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Popular Content

Showing content with the highest reputation since 06/27/2006 in all areas

  1. 4 points
    Peter

    Reputacao

    olha!! já que falam... eu não tenho nenhum!? desapareceram os que tinha ohhhhhhhh
  2. 3 points
    XXXXX

    Honorários

    Os honorários não são tabelados, pormenor que presumo que deve saber... dois mil euros para o projeto de licenciamento + cerca de dois mil euros para as especialidades, para quem trabalha a partir da casa, sem custos adicionais (rendas ou imi´s, luz, água, informática variada, colaboradores, estas tretas todas sobre a forma de custos) é um preço que garante margem de lucro assaz, se for praticado tipo patrão a frente de uma empresa, o preço é diferente para mais geralmente embora existam gabinetes, que cobram 700 euros por um projeto de arquitetura, tipo copy paste, pega na moradia que fizeste ali em Peniche e cola em Torres Vedras, troca janelas, muda uma coisitas ao jeito do cliente e como inteligência é coisas que não abunda por estas bandas, o patrão diz, "Estou-lhe a fazer um desconto", o cliente responde "Obrigada", é assim que ganha 700 euros numa semana apenas no projeto de arquitetura... eu para fazer porcaria, merdas horrorosas, por favor ao próximo, prefiro não fazer, é preferível fazer uma moradia de 10 em 10 anos, mas que fique bem feita e cobrar 6000 Euros ao cliente, mas incluímos, Arquitetura + Especialidades + Assistência Técnica na Obra + Plano de Segurança e Saúde + Caderno de Encargos + Orçamentos, tudo com contrato, escrito a assinado... porquê as porcarias que se faz, por preços de Merda, nunca valem o sacrifício, tipo: Vou olhar para aquele mono o resto da minha vida, cujo autor fui eu, mas que foi feito ao gosto do cliente? É deprimente! Quanto é suposto um arquitecto cobrar para ir à Câmara pedir e preencher um formulário para saber o que pode ser feito em termos de projecto, num dado terreno? Isto pode ser preço de custo, além de ir passear à CM local, as taxas obviamente ficam por conta do cliente (PIP). As despesas de deslocamento, alimentação, portagens, são calculadas à parte? Deverá ser cobrado um valor à hora quando se trata de trabalhos pontuais p.ex. requesição de documentos para o dono de obra? Portagens e deslocação = 0.3 Euros/Km, era o que pagavam para Avaliações Imobiliárias para empresas privadas em 2010 (agora simplesmente não pagam nada), se trabalhasse para o estado a custa do dinheiro dos contribuintes, aí escuso de falar, seria gozar ainda mais com a cara dos Portugueses... que ainda se levantam, para ir votar! E, no caso de um novo projecto para uma moradia, depois de estimados os custos da obra, i.é, tendo um primeiro orçamento em mãos para o custo estimado da obra, que percentagem devemos levar para o projecto de arquitectura? Faseado de que forma. Não há regras, mas o bom senso obriga a que a maior fatia seja na fase de licenciamento + especialidades (que engloba orçamento e caderno de encargos). A "nossa fatia do bolo é equiparável às restantes especialidades? Hoje em dia os engenheiros, com os programas de estruturas, já perdem a sensibilidade para os cálculos, existem projetos de especialidades, cujos pilares são de forma indistinta todos iguais, acredito mesmo, que nem as armaduras mudam de pilar para pilar, qualquer Arquitecto percebe se a carga não é a mesma em todos os pilares, porque razão os pilares não poderão ser mais finos de forma a poupar betão caso a caso conforme a solicitação de cargas, eles ainda pensam, que nós nas pescamos nada disso... nem com meios informáticos as vezes conseguem escamotear pilares nas paredes, o que é frustrante, num projeto simples sem SADI e AVAC, não há razão para que a nossa ponderação não seja superior a deles. Em relação aos projectos de estabilidade, incêndios, águas e esgotos, térmica e acustica, somos apenas mais uma especialidade? Ou como coordenadores destas especialidades e diretores técnicos da obra podemos e devemos cobrar mais? Cobrar o quê, fazer um projeto de Arquitetura, sempre se pressupôs as especialidades e repectiva compatibilidade, se tudo estiver bem feito, não haverá problemas (raras vezes). Nota, não pode fazer Direção Técnica de Obra ou Fiscalização e ser o Autor de Projeto, a Ordem não deixava (Necessito de confirmar no novo estatuto, mas penso que contínua igual) e penso que continua a não deixar, coisas que estes estúpidos nas CM´s as vezes não percebem. Isto era a mesma coisas que fazer projeto para uma Câmara e depois ir aprová-los internamente como funcionário da mesma. Apenas como diretor de obra, ganha o seu salário de diretor de obra, a partir da empresa de construção, garanta o cumprimento do projeto de acordo com o aprovado na CM e dentro do budget. Mas você vende casas, tipo gaja gira e comunicativa com outdoors pendurados nas fachadas? Eles gabam-se muito do verdinho que ganham... cá em Portugal as pessoas não se medem em altura física, capacidades e conduta, é pela conta bancária e o carro que ostentam pago ou não. Já ouviu falar dos PQ e dos PAI? Esqueça isso da Remax, andou na melhor escola do País de Arquitetura para vender casas?
  3. 2 points
    Elio Branco

    Shanghai

    O escritório onde trabalho está neste momento com 2 vagas para junior arquitecto. Mais informações endereçar questões para: eliombz@gmail.com
  4. 2 points
    JCSMARTINS

    Proposta

    Olá a todos! Acompanho este fórum há algum tempo, mas acho que esta é a minha primeira intervenção. E faço-a na qualidade de 'cliente' também, porque é isso que sou actualmente pois tb estou a iniciar o projecto de uma moradia, para a qual decidi que seria melhor recorrer à contratação de um Arquitecto. E acreditem que muita gente me disse para nao o fazer, que ia pagar mais e tal, e que no fim o resultado era o mesmo... enfim, a conversa do costume. Bem ou mal, assim não entendi, porque valorizo as competências dos profissionais qualificados, que pelo menos dedicaram tempo e esforço das suas vidas para aprender as coisas... Não se limitaram à auto-aprendizagem baseada na cópia de outros trabalhos, sem querer, no entanto, menosprezar o trabalho de quem o faz. O tema do preço, embora importante, foi tratado com prioridade menor. Vejo aqui uma pessoa, a apresentar uma espécie de programa preliminar do que pretende, onde anexa uma foto, e que recebe respostas com criticas à foto apresentada, etc. Como cliente, decerto que a Liliana não pretende uma cópia da casa em questão, no entanto há pormenores nela que gosta, por isso a colocou aqui. Se o gosto é mau ou não, de qualquer ponto de vista, é sempre discutivel. Eu também mostrei fotos de coisas que gostava, e sei que muitas delas serão má opção para o meu caso particular, mas o que espero do Arquitecto não é que me faça uma cópia de uma casa ou que misture pormenores de várias só porque eu disse que gostava disto e daquilo... Espero antes que tenha a creatividade suficiente para traduzir um modelo de casa agradável e com qualidade, depois de conhecer quem a vai habitar, dos gostos e estilo que o cliente pretende, da luz que gosta de ter, do espaço que gosta de sentir, da temperatura que gosta de sentir, do ruido que gosta de ouvir, do dinheiro que pretende ou pode gastar, etc. Espero também que possa questionar opções por mim tomadas que possam ser inadequadas do ponto de vista de execução/custos. Espero interacção,acompanhamento, reponsabilização e garantias, o que é mais dificil de encontrar nuns meios que noutros, e sabem do que falo. Serei um melhor cliente porque espero isto de um Arquitecto, do que uma pessoa que espera apenas que lhe façam uma cópia de algo que viu, mesmo que seja uma completa aberração ? Eu acho que não ... Se o arquitecto tiver a competência suficiente para demonstrar que a pessoa está a caminhar na direcção errada, e se o trabalho é assim tão mau, então assuma-se isso perante o cliente e recuse-se o trabalho. Deixe-se para os outros, porque senão vai fazer parte do leque e depois perde a moral para criticar. Eu sei, a realidade é diferente, e as vezes a vontade/necessidade de facturar fala mais alto... As pessoas são diferentes, e muitas vezes nem fazem ideia do que querem... Viram coisas apenas ... Acham que gostam ... É tudo muito frágil na fase inicial de um projecto ... A gestão de espectativas tem de ser bem feita, por parte de quem vai fazer o projecto. E as vezes não é assim tão dificil... Penso que alguns comentários são colocados aqui em forma de critica não por causa do conteudo do post inicial em causa, mas sim pelo sentimento generalizado do estado das coisas, ao nivel da Arquitectura em portugal. Mas não é só a arquitectura ... Quase tudo neste país tem coisas mal feitas, concorrências desleais, etc ... Continuem com este forum de qualidade! Não se esqueçam que ele tb é bom para clientes que não percebem nada de arquitectura. Um abraço a todos!
  5. 2 points
    Uma correçao apenas. O facto da parede ter diferentes profundidades, como sugere, torna a parede num difusor acústico. Um difusor acústico continua a ser reflector. Mas espalha o som pela sala. É bastante usado em salas de uso musical como auditórios para manter a sala viva, e no entanto livre de defeitos acústicos. Pode ver vários tipos de difusores e as suas especificações técnicas em : http://www.someacustica.com/someacustica/index.php?page=difusores-2 Numa piscina o objetivo é reduzir a reverberação, logo é fundamental a colocação de material absorvente. Embora na maior parte dos casos os materiais leves sejam mais absorventes, o que define a absorçao porosa (porque existem vários tipos de absorsores) é o fluxo de resistividade e não a densidade. Mas isto era um tópico de dava "pano para mangas" e muitas formulas matemáticas. Eu concordo consigo, mas o meu alerta era igualmente relativo à la de rocha e não à madeira... a madeira nao absorve som, quem absorve é a la de rocha que com execesso de humidade ou em contacto com a água nao conjuga muito bem, pelo menos dos exemplos que vi. Pode-se sempre pensar em usar espuma acústica conjugado com as placas de madeira, mas a unica que conheço e que é eficaz contra a humidade (Quash) tem uma absorção acústica muito fraca. Existem neste momento soluções de material absorvente que já são resistentes ao fogo e à humidade (ver http://www.someacustica.com/someacustica/index.php?page=espacos-publicos) que não precisam de la de rocha ou espumas acústicas. Essa anulação de fase que refere só acontece em algumas frequências, enquanto noutras o som é amplificado. Alias isso é comum ocorrer em paredes lisas (efeito comb filtering observado em estúdios de música) e nao em difusores acústicos.
  6. 2 points
    nunomiguelneto

    Reputacao

    yah... nao devia ser azul como a minha ;)
  7. 2 points
    Ivo Sales Costa

    Reputacao

    eu n sei como tenho 6... tá boua tá.
  8. 1 point
    fabiopinto

    Dúvida habitação bifamiliar

    Boa noite. Gostaria que os mais entendidos nesta matéria me conseguissem dar umas luzes. É o seguinte, num terreno com 1700 m2 em zona residencial nível 2 ( índice de implantação maximo de 40%) pretendo construir uma habitação bifamiliar (por exemplo uma no RC outra no 1piso) É possível? E se for moradias geminadas? Tenho de proceder a algum projecto de loteamento e dividir o terreno em 2 lotes? Desde já agradeço a quem possa ajudar a esclarecer as minhas duvidas.. Cumprimentos
  9. 1 point
    2010 não foi o ano da reabilitação, assim como 2011 e 2012, 2013 não o será também certamente...
  10. 1 point
    Para vocês qual é o "melhor" software de desenho de arquitectura? (É que eu e o AutoCAD não nos damos muito bem...) *
  11. 1 point
    Acho que tens duas maneiras de o fazer... 1º através da criação de um objecto. 2º utilizar a ferramenta "solid element operations". espero ter ajudado.
  12. 1 point
    Fonte: Architectural Record
  13. 1 point
    Decidi hje mostrar-vos 3 casos de arquitectura em habitação social no Porto, onde os arquitectos exploraram e com bons resultados formas de habitar a baixos custos e com qualidade de vida. Paradoxalmente ao que se costuma ver de arquitectura recente, estas obras, já com algumas dezenas de anos foram projectadas com um objectivo: habitações a baixo custo que podem trazer uma mais valia aos habitantes e à cidade. O que é certo é q ao fim destes anos todos, conseguimos ver que estes projectos resultaram, não só por estarem devidamente conservados, mas por também terem permitido uma boa integração das pessoas que lá vivem com o meio urbano envolvente. O primeiro exemplo pertence ao Arq. Mário Bonito, toma como designação "Cooperativa o Lar Familiar" e data de 1950. O segundo exemplo é do Arq. Fernando Távora, "Bairro de Ramalde" e data de 1951-1960 O terceiro exemplo pertence ao Arq. Francisco Pereira da Costa, toma por nome de "Edifício de habitação e comércio" e data de 1953. A sua remodelação foi feita em 2001 por Lourenço Rocchi. ------------------------------------------------------------------------------ Partindo destes exemplos, pretendia assim tentar abrir o debate para a problemática da habitação social. Porque é que hoje em dia se destroem reservas agrícolas para se alojar milhares de pessoas em bairros sem o mínimo de qualidade a nível urbano e ambiental? Porque é que a arquitectura tende a não resolver esta problemática e ainda a intensifica mais criando casos de exclusão social e de alienação? Porque é que não pegamos nos exemplos anteriores e não os estudamos para que possamos perceber de que modo é que trazem uma mais valia à cidade? Gostava que todos reflectissemos um pouco :bash2:
  14. 1 point
    daniela portela

    Telas finais

    As alterações que houve devem ser registadas em desenhos de vermelhos e amarelos e dar entrada em aditamento, só depois entram as Telas Finais, ou em simultâneo. Se no orçamento que o arquitecto lhe deu inicialmente, incluia as Telas, então não tem nada que pagar a mais por nada. Caso o orçamento seja omisso a esse nível, esse trabalho poderá ser cobrado, pois é um trabalho que envolve custo de deslocação, visita a obra e material e tempo gasto. Tudo depende do que acordou inicialmente (se isso estava incluido ou não). Eu normalmente descrevo todos os passos do projecto e é assim que uma proposta de honorários deve ser redigida.
  15. 1 point
    essa situação referida pela kaz é o estágio profissional ou o inovjovem conferidos pelo IEFP de duração de 12 meses, mas sem ser por aí, não arranjas de maneira nenhuma essa condição de pagamento o estagiário de arquitectura, na verdade, é mestre (integrado com Bolonha). após o estágio deve receber bem mais do que 2x o ordenado mínimo (segundo a tabela de técnicos superiores dos gabinetes públicos) com subsidio de almoço, seguro e outras regalias como subsidio de férias, por exemplo (coisas que na maioria dos gabinetes privados nem sabem o que isso é!) a grande questão aqui é que, dá me ideia (posso estar errada) que o pessoal encosta-se demasiado à sombra da bananeira: "aaahhh....trabalhar até as 23h? está bem. desde que ao menos possa cheirar o mesmo ar que o arquitecto respira então eu aceito!" "trazer almoço de casa? sem problema..como umas sandes durante 30 minutos e pronto!" "seguro?! o que é isso?" e outras pérolas que fazem com que cada vez tenha menos pena do pessoal que se submete a estas coisas. esperam que a OA faça alguma coisa, mas enquanto esta não regula a situação vão-se encostando...lamentando...ficando tristes e depressivos, mas não entendem que são eles os principais culpados de tal precariedade! ora esse nosso colega, arquitecto lino dias... que já está nessa situação há 10 anos, será que já não estava na altura de querer mais da vida??
  16. 1 point
    Termal Bath Arquitectura: Peter Zumthor Local: Vals, Suiça Ano: 1996 Mountain, stone, water - building in the stone, building with stone, into the mountain, building out of the mountain, being inside the mountain - how can the implications and the sensuality in the association of these words be interpreted, architecturally? The whole concept was designed by following up these questions; so that it all took form step by step. With the only thermal spring in Graubünden, the Therme Spa is a stunning landmark built from 60 000 stone slabs of Valser quarzite for you to luxuriate and rediscover the ancient benefits of bathing in. The combinations of light and shade, open and enclosed spaces and linear elements make for a highly sensuous and restorative experience. Below the pool deck is a wellness centre where you can have treatments focusing on relaxation and pampering. [ame="http://www.youtube.com/watch?v=w7v-wozHSO8"]YouTube - Architecture! Peter Zumthor - The Thermae of Stone (1/3)[/ame] Peter Zumthor - The Thermae of Stone (1/3) [ame="http://www.youtube.com/watch?v=qwV-tFVTRT8"]YouTube - Architecture! Peter Zumthor - The Thermae of Stone (2/3)[/ame] Peter Zumthor - The Thermae of Stone (2/3) [ame="http://www.youtube.com/watch?v=4HPxczKAYn4"]YouTube - Architecture! Peter Zumthor - The Thermae of Stone (3/3)[/ame] Peter Zumthor - The Thermae of Stone (3/3) Link: http://www.therme-vals.ch GoogleEarth:
  17. 1 point
    nunomiguelneto

    Tópico das Maquetas

    Este tópico é destinado à colocação de dúvidas sobre construção e assuntos relacionados com maquetas. :D
  18. 1 point
    pevmac

    Lusíada ou Lusófona?

    A "melhor Universidade"...conceito curioso...a melhor universidade é aquela em que tu sabes que te sentirás melhor...é aquela onde tens parzer ao ires, sabendo que tens os melhores colegas...é aquela onde os professores realmente se empenham para te ensinarem algo, e no final sabem o teu nome, sabem o que vales...a melhor universidade é aquela que tu olhas os panfletos, percorres os anos e cadeiras, e pensas: "É mesmo isto!"...a melhor universidade é aquela que tu queres mesmo ir...a melhor universidade vai preparar-te para a vida...Por minha experiência, passei por EVT (ESE Portalegre - matricula e praxes), Escultura e Pintura (FBAUL - apenas matrícula), Arquitectura (Lusíada LX - 2 anos), e termino agora Arquitectura (ISMAT - grupo Lusófona, com as equivalências e as alterações que o Bolonha introduziu...)...o resultado? Para mim, valorizou-me o facto de conhecer realidades distintas, de ter de trabalhar em construção civil, e de ter alguns interregnos nos estudos que, se por um lado atrasaram a minha formação, por outro deram-me conhecimentos que não se adquirem sem a prática laboral (fiz de tudo...medições e orçamentos, desenho assistido por computador, preparação de obra, orçamentação, preparação, execução e, inclusivé, colocação em obra de alumínios, cantarias e canalizações, e fiscalização municipal, no âmbito de obras...), mas a conclusão que chego é que a melhor universidade é aquela em que tu, ao passar algum tempo, tomas consciência que é a tua "casa"! Cumprimentos a todos,e boas "arquitecturas"!
  19. 1 point
    É possivel fazer o download de todos os cartazes finalistas, em pdf, no site oficial dos empreendedores. projecto para o museu munch em Oslo projecto para a biblioteca Deichman em Oslo Vejam também os finalistas do concurso Slussen para Estocolmo que conta com nomes com BIG, Jean Nouvel e Foster aqui: stockholm.se visto primeiro em: http://ideiainteligente.blogspot.com/2009/04/nya-slussen.html http://charneira.blogspot.com/2009/04/concursos-em-oslo-oslo-competitions.html P.S. no blog charneira podem sacar todos os cartazes pdf compilados em 4 ficheiros zip.
  20. 1 point
    JVS

    Noticias - Ordem dos Arquitectos

    Arquivo: Edição de 02-04-2009 Economia Dirigentes da Ordem dos Arquitectos do Médio Tejo renovam mandato A lista constituída pelos arquitectos Rui Serrano, Pedro Costa, Ricardo Cabrita, Ana Barral e Telma Silva e suplentes José Tavares e Carlos Duque foi eleita sexta-feira, 27 de Março, para mais um mandato à frente do secretariado do Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos (AO). A equipa agora reeleita, e que esteve na base da criação do Núcleo, com sede em Abrantes, pretende prosseguir com o trabalho desenvolvido e que se centrou no “reafirmar da importância da Arquitectura na região do Médio Tejo”. A tomada de posse tem lugar a 17 de Abril, na Biblioteca Municipal de Torres Novas. Na ocasião será lançada a sexta edição da publicação trimestral “Papel de Parede” e inaugurada a exposição “Gente da Casa.” in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=385&id=52422&idSeccao=5776&Action=noticia
  21. 1 point
    Dreamer

    Asfalto solar

    "Como é que ninguém se lembrou disto antes?" é a expressão que normalmente me vem à cabeça quando vejo alguma boa ideia. E foi este o caso. O asfalto é preto, escuro vá, todos nós já vimos como numa tarde quente de Verão as estradas irradiam calor suficiente para deformar a nossa percepção da paisagem, e alguns já tivemos a infeliz ideia ou estúpida necessidade de andar descalço por cima de asfalto nessas situações (não é nada agradável)... No Worcester Polytechnic Institute (WPI), a pedido de Michael Hulen, uma equipa está a desenvolver uma tecnologia que permita fazer o aproveitamento energético (electricidade e aquecimento) em estradas e parques de estacionamento, colocando geradores térmicos embutidos no pavimento. Uma das grandes vantagens deste sistema é que não é necessário reservar mais território para a implementação de geradores solares, já que o que não falta por aí são estradas e parques de estacionamento. Mais informações aqui: Link: http://www.sciencedaily.com/releases/2008/08/080812135702.htm
  22. 1 point
    adolf loos

    Arquitetura da felicidade

    Estava pesquisar na net e encontrei estes videos, aproeitem para dar uma vista de olhos neles, eceem a vossa opiniao:) parte 1 parte 2 parte 3 parte 4 parte 5
  23. 1 point
    kwhyl

    A privacidade na Arquitectura

    Ai meninos.... que mesquinhice de assunto. muito gosta o português do seu belo individualismo, escondido de toda agente, o orgulhosamente sós continua, agora, na escala individual, porra.... que retrogridade, que mesquinhez, que treta de problema....
  24. 1 point
    Bem, sendo ainda este tipo de evento a título experimental, apenas iremos realizar uma palestra no dia referido. De qualquer forma penso que no final desta semana ou início da próxima poderei colocar mais informações pois ainda estou a contactar algumas das pessoas. Até lá apenas posso confirmar a ausência de Fernando Guerra, tendo sido escolhido por sua vez o Fotógrafo de Arquitectura e membro deste fórum, João Morgado. Espero assim inovar e trazer novas mentes a um tema que tem estado fechado para muitos dos interessados.
  25. 1 point
    3CPO

    Joao Morgado - Fotografia de Arquitectura

    Novo album Edifício de habitação e comércio, Moura _ Aires Mateus :)
  26. 1 point
    Isto realmente existe gente para tudo.. Em termos legais e objectivos o que podemos ou devemos fazer?
  27. 1 point
    com certeza não estás à espera que eu diga que nesse caso já gostava.. e apesar de não acreditar muito que fosse possível, se alguma vez o fizessem a minha opinião mantinha-se com uma agravante, é que a obra desses é seguida há muitos anos por toda a gente, seria um cancro na sua obra como foi o Estoril-Sol para o byrne, que claramente foi feito por uns putos lá do atelier.
  28. 1 point
    Dreamer

    OBRIGADO PORTUGUESE (sim o user)

    Como o Pedro disse no final do seu 1º comentário, este tópico tem o objectivo de nos fazer rir um bocado. Quanto ao sistema de reputação, é óbvio que não é perfeito, tem as suas falhas, a menos que muitos votassem em muitas mensagens para termos uma amostra maior e consequentemente menos sujeita a potênciais manipulações que como o "amigo" referiu, podem acontecer. Ainda assim, para mim é um mero ponto de avaliação que tem a importância que tem, ou que não tem. Cada um dá-lhe o valor que entender, mas mais importante do que isso é a nossa opinião própia dos membros deste espaço e ao fim de algum tempo já se vai conhecendo a personalidade de cada um, pelo menos a personalidade virtual, já que a real nem sempre é mostrada.
  29. 1 point
    Acharia louvável que o Conselho Directivo Regional Sul da OA tivesse vindo a público em defesa deste projecto se tal fosse prática corrente. Curioso notar que a argumentação apresentada se refere apenas à legitimidade (ou falta dela) de procedimentos administrativos, algo que qualquer advogado poderia fazer, nada referindo quanto à qualidade arquitectónica do projecto. A defesa que a OA faz do projecto assenta em argumentos jurídicos, enquanto que o ataque público que tem sido feito assenta em argumentos estéticos e de inserção urbana e, sobre estes que são matéria intrínseca da arquitectura, a Ordem dos Arquitectos nada diz... Não acredito que os dirigentes da OA não saibam de alguns outros casos de discricionariedade dos que diariamente se passam por todo o país, e não dou por eles virem a público denunciar essas situações. Infelizmente a Ordem só é para todos quando toca a pagar quotas...
  30. 1 point
    m a r g a r i d a

    E depois da arquitectura?

    engenharia é uma boa aposta, pois como se costuma dizer "uma mão lava a outra" mas se tens assim tanta dificuldade na matemática, provavelmente andarás a marcar passo na faculdade de engenharia.... na minha opinião, irá depender das tuas capacidades, força de vontade e do tipo de vida que queiras
  31. 1 point
    arklab

    E depois da arquitectura?

    "O Fernando Távora contava a estória do senhor da mercearia ou café, que o conhecia desde há muito tempo, e tratava-o sempre por engenheiro, até que um dia o Távora interpelou-o e disse-lhe que era arquitecto, ao que o senhor respondeu que sabia que ele era arquitecto mas como tinha muita consideração por ele tratava-o por engenheiro." Design como profissional, escultura/fotografia como passatempo.
  32. 1 point
    nota-se que és portista! e o boavista não conta!?? * estamos a reportar há época em que se fez os estádios. Concordo que deveria ter sido feito um estádio municipal, para sporting, benfica e belenenses,no entanto o Alvalade XXI foi pensado muito antes de de saber se vinha o Euro2004. Foi pena não ter sido o 1º projecto a ser construido, porque este é muito feio Apesar de gostar do projecto do Souto Moura, o Estádio AXA, considero o vosso estádio o mais bonito e funcional. nota: o orçamento deste ultrapassa os dois da segunda circular!!
  33. 1 point
    Aaliz

    Destaque vs loteamento

    caro rui fernandes, como a lei é uma matéria complexa e após me ter reafirmado através da sua resposta q na câmara admitiam (mesmo e sem sombra de dúvida) a possibilidade de requerer a divisão do terreno sem processo de loteamento, e em mais de dois lotes, fiquei a pensar no assunto e julgo ter encontrado o enquadramento deste caso no site do ministério público, no entanto, pelo que entendo, aplica-se apenas a prédios rústicos, onde a leitura de prédio é o termo atribuido legalmente á descrição predial de um terreno na conservatória . Não sei se será este o caso pois tal como esclarece o diploma o seu âmbito é: O Estado promove a execução de operações de emparcelamento integral quando elas constituam base indispensável para: a) A execução de programas integrados de desenvolvimento agrícola regional; O ordenamento do espaço agrícola e a reconversão cultural; c) A reestruturação da propriedade rústica e da empresa agrícola afectadas pela realização de grandes obras públicas, nomeadamente auto-estradas, caminhos de ferro, barragens e aeroportos. e segue nos art.ºs : 1 Artigo 10.º Melhoramentos fundiários de carácter colectivo Os melhoramentos fundiários que pela sua natureza determinem a compartimentação do perímetro e condicionem o novo loteamento devem estar definidos quando se iniciar o período de reclamação para fixação das bases do projecto. 2 Artigo 12.º Traçado dos novos prédios Fixadas as bases do projecto de emparcelamento nos termos do artigo anterior, é estabelecido o novo loteamento de acordo com os critérios seguintes: a) A concentração da área dos terrenos de cada proprietário no menor número possível de prédios, cuja superfície, forma e acesso favoreçam as condições técnicas e económicas da respectiva exploração; A aproximação, tanto quanto possível, dos novos prédios das actuais sedes das explorações ou a criação de novos centros de lavoura com o acordo dos interessados; c) O aumento, sempre que possível, da área dos prédios integrados em explorações de dimensão insuficiente, com recurso à incorporação de terrenos da reserva de terras. 3 Artigo 13.º Reclamação do projecto 1 - Terminada a elaboração do projecto, é este submetido à apreciação dos interessados, que podem apresentar reclamações e recursos nos termos dos artigos 37.º e seguintes. 2 - Para o efeito, são expostos os seguintes elementos do projecto: a) Plano cartográfico do novo loteamento e dos melhoramentos fundiários previstos; Indicação numérica da equivalência de valor entre os novos prédios e os anteriores; c) Representação cartográfica das superfícies sobre as quais ficam a incidir ónus, encargos e posições contratuais transferidos dos anteriores prédios ou constituídos por força do n.º 2 do artigo 35.º; d) Projectos de melhoramentos fundiários e rurais de carácter colectivo com incidência nas condições de exploração dos terrenos ou nas condições sociais e económicas das populações da zona. o site q consultei é: http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_busca_assunto_diploma.php?buscajur=loteamento&artigo_id=&pagina=1&ficha=1&nid=641&tabela=leis na legislação: EMPARCELAMENTO E FRACCIONAMENTO DE PRÉDIOS RÚSTICOS Decreto-Lei n.º 103/90, de 22 de Março versão actualizada (Decreto-Lei n.º 59/91, de 30 de Janeiro) ver artºos 10º, 12º e 13º.
  34. 1 point
    3CPO

    Reputacao

    Não... fui eu que votei. O meu voto é mais poderoso que os restantes... :(
  35. 1 point
    JAG

    Reputacao

    Atenção... a Leonor... quer começar a lixar o pessoal... :nervos:
  36. 1 point
    AnaS

    Reputacao

    Connecty sim, acho que com os numeros fica melhor!! ;)
  37. 1 point
    arklab

    Reputacao

    sem querer estragar a conversa de "amigos"...o que é que aconteceu à reputação......!??? somos brindados com cartões !? ou são luzes de semáforo !??...:nerd: .....sendo a última hipótese, a minha luz deveria estar amarela....!!!??:nervos:
  38. 1 point
    Connecty

    Reputacao

    Experimentem clicar no meu para ver o que acontece, depois digam-me o que aparece!
  39. 1 point
    3CPO

    Reputacao

    Se clicarem no meu, aparecem umas fotos de umas meninas todas giras... ;)
  40. 1 point
    AnaS

    Reputacao

    ainda nem me tinha apercebido de que existem esses pontos de reputação!!
  41. 1 point
    Ivo Sales Costa

    Reputacao

    Tou a ver isto a encher-se de 'beija-rabos' para ver se ganham reputação.... Pode ser uma boa medida em termos de haver um controlador de comportamentos, vamos ver.
  42. 1 point
    Sputnik

    A Poética Do Espaço

    E continuamos com os nossos domingos de poesia... Para falar de poética do espaço, não serviria simplesmente descrever ou referenciar-nos num espaço concreto. O que o filósofo faz é utilizar-se das descrições de espaços feitas por grandes poetas - é a forma mais justa de transmitir o sentimento poético. "O poeta conta que desde a sua infancia tinha desejado inutilmente possuir uma casa de campo com um jardinzinho e que, agora, com a idade de setenta anos, resolvera dá-los de presente a si mesmo, com a sua própria autoridade de poeta e sem nenhuma despesa. Começara por ter a casa, depois, aumentando o gosto pela posse, acrescentara o jardim, depois o bosquezinho etc. Tudo isto só existia na sua imaginação; mas bastava para que essas pequenas posses quiméricas adquirissem realidade aos seus olhos. Falava delas, desfrutava-as como coisas verdadeiras; e a sua imaginaão era tão forte que eu não ficaria admirado se o visse preocupado com a sitação da sua vinha durante as geadas de Abril ou Maio."
  43. 1 point
    Muito interessante! Mas falta lá o preto :p
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    a.s* _ atelier de santos Residências Universitárias das Laranjeiras _ Ponta Delgada . 1998-2007 [Continuação do texto anterior] O módulo definidor da solução é a unidade habitacional mínima: um quarto duplo, de planta rectangular (2.6 x 6 m), com os seus topos transparentes. O topo sul constituiria a frente exterior do quarto, sendo o topo norte destinado ao acesso interno. A meio do quarto são dispostos dois volumes – contendo instalações sanitárias, zona de banhos, armários e estantes – que dividem a restante área disponível em zona de estudo (a norte, aberta para um corredor de acesso envidraçado, o que permite a iluminação natural deste espaço), e um espaço destinado ao repouso (a sul, aberto para a paisagem). A separação das duas áreas é assegurada pelas portas dos armários: quando abertas, encerram o corredor de ligação entre zona de estudo e zona de repouso, repondo a necessária intimidade a esta última, que tinha sido anulada pela não existência de qualquer barreira visual entre o corredor e o quarto. Tendo em conta a necessária economia de meios, seria óbvio que este módulo assumiria preponderância no que respeita à morfologia dos blocos residenciais fazendo com que a imagem dos edifícios resultasse da mera associação dos módulos (dos quartos) que a compõem. Nesse sentido ao módulo base são introduzidas pequenas variações: varandas, portadas, o desnivelamento da zona de repouso em relação à zona de estudo ou até a separação física entre elas. Estas variações corresponderiam não apenas a diferenciações de usos e de espaços, mas também, sobretudo, a variações formais, o que garantiria que a associação entre módulos e suas variações protagonizassem por si só diferenças morfológicas aos quatro blocos residenciais. Desse modo, por mera associação modular, obtivemos quatro edifícios residenciais semelhantes, mas que procuram soluções morfológicas diferenciadas entre si, como resposta a uma procura de variabilidade urbana de conjunto, reflexo da localização relativa de cada edifício, mas também da proximidade com outros elementos. Assim, de sul para norte, temos o Edifício Destemido (aquele que confronta todos aqueles que se aproximam vindos do Centro da Cidade), o Edifício 2 (porque é o segundo bloco residencial), o Edifício Desportista (dada a proximidade do Campo de Jogos, e a extensão dos seus corredores internos) e o Edifício Maciço (por ser aquele que alberga mais alunos). Cada um dos 4 blocos de residências organiza a quase totalidade do seu programa funcional junto à fachada sul libertando o alçado norte para as circulações internas, que podem desse modo ser totalmente abertas para o exterior. Consegue-se assim que os utentes de cada um dos blocos cruzem a totalidade das faixas de “paisagem” localizadas no exterior., à medida que se deslocam pelo interior dos edifícios. Dá-se oportunidade aos estudantes de escolher habitar o bloco e a vista do quarto que mais lhe agrada, bem como da própria vista do quarto já que cada módulo funciona como uma espécie de enquadramento sobre as (diferentes) faixas de paisagem. Desse modo é possível viver num quarto do Edifício Desportista, tendo vista sobre o Arvoredo, habitar o Edifício Maciço com uma vista sobre o Prado, ou dormir num quarto com vista para o estacionamento no Edifício 2. Qualquer outra conjugação é possível de se obter. O Edifício Central contrapõe a toda a malha estrutural rectilínea uma outra geometria, quase aleatória, quase natural, como quase artificial é o conjunto de laranjeiras plantadas em frente a este (e que recordam o grande laranjal aí existente até finais do séc. XVIII), fixando-se à topografia, alterando-a, e implantando-se profundamente no cruzamento entre os blocos construídos e as faixas exteriores. Ficha Técnica Residências Universitárias das Laranjeiras (1º Classificado em Concurso Público) Cliente: Serviços de Acção Social da Universidade dos Açores Localização: Bairro das Laranjeiras, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores Programa: 150 quartos duplos, cantina e refeitório, sala de convívio, serviços de apoio Área de Construção: 6500m2 Área de implantação: 10000 m2 Data de projecto: 1998/2001 Data de Construção: 2002/2003 (1.º fase), 2004/2007 (2.º fase) Coordenação: Pedro Machado Costa, Célia Gomes / a.s* Créditos Fotográficos: FG+SG - Fotografia de arquitectura Agredecemos a colaboração de a.s* _ atelier de santos.
  45. 1 point
    Link: http://www.estado.com.br/editorias/2006/07/18/cid-1.93.3.20060718.29.1.xml
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    Neste Tutorial 7, vou explicar os princípios inerentes à aplicação e edição de materiais, tais como: 1. Tipos de materiais e usos específicos 2. Tipos de mapas e suas aplicações 3. Criar materiais realistas Para começar, aqui fica uma imagem de como deverá aparecer um editor de materiais por definição: Primeiro precisamos reconhecer as diferenças entre os tipos de materiais. Aqui enumero os principais, mas não todos. Blend O material Blend serve para fundir 2 outros materiais, numa mesma superfície (mesmo material ID). Exemplo: parede de tijolo pintadas de cor uniforme e textura de tijolo em algumas áreas da parede. Composite Usando uma mistura complexa baseada em cores, consegue fundir até 10 materiais num só material. Útil em casos de render esporádicos. Double Sided Material que exibe 2 materiais diferentes na mesma superfície, um material em cada lado. Exemplo: fotografia com imagem de um lado, e papel branco do outro. Ink 'n Paint Material especial que simula um cartoon, ou esboço a carvão, etc.. Exemplo: render sem aspecto de render, nem aspecto realista, para ilustração. Matte/Shadow Um dos materiais únicos no 3D Studio, o material Matte/Shadow tem a particularidade de receber sombras de outros objectos, sem no entando ser renderizado ele próprio, deixando ver o fundo do render. Exemplo: sombra de um objecto virtual pretendida sobre um objecto que existe na imagem de fundo. Multi/Sub-Object Especial para se adicionarem vários materiais a um só objecto, com faces pré-divididas em diversos Material IDs. Exemplo: material único aplicado a um objecto com parede, tecto e chão, com 1 sub-material para a textura de parede, 1 sub-material para o rodapé, 1 sub-material para o tecto, 1 sub-material para o chão, etc. Raytrace O material com qualidade de rendering superior. Exemplo: copo de vidro com reflexões, água detalhada, metal com alto nível de pormenor. Standard O material pré-definido, e com usos bastante alargados. Exemplo: paredes, chão, vidros básicos, materiais orgânicos, madeiras, etc.. Top/Bottom Material que exibe 2 materiais diferentes no mesmo objecto, dependendo da orientação cima/baixo do mesmo. Exemplo: chaleira metálica, com área queimada no fundo. Para alternarmos o tipo de um material seleccionado, carregamos no botão que está localizado em baixo e à direita da amostra de materiais. Este botão mostra sempre o nome do tipo do material seleccionado. Se repararem na secção Shader Basic Parameters, verão algumas opções. Explico algumas: Caixa Blinn Contém uma lista de tipos de shaders. Cada um deles vai receber a iluminação de forma diferente, sendo o Blinn e o Anisotropic os mais usados. Wire Remove toda a superfície do objecto e renderiza apenas nas arestas da malha. Pode-se especificar a espessura desta ramificação na secção Extended Parameters. Face Map Se seleccionada, o material é aplicado a cada face do objecto indivualmente, não requerindo assim o modificador UVW Map para orientar a textura. 2-Sided Útil para objectos importados de outros programas, quando existem faces voltadas na direcção oposta à que se pretende ver. Isto porque no 3D Studio, todas as malhas (objectos) são constituídos por faces de 1 lado apenas; quando pretendemos renderizar de ambos os lados, ou quando o lado invisível não está voltado na direcção correcta, pode-se editar a face com o modificador Edit Mesh e inverter a respectiva normal; em alternativa, activa-se esta opção no material aplicado ao objecto. Faceted Aplicado a objectos com superfícies curvas, vai ignorar a suavidade e renderizar apenas as faces da malha, ficando com aspecto facetado. Em objectos de faces planas, não tem diferença. Na secção Blinn Basic Parameters (Blinn aqui pois é o shader seleccionado na lista em cima), terão as opções mais visíveis do material, como a sua cor, opacidade (transparência, no material Raytrace), nível de brilho, auto-iluminação, entre outros aspectos. Ambient [Cor] Difuse [Cor] Specular [Cor] Estas 3 opções controlam a luminosidade do objecto. Ambient controla a coloração na sombra, Difuse, a cor real, e Specular, a cor nas zonas iluminadas. Abaixo, temos a secção Specular Highlights: Specular Level Intensidade das zonas iluminadas. Glossiness Um valor grande afecta a área iluminada, tornando-a mais pequena. Soften Suaviza o contraste entre as zonas iluminadas e sombreadas. Com excepção dos materiais que englobam outros materiais (Multi/Sub-Object, Top/Bottom, Composite, Blend), todos os materiais-base têm um conjunto de mapas a que correspondem os níveis de determinada especificação. São eles: Ambient Color Difuse Color Specular Color Difuse Level Specular Level Glossiness Anisotropy Orientation Self-Illumination Opacity Filter Color Bump Reflection Refraction Displacement Sublinhei os mapas mais usados, e também mais importantes na maior parte da elaboração de materiais minimamente realistas. Difuse Color Mapa onde colocamos a imagem directa da textura do material. Basicamente, a imagem que vemos no material, é neste mapa que especificamos. Specular Level Mapa onde definimos os níveis de brilho. São tidos em conta apenas os níveis de cinza para este mapa, pelo que imagens a preto e branco serão mais elucidativas quanto ao resultado final. Opacity = A opacidade pode ser defenida em percentagem % ou através de uma imagem ou mapa. Se for usada uma imagem ou mapa, a percentagem indicada será relativa aos níveis dados pela imagem. Bump = Básico mas muito eficaz. Também o Bump usa apenas os níveis de cinza da imagem aplicada. Como já disse, a cada um destes mapas pode ser aplicada uma imagem, ou um mapa procedural. Imagens podem ser desde GIF, BMP, JPG, PNG, TIF, TGA (as duas últimas podem ter até canal alfa para a opacidade de uma textura, por exemplo), e muitos outros formatos, incluindo mesmo AVI, MOV, e outros ficheiros de vídeo (exemplo: textura do ecrã de uma televisão, para criar um filme em vez de um render) Já os mapas procedurais, são mapas genéricos com uma quantidade considerável de opções, tais como cor, escala, proporção, rotação, e muitos outros parâmetros dependentes de cada tipo de mapa. Aqui fica igualmente uma listagem dos tipos de mapas. Seleccionei apenas 4, mas muito úteis, mapas especiais: Bitmap O mapa que nos permite escolher uma imagem entre os nossos ficheiros Fallof Mapa que permite alteração de cor através da distância ou ângulo relativamente ao ponto de vista, ou relativamente ao objecto. Tem ainda uma versatilidade muito grande, pois pode ser aplicado a qualquer mapa de um material, (Difuse, Opacity, Reflection, etc.) Noise Outro mapa incrivelmente fácil e simples de usar, mas com enorme potencial. Cria variações de 2 cores como um formigueiro. Pode ter qualquer escala, e aplicado no mapa Bump para simular o pequeno relevo de uma parede pintada, ou aplicado aos mapas Opacity e Bump de um vidro para simular vidro martelado... Tiles Podia não ter seleccionado mais nenhum, mas sempre achei interessante o mapa Tiles. Permite fazer uma grande variedade de mapas, desde simples azulejos, tijolo grande e pequeno, mosaico de cozinha, wc, etc. Não se deixem enganar pela simplicidade aparente! Um outro pormenor fascinante nos diversos tipos de mapas é que podemos usar sub-mapas dentro de qualquer outro mapa. Como exemplo disto, podemos aplicar um mapa Noise, e numa das suas manchas, aplicar um mapa Bitmap. Isto vai fazer com que o material exiba uma imagem numa das cores do Noise. ______________________________ Exemplos práticos Depois da teoria vou explicar agora com alguns exemplos. Para começar, desenhei um plano, uma geoesfera, um cubo, e um cone. Vou atribuir um material Raytrace à esfera e dar uma reflexão de 20%. Clico na caixa de verificação ao lado do rectângulo com a cor preta, e insiro o valor 20. Para terem 1 noção da quantidade que vai ser reflectida/transparecida pelo material, podem usar o botão Background (3º ícone a contar do topo do lado direito, com malha axadrezada). Podem renomear o material clicando onde diz xx - Default, onde xx é o número do material gerado pelo 3D Studio. Outra opção interessante é a previsualização em maior dimensão. Um duplo clique em qualquer thumbnail de material aumenta-o para o dobro, e essa janela pode ser aumentada ainda mais, ou reduzida. Para aplicar o material aos objectos, pode-se simplesmente arrastar a esfera do material para cima do objecto, ou tendo o objecto seleccionado, com o material activo, carreguem no botão Assign Material to Selection (3º botão a contar do lado esquerdo, em baixo das amostras de materiais) Ao cubo, vou adicionar o tipo de mapa Tiles no mapa Difuse Color. O pre-definido do mapa são 4x4 quadrados, mas eu quero apenas 3x3 para simular um cubo de Rubik Cliquem no botão do mapa Difuse Color, que deverá ter o nome Map #x ( Tiles ). Em Horiz. Count e Vert. Count insiram os valores de 3. Para voltar à lista de mapas e opções do material, usem o botão que entretanto ficou activado, a seta preta Go to Parent que fica imediatamente acima do botão com o nome do mapa Tiles (onde estava o nome Standard relativo ao material, passou a estar o nome do mapa actualmente activo no editor) Reparem que as amostras de material podem ter 3 estados: 1. Material aplicado a algum objecto no ficheiro - cantos realçados a cinza 2. Material aplicado a (pelo menos) um objecto seleccionado - cantos realçados a branco 3. Material não usado no ficheiro - sem triângulos nos cantos Ainda no material do cubo, vou fazer o Specular Level e o Glossiness (mapa também associado ao nível de brilho) dependerem do mapa principal da textura (Tiles). Clicando no botão do mapa Tiles, arrasto-o para o botão dos mapas que referi. O programa pede o tipo de cópia, e selecciono Instance. Para não ter tão fraca luz, vou dar o valor de 50 no mapa Glossiness. O problema agora é que cada face no cubo de Rubik tem 1 cor diferente; para facilitar a tarefa vou simular um cubo já arrumado com os pequenos cubos coloridos ajustados e ordenados. Terei de usar um material Multi/Sub-Object. Com o material do cubo seleccionado, altero o tipo de material, ao que o programa pergunta o que pretendo fazer com o material que já está naquele slot. Vou manter o material (2ª opção). Ao criar o material Multi/Sub-Object, apaguei 4 sub-materiais com o botão Delete nas opções desse material, pois só pretendo 6 - um por cada face do cubo. Basta depois criar cópias do material no slot 1, e alterar as cores dos 6 sub-materiais na secção de configuração do mapa Tiles. O resultado deverá ser algo parecido com esta lista colorida: Para que possam copiar as cores dos pequenos quadradinhos coloridos, para o rectângulo da cor no mapa Tiles, podem clicar com o botão direito em cima dessa amostra de cor, e escolher a opção Copy; na amostra de cor de destino, façam o mesmo e escolham Paste. Nota: os 6 sub-materiais do cubo ficaram atribuídos automaticamente às 6 faces, pois o objecto Box desenhado no 3D Studio está pré-definido com 6 Material IDs diferentes nas suas faces. Se se tratasse de um outro objecto qualquer, teria de ser usado o modificador Edit Mesh para atribuir os Material IDs manualmente. Falta ainda o material do cone, que vai ser um Ink 'n Paint cor de rosa, com as opções que realcei. Finalmente, o plano de fundo, configuro-o com 1 material Matte/Shadow. Não se esqueçam também de alterar a cor de fundo para branco (tecla 8 - menu Rendering > Environment). Fiz o render e o resultado foi: Notem os contornos da esfera demasiado escuros e pouco realista. Vou adicionar o tipo de mapa Fallof no mapa Reflect do material Raytrace, e deverá aparecer a seguinte configuração (abri a caixa do Map Navigator à parte, botão das duas esferas em cima do botão grande do tipo de mapa, lado direito): E o resultado foi o seguinte: Termino este tutorial, pois já expliquei bastante, e espero que vos sirva de algo Ficheiro materiais.max: materiais_max.zip (23 KB )
  47. 1 point
    Boas Com este 4º tutorial, vou explicar os princípios básicos de exportar linhas 2D e objectos 3D no AutoCAD, e importá-los no 3D Studio MAX 8. Os mesmos princípios servirão para versões anteriores do programa. Para começar, é bom que tenham algum conhecimento das operações básicas no AutoCAD (editar linhas, sólidos, etc.), pois este será um tutorial de dificuldade intermédia. Os pontos-chave neste tutorial serão: 1. Exportar/importar objectos de diversas formas 2. Seleccionar opções de importação 3. Corrigir falhas na importação 4. Editar as linhas 2D e criar objectos com elas 5. Aplicar modificadores e opções mais avançadas. Vou usar um ficheiro de AutoCAD que criei para o efeito; vocês poderão usar qualquer ficheiro que tenham para exportar para o 3D Studio, ou poderão fazer o download do meu ficheiro no seguinte link: castelo_dwg.zip (18 KB, formato 2004) Para terem uma ideia do aspecto do ficheiro no AutoCAD, aqui fica uma axonometria e 3 vistas ortogonais: Verde: linha composta por várias linhas simples (segmentada) Azul: linha única fechada (polyline fechada) Laranja: geometria simples Vermelho: geometria complexa Existem essencialmente 2 formas de passar um ficheiro do AutoCAD para o 3D Studio MAX: 1. No 3D Studio, usamos o menu File > Import, e seleccionamos o ficheiro DWG. Escolhemos algumas opções, e o ficheiro é importado. Os ficheiros DWG 2007 não são abertos pelo 3D Studio MAX 8; terão de ser gravados como uma versão anterior, 2004 por exemplo (File > Save As > File of type = 2004) 2. No AutoCAD, abrimos o ficheiro, e usamos o menu File > Export e seleccionamos 3ds na lista. Depois no 3D Studio, usamos o mesmo método para importar, mas seleccionamos o ficheiro 3ds. Este método resulta até à versão 2006 inclusive do AutoCAD; a versão 2007 não exporta para 3ds (ridículo?). Como estou a usar o AutoCAD 2007, terei de usar o método 1. Após importar o ficheiro DWG, surge um quadro com opções. Não vou mexer muito nelas por agora, apenas vou seleccionar os elementos a importar, por Layer: E surgem depois no viewport como estavam no AutoCAD: A partir deste passo, o único limite é a imaginação; mas como se se trata de um projecto fictício, vamos tentar encaminhá-lo nesse sentido. O castelo simplista precisa de um piso onde assentar, por isso é o que vamos fazer. Contudo, como eu já disse, a forma verde exterior, é uma linha aberta e como tal, não vai permitir grandes operações a gerar objectos aparentemente sólidos, ou de geometria fechada. Podia facilmente fechá-la no AutoCAD com o comando pedit, mas para evitar a chatisse de importar novamente (o que seria num ficheiro de proporções maiores), vou fechar a linha no 3D Studio. O método consiste em unir os diversos vértices que se encontram isolados uns dos outros, apesar de estarem coincidentes. Na lista de Modificadores, aplicamos o Edit Spline (pode ser usado o próprio Modificador natural do objecto Editable Spline porém, podemos querer desfazer ou corrigir alguma alteração, pelo que convém sempre adicionar um Modificador nestes casos). Após adicionarmos o Modificador, seleccionamos os vértices todos, e carregamos no botão Weld, na secção do Modificador. Agora posso aplicar o Modificador Extrude à linha verde. Seguidamente, apliquei outro Modificador Extrude à linha interior azul, com um valor superior ao da extrusão verde. Pretendo com isto gerar um vazio no interior da muralha. Seleccionamos a forma verde, e no separador Create > Geometry > Compound Objects, escolhemos o botão Boolean. Depois carregamos no botão Pick Operand B, e seleccionamos a forma azul. O resultado deve ser algo parecido com isto: Não se esqueçam de gravar o ficheiro de vez em quando... Agora resolvi mover para trás o conjunto das formas no interior, pois a rampa estava demasiado próxima da muralha. E vou usar agora um pequeno exercício de edição de malha. Seleccionamos os 2 objectos, a rampa laranja e a forma vermelha, e aplicamos o Modificador Edit Mesh. O 3D Studio vai aplicar em simultâneo o mesmo modificador aos 2 objectos; quer isto dizer que, para alterarmos as definições do modificador num dos objectos, basta seleccionarmos um qualquer objecto que tenha o mesmo Modificador partilhado, como neste caso. as alterações serão reflectidas em todas as formas que tiverem esse Modificador. Para esta operação, usei a vista lateral (a vista frontal também serviria perfeitamente) para seleccionar os vértices a mover para baixo; depois de seleccionados, movem-se como qualquer objecto no viewport. Depois desta alteração, vou agora criar uma abertura na parede frontal, para criar um portão. Na perspectiva, criei uma Box cujo único factor importante são as divisões que se situam normais (perpendiculares) à parede. Coloquei 16, não serão necessárias muitas mais. Seguidamente, fiz uma Instance desse objecto (Shift + Arrastar, escolher Instance na caixa que aparece). Neste caso restringi o arrastar ao eixo Y para que as duas formas fiquem alinhadas. Apliquei depois o Modificador FFD 4x4x4, para editar a forma global do portão, e dar-lhe uma curvatura no topo. Seleccionei na vista frontal, os 2 grupos de vértices superiores direitos e esquerdos, e movi-os para baixo. Isto apenas com a selecção Control Points no Modificador, e não com os vértices do objecto. Novamente na perspectiva, movi um dos objectos alterados para o meio da parede, até a englobar de um lado ao outro (pode-se confirmar na vista de cima). Criei outro objecto Boolean, a partir da mesma forma verde, e indiquei o Operand B como a forma que centrei com a parede. O resultado é óbvio: Agora, não poderei usar o objecto que ficou, pois pretendo um portão mais fino que o buraco feito na parede; se editar a forma que ficou e faze-la mais fina, quer pelo Modificador FFD 4x4x4, quer pelo Edit Mesh (no histórico de modificadores), a cópia embutida na parede vai emagrecer também; então, faz-se nova cópia da forma que sobrou, mas escolhendo a opção Copy. Esta coloca-se no centro da parede, e fica o portão feito, ainda que uma peça só. Já não será mais precisa a forma que serviu para criar a cópia do portão, por isso pode ser apagada. Adicionei um plano para fazer de base, como inicialmente tinha previsto: Para terminar este tutorial, apliquei umas cores básicas nos materiais, adicionei uma Skylight, activei o filtro Light Tracer (Rendering > Render > Advanced Lightning, ou tecla 9). No próximo tutorial, usarei este mesmo ficheiro para adicionar alguns objectos mais complexos, aplicar materiais, e definir algumas propriedades avançadas de texturas Ficheiro MAX do castelo castelo_max.zip (25.8 KB )
  48. 1 point
    Rui Resende

    Siza e os 10 mandamentos!

    Bem thiago, eu estudo na Faup e posso portanto falar com (alargado) conhecimento de causa. Não, não é assim tão radical, não, não precisas de te tornar um sizinha. E como prova de que isso é verdade, basta estudar ou verificar ainda que superficialmente a obra dos arquitectos que saem formados na faup (nem todos têm obra publicada mas muitos têm). Facilmente verificas que são obras completamente distintas, baseadas em princípios distintos e diferenciados. A base comum? Uma base académica comum, um método de ensino e de abordagem ao projecto que já se provou inúmeras vezes funcionar. O texto a seguir pode ser longo mas se realmente te interessa vale a pena ler, espero conseguir esclarecer: Aquilo a que hoje se chama escola do Porto aparece, poder-se-á dizer, da acção primeiro do mestre Carlos Ramos, mas sobretudo da mente de um outro mestre chamado Fernando Távora. Este, que teve uma formação fortemente influenciada pelo modernismo e pelas discussões do CIAM (chegou a participar, conheceu o Le Corbusier e outros mestres), a determinada altura, e à semelhança do que ia acontecendo com outros arquitectos na Europa e no mundo (o Corbu incluído, a Lina Bobardi no Brasil, por exemplo), começou a questionar a validade absoluta que os CIAM e que os arquitectos modernistas fundamentalistas pretendiam passar. O modernismo faliu, mas teve influência. E o que entre nós o arq.Távora faz é idealizar uma forma de fazer arquitectura que simultaneamente aproveitasse o que de bom o experimentalismo do modernismo tinha tido com alguma forma de fazer arquitectura até então mais ou menos desconhecida que fosse de raiz portuguesa, que fosse realmente de Portugal, e de nenhum sítio mais. Neste ponto FT opõe-se à ideia então defendida de "casa portuguesa" defendida pelo arquitecto Raúl Lino e apoiada pelo regime então no poder, porque correspondia a um estilo "português suave" que tinha que ver com uma ideia de brandos costumes e corporativismo que interessavam (posso dizer que escrevo isto numa casa de 1955 fortemente influenciada no seu desenho por essa moradia tipo). O Távora escreve no princípio dos anos 50 (ano a confirmar) um texto chamado "o problema da casa portuguesa" onde descreve a sua posição contrária em relação a tudo isto. Para ele, a tal raiz portuguesa estaria na arquitectura vernacular, de cariz popular, produzida espontaneamente por todo o país. Foi então (juntamente com outros notáveis da arquitectura portuguesa de então) um dos maiores entusiastas e participantes no inquérito à arquitectura popular portuguesa, um levantamento em exaustivo e rigoroso de toda a arquitectura popular existente, de norte a sul do país. Esse documento resultante é ainda hoje um monumento inabalável à grande pequena arquitectura anónima e uma fonte inesgotável de aprendizagem para quem estiver disposto a aprender. A arquitectura do Távora reflecte todo este esforço, toda esta análise, e dele são os primeiros exemplos de arquitectura portuguesa que funde o que de mais moderno se produzia com o que de mais português existia. Conclusões retiradas: - não há uma arquitectura popular portuguesa, há muitas, sempre variada, sempre diferente, no Algarve ou em Trás-os-montes; - Entre as características comuns a todas as diversificadas arquitecturas, encontra-se sempre uma enorme sensibilidade ao território, à topografia, ao efeito que o construído causa - uma tendência irrepreendida para a integração, em oposição ao realce do construído (não é isto sinónimo de arquitectura "camaleónica" ao contrário do que muitas interpretações erradas podem concluir) - relacionada com a anterior, uma arquitectura pouco monumental, que se impõe muito pouco (aliás isto é visível até na arquitectura erdudita que fomos produzindo) Assim sendo, singifica que a análise do território no máximo número de vertentes possíveis, histórica, geográfica, etc. e sobretudo, a COMPREENSÃO do território onde se intervém é permissa fundamental, e uma tendência é um gosto por redescobrir e no fundo, porque não dizer, redesenhar a arquitectura que pela sua durabilidade, espontaneidade e funcionalidade sempre se provou uma mais valia para os territórios onde se implanta (a tal arq popular). Este último parágrafo, em si, não corresponde a nenhuma ideia predefinida de arquitectura. Corresponde a uma ATITUDE perante o projecto, perante a arquitectura. E é isso que escola do Porto significa: uma atitude. Essa, sim, foi traduzida por mestre Távora num método de trabalho e, pedagicamente, num método de ensino. Esse é o método que, com actualizações, deturpações e alterações vem sendo ensinado desde então na agora faup (antiga esbap). Em geral, todos os professores que hoje ensinam, tiveram como mestres ou influências Távora ou aqueles que se juntaram a ele nesta ideia que se provou digna, de arquitectura. Esse método baseava-se numa relação muito pessoal e importante com o desenho como ferramente fundamental para o apuramento do olhar, e de percepção de todas as características que referi em cima. Isto é a escola do Porto, segundo Rui Resende, sem por uma vez falar no nome do maior arquitecto português do século XX que é, quem tiver coragem de ver vai perceber, Álvaro Siza Vieira.
  49. 1 point
    Rosalina... por experiência própria, não hà nada melhor que ires à livraria do LNEC, compras o livro "Curso sobre medições na construção civil", preparas a tua folha de excel com o conteúdo e regras previstas no manual, adicionas mais alguns artigos (relacionados com arrnjos exteriores e afins...) pois o livro está preparado mais para construção de edificios. Obrigas os outros colaboradores (eng.os) a seguirem a metodologia e assim cumpres as "normas LNEC" e dás grande banhada ao resto do pessoal, que verdade seja dita, fazem, mas não sabem... Os programa automáticos... bom não gosto, acabamos por não saber o que estamos a fazer... eu pessoalmente não admito omissões aos projectos de execução (pelo menos tento, LOLOL). Claro está, não esquecer de complementar com boas CTG e CTE´s. Os cursos do IEFP... não me parece q aprendas nada de extraordinário.... tenho na empresa um Medidor/orçamentista e teve de reaprender tudo de novo...
  50. 1 point
    bem... após já la ter passado umas vezes desde que cheguei de erasmus e de ter estado a reflectir um pouco vou expressar aqui os meus pensamentos sobre o assunto. Quando a vi pela primeira vez, depois de ter estado a ler posts no forum e de ter ouvido e lido noticias com comentarios de cidadãos do porto, fiquei radiante. Tinha uma imagem altamente negativa do que seria o novo aspecto da avenida, fomentada por todos os comentarios que li, mas na realidade aquilo que vi e aquilo que experimentei não tem praticamente nada a ver com a ideia que tinha formado. O que tinhamos antes? Uma avenida edificada em finais do séc. XIX com uma imensidão de grandes edifícios nos mais variados estilos, desde os revivalismos barrocos, neoclassicos até às primeiras linhas modernistas, toda ela feita de forma a reflectir o explendor da unica avenida da cidade e o ponto central do poder monarquico. O ambiente da avenida e praça era traçado pelo pavimento em basalto com os desenhos alusivos aos descobrimentos e às colónias feito como um enorme mosaico que só a mestria de alguns permitia que tal fosse possível. Os jardins e as árvores davam mais riqueza a este ambiente tornando-o um pouco bucólico e símbolo da cidade através da estátua equestre de D. Pedro IV apontando para o brasil. O que é que ao fim destes anos todos tínhamos naquele lugar? Uma avenida cada vez mais densamente atravessada por pessoas, carros e autocarros, os passeios com altos e baixos, pedras que desapareciam, jardins pouco cuidados, a estátua de D. Pedro em vez de voltada para o brasil estava com o seu dedo indicador quase a tocar o vidro do palácio no fundo da avenida. Uma faixa central pouco convidativa à deslocação de pessoas, mas mais usada para repousar, mesmo no frenesim de taxis, autocarros e carros a acelerar para apanhar os últimos centésimos de amarelo no semáforo. Tinhamos uma avenida que em dias de festa (s.joão ou vitória do porto) não conseguia conter o enorme fluxo de pessoas que aí se deslocavam, mesmo com as suas enormes dimensões. O que se passa a seguir? Era necessário revitalizar a baixa, fazer passar o metro por de baixo da avenida, dar uma imagem e uma função à avenida ao nível das cidades europeias. O que temos agora? O que se vê hoje em dia e, que para mim é de forte interesse em termos arquitecturais e urbanisticos é uma avenida notoriamente urbana, bem regrada, feita para as pessoas, os automóveis e o metro e que, permite de uma forma absolutamente incrivel visualizar todos os grandiosos edifícios que formam a fachada da avenida e que até então nunca tínhamos a percepção, mesmo eu que já a atravessei vezes sem conta, nunca tinha visto a riqueza arquitectural dos edifícios da avenida como agora se apresenta. Mais, só quem nunca esteve noutras cidades europeias é que não compreende o interesse e as vantagens da remodelação de uma avenida como esta, com as dimensões que esta tem. O facto da faixa central estar livre permite que as pessoas não andem só pelos passeios laterais, mas que façam o seu percurso pela faixa central, permitindo estar no eixo entre a camara e a estátua equestre e visualizando coisas até então nunca antes vistas. Ao descer temos a percepção da Sé do Porto que se lança no ceu, temos os enfiamentos das ruas transversais à avenida que mantêm a riqueza arquitectural exposta na avenida, temos a noção de estar num espaço urbano, rico em história e que priviligia o fluxo de pessoas permitindo que o tráfego de automóveis siga de forma contida e regrada. Esta nova avenida faz-me lembrar o centro de Copenhaga: um espaço destinado ao comércio tradicional e às pessoas, onde a mais variedade de eventos sociais podem ter lugar nesse espaço se que para isso seja necessária a criação de estruturas. A nova avenida dos aliados é um espaço não só funcional mas de criação. É um espaço de expressão artística, social, é um espaço urbano no verdadeiro sentido do termo. A nova configuração da avenida permite albergar toda a variedade de acontecimentos que acontecem regularmente e que não podem passar despercebidos pois fazem parte da cultura urbana do porto. Mas como é obvio e visivel a todos, sendo esta uma intervenção de carácter radical, há coisas que me chocam um pouco, por exemplo. A Fonte que criaram junto à camara para mim é uma absoluta tristeza, não faz sentido nenhum nem sequer trás nada de novo ao espaço. Quando passamos de carro temos a percepção de haver um buraco enorme lá, não se vê água. Quando estamos ao lado, parece que estamos numa espécia de mini-barragem que eu tenho dificuldades de acreditar que possam ter sido os dois mestres da arquitectura portuense a desenhá-la... Penso que as árvores novas que colocaram trarão nos próximos anos muito mais vida à praça e demonstram que pode haver bastante frescura mesmo só utilizando árvores. As duas estátuas que estão a meio da avenida a meu ver neste momento perderam todo o sentido. Estão nuas e sem carácter. Penso que no mínimo à volta das estatuas deveria haver um pequeno jardim de flores ou algo que lhes desse mais vida... Agrada-me bastante as cadeiras e mesas que puseram junto à fonte. Para mim são das coisas mais interessantes da praça e é notoriamente uma provocação dos arquitectos e um apelo a uma sensibilidade urbana. Continuo sem entender porque é que a estatua equestre de d. pedro IV não foi voltada ao contrario, dando coerencia ao projecto, como tinha sido pensada. Não sei se foi a voz do povo ou falta de iniciativa... Desculpem este post extenso mas senti vontade de exprimir o que pensava sobre o assunto
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