Jump to content
Arquitectura.pt


Leaderboard


Popular Content

Showing content with the highest reputation since 27-06-2006 in all areas

  1. 4 points
    Peter

    Reputacao

    olha!! já que falam... eu não tenho nenhum!? desapareceram os que tinha ohhhhhhhh
  2. 2 points
    nunomiguelneto

    Reputacao

    yah... nao devia ser azul como a minha ;)
  3. 2 points
    Ivo Sales Costa

    Reputacao

    eu n sei como tenho 6... tá boua tá.
  4. 1 point
    Ola a todos, Aproveito para divulgar o lançamento da minha galeria fotográfica online. Não é dedicado exclusivamente a fotografia de arquitectura, mas espero brevemente começar a apostar mais nessa vertente. Próximos albums a publicar: Museu do Farol de Santa Marta (Aires Mateus), ISCTE (Raúl Hestnes Ferreira) www.photo.joaomorgado.com Estação de Metro do Cais do Sodré Abraços :)
  5. 1 point
    Para todos os colegas mas principalmente para os "maquetistas": Junto aqui algumas das fotos enviadas pela minha anterior colega do Atelier de Moscovo, Arq.Tatiana Efimova http://www.tovrest.net/index010-5.html (tambйm especializada em Templos Religiosos) e professora da disciplina de maquetes na Escola Superior de Artes Teatrais (aonde se ensinam cursos para artistas e trabalhadores especializados de teatro). Todas as maquetas para a minha anterior firma eram desenhadas no atelier e depois eram efectuadas por estes estudantes a convite da professora mas sempre pagas pelo atelier!!!...Nao й como aqui (Portugal), querem tudo muito barato ou entao sem pagar!!! Esta maqueta foi efectuada com madeira, cartгo, pasta de papel, cordel, etc... Que tal esta esta maquete??? Chamo a atenзгo de que estes alunos nao estгo a tirar nenhum curso de arquitectura, simplesmente de trabalhadores especializados para o teatro e afins. Zina :lovearquitectura: Poderгo ver os meus sites em: http://www.zinaidabatrakova.fw380.com http://zinaidabatrakova.planetaclix.pt/index.html (Traduзгo verbal)
  6. 1 point
    a.s* _ atelier de santos Residências Universitárias das Laranjeiras _ Ponta Delgada . 1998-2007 O complexo das Residências Universitárias das Laranjeiras situa-se a Nascente de Ponta Delgada, junto a uma antiga zona industrial, sobranceira a terrenos agrícolas abandonados. O crescimento da cidade verificado nas últimas décadas faria prever rápidas e profundas alterações em toda a área, transformando-a num subúrbio mono-funcional pelo que a construção do complexo residencial, pela sua escala e pelas funções que abriga, constituiria uma oportunidade em definir uma estrutura urbana que possibilitasse a implementação de uma regra, permitindo constituir-se como um catalizador de futuras intervenções, transformando-se ela própria num pólo de actividades. As residenciais albergam 300 estudantes universitários que se dividem pelos quatro edifícios longitudinais, paralelos entre si, implantados perpendicularmente ao principal eixo viário de ligação ao centro de Ponta Delgada. Por sua vez, paralelamente à estrada é ordenado um conjunto de faixas – como que de pequenos recortes na paisagem se tratassem – dispostos com orientação norte/sul, que cruzam os 4 blocos, organizam os espaços exteriores do complexo, e desenham a transição entre as áreas públicas e as zonas privadas destinadas aos seus habitantes. Um quinto edifício – a entrada principal do complexo – procura complementar toda a área exterior das residências, desenhando uma esplanada, um miradouro e um solário, ao mesmo tempo que abriga um bar, uma cantina e a sala de convívio para os estudantes. O projecto de espaços exteriores, torna-se tema central na estratégia de intervenção, permitindo que as áreas existentes entre os blocos das residênciais ganhem uma dimensão pública eminentemente funcional. As longas faixas de “recortes na paisagem”, dispostas segundo uma regra que procura destacar uma frente urbana ao complexo – que garante simultaneamente a existência de uma espécie de jardim no seu interior –, proporcionam a criação de pequenos espaços singulares no interior do perímetro. A sua sequência de implantação hierarquiza usos, adequando-os à sua posição relativa no complexo: paralela à estrada implanta-se a Faixa de Estacionamento Automóvel e a Faixa de Passeio Urbano (destinadas ambas ao passar quotidiano dos habitantes da área) e sequencialmente, a Faixa de Arvoredo (estabelecendo uma fronteira visual para o interior do complexo, e atenuando a visão perpectica longitudinal sobre os edifícios residenciais), a Faixa de Percurso Central (destinada à distribuição interna e à ligação entre os vários edifícios das residências), a Faixa de Acontecimentos (onde são implantadas funções complementares: Laranjal, Campo de Jogos, Jardim/Labirinto dos Namorados, Estacionamento de Bicicletas, etc.) e por fim, acompanhando uma canada (caminho rural) existente, a Faixa de Prado (um enorme relvado propício ao repouso). Dado tratar-se de uma obra de carácter social, os recursos disponíveis apontam para soluções construtivas e tipológicas simples – o que aliás é apontado pela natureza programática do projecto; daí a opção do recurso à modularidade (construtiva e espacial) para a edificação dos quatro blocos residenciais. Agredecemos a colaboração de a.s* _ atelier de santos.
  7. 1 point
    3CPO

    Beijing | WaterCube | PTW / Arup

    Renders iniciais - WaterCube: Construção: Espero que gostem...
  8. 1 point
    JAG

    Reputacao

    Atenção... a Leonor... quer começar a lixar o pessoal... :nervos:
  9. 1 point
    Against

    Reputacao

    Eu quero pontinhos!!! Já estou como diz a m a r g a r i d a, têm que zelar pelas meninas da equipa! :icon_chick:
  10. 1 point
    Connecty

    Reputacao

    A reputação não desapareceu, os valores que viam era os pontos dados a outros a reputação é sempre representada por essas luzes, mas vamos mudar os valores para números logo que que possa.
  11. 1 point
    JAG

    Reputacao

    Pronto... já está... :rambo: Agora quero ver o que vem em troca... ;)
  12. 1 point
    AnaS

    Reputacao

    ainda nem me tinha apercebido de que existem esses pontos de reputação!!
  13. 1 point
    O mais interessante destes projectos é todo o conceito em volta deles. No Polis de Leiria focou-se o facto de o rio ser bastante desprezado pela cidade, sendo uma vala de águas sujas que dividia a cidade em 2. Todo o projecto Polis teve como objectivo revitalizar todas as áreas anexas ao rio e é neste contexto que surgem estas pontes pedonais. Convido desde já todos a visitarem Leiria e fazerem o percurso beira rio e igualmente as suas pontes.
  14. 1 point
    Rui Resende

    Anúncio, a folha de S.Paulo

    Vi este anúncio outro dia e achei uma coisa fantástica. Talvez já o conheçam, de qualquer forma cá vai: [ame="http://www.youtube.com/watch?v=xmbM8XGMZxI&feature=related"]YouTube - Comercial Hitler da Folha de Sao Paulo[/ame]
  15. 1 point
    Seguem em anexo os desenhos técnicos [Plantas e Alçados]:
  16. 1 point
    Ringo

    Mona Lisa grávida?

    Mona Lisa grávida? Tecnologia tridimensional foi utilizada para analisar a célebre obra O sorriso misterioso de Mona Lisa é o de uma mulher que acabou de dar à luz, assegura o perito francês Bruno Mottin, do Centro de Investigação e Restauro do Museu do Louvre, em Paris. A esta surpreendente conclusão chegou uma equipa de cientistas canadianos, que utilizou tecnologia tridimensional numa nova investigação sobre o quadro de Leonardo da Vinci. Na explicação dada por Mottin, o vestido da mulher imortalizada por Leonardo da Vinci está coberto por um fino véu transparente, usado na Itália de princípios do século XVI pelas mulheres grávidas ou que acabavam de dar à luz. Este pormenor - o véu - esteve até ao presente "oculto" sob uma camada de verniz. Fissura estável O recurso aos 'scanners' permitiu também analisar em pormenor o cabelo - que originalmente estava preso a um coque - e a postura, que era levemente diferente. "Tudo isto são coisas que nunca foram vistas até agora, porque a pintura sempre foi considerada muito escura e de difícil análise", afirmou Mottin. O quadro está a ser objecto de diversos estudos. O que agora levaram a cabo cientistas do Conselho Nacional de Investigações do Canadá mostrou também que ele se apresenta num delicado estado de conservação, mas não sofrerá grandes danos se for tratado adequadamente. "O painel de madeira em que a obra foi pintada - advertem os cientistas - é sensível à temperatura e às variações climáticas. No entanto, se as actuais condições de manipulação se mantiverem, não há risco de degradação". A pesquisa revelou igualmente que a fissura de 12 centímetros na metade superior do quadro "parece estável e não se agravou ao longo dos anos". Mistérios persistem Apesar de concludente quanto a várias facetas ocultas do mais célebre quadro mundial, permanecem ainda várias dúvidas, relacionadas sobretudo com o modo como a imagem foi criada. A técnica de pintura esfumada de Leonardo Da Vinci faz com que os especialistas não cheguem a conclusões. "Ela é pintada com camadas muito finas e extremamente planas, e, ainda assim, os detalhes dos cachos de cabelo, por exemplo, são muito distintos", adianta o pesquisador John Taylor, que refere também que "a técnica é algo que nunca vimos antes". Mona Lisa, ou Gioconda, a jovem mulher de meio sorriso enigmático que Da Vinci fez imortal, tem sido identificada como Lisa Gherardini, a mulher de um mercador florentino chamado Francesco de Giocondo. A pintura foi encomendada a Da Vinci entre 1503 e 1506, mas, no final, o artista, por motivos nunca revelados, resolveu ficar com ela. Com o tempo, decidiu alterar o quadro diversas vezes. Fonte: JN /29-09-2006
  17. 1 point
    Dreamer, Creio que essa solução não é prática. Aceita o princípio que se aumentas a área de vidro (mais perdas térmicas) tens que aumentar a eficácia do isolamento (reduzir as perdas) noutro lado para compensar... isto não é complicado de conseguir... Da mesma forma que aumentar a área de vidro a Sul não é o mesmo que colocar vidros a Norte. Vê a casa SOLAR XXI (INETI) onde existe uma fachada com bastantes envidraçados a Sul e com poucos a norte. No entanto está termicamente optimizada porque apresenta um conjunto de soluções não consumidoras de energia eléctrica (ou que permitem reduzir significativamente o seu consumo) para garantir elevados níveis de conforto: iluminação zenital, ventilação cruzada, aquecimento com painéis solares, vidros fotovoltaicos que simultâneamente servem para captação de electricidade, para aquecimento (por efeito de parede de Trombe - Inverno) e de chaminé natural para arrefecimento (Verão). Não entendas de forma alguma que eu sou partidário do "cortar" no vidro; sou é adepto de se pensarem nas consequências de todas as soluções arquitectónicas e construtivas. TiCo, Gosto muito da casa dos "manos" Mateus, não obstante partilhar as reservas que tu apontas relativamente ao rodapé e aos remates dos focinhos da escada, mas isso é de somenos importância. O que para mim é verdadeiramente importante é que esta é uma casa diferente, com uma visão original (invulgar, será mais correcto) da forma de utilizar o espaço, bem integrada na envolvente e de desenho sóbrio (menos é mais), por isso acho que é cinco estrelas. Mais, acho que esta é uma das poucas casas em que a arquitectura ultrapassa o mero edifício...e poucas são aquelas em que sinto que isso acontece (mas isso é outra história). A arquitectura é pimba não é por ter telhas cerâmicas. Quanto ao Fernando Távora recordo bem a casa de Ofir (com telhado cerâmico) ou ainda de forma mais marcante o edifício da estalagem da Serreta, na Terceira (não me lembro do nome do arquitecto), com um telhado imponente, como sendo dois exemplos que marcam (e dos quais eu gosto muito) a arquitectura Nacional, quer se queira quer não. Mas isso não quer dizer que se faça hoje arquitectura com as formas plásticas dos anos 60 e 70. Tenho muitas dúvidas, contrariamente ao que dizes, que a arquitectura pimba seja mais barata, racionaliza os consumos energéticos ou tenha uma linguagem mais nacional (e racional) do que a arquitectura dos caixotes. Aliás a casa em Janas dos Arqs João Santa Rita e Filipa Moura, sendo um exemplo de arquitectura moderna (caixotes) ganhou o prémio da eficiência energética da DGE em 2003; a sua sobriedade ornamental, sem nhoquices do tipo socos, sancas, frizos (os elementos característicos da arq. pimba) de certeza que a tornam uma construção mais barata e com mais qualidade do que as casas neo-rococós do sec. XXI. ... Ao que isto chego, TiCo, eu sou engenheiro e tu arquitecto e és tu quem me falas de "caixotes" e "casas para a fotografia"? - Tá tudo ao contrário...
  18. 1 point
    thiago7000

    Siza e os 10 mandamentos!

    Por acaso encontrei isso aqui perdido no meu computador! :)
  19. 1 point
    Rui Resende

    Siza e os 10 mandamentos!

    Bem thiago, eu estudo na Faup e posso portanto falar com (alargado) conhecimento de causa. Não, não é assim tão radical, não, não precisas de te tornar um sizinha. E como prova de que isso é verdade, basta estudar ou verificar ainda que superficialmente a obra dos arquitectos que saem formados na faup (nem todos têm obra publicada mas muitos têm). Facilmente verificas que são obras completamente distintas, baseadas em princípios distintos e diferenciados. A base comum? Uma base académica comum, um método de ensino e de abordagem ao projecto que já se provou inúmeras vezes funcionar. O texto a seguir pode ser longo mas se realmente te interessa vale a pena ler, espero conseguir esclarecer: Aquilo a que hoje se chama escola do Porto aparece, poder-se-á dizer, da acção primeiro do mestre Carlos Ramos, mas sobretudo da mente de um outro mestre chamado Fernando Távora. Este, que teve uma formação fortemente influenciada pelo modernismo e pelas discussões do CIAM (chegou a participar, conheceu o Le Corbusier e outros mestres), a determinada altura, e à semelhança do que ia acontecendo com outros arquitectos na Europa e no mundo (o Corbu incluído, a Lina Bobardi no Brasil, por exemplo), começou a questionar a validade absoluta que os CIAM e que os arquitectos modernistas fundamentalistas pretendiam passar. O modernismo faliu, mas teve influência. E o que entre nós o arq.Távora faz é idealizar uma forma de fazer arquitectura que simultaneamente aproveitasse o que de bom o experimentalismo do modernismo tinha tido com alguma forma de fazer arquitectura até então mais ou menos desconhecida que fosse de raiz portuguesa, que fosse realmente de Portugal, e de nenhum sítio mais. Neste ponto FT opõe-se à ideia então defendida de "casa portuguesa" defendida pelo arquitecto Raúl Lino e apoiada pelo regime então no poder, porque correspondia a um estilo "português suave" que tinha que ver com uma ideia de brandos costumes e corporativismo que interessavam (posso dizer que escrevo isto numa casa de 1955 fortemente influenciada no seu desenho por essa moradia tipo). O Távora escreve no princípio dos anos 50 (ano a confirmar) um texto chamado "o problema da casa portuguesa" onde descreve a sua posição contrária em relação a tudo isto. Para ele, a tal raiz portuguesa estaria na arquitectura vernacular, de cariz popular, produzida espontaneamente por todo o país. Foi então (juntamente com outros notáveis da arquitectura portuguesa de então) um dos maiores entusiastas e participantes no inquérito à arquitectura popular portuguesa, um levantamento em exaustivo e rigoroso de toda a arquitectura popular existente, de norte a sul do país. Esse documento resultante é ainda hoje um monumento inabalável à grande pequena arquitectura anónima e uma fonte inesgotável de aprendizagem para quem estiver disposto a aprender. A arquitectura do Távora reflecte todo este esforço, toda esta análise, e dele são os primeiros exemplos de arquitectura portuguesa que funde o que de mais moderno se produzia com o que de mais português existia. Conclusões retiradas: - não há uma arquitectura popular portuguesa, há muitas, sempre variada, sempre diferente, no Algarve ou em Trás-os-montes; - Entre as características comuns a todas as diversificadas arquitecturas, encontra-se sempre uma enorme sensibilidade ao território, à topografia, ao efeito que o construído causa - uma tendência irrepreendida para a integração, em oposição ao realce do construído (não é isto sinónimo de arquitectura "camaleónica" ao contrário do que muitas interpretações erradas podem concluir) - relacionada com a anterior, uma arquitectura pouco monumental, que se impõe muito pouco (aliás isto é visível até na arquitectura erdudita que fomos produzindo) Assim sendo, singifica que a análise do território no máximo número de vertentes possíveis, histórica, geográfica, etc. e sobretudo, a COMPREENSÃO do território onde se intervém é permissa fundamental, e uma tendência é um gosto por redescobrir e no fundo, porque não dizer, redesenhar a arquitectura que pela sua durabilidade, espontaneidade e funcionalidade sempre se provou uma mais valia para os territórios onde se implanta (a tal arq popular). Este último parágrafo, em si, não corresponde a nenhuma ideia predefinida de arquitectura. Corresponde a uma ATITUDE perante o projecto, perante a arquitectura. E é isso que escola do Porto significa: uma atitude. Essa, sim, foi traduzida por mestre Távora num método de trabalho e, pedagicamente, num método de ensino. Esse é o método que, com actualizações, deturpações e alterações vem sendo ensinado desde então na agora faup (antiga esbap). Em geral, todos os professores que hoje ensinam, tiveram como mestres ou influências Távora ou aqueles que se juntaram a ele nesta ideia que se provou digna, de arquitectura. Esse método baseava-se numa relação muito pessoal e importante com o desenho como ferramente fundamental para o apuramento do olhar, e de percepção de todas as características que referi em cima. Isto é a escola do Porto, segundo Rui Resende, sem por uma vez falar no nome do maior arquitecto português do século XX que é, quem tiver coragem de ver vai perceber, Álvaro Siza Vieira.
  20. 1 point
    lllARKlll

    Espaços Verdes

    Temper Temper! Eu entro por aqui a moderar com requintes de malvadez... Vá, bandeiras brancas e pombinhas no Ar!
  21. 1 point
    pinTas

    Amâncio "Pancho" Guedes

    mulher habitável? valha-me deus....lol
  22. 1 point
    bem... após já la ter passado umas vezes desde que cheguei de erasmus e de ter estado a reflectir um pouco vou expressar aqui os meus pensamentos sobre o assunto. Quando a vi pela primeira vez, depois de ter estado a ler posts no forum e de ter ouvido e lido noticias com comentarios de cidadãos do porto, fiquei radiante. Tinha uma imagem altamente negativa do que seria o novo aspecto da avenida, fomentada por todos os comentarios que li, mas na realidade aquilo que vi e aquilo que experimentei não tem praticamente nada a ver com a ideia que tinha formado. O que tinhamos antes? Uma avenida edificada em finais do séc. XIX com uma imensidão de grandes edifícios nos mais variados estilos, desde os revivalismos barrocos, neoclassicos até às primeiras linhas modernistas, toda ela feita de forma a reflectir o explendor da unica avenida da cidade e o ponto central do poder monarquico. O ambiente da avenida e praça era traçado pelo pavimento em basalto com os desenhos alusivos aos descobrimentos e às colónias feito como um enorme mosaico que só a mestria de alguns permitia que tal fosse possível. Os jardins e as árvores davam mais riqueza a este ambiente tornando-o um pouco bucólico e símbolo da cidade através da estátua equestre de D. Pedro IV apontando para o brasil. O que é que ao fim destes anos todos tínhamos naquele lugar? Uma avenida cada vez mais densamente atravessada por pessoas, carros e autocarros, os passeios com altos e baixos, pedras que desapareciam, jardins pouco cuidados, a estátua de D. Pedro em vez de voltada para o brasil estava com o seu dedo indicador quase a tocar o vidro do palácio no fundo da avenida. Uma faixa central pouco convidativa à deslocação de pessoas, mas mais usada para repousar, mesmo no frenesim de taxis, autocarros e carros a acelerar para apanhar os últimos centésimos de amarelo no semáforo. Tinhamos uma avenida que em dias de festa (s.joão ou vitória do porto) não conseguia conter o enorme fluxo de pessoas que aí se deslocavam, mesmo com as suas enormes dimensões. O que se passa a seguir? Era necessário revitalizar a baixa, fazer passar o metro por de baixo da avenida, dar uma imagem e uma função à avenida ao nível das cidades europeias. O que temos agora? O que se vê hoje em dia e, que para mim é de forte interesse em termos arquitecturais e urbanisticos é uma avenida notoriamente urbana, bem regrada, feita para as pessoas, os automóveis e o metro e que, permite de uma forma absolutamente incrivel visualizar todos os grandiosos edifícios que formam a fachada da avenida e que até então nunca tínhamos a percepção, mesmo eu que já a atravessei vezes sem conta, nunca tinha visto a riqueza arquitectural dos edifícios da avenida como agora se apresenta. Mais, só quem nunca esteve noutras cidades europeias é que não compreende o interesse e as vantagens da remodelação de uma avenida como esta, com as dimensões que esta tem. O facto da faixa central estar livre permite que as pessoas não andem só pelos passeios laterais, mas que façam o seu percurso pela faixa central, permitindo estar no eixo entre a camara e a estátua equestre e visualizando coisas até então nunca antes vistas. Ao descer temos a percepção da Sé do Porto que se lança no ceu, temos os enfiamentos das ruas transversais à avenida que mantêm a riqueza arquitectural exposta na avenida, temos a noção de estar num espaço urbano, rico em história e que priviligia o fluxo de pessoas permitindo que o tráfego de automóveis siga de forma contida e regrada. Esta nova avenida faz-me lembrar o centro de Copenhaga: um espaço destinado ao comércio tradicional e às pessoas, onde a mais variedade de eventos sociais podem ter lugar nesse espaço se que para isso seja necessária a criação de estruturas. A nova avenida dos aliados é um espaço não só funcional mas de criação. É um espaço de expressão artística, social, é um espaço urbano no verdadeiro sentido do termo. A nova configuração da avenida permite albergar toda a variedade de acontecimentos que acontecem regularmente e que não podem passar despercebidos pois fazem parte da cultura urbana do porto. Mas como é obvio e visivel a todos, sendo esta uma intervenção de carácter radical, há coisas que me chocam um pouco, por exemplo. A Fonte que criaram junto à camara para mim é uma absoluta tristeza, não faz sentido nenhum nem sequer trás nada de novo ao espaço. Quando passamos de carro temos a percepção de haver um buraco enorme lá, não se vê água. Quando estamos ao lado, parece que estamos numa espécia de mini-barragem que eu tenho dificuldades de acreditar que possam ter sido os dois mestres da arquitectura portuense a desenhá-la... Penso que as árvores novas que colocaram trarão nos próximos anos muito mais vida à praça e demonstram que pode haver bastante frescura mesmo só utilizando árvores. As duas estátuas que estão a meio da avenida a meu ver neste momento perderam todo o sentido. Estão nuas e sem carácter. Penso que no mínimo à volta das estatuas deveria haver um pequeno jardim de flores ou algo que lhes desse mais vida... Agrada-me bastante as cadeiras e mesas que puseram junto à fonte. Para mim são das coisas mais interessantes da praça e é notoriamente uma provocação dos arquitectos e um apelo a uma sensibilidade urbana. Continuo sem entender porque é que a estatua equestre de d. pedro IV não foi voltada ao contrario, dando coerencia ao projecto, como tinha sido pensada. Não sei se foi a voz do povo ou falta de iniciativa... Desculpem este post extenso mas senti vontade de exprimir o que pensava sobre o assunto
  23. 1 point
    Vampir0

    freehand

    No Adobe Acrobat Professional tens essas opções todas...
  24. 1 point
    3CPO

    World Cup

    Com ou sem "fight" e pitons "embutidos" nas pernas...? Preparem-se para o fairplay... 8) Boa sorte Portugal...
  25. 1 point
    Nemezis

    Eu

    Olá! CHamo-me Márcio, acabei o curso de Design, na Faculdade de Arquitectura, e actualmente estou sem ocupação (leia-se desempregado) embora vá fazendo uns trabalhinhos como freelancer de vez em quando :grin: A minha especialidade é modelação 3D, rendering e 1 bocadinho de animação (não sou pro!), tratamento de imagem, projecto, e algo que não tem nada a ver, sou também técnico de hardware Abraços para todos8)
×

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.