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Arquitectura.pt


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  1. Caros bloguers, Permitam-me alguns comentários.... aos vossos comentários. A JVS que diz que por enquanto o projecto de silo-auto na zona arborizada não é mais que "um círculo numa planta" permita-lhe sugerir que veja a pág. 14 do jornal Público de 10 de Julho de 2008. As dúvidas ficam desfeitas.... o círculo tem volume, ocupando por completo a àrea onde actualmente existem os choupos..... e tem altura, a mesma admitida para o próprio edifício do nono Museu. Um "beleza" de equilíbrio, em diálogo com o pequeno edificio da Estação Fluvial de Belém e com as chaminés da Central Tejo. E um "regalo para a vista" para quem por ali circular de barco, combóio ou carro. A JAG que sugere que o melhor é "esperar para ver" e que pensa que o projecto do silo-auto até pode ter muita qualidade já que situa num "local para um museu único no Mundo", digo-lhe que não! Depois de construído já não há volta a dar-lhe.... como aliás tantas e repetidas vezes acontece em Portugal. Silos bonitos... diria a JAG que é uma questão de gosto. Porque não o colocam, por exemplo num dos edificios desactivados ou semi arruinados existentes na calçada da Ajuda e têm tanto interesse em o colocar do outro lado da linha de combóio junto ao Tejo? Já agora "lugar único no Mundo"?? Podemos considerar que todos os lugares são únicos no Mundo relativamente à implantação de um Museu, uma sala de concertos ou outra coisa qualquer na relação que estabelecem com a envolvência. Aquele tem uma estória e uma história, além de uma relação com a percepção visual dos habitantes de Lisboa. Mais analítica é a posição de TATLIN. Relativamente ao impacto da implantação, remeto para a resposta a JVS. Quanto a volumetrias, ficamos falados. TATLIN reconhece que a implantação fica "numa das zonas mais acolhedoras da frente de rio em Belem (mas não das mais belas), quer pelo porte das arvores, pela esplanada, assim, como pelos movimentos dos barcos em direcção a Almada ou ao Atlantico e das pessoas para o terminal fluvial. Essa zona precisa de ser remodelada e a construção do museu é uma excelente oportunidade para isso". Como lisboeta e residente na vizinha Junqueira, TATLIN reconhece que a zona é "acolhedora" quer pelo porte das arvores e a esplanada e o movimento de pessoas e barcos. Mas como português TATLIN acaba por não se importar com o desaparecimento das árvores. (Não sei o que temos quanto Povo contra as arvores e as florestas). Sucede que a sensação acolhedora advém precisamente da conjugação desse espaço "vazio" mas imensamente arborizado, face ao que existe nas margens do Tejo, com as vistas desafogadas que permite para as pessoas e barcos que ali circulam. Concordo com TATLIN relativamente à apreciação que faz do "jardim" do arquitecto Taveira junto à Central da EDP e concordo que o mesmo deveria ser reconfigurado, eventualmente orientando-o tal como o "jardim dos choupos" para o Tejo e ampliado até às margens do rio. TATLIN desvaloriza o uso do local pelos carros, para melhor consentir no seu arrasamento e substituição por betão. O que teremos nós portugueses contra os espaços vazios? Onde há um vazio, logo uma portuguesa alma caridosa se enche de afã na ânsia de a encher com betão. Que mania.......... A beleza também é feita de pequenos nadas (vazios) como aquele, onde por sinal existe uma esplanada reconfigurada e modernizada e onde nunca ve vi envolvido em nenhuma nuvém de ameaçadora poeira. Quanto às àrvores que protegem os carros da calícula e impedem o usufruto do espaço pelas pessoas, só peço a TATLIN que olhe à sua volta. Diga-me onde, sem ser nos parques públicos e na Avenida da Liberdade, por sinal um projecto do tempo da monarquia, as àrvores de Lisboa dão sombra às pessoas? Aí mesmo na Junqueira tem um belíssimo parque de estacionamento ensombreado por oliveiras. E assim é por todo o lado. Não gosto, mas é a realidade das autoridades portuguesas: Pessoas à chapa do Sol ou à chuva, carros à sombra. Aliás, não deixa de ser curioso que as melhores zonas do rio estejam reservadas aos carros. Mas quanto a isso, TATLIN não se mostra incomodado e até sugere que as árvores dêem lugar a um relvado. Certamente que não frequenta a zona ribeirinha. Haverá alguém que ali se aguente muito tempo, ao Sol ou há chuva? Não levem a mal, mas reafirmo o que escrevi. Há qualquer coisa mal explicada, nesta história do silo-auto.
  2. É inconcebível como de um projecto para a construção do Novo Museu dos Coches e da benévola intenção de devolver o antigo Picadeiro Real às suas antigas funções, se passou para a construção de um gigantesco silo-auto, presumivelmente também em betão branco e naturalmente pago. O local de implantação escolhido, só por acaso, é um dos melhores locais à beira-tejo onde se pode parquear o carro e ler um livro.... ou seguir a pé para usufruir daquela área que vai de Alcantara Belém, passando pelos Jerónimos e quejandos. Se o objectivo do Governo é, como diz, valorizar e dignificar essa zona nobre de Lisboa e torná-la atractiva, não se entende como pode um bloco cilíndrico de betão plantado naquele local valorizar o que quer que seja. Valorizar as vistas dos turistas que chegam a Lisboa nos navios de cruzeiro? Valorizar a fruição da zona pelos habitantes da cidade, acrescentando este mono-tipo centro comercial? Valorizar com a instalação de mais um restaurante de luxo no topo, como diz o arquitecto e a possibilide de ser usado para outros fins, ditos culturais? Ou valorizar apenas, no sentido em que vai permitir a alguém ganhar alguma coisa com algo que não lhe pertence? Para mim é Mais uma forma inadmissível de privatizar lucros com um terreno público e um dos locais - o único - verdadeiramente arborizado junto ao rio. Indiquem-me outro local com aquela mancha verde na frente de rio. Se querem realmente valorizar a zona prolonguem a mancha de choupos até ao rio. Prolonguém o jardim da esplanada frende ao Palácio Presidencial até ao rio e criem apenas uma pequena praça junto à Estação fluvial, onde os carros possam inverter o sentido da marcha. Isso é valorizar, no sentido de dar a usufruir à população um espaço que lhe pertence e que tem estado há muito em degradação e malbaratado. A "proposta" de Paulo Coelho da Rocha tem todo o aspecto de ter sido "soprada" pela APL, uma instituição que tem vindo a arvorar-se em "dona" das margens de um dos principais rios portugueses, muito para além das necessidades estrictas ao seu negócio. Quanto ao projecto arquitectónico do Museu, gosto. Só não percebo porque, exisitindo tanta àrea livre à volta (pelo menos na fotografia de implantação) as novas edificações não recuam uns metros em relação à rua que liga à Calçada da Ajuda, libertando-a. Já agora, se têm dúvidas quanto ao que digo sobre o silo-auto, porque não perguntam à população de Lisboa, em referendo, o que pensa? Pedro Pedroso
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