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arqpatricio

O que vocês teriam feito?

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Em Outubro do ano passado resolvi começar a procurar um estagiário para o meu atelier, pois estavamos com bastante trabalho e o meu tempo para passar à frente de um pc estava cada vez mais escasso. Meti um anuncio na pagina da ordem (Sul) e não tardaram a chover respostas. Como é normal, fiz uma primeira triagem e passei às entrevistas. A escolha recaiu numa candidata italiana que pretendia residir em Portugal e que apresentou argumentos que eram coincidentes com o que procurava. Nomeadamente, forte conhecimentos sobre materiais, alguma experiencia na elaboração de projectos de licenciamento/execução,projectos de interiores, bons conhecimentos de autocad e criatividade. (apenas vi 3 projectos de licenciamento de lojas projectas por ela) Cumpridas as formalidades decidi po-la imediatamente a trabalhar pagando-lhe 400€ mensais. O estagio profissional apenas poderia começar depois do ano novo e só então iriámos tratar do estagio propriamente dito. Eu já sabia de ante-mão que teria de haver um periodo de adaptação na nossa forma de apresentação dos desenhos, às nossas layers e forma de organizar os desenhos no que diz respeito ao autocad e finalmente à legislação. Realmente assim foi, o mês de Novembro tivemos de "perder" algum tempo com ela, mas dei-lhe logo um trabalho para executar porque assim seria mais facil aprender e eu iria ver as eventuais falhas. Em Dezembro ela voltou para Italia para resolver uns assuntos pessoais e para ir buscar os papeis necessários para a sua inscrição na ordem e para o estágio. Voltando apenas ao trabalho na 2ª semana de Janeiro. Nessa altura foram-nos adjudicados 2 trabalhos que se enquadravam com o perfil da estagiária e achei que ela estaria pronta para os desafios. E foi aí que começaram os problemas.:( Comecei a notar que os conhecimentos de autocad não eram do nivel que me tinha sido dito. Notei grandes falhas nos conhecimentos na parte do desenho tecnico ( quer na representação e interpretação). Cheguei ao ponto de me sentar ao lado dela e dizer " aquela linha começa ali e acaba ali":o , pegar nos desenhos dela...corrigi-los e agora tenta ver as diferenças. Demonstrou uma total incapacidade para projectar, fazendo estudos que nem um aluno do 1º ano de arquitectura faria. Aguentei esta situação até finais de Março, altura em que tive de dar o estagio por terminado porque de forma alguma podia continuar com esta situação. Senti-me enganado...:D Se fosse com vocês o que fariam?

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arqpatricio, Na minha opinião para prevenir estes enganos que acontecem de parte a parte, nada como definir mto bem as regras do jogo logo desde o início: -organização do trabalho do atelier (pastas/ficheiros, layers, canetas/layouts/plotters, bibliotecas/catálogos, etc...), -competências e organigrama do pessoal (a quem e qdo é q pode expôr dúvidas), horário e calendário (férias) de trabalho, objectivos/metas a cumprir, -remuneração e possibilidade de prémios face desempenho. É claro q depois há q haver alguma flexibilidade e capacidade de encaixe de acordo c as circunstâncias q vão surgindo, mas se as linhas orientadoras forem logo dadas à partida, torna-se depois mto mais facil cumpri-las. Agora tenho q concordar c o outro colega em relação ao período experimental. É naturalíssimo q durante os primeiros tempos um novo colaborador ande um bocado às aranhas num atelier q n conhece e p isso este 1º mês precisa de 1 pouco mais de acompanhamento até p confirmar se a nova pessoa tem de facto o perfil q se pretendia. No seu caso, se tivesse podido estar mais presente neste 1º mês teria concerteza prevenido os outros 4/5 meses de engano. Se à colaboradora lhe tivessem logo apresentado as regras da casa, rapidamente voçê se teria apercebido q afinal o problema n era de desadaptação ao novo método de trabalho, mas sim inaptidão p o trabalho. Agora em relação ao autoCAD e normas de representação, pessoalmente ainda estou p ver 1 estagiário q os domine

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Joagin Há vários anos que a organização do trabalho está definida e devidamente estruturada. Inclusive, os diversos gabinetes de engenharia que colaboram nos nossos trabalhos seguem a nossa filosofia. E não tenho duvidas de que tudo lhe foi devidamente explicado e qualquer colaborador podia a qualquer momento tirar qualquer duvida. Sim, porque a dimensão do meu atelier ( eu e mais dois colaboradores) permite um ambiente familiar. Uma das coisas que aprendi num atelier onde trabalhei enquanto estudante. Foi a necessidade de se fazerem reuniões semanais para se verificar se as metas estão a ser cumpridas, evolução dos projectos, planificar o trabalho, tirar duvidas, etc... E todas as sextas-feiras fazemos esse tipo de reuniões. assim, os colaboradores sabem perfeitamente o que têm de fazer na próxima semana e sentem sua importância nos respectivos projectos que participam. Agora, se alguem me diz que já trabalhou por sua conta durante um ano, já efectuou alguns licenciamentos, não tem problemas com a representação grafica, que sabe desenhar à mão levantada ( alias esse era um dos pontos fortes delas, segundo as suas palavras...e no fim:s), apresentou um curriculum a confirmar isso mesmo ( o portefólio é que tinha ficado em italia:rolleyes:)... eu acredito nessa pessoa. Tanto acreditei, que ela participou em reuniões com clientes, visitou os locais onde iriámos intervir, etc.... Eu não deixo de ter culpa... pois não deveria ter tido tanta confiança nas suas capacidades e ter verificado muito mais cedo os trabalhos que lhe ia atribuindo. Mas não o fiz.:D Agora, não quero que se faça aqui qualquer tipo de juízo de valor da estágiária. Quero sim, que me digam qual seria a vossa postura perante um cenário destes.

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"A escolha de um bom profissional nunca pode passar pela aparencia, mas sim pela competencia!" Esta frase pode-se ler na sede da Google numa parede de uma das salas do departamento de recursos humanos.:D

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...pois...neste caso, então nem se coloca a questão de estrutura do atelier q está mais do q resolvida...só foi pena o primeiro mês n ter podido ser mais acompanhado p detectar as falhas da estagiária atempadamente. Parece-me arqpatricio q confiou demasiado no q lhe foi dito. Contratar alguém apenas pelo CV e entrevista sem provas gráficas dadas, mto embora o q é posto no portfolio tb poder ser mentira. Há pessoas q fazem de tudo p conseguir o q querem e n lhes causa celeuma alguma mentirem descaradamente e empolarem as suas qualificações..depois há custa disto outras tantas pessoas honestas levam p tabela e são alvo de desconfianças injustificadas. Acho q acabou p ser vitima de logro e abuso de confiança, mas na prática o tempo e dinheiro q acabou p perder c isto, já n é recuperável. Há a OA e os processos disciplinares,mas n deve levar a lugar algum senão perder ainda mais tempo c o caso. Objectivamente e respondendo à sua pergunta, se eu me visse na sua situação despedia-a tal como fez assim q o beneficio da dúvida fosse esclarecido e c isso na seguinte contratação já seria mais cautelosa.

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Epah, Acreditem que tive um professor no ano passado que disse o seguinte acerca de professores de arquitectura italianos e alunos que vieram a portugal por uns tempos, para um género de colóquio ou coisa parecida: "Os italianos não sabiam ler projecto nem projectar com traços como nós portugueses..." A minha turma ficou boquiaberta e ele lá foi dando exemplos de coisas banais em arquitectura, as quais, os italianos emperravam e não faziam coisa de geito... Se calhar, até tem razão no disse!?! Acabaste de me dar uma prova disso... Quanto ao que fizeste (despedi-la).... já foi tarde!!!

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não por acaso que os estudantes que vao em erasmus para a italia normalmente tiram melhores notas que os italianos, pelo que dizem sabem é muita teoria... de resto... Ja agora arqpatricio, quais foram os criterios para a seleção dos corriculuns e das entrevistas? Eu como futuro candidato a estagio e posteriormente emprego convinha-me ter algumas noções disso...

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