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Valença | Requalificação de Cidade Nova | Eduardo Souto Moura

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Cidade Nova fantasma

Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas

2009-06-01

ANA PEIXOTO FERNANDES

O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.

São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".

Segundo Covas, a construção excessiva resultou numa discrepância nos preços das lojas - por 100 euros é possível alugar um espaço com 100 m2 na Cidade Nova, enquanto que na avenida principal da vila um com a mesma área pode custar mais de quatro mil euros -, e também no "abandono sistemático" de espaços comerciais. "Alguns ainda funcionam pela proximidade que têm em relação à fortaleza, por estarem integrados em zonas de frequência comercial ou de movimento de turistas, mas o resto é o que se vê".

À vista desarmada é possível constatar a urbanização desmedida de Valença, mas o "oco" dos edifícios construídos quase exclusivamente para comércio, permanece oculto ao olhar de quem passa. A inutilidade e a decadência do miolo das urbanizações recentes, contrastam com a dinâmica e plena ocupação de algumas artérias urbanas, viradas a zonas de passagem, e de todo o interior da histórica fortaleza, que está ser alvo de requalificação com a traça do arquitecto Eduardo Souto Moura e onde há anos o comércio prolifera porta sim, por sim. "Valença tem uma grande densidade comercial, das maiores do país, mas também tem problemas dessa natureza.", admite Joaquim Covas.

O Centro Comercial Europa, situado na Cidade Nova, é exemplo de que Valença terá mais lojas fechadas do que abertas, não porque tenham encerrado, mas porque uma boa parte nunca chegou a abrir. "O que está abandonado é o interior do centro. A minha casa tem porta para o exterior".É assim que Abel Vinhas, 54 anos, justifica porque aceita pagar uma renda de 450 euros para explorar um estabelecimento de bebidas, o "Star bar", instalado na loja 50 de um edifício onde não se vê vivalma e em que a loja vizinha está totalmente destruída por um incêndio.

Purificação Malheiro, da empresa de condomínios Gomes e Malheiro, responsável pelos sete blocos habitacionais e comerciais da Cidade Nova, revela, por exemplo, que das 80 lojas do Centro Comercial Europa apenas "20 por cento" se encontram ocupadas e que o cenário em volta é semelhante.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Valen%E7a&Option=Interior&content_id=1249936

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Conheço bem Valença e de facto aquilo esta uma vergonha, nos anos 80 foi criada a espectativa de que valença com o entrar na CEE iria transformar-se rapidamente numa cidade com forte caracter comercial devido a proximaidade com Espanha. Toda esta espectativa criada resultou na construção de blocos com mais de dez andares que se estendem muitas vezes por varias desenas de metros, o que resultaria num cenario muito semelhante ao das cidades novas das ex republicas sovieticas de Leste não fosse o aspecto extremamente caotico com que tudo pareceu. A escolha de ESM para requalificar e dar algum significado a espaços e dificios que apareceram se qualquer planeamento parece muito acertada, o trabalho que ele fez na fortaleza esta muito bom. Este arquitecto esta a fazer algo semelhante na Maia dando a essa cidade (que sofreu um processo semelhante ao de Valença nos anos 80) uma nova imagem e caracter que a esta a transformar para bem melhor. Espero que a sua intervenção chegue até aos edificios que mereciam um retrofit e umas demolições de pelo menos uns bons 3-4 andares.

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Deixo uma imagem para verem o estado de guerra em que o pequeno centro urbano de valença se encontra.

Imagem colocada

E lembrar que valença finalmente conseguiu o que queria tornar-se cidade aconteceu a coisa de dois ou três dias.

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Valença: Requalificação da fortaleza avança com terceira fase
ALTO MINHO
2011-07-30visitas (343)comentários (0)

A Câmara Municipal de Valença já tem em execução a terceira fase de requalificação da Fortaleza. A intervenção decorre nos fossos com a construção de um micro túnel para a drenagem das águas pluviais e saneamento. Esta empreitada tem um valor de 1.890.315,61 euros, acrescido de IVA e um prazo de execução de 12 meses. A intervenção vai incidir entre o Baluarte do Carmo e o Largo de S. Teotónio, Largo Dr. José Maria Rodrigues, abrangendo as ruas da Oliveira, Direita (Mouzinho de Albuquerque), José Rodrigues e as travessas dos Açougues, Hospital da Misericórdia, Passadiço e do Hospital Militar. A traça desta 3ª fase tem a marca do arquitecto Eduardo Souto Moura, autor do projecto de requalificação do Centro Histórico.

Jorge Salgueiro Mendes, presidente da autarquia refere que o executivo acautelou as medidas para que a obra não cause impactos na actividade turística. O autarca salienta que a aposta na Fortaleza passa pela sua requalificação integral com uma marca mais funcional e moderna que seja factor de atractividade para a dinamização da actividade comercial, turística e cultural e preservadora do legado patrimonial. A câmara estabeleceu um plano de execução de obra que pretende minorar, o impacto de obra, na parte requalificada, na actividade comercial e turística e nos habitantes da Fortaleza. Todos os edifícios, da área a intervir, foram vistoriados de forma a garantir condições de segurança e a acautelar eventuais danos.


in http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=51572

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