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Mr.Arch

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About Mr.Arch

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  • Birthday 09/07/1964
  1. Meu caro GIBAG, parece-me que referi a ausência de arrumos e espaços de tratamento de roupas como necessidades a suprir e não tanto como causa directa da existência de marquises. A remoção de paredes (para tornar as marquises comuncantes com os espaços contiguos), parece-me um dado adquirido, que dificilmente poderá ser alterado. Digo dificilmente, porque mais uma vez, e vai-me desculpar tem a ver com "vontade politica" em alterar as leis ou eventualmente fazê-las aplicar quando elas existem. Isto não é de modo algum um "lavar de mãos", e como referiu «insinuações de mau gosto sobre os politicos e funcionários públicos", é simplesmente o constatar de uma realidade cultural profundamente enraízada. Penso que já se vai fazendo alguma coisa de positivo, nomeadamente a implementação de obrigatoriedade na uniformização das fachadas que já vigora na CM-Lisboa. Ainda não se proibiu o fecho das varandas, mas quem o quiser fazer, tem que convencer os restantes vizinhos a acompanhá-lo. É no minímo uma medida inteligente, porque condiciona bastante a implementação de novas marquises - todos sabemos a dificuldade que é por de acordo os vários condóminos de um imóvel - e aqui sim existe um subtil "lavar de mãos" da CML. Resta-me apenas esclarecer que não sou contra salas de grande dimensão, apenas acho que a definição de qualidade e luxo dos empreendimentos em venda tem em conta a qualidade dos materiais de acabamento (não a qualidade de aplicação dos mesmos), as áreas generosas e a implementação de "gadgets" electrónicos e outros equipamentos para introduzirem acima de tudo um conceito de modernidade e só depois uma real satisfação de necessidades de uso. Pergunto se não era mais importante definir à partida um programa funcional de espaços rigoroso e mais adaptado às necessidades de vivência que uma habitação deve satisfazer? Não será essa a verdadeira razão da existência das marquises? PS: Agradeço as correcções ortográficas.
  2. :margarida_beer: Apresento-me aqui de óculos escuros e sorriso amarelo, indumentária necessária, quando se fala de "marquises", esse flagelo urbano de apropriação de um espaço (varanda), que tem uma função especifica de relação com o exterior - ser o "pátio elevado". Ora a apropriação do espaço para fins, que não os préviamente definidos, é já de si uma subversão da ordem pré-establecida, como é também o paradigma muito português da apropriação indevida daquilo que não é seu por direito. A ilegalidade da dita "marquise", começa quando aumentamos a área habitável do fogo. Isto por si só altera os índices de loteamento (passíveis de aumentar 10%), muitas vezes em proporções alarmantes. Ora apliquem-lhe o "fruta-cores" que é ter N "marquises" em N prédios, com escolhas arbitrárias de perfis de alumínio lacado/anodizado/etc. em cores diversas e perfis vários a acompanhar o ruído que esta cacofonia provoca nas fachadas dos inumeros imóveis que são a face visível das nossas cidades. Não vos incomoda sobremaneira que um qualquer serralheiro habilidoso vos "chape " com aluminiozinho colorido que não condiz com o vidro crepe bronze (que ele acha um "must"), e que não vai ligar nunca com a caixilharia da fachada do prédio que vos levou alguns meses a detalhar? Penso que era perciso educar os promotores - e aí parte um pouco de nós arquitectos - de que se calhar em vez de projectar-mos casas com salas de 40m2, que muitas vezes apenas servem para alimentar o ego de quem compra a casa, começem a incluír nos apartamentos zona de tratamento de roupas, e mais espaços de arrumação, para criarem mais valia efectiva, libertando assim as varandas para a sua função de espaço de estar exterior. Porem deparar-nos-emos sempre com a tendencia para "abarracar" as habitações que o português possui enrraizada. Todo e qualquer português que se preze, tem uma costela de projectista que exibe desinibidamente e sem pudor, ao acrescentar um "anexozinho" medonho ao seu pedaço de território, quer este seja um apartamento ou uma moradia. E como só se preocupa com a qualidade do espaço interior, que pode decorar opulentamente, mesmo que na maior parte das vezes o gosto seja mais que duvidoso, o exterior é que sofre sempre as consequências. E não se iludam, é este estéreotipo de portugueses, que compõe a nossa classe politica e são os nossos funcionários públicos, por isso é que os edifícios das entidade oficiais são o primeiro mau exemplo de atropelos urbanisticos (falo de marquises, ares condicionados e belos anexos cobertos por chapa ondulada). Era bom que se pensá-se no que há a fazer para "abanar" esta mentalidade, em vez de se aferir da legitimidade do proprietário de um fogo poder ou não fechar a sua varanda!?
  3. Já ouviu falar das placas WEDI? Pode eventualmente ser uma alternativa interessante, por ter boa resistência mecânica; ser um material leve, e que permite a aplicação de qualquer tipo de acabamento por cima e que eventualmente poderá ter preços equiparáveis ao EPS (há! e é um material que não tem quase desperdicio em obra).
  4. Bom eu trabalho com o Windons XP + 2GB de Ram + Pgráfica NVídia de 512mb e processador P4 de 3.2GB e já fiz dois projectos de execução completos, sendo cada um composto por 3 edifícios de 4 pisos + caves, e espaços verdes adjacentes, e a máquina não vacilou! Claro que se quiser executar RENDERS de Alta Definição, o assunto pia mais fino (Algumas horitas para consumar o facto), mas tudo o resto funciona na perfeição.
  5. Concordo com o Gonçalo Dias Cardoso, quando diz que temos de escolher um programa que preencha as nossas necessidades, e se encaixe na nossa metodologia de trabalho. No entanto a nossa profissão cada vez mais vive da "imagem", e da facilidade de comunicação entre as várias partes envolvidas; não só técnicos, como cliente final! Penso que pela sua versatilidade o REVIT supera as restantes alternativas, até mesmo o incontornável Autocad, que por ser um programa generalista de desenho técnico, falta-lhe a especificidade! A solução paramétrica apresentada pelo REVIT, não só é simples de utilizar, como nos deixa apresentar (em qualquer fase do projecto) um objecto "acabado", algo estremamente aplativo para o cliente final! Em paralelo permite a criação de várias opções de design, que num ápice podemos trocar, e apresentar as alternativas aos nossos clientes - aqui reconheço que não é muito o nosso hábito fazê-lo, mas noutros países isso é prática corrente. Definitivamente, e após 16 anos de Autocad, rendi-me ao REVIT, só usando o autocad quando se trata de trabalhar sobre projectos já existentes em cad. B):D
  6. Caro Fernando Ribeiro, Estou disponível de momento, porque a minha empresa fechou portas(reflexo da crise ou não). Tenho experiência em REVIT - começei com o 5.1 Caso não tenha contratado ninguém agradecia seu contacto. Melhores Cumprimentos, João Santos - 917884607
  7. A mais valia de uma qualquer recuperação, será sempre o dialogo entre a intervenção de recuperação - acto por si só contemporâneo - e as pré-existências. A percepção do que se deve preservar, e o que se deve modificar, é que introduz valor ao objecto de intervenção. Parece-me que aqui se atingiu um equilíbrio perfeito entre ambas as partes, o que torna este projecto numa peça arquitectónica muito bem conseguida. A questão dos ditos acrescentos, é pertinente, no entanto é sempre necessário ponderar numa recuperação, o ambito da mesma! Devemos singir-nos ao mero "repor" dos elementos tipológicos da construção, criando por assim dizer um pastiche da pré-existência; ou devemos interpretar as pré-existências, e criar elementos novos que a completam? Obviamente cada caso será único e deverá ser entendido como tal. Os meus parabéns ao autor do projecto.
  8. Será que podemos levar ao extremo o conceito de casa, reduzindo-a à mais pura equação tecnológica do problema habitar?! É licito pensar que se pode viver realmente bem numa "caixa" que nos resolve os problemas de energia, mas que no fundo tem a imagem de uma central fotovoltaica?! Não estamos perante mais uma "moda" gerada pela crise energética, e efectivamente o amarrar da criação arquitectónica a mais uma pesada condicionante técnica - a auto-suficiência energética?! Não caminhamos a passos largos para a extinsão da Arquitectura enquanto disciplina humanista e porque não dizê-lo artistica?! São estas questões que me bailam no espiríto quando vejo este tipo de ensaios académmicos, não contestando a sua validade e/ou qualidade.
  9. Como "outsider" acabado de aterrar, parece-me que o discurso critíco sobre este imóvel, transparece a necessidade que naturalmente existe para colarmos ou sobrepormos a nossa maneira de ver a arquitectura, ao estar do autor do projecto em análise. Creio que antes de tudo é necessário analizar o contexto temporal e territorial do projecto, e ter em conta que uma construção como esta tem necessáriamente duas partes; o autor de projecto, e a pessoa que fez a encomenda! Muitas vezes uma obra para se concretizar não pode ser apenas a expressão pura do traço do autor, mas o reflexo de um jogo de cedências e compromissos entre a imagem que se quer criar e a imagem que o cliente (proprietário) faz da casa que imaginou, sob pena de apenas guardarmos mais uns desenhos bonitos na gaveta. Afinal não queremos todos que os nossos projectos ultrapassem a dimensão do papel?
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