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Oeiras | Reabilitacao do Palácio do Egipto | Departamento de Projectos Especiais da Câmara Municipal

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O palácio do Egipto está situado no centro da vila de Oeiras, a nascente da Igreja Matriz. Segundo se pensa, o início da construção deste palácio data de 1705, tornando-o deste modo a casa nobre mais importante de Oeiras até à construção do palácio do Marquês de Pombal. Antigamente este palácio estava integrado numa quinta de recreio, propriedade bastante extensa que se estendia até Santo Amaro de Oeiras. No início do séc. XVIII a quinta de recreio de Nossa Senhora do Egipto foi adquirida por João Rebelo de Andrade. Esta família vai apoiar muitas iniciativas de interesse local, como por exemplo a construção da Igreja Paroquial de Oeiras. Da Quinta do Egipto, hoje já quase não restam vestígios. Existiam grandes ruas de buxo e magníficos tanques. Junto ao palácio e com acesso pelo Largo do Egipto existia um pátio rústico muito característico do séc. XVIII, com paredes revestidas de magníficos azulejos (onde actualmente se encontra o quartel dos bombeiros). Da antiga propriedade restam apenas algumas dependências e o palácio que ao longo dos séculos sofreu alterações e acrescentos que lhe imprimiram grandes modificações nas fachadas e em algumas salas no interior. A fachada principal mantém um pórtico nobre ornamentado com uma concha muito ao gosto da época Joanina. A escadaria principal e algumas salas no interior do palácio são adornadas com silhares de azulejos do séc. XVIII e decoradas com frescos de motivos vegetalistas. Amputado da quinta e dos famosos jardins, privado dos ricos espaços envolventes é hoje um velho edifício que perdeu completamente o seu estatuto de casa nobre do séc. XVIII e nada sugere do viver faustoso de que foi cenário.

A estratégia de intervenção no edifício tem em vista a promoção do Concelho, através da divulgação do artesanato, do património e da cultura local. Pretende-se assim que este espaço seja um pólo dinamizador de actividades socio-culturais (exposições, colóquios e conferências). Em termos arquitectónicos e funcionais proceder-se-á à recuperação do volume principal e criação de um novo volume com uma linguagem contemporânea que abrigará os serviços de apoio e manutenção, bem como a área multimédia, que incluirá o arquivo fotográfico da Câmara de Oeiras. Assim, e funcionando em articulação com o Auditório Municipal Eunice Muñoz, dotar-se-á o Centro Histórico de Oeiras dos equipamentos necessários para a criação de uma ”vida” cultural abranjente e envolvente de significativa importância no contexto nacional. Uma vez mais, esta autarquia oferece aos seus munícipes um equipamento para ser aproveitado e fruido na sua plenitude.

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=214636&page=3

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Palácio do Egipto. Belas-artes na Oeiras pombalina
Quem passa no centro histórico da vila de Oeiras, a uma mera dezena de quilómetros de Lisboa, não tem como não reparar numa casa apalaçada junto da Igreja Matriz: por detrás de uma fachada que junta os traços arquitectónicos do século XVIII às linhas rectilíneas do século XXI, mora um centro cultural com uma oferta digna de qualquer grande cidade do país ou até da Europa.

O Palácio do Egipto, que o alberga, não vai buscar o nome à civilização das pirâmides: ganhou-o por fazer parte, aquando da sua construção nos idos de mil e setecentos, da Quinta de Nossa Senhora do Egipto, conforme conta a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Oeiras (CMO), Elisabete Oliveira.

O edifício foi o mais nobre da vila até à construção de um outro palácio para o recém-nomeado conde de Oeiras, Sebastião José de Carvalho e Melo – mais conhecido pelo título de marquês de Pombal.

Vendido pela família Rebello de Andrade, que o edificara, vários foram os donos do Palácio do Egipto até ser adquirido pela CMO em 1980.

Nos 25 anos que se seguiram, e à medida que se degradava, o palácio teve diversas utilidades, acolhendo lojas, ateliês de artistas e até mesmo a associação desportiva do concelho até 2005, ano em que a autarquia começou a reabilitação do edifício, já em muito mau estado, tendo em vista a criação de um centro cultural, conforme explica a vereadora.

Inaugurado em Junho de 2009 com uma “galeria de arte, o posto de turismo, uma loja” dedicada aos livros e a “todo o material promocional da Câmara de Oeiras”, uma sala de chá, um restaurante e um bar, o palácio tem como objectivo criar aquilo que a vereadora chama de “pólo dinamizador da vila”.

“Além das exposições, nós fazemos também recitais de música, encontros sobre poesia, enfim, tentamos realmente que aquilo seja um pólo dinamizador das artes em Oeiras”, diz.

A sala de exposições abriu com “Sonhos de Pintura e Escultura”, com obras de Salvador Dalí e comissariada por Rosa Perales Piqueres. Nos quase quatro meses em que esteve aberta, teve um pouco mais de 7200 visitantes.

Nos três anos desde que o centro abriu portas, ao nome do pintor surrealista juntaram-se muitos outros, como o do escultor norte-americano Alexander Calder, o pintor e escultor catalão Joan Miró e outros artistas nacionais e estrangeiros, quer pela mão das fundações Culturgest, Mário Soares e Ricardo Espírito Santo, quer através de outras exposições colectivas e individuais, sempre comissariadas por diferentes nomes e entidades, num leque de motes que vai da arte contemporânea mexicana à “prata da casa”: os artistas oeirenses.

Apesar da proximidade da capital e da falta de estatuto de cidade, a oferta cultural do concelho é diversificada e procurada não só pelos residentes como por visitantes: “Oeiras não está em Lisboa mas, curiosamente, nós não só temos uma população que já aprecia e gosta [de eventos culturais] como vem muita gente de fora. Por exemplo, uma vez, num concerto com o professor Sequeira Costa, em que a sala estava esgotada, muitas pessoas queriam entrar e havia uma senhora que me disse ‘Eu venho de Santa Iria de Azóia!’ Enfim, há uma aposta não só na música clássica como também na música popular. Nós temos, por exemplo, agora a decorrer um festival que é o ‘Sete Sóis, Sete Luas’, com música da orla mediterrânea e que está sempre cheio. Todas as sextas-feiras… Claro que com constrangimentos orçamentais – há dois anos tínhamos 11 espectáculos, este ano temos sete. Começou-se a cobrar bilhetes, mas um valor simbólico, são três euros, até para um certo controlo do número de pessoas que iam aos espectáculos, e curiosamente não diminuiu o número de espectadores.”

Apesar das restrições orçamentais a que a conjuntura económica obriga, a aposta da autarquia neste e em outros projectos culturais não vai parar, assevera Elisabete Oliveira. “Vamos fazendo”, diz, enunciando uma série de outros espaços e eventos promovidos pela edilidade, da arte sacra e das artes plásticas ao cinema da década de 50, com “masterclasses” orientadas por Lauro António.

“Em frente [ao palácio], do outro lado da rua, existe a Galeria Verney, que já era uma tradição de Oeiras, onde neste momento está a Colecção Neves de Sousa, que também foi doada ao município de Oeiras e está exposta 180 dias por ano. E depois, nos outros dias, são várias as exposições, os artistas, e muitas tertúlias, muitos encontros, lançamentos de livros, encontros literários, sessões de poesia… Enfim, várias coisas vão acontecendo”, conclui.

Por agora, e até 30 de Setembro, poderá visitar no Centro Cultural Palácio do Egipto a exposição conjunta de Gil Teixeira Lopes e Matilde Marçal intitulada “Tempos sem Tempo”.



http://www.ionline.pt/boa-vida/palac...iras-pombalina



Palácio do Egipto inaugurado em Oeiras esta quinta-feira

A exposição «Dali: Sonhos de Literatura e Escultura» vai marcar a inauguração do novo centro cultural Palácio do Egipto, em Oeiras, esta quinta-feira (dia 25), às 18:30 horas.

O edifício setecentista, localizado no Centro Histórico de Oeiras, foi totalmente requalificado e ampliado, numa obra da Câmara Municipal que teve um orçamento de mais de três milhões de euros.

O Palácio do Egipto compreende uma galeria, uma livraria, diversas lojas, restaurantes e esplanadas, estando apto a acolher exposições, colóquios ou conferências, entre outros, segundo o divulgado em comunicado.

A primeira exposição pretende «demonstrar as constantes pictóricas de Salvador Dali»: as relações entre literatura e arte e os seus dotes artísticos no desenho.

Estarão patentes trabalhos que reflectem a tradição literária, como «A conquista do Graal», «As Idades do Homem», «Alice no País das Maravilhas», «Gargântua e Pantagruel», «Tricórnio» ou «Pater Noster».

O Palácio do Egipto, que funcionará em articulação com o Auditório Municipal Eunice Muñoz, visa dotar o Centro Histórico do concelho de «equipamentos essenciais à criação de uma vida cultural abrangente e envolvente».


http://diariodigital.sapo.pt/news.as...id_news=395506

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