar essa oferta curricular aos seus alunos. A escola em questão tem capacidade, vai começar este ano lectivo as obras do Parque Escolar, tem professores com habilitações e muita vontade para levar a bom porto este empreendimento. Mas resta ainda convencer a Directora e o Conselho Geral (do qual faço parte) de que existem alunos suficientes na nossa escola para constituir bem mais do que uma turma de 10º ano de Arte & Design. Pensei em elaborar um inquérito que circularia em todas as turmas de 9º e 10º anos, logo no início do ano lectivo. Precisarei de coordenar esforços com a psicóloga da escola (se ainda estiver lá no início do ano lectivo). Mas o que deve ser imprescindivelmente perguntado nesse inquérito? Como é que, com inquérito ou com outro mecanismo qualquer, consigo convencer o omnipotente departamento de Educação Física (o Presidente do Conselho Geral é o Grande Chefe de Educação Física) da escola e a Directora a deixarem proceder à implementação da opção curricular de Arte & Design? A escola em questão cobre as freguesias da Graça, Anjos, Pena, Penha de França, São João, São Jorge de Arroios e Alto do Pina, pelo menos. Peço-vos as vossas opiniões e a colaboração que me puderem dar neste percurso complicado que estou prestes a encetar. Desde já, obrigada.
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