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Arquitectura.pt


alvar aalto

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  1. A tendencia contemporanea pertende criar uma cartilha para tudo que se faça.Como refere o arquitecto Siza, a especializaçao esta ai em forma e parece cada vez mais a pratica futura.Conceito tal como arquitectura nao se ensina é uma aprendizagem autonoma, com base na experiencia e conhecimento.Elementos que exercem forte influencia na criaçao de um conceito a meu ver, sao o sitio , nao só formal ou seja os edificios mas o ambiente , as pessoas, porque é para estas que a arquitectura existe.Mas numa pratica experimentalista , porque a arquitectura faz-se de progressao.Outro processo é conecer outros conceitos de outros projectos que possam servir de base ao nosso projecto.Esta pratica é muito comum na arquitectura porque passamos a vida a copiar outros arquitectos.
  2. fico desapontado por constactar tantas pessoas maduras neste forum.Pessoas ja com ideias claras de tudo o que respeita à arquitectura.É claramente descutivel a destribuiçao programatica deste projecto, no entanto como objecto de arquitectura tem especial interesse.Relativamente às escadas o arquitecto num dos programas Arquitectarte, explicou que era a alma da casa.Se estas propiciam a dificuldade de mobilidade interior , o guggenheim de Wright tambem acarreta essa tal dificuldade que nao deixando de ser um edificio referencia do seculo xx.Mesmo as teorias geradas da segunda metade do seculo xx revelaram desencantos face à cidade , mas tambem à arquitectura(arquitectura desconstrutivista).Mas o que se salva de tanta descussao é facto de os promotores terem dado a liberdade ao arquitecto de realizar esta obra , talvez livianamente, existindo tantos arquitectos ou pseudo, escandalizados com esta casa.
  3. vejam este video interessante sobre como criar luz nos momentos dificeis [ame=" "]YouTube - COMO HACER LUZ[/ame]
  4. aqui tem um sitio da internet com boa informaçao referente a esta obra : www.cidadedacultura.org Abraços e boa Páscoa
  5. Entrevista ao Arqtº Álvaro Siza Vieira “USO A LUZ PARA DAR CONFORTO E BELEZA AOS ESPAÇOS, E TAMBÉM PARA DAR O CARÁCTER DO EXTERIOR, DAS FRENTES DO EDIFICIO.” “Estou a fazer pela primeira vez um edifício todo em vidro.” “Normalmente, ainda uso janelas, isto é, buracos à superfície por onde entra a luz, buracos maiores ou menores, grandes envidraçados.” Quem o diz é o Arqtº Álvaro Siza Vieira, na entrevista que amavelmente concedeu a Notícias Saint-Gobain e que a seguir transcrevemos na íntegra: Álvaro Siza Vieira, mundialmente consagrado e reconhecido, como um nome maior da arquitectura portuguesa, é detentor de um vasto e singular acervo de edificações em Portugal e no Mundo, que a todos nos orgulha. Com a simplicidade própria dos homens ilustres, Álvaro Siza Vieira, recebeu-nos no seu atelier, na cidade do Porto, numa zona soberba, junto ao Douro. Lá dentro, a dinâmica própria de uma equipa multidisciplinar, empenhada e norteada pelo peso da responsabilidade e sentimento de privilégio que significa, o trabalhar sob a liderança de tão ilustre nome. Mas se sabemos bem quem é Álvaro Siza Vieira, talvez nem todos saibamos como ele descobriu, modelou, a sua vocação de arquitecto. Para isso, nada melhor do que o discurso directo do seu testemunho: “No meu caso, não era minha ideia ser arquitecto, não estava absolutamente nada interessado. O que eu gostaria era de ser escultor, nessa altura o ser escultor era considerado uma opção má, porque era ligado a boémia, fome, etc, e portanto a minha família exerceu uma pressão para eu não escolher a escultura. Em função disso, entrei para uma escola onde havia arquitectura, pintura, escultura, pois a minha ideia era, sem conflitos (na verdade não tinha uma família que levasse a conflitos, bem pelo contrário, o ambiente era muito bom) a minha ideia era, dizia eu, depois mudar tranquilamente para a escultura, dado que nos primeiros três anos era praticamente dada em conjunto. Depois a frequência da escola tornou-se marcante, pois atravessava um momento muito bom de renovação de docentes, bem como se modernizava em relação ao que era o ambiente anterior, mais difícil, no sentido conservador. O ambiente que se criou então, em volta desta nova equipa da escola e da própria abertura do país, levou a que eu me interessasse pela arquitectura e esquecesse aqueles desejos de ser escultor… e foi assim que me tornei arquitecto. NOTÍCIAS SAINT-GOBAIN GLASS: Dizem que arquitectura é espaço e luz. Por outro lado, tenho para mim que um arquitecto é uma espécie de escultor do vazio… preenche-o, dá-lhe forma, materializando-o! No seu caso, sinto-me atraído a interpretá-lo como o “Escultor da Luz”. Concorda? ARQTº ÁLVARO SIZA VIEIRA: Bem… com algum exagero! É certo que alguém muito famoso, um disse que “ sem luz não há arquitectura”. Estou totalmente de acordo. Em primeiro lugar, porque sem luz não se vê, não existe arquitectura. Em segundo lugar, porque quem trabalha os espaços trabalha-os em sucessão, isto é, provocando emoções, conforto, resposta às necessidades do trabalho, do lazer… e para isso é determinante o domínio da “luz”. Um exemplo maior e que me toca profundamente, é o da Alhambra de Granada e a arquitectura Árabe, no geral. Se olharmos para Granada, é característico nas suas edificações existir um pórtico onde a luz já é controlada, depois vemos uma zona mais interior, até que se chega a uma outra zona, mas essa já de penumbra. Isto multiplica-se também na articulação dos vários pólos de Granada, e é isso que eu admiro e procuro seguir. Dito por outras palavras, uso a luz para dar conforto e beleza aos espaços, e também para o carácter do exterior, das frentes dos edifícios, porque quando combinado com o interior, isso determina a composição da fachada, das frentes. Not. SGG: Quando Projecta, utiliza a luz para melhor induzir e sublinhar as emoções inerentes à natureza funcional do edifício que na altura estiver em causa? ArqtºA.S.V.: Sim, embora não o faça por inteiro. Note, não podemos controlar as emoções do utente, ultrapassam-nos. Agora, não há dúvida que se criam condições para que haja conforto isso influi nas tais emoções. O conforto inclui diferentes sensações, diferentes estados de espírito, que são também o resultado da simbiose com a própria pessoa que lida com o que nós proporcionamos em termos de organização do espaço. Num maravilhoso edifício uma pessoa pode-se sentir infeliz, e numa cabana uma pessoa pode estar no cúmulo da felicidade. Há que distinguir entre o que é próprio de cada um e dentro das comunidades e aquilo que a arquitectura proporciona, ou seja, todas as sensações que se possa imaginar. Quanto a dizer, como atrás referiu, que se trabalha com o vazio, é certo, mas numa cidade há muitos vazios; há o vazio da rua, da praça, do parque, da casa, de cada divisão da casa, e esses vazios são função do que os envolve e portanto nós trabalhamos tanto o vazio como simultaneamente o todo. Não gostaria de fazer essa discriminação, porque na arquitectura, está tudo em relação. Prepara-se agora um documento, uma regulamentação, em que se diz que o arquitecto faz edifícios, não faz os espaços públicos, o que é uma ideia monstruosa, é a negação da arquitectura na qual existe essa complementaridade. Não se pode levar a especialização a ponto de dizer: este faz espaços, este faz edifícios. Tudo tem de ser articulado no sentido de uma ideia. Neste momento estou a trabalhar num hospital em que o propósito expresso é de tornar menos doloroso, menos deprimente, o ambiente em que as pessoas que utilizam o hospital se encontrem. Quer os doentes, quer os médicos. A arquitectura é antes de mais um serviço. É um serviço orientado para o bem-estar. O objectivo, a primeira preocupação, da arquitectura é criar melhores condições, na cidade, na casa, nos equipamentos… Na minha forma de projectar dou uma primordial importância à função do edifício, mas tendo sempre no espírito que por outro lado o processo de projectar significa também uma libertação desse cuidado, desse serviço, dessa função que não pode ser ignorada. A partir daí há uma espécie de libertação. Por exemplo, um bom edifício clássico pode mudar de função, como seja o caso de um convento. Os conventos foram projectados para uma comunidade que tinha uma forma de vida muito precisa, e portanto poderíamos pensar que um convento bem feito não se adaptaria a outra funcionalidade que não fosse aquela para a qual foi construído. Pois bem, hoje há conventos que são museus, hotéis, câmaras municipais, quartéis…eles são para mim um exemplo claríssimo da relação função e arquitectura. Not. SGG: Nesse serviço… o poder da arquitectura é inferior ao poder político e ao poder económico? Arqtº A.S.V.: É, sem dúvida! A arquitectura é utilizada pelo poder. A arquitectura faz-se ou não se faz, dependendo de quem a compra. No fundo; não é autónoma. Um pintor facialmente pega numa tela, faz a sua obra…um arquitecto depende de quem lhe encomenda. A sua expressão não é autónoma, como a pintura, a escultura… Not. SGG: Mas há o poder persuasivo da arquitectura. Por exemplo, o seu colega que conseguiu convencer o poder político a fazer uma cidade como Brasília, seguramente que era uma pessoa com forte capacidade de influenciar a decisão! Concorda? Arqtº A.S.V.: Era…mas eu punha um bocado ao contrário! O poder político naquela altura desejou aquela cidade nova, uma nova centralidade para o país. Logo o acto da fundação de Brasília, foi mais marcadamente político, estou certo. Not. SGG: As cidades! Por exemplo, Porto e Lisboa. Daqui da janela do seu atelier, sobranceiro sobre o Douro, com esta vista magnífica, dá para ver que o Porto é uma cidade que se desenvolveu nas duas margens, como se tivesse tirado partido do efeito das asas de uma borboleta! Lisboa já não, prisioneira do seu efeito cultural, dito de pata de galinha em que tudo converge para o centro, acabou por se virar de costas para o rio e só agora se volta a reconciliar com ele! Profundo conhecedor que é destas duas cidades, quer comentar? Arqtº A. S.V.: Há várias razões para esse aspecto que aponta. No caso de Lisboa, uma das razões desde logo é a grande distância entre as margens. Lisboa era o grande porto da Europa, era onde se concentrava o comércio do Oriente, da América do Sul…esse apartamento em relação ao rio que menciona não é total, é pontual. Isso deve-se também a uma actividade portuária intensa, que exigiu a criação de grandes espaços para suportar esse movimento. No caso do Porto, o centro da cidade, onde actualmente está a Ribeira, era inclusivamente porto. Depois com as transformações no transporte marítimo, foi necessária outra dimensão fez-se um porto artificial em Matosinhos. Essa zona da Ribeira entrou em decadência. Nisto que evoquei não está toda a história. Não se esqueça que, no Porto, houve um desenvolvimento industrial fortíssimo no Século XIX. Não é por acaso que a Exposição Colonial, anterior à chamada exposição do Mundo Português, foi no Porto. Não esqueça também a pujança da cidade que se traduz na construção das duas pontes, D. Luís e D. Maria…belíssima ponte do Eiffel…as estruturas em ferro, o mercado da Fruta que é agora um centro cultural, o Palácio de Cristal, que foi demolido…há uma parte da história da industrialização que tem o coração aqui no norte. Not. SGG: Diz o povo que um homem é fruto de si próprio e das circunstâncias que o envolvem. No seu caso pessoal para além do talento universalmente reconhecido, também soube ler e aproveitar as oportunidades, no momento certo? Arqtº A. S.V.: Não sei se terei esse talento de que fala. Leio tantas vezes críticas ao que faço! O que lhe digo é que aquilo que faço é o resultado de muito trabalho, antes de mais nada. Não acredito nisso da inspiração. Muito trabalho, uma grande concentração e por um período muito longo, para se construir um edifício. Quando se constrói, às vezes demora dez anos ou mais, é um processo muito longo de concentração para um determinado problema e em simultâneo para outros projectos. Por um lado uma grande concentração em cada projecto, e por outro um domínio do que se passa em cada um deles. Um arquitecto normalmente não faz um projecto, faz vários, pelo que há esse aspecto, o de que é trabalhoso e fatigante, manter a concentração. Note-se que o desenrolar de um trabalho tem logo à partida, ou pelo menos para alguns, como é o meu caso, um mundo de dúvidas. Não é um problema concreto, nem sempre o problema é concreto. Muitas vezes fazemos projectos em que o programa é muito indefinido, quase que é preciso inventá-lo…há a articulação dessas dúvidas no sentido de uma ordem! Not. SGG: O vidro é um dos seus materiais eleitos? Arqtº A. S.V.: Diria que é um dos materiais, não diria eleito. Eu encaro-o não como um elemento chave mas como um dos elementos a considerar. Estou a fazer pela primeira vez um edifício todo em vidro. Normalmente ainda uso janelas, isto é, buracos à superfície por onde entra a luz, buracos maiores ou menores, grandes envidraçados. Fazer um edifício todo em vidro tem os seus problemas, como seja o controlo da insolação, o controlo térmico, a transparência…embora seja hoje mais simples com os vidros especiais. Por isso é que eu continuo a fazer janelas em certas circunstâncias. Muitas vezes ouço críticas por causa disso. Nesse controlo da luz, muitas vezes acho que é preciso fazer janelas, não só por controlo, mas também para enquadrar a relação com o exterior. Not. SGG: Muito mais teríamos para conversar… sobre os espaços! Mas o tempo, esse é tempo e o seu é muito precioso! Obrigado Sr Arquitecto Álvaro Siza Vieira. Obrigado, também, por ser como é.
  6. Vejam este programa do Biosfera, fala sobre a reabilitaçao das cidades do Porto e Lisboa. http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23843&idpod=19985&formato=wmv&pag=recentes&escolha=
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