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Lisboa | Novo Terreiro do Paço | Bruno Soares

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Os carros vão «desaparecer» do Terreiro do Paço. O novo projecto de requalificação vai reduzir a circulação automóvel que actualmente é de 40 por cento, mas vai passar a ser de 11 por cento, segundo o projecto apresentado esta sexta-feira pelo arquitecto responsável.
«Quarenta por cento da área da praça é destinada à circulação automóvel. O objectivo é reduzir drasticamente esta opção», assumiu, à agência Lusa, o arquitecto Bruno Soares, referindo que o tráfego não deverá tomar mais do que 11 por cento do espaço.
Esta concepção de mobilidade no Terreiro do Paço vai ao encontro do plano elaborado pela autarquia lisboeta e que foi recentemente submetido a discussão pública.
A placa central do Terreiro do Paço será alargada, as vias laterais serão interditas ao trânsito, os passeios junto às arcadas alargados e o pavimento assumirá um tom amarelado.
O trânsito frente ao rio fazer-se-á apenas com uma faixa de rodagem e na rua paralela ao arco da Rua Augusta será reservado a transportes públicos, mantendo-se as paragens de eléctrico existentes.

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13134120

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13134121

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13134122

informação retirada de:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/praca-do-comercio-lisboa-ultimas-tvi24-terreiro-do-paco/1062703-4071.html#

Espero que não construam a fonte e muito menos a estatua prevista para esta, de resto o projecto parece bastande bom.

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tanto tempo, expectativa....e o que vejo é que finalmente se vê o cais das colunas e se tem acesso fisico e visual ao tejo, o que acho bem... mas numa praça desta dimensão havia necessidade de ainda alargar a placa central, para quê? e cortando as circulações laterais rodoviárias não se terá a contribuir para a desertificação do espaço, é que não se passa muita coisa ali na baixa, não há habitação...há as pessoas que são os commuters do terminal do barco e uns turistas... acho que o projecto urbano não acresenta nada senão o óbvio- chegar ao tejo. Não vejo este projecto gerar grandes cotrapartidas para a cidade e para a baixa. Devia ser mais arrojado -um espaço revitalizador e catalizador de novos usos. talvez o inicio da revitalização da baixa

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sobre o terminal dos ferrys espero que não a ampliem sobre a praça, já o cotineli telmo teve a preocupação de não perturbar a vista do arco da rua Augusta sobre a praça quando projectou o terminal, pelo que sei .
Deixo algumas imagens para se ver bem como a praça esta por estes dias e como os autores da epoca a imaginavam.
Imagem colocada

Imagem colocada

Imagem colocada

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ups pois é... Fui conduzido a pensar que era uma fonte porque nos anos oitenta propuseram uma fonte para a parte de tras da estatua equestre, a associação com esse projecto ao ver a imagem foi imediata.

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Pode ser discutível o desenho no pavimento, mas o conceito do projecto é o mais adequado para este tipo de praça, tal como a praça de S. Marcos em Veneza, não necessita de "adereços", tipo árvores, esplanadas, toldos, quiosques,....!
A Praça do Comércio de Eugénio dos Santos tem na sua ideologia iluminista pombalina, um lugar de estadia e contemplação, um amplo espaço urbano voltado para o rio, sendo este um limite físico forte como os edifícios que a delimitam nos outros extremos, penso que será também este o conceito do Bruno Soares para esta nova "proposta", manter as características iluministas.

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O terreiro do paço vai ter um grande problema, vão encher as arcadas de cafezinhos turísticos, lojinhas, postaizinhos, hotéis de charme com grandes esplanadas e riquinhos estrangeiros à janela, grupos de 20 ou 30 chineses munidos de maquinas que não vão só passar mas vão usar. o terreiro do paço, devia-se manter como sempre quis ser, uma espaço de representação, simbólico, a praça de chegada a Portugal. não precisa de render, de lucro...precisa de estar lá e de ser visto, e não de ser permanecido, para tudo o resto há centenas de ruas e praças, e edifícios, a necessitar de vida em Lisboa que podiam receber os hotéis, os cafés, as lojas.... creio que a melhor hipótese para o Terreiro do Paço são os ministérios, só mesmo o próprio estado pode "usar" aquilo, uma vez que as rendas e as vendas serão tão altas que vão transformar um espaço esquecido dos lisboetas para um espaço lembrado apenas, pelo alto turismo.

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Não sei porque uma praça não deve ser um local priveligiado para permanência, e também não vejo qual é o mal dos cafézinhos turísticos, lojinhas, etc. Penso que numa cidade existe espaço para tudo, desde a tasca ao bar mais sofisticado. Se o local tem um forte potencial turistico, então porque não apostar nisso. Penso que quanto mais heterogeneidade de usos existir num local, quanto mais esse local é enriquecido.

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sérgio, as praças são sem duvida o lugar para a permanencia mas a questão é outra não gosto de turismo,não gosto do turismo nos moldes em que ele é praticado veja-se roma, veneza, barcelona, paris, são cidades lindas, duma qualidade arquitectónica, memorial, exemplar mas são, hoje, sobretudo, cidades que se "dão" ao turismo, que se transformaram ao sabor económico do turismo.. e nós, pela nossa qualidade e defeito de óptimos mordomos da arte de bem receber vemos no turismo a nossa grande fonte de subsistência não quero Lisboa e o terreiro do paço transformado em atracção meramente turística, cheia de lojnhas com postais e restaurantes selectos cruzados com restaurantes com uma estética popular de um pais que não quer ser assim, com galos de barcelos e naprons de renda.... por isso defendo, que na impossibilidade do terreiro do paço ser para as pessoas usarem como usam o largo do seu bairro, com mercearias, quiosques e uma ou outra loja "necessária", então que este continue a ser o impessoal e austero, e lindíssimo, espaço de representação de Lisboa...

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Aconselho a lerem um artigo sobre o projecto do terreiro do paço escrito por José Miguel Judice no Público, se não estou em erro, de sexta feira. Na minha opinião esta muito bom, alias faço minha a opinião sobre a esteriotomia do pavimento.

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Desenho do arquitecto Bruno Soares

Novas imagens do futuro Terreiro do Paço já foram apresentadas

08.05.2009 - 18h28 Ana Henriques

É uma praça cor de terra, com losangos, aquela que o arquitecto Bruno Soares desenhou para a Sociedade Frente Tejo e apresentou à Câmara de Lisboa para a renovação do Terreiro do Paço.

O projecto foi hoje finalmente dado a conhecer, depois de ter sido mantido em segredo durante mais de um mês, e inclui um substancial alargamento dos passeios e grandes restrições à circulação automóvel. A calçada à portuguesa desaparece do local, enquanto o Cais das Colunas surge transformado numa plataforma circular.

Até ao final do séc. XIX, o Terreiro do Paço não estava pavimentado: era, como o nome indica, uma praça de terra. Foi essa memória que Bruno Soares quis manter no trabalho que desenvolveu para a Sociedade Frente Tejo. A cor das fachadas dos edifícios mantém-se igual. Depois há um corredor de pedra que marca o caminho entre o arco da Rua Augusta e o rio - e que tem sido até agora, nas apresentações restritas que o arquitecto tem feito do seu projecto, o aspecto mais contestado. Há quem diga que divide desnecessariamente a praça ao meio. “Isto não é nenhuma passadeira esquisita. É um passeio em pedra em direcção ao Cais das Colunas”, disse hoje Bruno Soares em defesa da sua dama.

Alargados, os passeios laterais da praça servirão para albergar esplanadas. Ali, o pavimento será de lioz e terá desenhadas umas linhas desencontradas que correspondem às rotas de navegação dos portugueses no séc. XVI tal como aparecem nas cartas da época. Para os peões há boas notícias: de acordo com os dados fornecidos ontem, a área destinada à circulação automóvel passará dos actuais 40 por cento da praça para 11%.

Se for por diante o novo plano de circulação rodoviária gizado pela Câmara de Lisboa, os veículos particulares apenas poderão circular paralelamente ao rio, ou seja, no troço entre a Av. Infante D. Henrique e a Av. da Ribeira das Naus, ficando proibidos de aceder ao Terreiro do Paço pelas perpendiculares ao Tejo, nomeadamente pela Rua da Prata. E mesmo aqui com restrições de velocidade. As cinco faixas de rodagem que hoje existem na Ribeira das Naus serão reduzidas a duas. Os transportes públicos serão desviados para a Rua do Arsenal e para a Rua da Alfândega, por forma a não cruzarem a praça. Os únicos veículos que serão autorizados a parar nela serão os eléctricos.

A remodelação do Terreiro do Paço tem de ficar pronta a tempo das comemorações do centenário da República, que se realizam em Outubro do ano que vem. E embora o projecto ontem apresentado seja aquele que, em princípio, irá por diante, ele poderá vir incorporar sugestões ou alterações sugeridas por todos aqueles que quiserem participar neste debate.

Os desenhos serão colocados no site da Sociedade Frente Tejo a partir do próximo dia 12. O presidente desta entidade, o arquitecto Biencard Cruz, comprometeu-se ontem a “promover o envolvimento dos cidadãos” - “porque a praça é de todos, e não apenas dos especialistas” em urbanismo e arquitectura.

Bruno Soares explicou que os 3,5 hectares da Praça do Comércio - um tamanho bem maior do que o de outras praças de referência europeias, como a Plaza Mayor, em Madrid, ou a praça central de Bruxelas - não permitem criar no seu centro, desabrigado e exposto ao Tejo, uma zona de estar. Por isso é que as esplanadas foram remetidas para debaixo das arcadas e respectivos passeios adjacentes.

Orçada em 8,5 milhões - verba que inclui a consolidação do torreão poente -, a reabilitação da praça inclui a alteração da iluminação nocturna.

Sobreelevação da placa central pode prejudicar vistas dos transeuntes

Quem olha para as imagens divulgadas hoje não se apercebe do pormenor. Só usando a lupa no computador se conseguem ver os degraus entre a parte da placa central da Praça do Comércio mais próxima do rio e a estrada que corre paralela ao Tejo.

Especialista em urbanismo, a vereadora da Câmara de Lisboa Margarida Saavedra, do PSD, teme que a sobreelevação da praça do lado sul seja o principal problema deste projecto. É que essa sobreelevação terá perto de um metro de altura - o que, no seu entender, poderá prejudicar as vistas da praça de todos os que dela se aproximarem vindos do lado do Cais do Sodré, do lado de Santa Apolónia ou mesmo do rio,porque ficarão num plano mais baixo. “Com a criação desta barreira, a comunhão que existe entre a cidade e o rio desfaz-se”, avisa a autarca. “Enquanto este aspecto não for devidamente explicado pela Sociedade Frente Tejo tenho as maiores dúvidas sobre esta intervenção prevista no Terreiro do Paço”.

Na apresentação do projecto que fez hoje, o seu autor, o arquitecto Bruno Soares, disse que o cais das colunas ficará 75 centímetros mais baixo do que a plataforma central do Terreiro do Paço. “Na zona em que surge sobreelevada a placa central ficará ao nível da cintura do peão”, refere a vereadora do PSD, que diz já ter pedido explicações a Bruno Soares. “E quem ali passa de carro também verá as suas vistas comprometidas. Tal como quem chega de cacilheiro ou nos navios de cruzeiro”.

Neste momento, a praça não é propriamente plana - apresenta-se abaulada nas laterais -, mas a sua placa central não tem quaisquer desníveis ou degraus. “Asobreelevação cria, sobretudo junto aos torreões do Terreiro do Paço, uma perspectiva totalmente diferente da que existe hoje”, repete a vereadora. Sobreeelevada, desta vez em relação à placa central, vai ficar também a estátua de D. José: Bruno Soares desenhou três degraus que a fazem destacar-se do chão.

O projecto - incluindo as restrições ao trânsito a ele associadas - deverá ser discutido ainda este mês na Câmara de Lisboa. Mas o parecer da autarquia não é vinculativo, uma vez que se trata de uma obra a cargo da administração central. “Queremos que os peões prevaleçam sobre o automóvel”, disse ontem Bruno Soares. “Entre Santa Apolónia e a 24 de Julho vai ter de se andar devagar”.

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379460&idCanal=59

quarta-feira, 29 de Abril de 2009 | 17:05 Imprimir Enviar por Email

Lisboetas querem mais espaços verdes na Praça do Comércio

Um estudo desenvolvido pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) revelou que pouco mais de metade (51%) dos lisboetas quer mais espaços verdes, mais esplanadas e mais sombra na Praça do Comércio.

Outra das lacunas que o estudo apontou foi a necessidade de promoção de mais actividades de foro cultural e de lazer, que foi apontada por 55,5% do universo amostral.

O factor apontado como o mais desagradável naquele espaço foi a circulação de trânsito, tendo sido referido por 39,8% dos inquiridos.

Entre os factores que fazem os lisboetas considerar o Terreiro do Paço como espaço agradável, foi apontado o conjunto arquitectónico, a paisagem (sobre o Rio Tejo) e o próprio espaço em si.

Filipa Ramalhete, docente no departamento de arquitectura da UAL, explica que este inquérito «teve como objectivo não só contribuir para o conhecimento histórico, arquitectónico e social no ordenamento de Lisboa, como também fornecer pistas para o estudo do ordenamento da Praça, através de um conhecimento que engloba conhecer quem frequenta, vive e trabalha neste espaço público».

«A Praça do Comércio deverá ser uma referência para os lisboetas, com serviços públicos e esplanadas nos locais correctos», disse o responsável pelo projecto de requalificação da Frente Tejo, Luís Bruno Soares. «O novo projecto de requalificação da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina para a Praça do Comércio pretende requalificar o espaço público através do redesenho do chão, dando um ovo sentido e significado ao espaço público.

O estudo «Praça do Comércio – Percepção e Representação do Espaço: Presente e Futuro», que foi promovido pelo Instituto de Investigação Pluridisciplinar da UAL, envolveu 440 inquéritos a transeuntes e trabalhadores da Praça do Comércio, 15 entrevistas a entidades chave (como a Polícia de Segurança Pública), observação no local e redacção de trabalhos diversos.

IN http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=385373&page=1

Opinião: Terreiro do Paço - Que futuro?

08.05.2009 - 21h06

O Terreiro do Paço é uma das praças maiores e mais bonitas da Europa, porta de entrada de Lisboa e centro a partir do qual a cidade ressuscitada se desenvolve.

A nossa “Real Praça do Comércio”, ponto fulcral de todo um décor de um Projecto Mercantilista e Modernizante nunca conseguido, onde toda uma simbologia é desenvolvida: a geometria, o numeralismo, etc. A inclinação dos bordos em relação à estátua, para que os que se lhe aproximem sejam reduzidos à sua “insignificância” por D.José, o nosso Rei-Sol. A luminosidade que a todos encandeia e que de todos os lados reflecte. Simbolismo materializado pela conjugação da vontade do homem e da domesticação dos materiais. Por tudo isso, o Terreiro do Paço é Monumento Nacional. Mas a relação do lisboeta com o Terreiro do Paço é ambígua, bipolar. Da cor das fachadas (era “amarelo de Nápoles” quando podia ser rosa, de Bragança; foi verde-garrafa, e voltou a amarelo) ao abandono do Arco Triunfal, aos torreões “mais para lá do que para cá”; aos elementos espúrios, ao “tratamento” do Cais das Colunas, à boca de Metro em plena arcada, aos pilaretes, quiosques, e aos esventramentos sucessivos do subsolo. Foi parque de estacionamento. Tem sido feira popular e estaminé.

A decisão oculta

Lembrou a alguém, a propósito do Centenário da República, fazer dela o palco de 2010. Contagiado pelo despotismo esclarecido de antanho, decidiu e não auscultou ninguém, muito menos a “plebe”. O projecto é facto consumado. Da placa central? Reafectação dos pisos térreos? Correcção dos “embelezamentos”? Limpeza do arco e da estátua? Eternizar a veia de quermesse? Mastros, toldos, “bandeirinhas”? Publicidade a troco de €? Toque de “contemporaneidade”?

O projecto divulgado em sessão privada de CML emoldura o Terreiro do Paço com piso riscado, invocando a cartografia do séc. XVI. A placa central é preenchida por uma desconcertante rede de losangos ocre, de areão, a “condizer” com as fachadas dos edifícios, num imenso tartan de gosto duvidoso, debruado a risquinha cinzenta e rematado por um losango verde-garrafa sob o plinto da estátua, em “pandan” com o verdete. Aplana-se a placa central com uma “bancada” de 1m de alto, em degraus, ao longo de toda a frente-rio, para banhos de sol, farturas e passear o cão.

E este o Terreiro do Paço pelo qual tanto temos aguardado? Por que não houve concurso para a selecção do projectista? Quem se arrogou o poder de escolher uma solução que não foi divulgada, muito menos discutida?

Que Terreiro do Paço?

É preciso respeitar o seu simbolismo, história, monumentalidade, magnificência, luminosidade, assimetria, estética, cromatismo e ligação ao rio, que fazem dele um local tão aparentemente minimalista e inóspito quanto, seguramente, belo e único. O que tem o losango que ver com o Barroco? E o areão, mais apropriado a paredões e pistas de atletismo? O argumento da luminosidade excessiva é capcioso e não inviabiliza o lioz, ou as lajes de pedra do mesmo tipo das sob as arcadas. O alargamento dos passeios laterais pode ser em calçada portuguesa, sem recurso à “cartografia”. Não é a calçada um ex-libris alfacinha, defendida publicamente, e bem, pelo próprio Presidente da CML?

E será que a sombra, ou a falta dela, é um problema sério? Terá sido esta praça construída como praceta? Não é ela um local monumental, aberto ao rio, ao vento e à luz? Mas se for preciso ter sombra, por que não as árvores de alinhamento de há 100 anos? Não são elas um modo natural e não intrusivo de sombreado, impeditivo da publicidade e da ocupação abusiva da praça? Ou uma solução mais criativa (“elevando a fasquia”), com laranjeiras em grandes vasos bordejando as arcadas. E bancos? Com costas e em mármore (Pç. do Império)? Sem costas (Rossio)?

Por fim, não colhe a ideia do corredor central em piso diferenciado, perpendicular ao Arco, cruzando a estátua e prosseguindo até aos degraus do remate junto à marginal. Porque o peão não precisa que lhe indiquem por onde circular. Permita-se-lhe o gozo aleatório, sem pressas, buzinas e lixo. A contemplação. O horizonte, a luz e o vento. O registo imponente, solene, estático, contemplativo, livre aos elementos, do projecto original. Há quem gabe o arrojo do novo projecto. Contudo, cremos que arrojo é decidir sobre a praça mais monumental do país às escondidas de todos. Haja debate!

Paulo Ferrero, Bernardo F. de Carvalho, Carlos F. de Moura, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silva, Nuno Santos Silva e António Sérgio Rosa de Carvalho (Pelo Fórum Cidadania Lx)

(*) Fonte: “Briefing” dos Vereadores da CML após reunião privada de CML


comentários 1 a 5 de um total de 13 Escrever comentário

10.05.2009 - 16h01 - sergio henriques, porto
O Terreiro é-o pelo que o nome indica, por isso é um terreiro afirmando-se tautologicamente. Era barroco e não iluminista como certas concepções algo confundidas o afirmam. Apresenta-se assim; se quiserem mudar o intuito, a forma, o uso, temo que devam mudar a nomenclatura do sítio. Agora penso, Praça do Paço, Jardim .., Parada .., não me convencem. Sem conhecer os desenhos a apresentar, não há muitas observações às opções do arquitecto senão que, esta Praça que se abre ao rio e não está confinada por quatro planos ortogonais do Paço, como em Madrid, Barcelona, Salamanca, tem menos sombra e isso pode ser um problema para umas 16 semanas do ano das 48. Será? A opção pelo material saibro ou um areão permitirão uma maior transpiração daqueles 4 acres de espaço, para além de não reflectirem o calor da mesma forma que uma superfície de lajetas. Se me dizem que a diferença de cotas entre a porta da R.Augusta e Av. Inf.D.Henriques é de ca. 1m, daí resultar um patamar para obter um terreiro plano, parece-me desnecessário. Um espaço de estar funciona perfeitamente com alguma inclinação, 1% seria aceitável e já chegaria para ultrapassar uma diferença de uns 1,20m naquele sítio. Aguardo.

09.05.2009 - 19h44 - Clara, Lisboa
Se a intenção é devolver a praça às pessoas, limitando o trânsito automóvel que nela circula, então, por favor, tenham em conta: a) a acessibilidade, não colocando degraus nem a velha calçada portuguesa quer na zona central quer nas laterais para permitir aos que têm dificuldades de locomoção poderem, também, usufruir dela; :D o bem-estar de quem por lá se passear, plantando árvores e instalando bancos - com costas e, de preferência, virados para o rio -, para que uma aprasível sombra nos permita sentar a ler um livro ou simplesmente olhar para o Tejo. Não se percebe o motivo desta resistência a plantar árvores no Terreiro do Paço. Lisboa tem muito sol e não é fácil permanecer num local tão amplo e sem sombras nos dias quentes de Verão.

09.05.2009 - 17h54 - p, Lisboa
Por que razão não põem lá a lota e a feira do relógio? Isso é que o povo gosta.

09.05.2009 - 15h00 - Breogan, Porto
Que futuro para o Terreiro do Paço ? Esperemos que seja o local de um grandioso e purificador auto-de-fé da corja politica !

09.05.2009 - 09h47 - E. Fernandes, SAC, Loures
Participei no primeiro levantamento topográfico do cais das colunas há mais de 10 anos com um Eng. do I.S.T. É com uma certa tristeza que vejo hoje que em nada se avançou para o reaproveitamento da praça. A praça aos lisboetas! Porque não um jardim ao estilo lisboeta, aberto do lado do rio, com quiosques? Nada é estático, nem uma praça. Se é só para admirar a estátua... Como muita coisa em Lisboa, muitas situações, muito se discute e nada se faz. Bem haja. Liberdade Sempre.

Comentários 1 a 5

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379485

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Era uma vez à beira-Tejo | http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/513477
E o resto são paisagens | http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/513480
Como vai ser o Terreiro do Paço | http://aeiou.expresso.pt/como-vai-ser-o-terreiro-do-paco=f513370

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Acho que a porcaria dos bares baratos e sujos não deixarão de lá existir, pois a cãmara quer é dinheiro. Para mim acho que falta aqui um pouco de jardim, o que poderia acontecer numa faixa em quadrado com uma largura de +-10m e com uns bancos de jardim, que actualmente servem de ruas para circulação rodoviária, para circundar toda a zona pavimentada central, até para as criancinhas poderem brincar um pouco e não só, para os cães puderem mandar uma mijadinha e um cocozinho! :D Que porcos são, tantos os ditos cujos como os seus donos! :D

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Acho que a porcaria dos bares baratos e sujos não deixarão de lá existir, pois a cãmara quer é dinheiro.
Para mim acho que falta aqui um pouco de jardim, o que poderia acontecer numa faixa em quadrado com uma largura de +-10m e com uns bancos de jardim, que actualmente servem de ruas para circulação rodoviária, para circundar toda a zona pavimentada central, até para as criancinhas poderem brincar um pouco e não só, para os cães puderem mandar uma mijadinha e um cocozinho! :D
Que porcos são, tantos os ditos cujos como os seus donos! :D


Axo que um jardim aqui só ia complicar mais a coisa, o problema desta praça não é o que se deve acrescentar mas ver o que se deve retirar para ajudar a sobressair o vazio.

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maserati, ao teu comentário sugiro-te que acrescentes alguns conhecimentos de história e que compreendas a evolução da praça do comercio, os tempos em que foi feito, as ideias do marquês para aquilo...e que vejas exemplos de "redesenho" de praças com o calibre daquela, feitas contemporaneamente e que percebas que, por muito ecológicos que devamos ser, não são faixas verdes que resolvem a questão...

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Concordo perfeitamente Kwhyl, não é com o acrescentar de "um pouco de jardim" que resolverá todos os problemas a solucionar, pelo contrario, o terreiro do paço não necessita claramente desse tipo de espaço, não tem capacidade para o suportar, quando digo não tem capacidade de o suportar, refiro-me ao facto de este ser uma praça que mesmo pelo seu nome nos indica uma ideia completamente diferente de espaço verde, um terreiro é sempre um terreiro, Terreiro do paço é um espaço de grande abertura de grande robustez, e penso que isso não deve ser suavizado, mas sim realçar isso mesmo, mantendo ou até mesmo impor ainda mais essa característica. E não vejo qual o problema da existência de cafés, de "bares baratos", de lojas, de todo esse tipo de serviços que apoiam o turismo, a arquitectura ao longo dos tempos sempre reflectiu o estado económico do seu povo, do seu pais, e actualmente vivemos em crise uma das piores de sempre, e penso que a arquitectura deverá sempre ajudar a suportar isso mesmo. Pois Portugal não é um Pais que se pode mostrar ao mundo de uma forma tão limpa como se desejaria para o Terreiro do Paço.

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Eu já trabalhei 1 ano ai num dos ministérios, tive portanto uma vivencia permanente com o lugar. Deve, no meu ponto de vista ser um espaço vazio com já foi aqui apontado. Até a estátua podia sair de lá. Um incremento de comércio, cafés e lojas não me incomodam. e organizar eventos e exposições de arte temporárias casam muito bem com este espaço.

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Bruno Soares admite esbater losangos da placa central, mas insiste em degraus e rampa


Projecto de remodelação do Terreiro do Paço não convence arquitectos


27.05.2009 - 09h30 Ana Henriques


Não foi uma noite fácil aquela que o autor do projecto de remodelação do Terreiro do Paço viveu na terça-feira na Ordem dos Arquitectos. A apresentação do seu trabalho foi brindada com uma chuva de críticas por parte dos seus pares, que não gostaram nem dos losangos que desenhou para a placa central nem dos degraus que ele quer fazer a separá-la do rio.


Nem os 68 anos de Bruno Soares impediram a truculência de alguns dos arquitectos presentes nesta sessão destinada a discutir o seu trabalho. “Há um certo atrevimento em criar losangos ou degrauzinhos numa praça com a transcendência desta”, observou Carrilho da Graça. Quanto às linhas se prevê que venham a ornamentar os passeios junto às arcadas, inspiradas nas antigas cartas de marear, lembram a Carrilho da Graça “os tempos do fascismo e a exposição do mundo português”.


Foram poucos os elogios que se ouviram ao projecto, à excepção da intenção de reduzir o tráfego automóvel.


Já confrontado com os mesmos reparos noutras ocasiões, Bruno Soares admite esbater os losangos no desenho da placa central, mas insiste nos degraus e na rampa do seu lado sul, de forma a que quem se aproxima do rio fique num plano sobreelevado em relação ao Tejo antes de atravessar a estrada que liga a placa central ao Cais das Colunas. É também para esta zona do Terreiro do Paço, entre o torreão poente e o Cais das Colunas, que está prevista uma rampa, de modo a permitir o acesso de deficientes. Mas os desníveis na praça hoje plana não ficam por aqui. Depois de ter percebido que a parte poente das arcadas está afundada porque o edifício abateu ainda durante a sua construção, feita após o terramoto de 1755, Bruno Soares resolveu realçar esse desnível, hoje invisível a olho nu, instalando uns degraus no passeio que corre junto às arcadas, antes do torreão. O projecto prevê ainda alguns degraus em redor da estátua de D. José, para salientar a sua importância. “Vou rever o desenho dos degraus”, prometeu Bruno Sares depois de terminado o debate.


Igualmente pouco apreciado foi o corredor em pedra a marcar o percurso entre o arco da Rua Augusta e o Cais das Colunas. “As pessoas não precisam de uma seta” para chegar ao rio, disse Carrilho da Graça. Michel Toussaint concordou: “Não precisamos que nos dirijam os passos”. Por esta altura já Bruno Soares admitia que talvez não fosse absolutamente necessário marcar este eixo no pavimento, que iria dividir a praça a meio, longitudinalmente. Também presente no debate, o historiador Rui Tavares alvitrou um eventual regresso ao Terreiro do Paço das árvores que um dia já houve ali: “Não há razões históricas para a sua exclusão definitiva”.


O facto de Bruno Soares ter sido escolhido pelo Estado, via Sociedade Frente Tejo, para remodelar o Terreiro do Paço, sem qualquer espécie de concurso público, foi um facto que não passou despercebido aos seus pares. Afinal, qual seria o arquitecto que não gostaria de ter uma oportunidade destas? O caso complica-se por já ter havido uma dupla de arquitectos a quem, nos anos 90, foi encomendada e paga a reformulação da praça, sem que o trabalho alguma vez tivesse saído do papel. Estavam presentes no debate – e também não gostaram das soluções de Bruno Soares para o local.


“Estamos a construir Portugal ao ritmo das festas”, observou outro arquitecto, Luís Afonso, numa referência à pressa de remodelar o Terreiro do Paço a tempo das comemorações do centenário da república, Outubro de 2010. “E de vez em quando até a Ordem dos Arquitectos embarca nisso. Em vez de estarmos a discutir um só projecto para o Terreiro do Paço, era mais interessante podermos estar a discutir 50”, defendeu, numa alusão à “inconcebível” falta de concurso público neste e em muitos outros casos.


“O projecto ainda está aquém do que desejávamos. E isso causa-me tristeza e mágoa”. Mesmo não tendo encerrado o debate, as palavras de Carrilho da Graça exprimiram a desilusão dos arquitectos que também gostavam de ter sido convidados a redesenhar o Terreiro do Paço.


IN http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383237&idCanal=59



quarta-feira, 27 de Maio de 2009 | 09:16 Imprimir Enviar por Email


Lisboa: Projecto para o Terreiro do Paço criticado


O estudo prévio do novo projecto para o Terreiro do Paço, em Lisboa, recebeu terça-feira à noite algumas críticas na sua apresentação na Ordem dos Arquitectos, designadamente quando ao facto de ter sido aprovado por ajuste directo.


O arquitecto Luís Bruno Soares, responsável conceptual pelo estudo prévio para o novo projecto para a Praça do Comércio/Terreiro do Paço, fez terça-feira à noite a fundamentação da proposta no auditório da Ordem dos Arquitectos, que encheu para debater o tema, numa cerimónia que resultou de uma parceria entre a Secção Regional Sul da Ordem e a Sociedade Frente Tejo, que adjudicou o trabalho.


Após a apresentação e fundamentação do projecto pró-Luis Bruno Soares, auxiliada pela projecção de diapositivos, foi aberto um espaço de perguntas e respostas onde foram ouvidos elogios e críticas ao trabalho, designadamente quanto ao facto de não ter sido aberto um concurso público para a sua adjudicação.


O arquitecto Luís Afonso, o primeiro a intervir, sublinhou que, apesar da Sociedade Frente Tejo «ter legitimidade legal para fazer ajustes directos», deveria ter sido aberto um concurso público para o projecto.

«Estes regimes de excepção têm sido criados ao longo dos tempos a reboque de acontecimentos com legitimidade social [como o centenário da instauração da República] mas não cumprem a ética e a deontologia. Andamos a construir Portugal ao ritmo de cada festa que vai existindo», criticou.


Esta crítica, que viria a ser acentuada por outros presentes, foi de imediato dirimida pela arquitecta Leonor Cintra Gomes, presidente da Secção Regional Sul da Ordem, que moderava o debate, alegando que deveria ser aproveitado o tempo para discutir e analisar os pormenores do projecto.


Também o responsável pela Frente Tejo, arquitecto João Biencard, não quis debater este assunto, alegando que quando tomou posse na sociedade já o projecto tinha sido contratado.


A resposta levou o arquitecto Ricardo Aboim Inglez a contrapor que, apesar de a decisão já estar tomada quando assumiu posse como presidente da Sociedade, João Biencard tinha o poder de revogar o que já estava contratado, recebendo como resposta: «A decisão não foi minha. Mantive-a porque tenho toda a confiança pessoal e profissional» em Luis Bruno Soares.


O debate em torno do estudo prévio do novo projecto assumiu a seguir a esta polémica uma vertente mais histórica e técnica com elogios e criticas ao projecto, factores que, em opinião de Luis Bruno Soares são importantes para chegar a um melhor resultado final.


Diário Digital / Lusa


IN http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=390589



Assembleia Municipal quer um concurso de ideias para o Terreiro do Paço


A Assembleia Municipal de Lisboa exigiu terça-feira a abertura de um concurso de ideias para a requalificação do Terreiro do Paço, um projecto da sociedade Frente Tejo, cujo estudo prévio será discutido hoje em reunião do executivo camarário.


Numa recomendação, apresentada pelo Bloco de Esquerda, aprovada com os votos contra do PS, os deputados municipais defendem a organização de um concurso de ideias com “soluções urbanísticas, definição e uso dos espaços públicos, definição e uso dos edifícios existentes e ordenamento da circulação do trânsito e dos transportes públicos”.


O estudo prévio do projecto da Frente Tejo para o Terreiro do Paço, elaborado pelo arquitecto Bruno Soares, será discutido hoje em reunião do executivo municipal, que dará parecer sobre o projecto.


Os deputados municipais recomendam ainda a abertura no sítio da Internet da autarquia de um “amplo debate de ideias” para a requalificação da praça, incidindo sobre a proposta da Frente Tejo e outras, cujos autores queiram disponibilizar na página da Câmara.


No documento aprovado na Assembleia considera-se que o processo de discussão da requalificação do Terreiro do Paço está “invertido” ao ser “alegadamente conduzido por uma entidade exterior ao Município, quando se exige, à luz das competências recentemente confirmadas em legislação própria sobre o ordenamento das frentes ribeirinhas, que seja o Município a conduzir esse processo”.


A Assembleia Municipal aprovou ainda, com os votos contra do PS, duas moções, do PCP e do BE, exigindo uma intervenção nas Torres do Alto da Eira.


A moção do PCP reclama da empresa municipal que gere os bairros municipais, Gebalis, a reparação urgente dos elevadores, já que citam uma informação prestada pela vereador da Habitação, Ana Sara Brito (PS), segundo a qual a obra está adjudicada desde Dezembro do ano passado.


Ambas as moções pedem que a Câmara informe a Assembleia sobre o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) relativo à estrutura das duas torres.


IN http://www.destak.pt/textos.php?art=30726&id=3195



Ribeira das Naus reabre até ao dia 16

2009-06-05

TELMA ROQUE

A Avenida Ribeira das Naus, na frente ribeirinha de Lisboa, vai reabrir ao trânsito até dia 16, com duas faixas para os automóveis e piso com paralelipípedos em vez de alcatrão para limitar a velocidade, revelou António Costa.

"Este eixo tem que ser circulável, mas não pode ser uma via rápida, o que constitui uma obstrução entre a praça e o rio", sublinhou o presidente da Câmara de Lisboa, durante uma visita às obras do Terreiro do Paço.

De acordo com o autarca, a reabertura da Avenida Ribeira das Naus, encerrada há cerca de três meses e meio, já vai obedecer ao sistema de circulação definitivo, aprovado pela Câmara: as viaturas particulares circulam a Sul, junto ao rio, enquanto os transportes públicos ficam a circular a Norte, pela Rua do Arsenal.

Mas a reabertura da Ribeira das Naus ditará ainda o fim da circulação rodoviária pelas laterais do Terreiro do Paço, que serão "entregues" aos peões após as obras de remodelação da grande praça, e transformadas em "passeios-esplanada", com as arcadas a servir actividades ligadas à cultura, comércio e restauração.

António Costa recomenda, no entanto, que os automobilistas continuem a utilizar os percursos alternativos e a evitar a Ribeira das Naus, que deve ser "uma zona de lazer e de fruição do rio".

De acordo com o presidente, as obras no Terreiro do Paço - de águas, saneamento, consolidação do Torreão Poente (esta última já concluída) - decorrem sem contratempos e dentro dos prazos. A área de estaleiro deverá crescer nos próximos dias e as quatro entidades envolvidas - Câmara, Epal, Simtejo e Sociedade Frente Tejo - vão entrar em velocidade cruzeiro. Tudo tem que estar pronto a tempo das comemorações do centenário da República.

Sobre o projecto de requalificação da Praça do Comércio e do coro de críticas relativo à ausência de debate público em torno do desenho, António Costa argumentou que o que existe é apenas um estudo prévio. "A discussão pública está em curso. As pessoas têm-se pronunciado", frisou o presidente, acrescentando que, no dia 26, será apresentado um novo desenho para a Praça do Comércio que já terá em conta os resultados desse debate público.

Garantiu António Costa que Bruno Soares, o arquitecto responsável pelo desenho da futura praça, terá em conta, no novo esboço, os aspectos que têm suscitado mais polémica.

Por causa das críticas, Bruno Soares irá suavizar a passadeira de pedra que marcava o percurso entre o arco da Rua Augusta e o Cais das Colunas. O pavimento da placa central, com losangos, que também gerou controvérsia quando o estudo prévio foi apresentado num colóquio da Ordem dos Arquitectos, "tenderá a desaparecer", explicou o presidente.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1254251

Governo infringiu o planeamento do território, defende jurista

António Costa afirma que monitorização de trânsito na Baixa desmente estudo do ACP

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), afirmou hoje que a monitorização feita pelos serviços de tráfego da autarquia ao condicionamento de tráfego na Baixa desmentem as conclusões do estudo do Automóvel Clube Portugal (ACP)

«Os dados monitorizados em quatro meses desmentem as conclusões do estudo do ACP» , afirmou António Costa durante a reunião pública do executivo municipal, em que o novo conceito de mobilidade na frente ribeirinha foi aprovado.

«Empiricamente também comprovamos que houve alterações no trânsito de outras zonas da cidade mas a interpretação do departamento de tráfego é de que se devem sobretudo a uma alteração no sistema de semaforização da cidade» , argumentou.

Essas alterações aumentaram os tempos dos semáforos para peões, um aumento que foi acrescido também do aumento do tempo de segurança, que medeia a abertura dos sinais para peões e automóveis.

Esses tempos serão ajustados para minimizar a demora a que os automóveis estão a ser sujeitos, acrescentou.

A monitorização feita pelo departamento de tráfego decorreu nos últimos quatro meses em que, devido às obras que decorrem no Terreiro do Paço, o trânsito na zona esteve sujeito a condicionamentos.

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, tem vindo a manifestar intenção de interpor uma providência cautelar para impedir a concretização do plano de mobilidade para a Baixa.

O ACP encomendou um estudo ao Professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico Fernando Nunes da Silva, que concluiu que o plano proposto pela Câmara terá «consequências muito gravosas», sobrecarregando as áreas envolventes à Baixa.

Segundo o estudo, divulgado em Janeiro, a concretização do condicionamento proposto pela Câmara «iria ter consequências muito gravosas, tanto no que se refere à circulação na Baixa/Chiado, como na própria Avenida Infante D. Henrique e Avenida da Ribeira das Naus, onde os congestionamentos de tráfego entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré passariam a ser uma constante».

As alterações propostas introduzem «fortes impactes negativos nos acessos às colinas adjacentes à Baixa, com particular realce para a zona do Chiado e para a zona servida pela Rua da Madalena (Castelo de S. Jorge/Graça)», concluiu o estudo.

Tanto António Costa como o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), defenderam hoje os benefícios de terminar com o «tráfego de atravessamento da Baixa», um conceito que é reflectido no estudo prévio para a requalificação do Terreiro do Paço, do arquitecto Bruno Soares.

«Pela primeira vez, a engenharia de tráfego está subjugada ao interesse do peão. Temos que partir para o resto da cidade com esta atitude» , afirmou Manuel Salgado aos jornalistas.

Lusa / SOL

IN http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=136550


Requalificação do Terreiro do Paço pode necessitar de licença municipal

27 | 05 | 2009 20.12H

O projecto de execução da requalificação do Terreiro do Paço poderá ter que ser sujeito a licenciamento pela Câmara de Lisboa, que hoje aprovou um parecer favorável ao estudo prévio daquela intervenção.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A necessidade de um licenciamento e não de simples parecer por parte da autarquia foi levantada pelo vereador independente e ex-presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, na reunião pública do executivo municipal.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), afirmou aos jornalistas que «tem que ser esclarecido se há licenciamento ou só parecer» quando o projecto de execução for sujeito a apreciação pela autarquia.

«Isso tem que ser esclarecido do ponto de vista jurídico», sublinhou Manuel Salgado.

O projecto de execução, elaborado pelo arquitecto Bruno Soares, deverá estar concluído até ao meio do mês de Junho.

A obra é da responsabilidade da Sociedade Frente Tejo.

Carmona Rodrigues, que não estava presente quando o parecer ao estudo prévio foi aprovado, considera que, legalmente, «ainda que com base num estudo prévio simplificado, a intervenção no espaço público do Terreiro do Paço, está sujeita a licença».

O vereador assume semelhante posição em relação ao novo conceito de mobilidade entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, que foi hoje igualmente aprovado, considerando que «está sujeito a aprovação da Câmara Municipal e não apenas a uma simples apreciação«.

Mesmo que a requalificação do Terreiro do Paço venha a estar isenta de licença, Carmona Rodrigues defende que está sujeita a emissão de parecer por parte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

O arquitecto Bruno Soares apresentou hoje o estudo prévio para a requalificação do Terreiro do Paço na reunião pública do executivo municipal, onde esteve igualmente presente o presidente da Sociedade Frente Tejo, Biancard Cruz.

IN http://www.arquitectura.pt/forum/f29/pa-de-arcos-centro-de-congressos-feiras-exposi-es-da-quinta-da-fonte-lu-s-neto-13255.html#post75520

António Costa obrigado a exercer voto de qualidade

Estudo prévio da reformulação do Terreiro do Paço teve parecer favorável na Câmara de Lisboa

27.05.2009 - 15h26 Ana Henriques

A Câmara Municipal de Lisboa emitiu o parecer favorável sobre o estudo prévio da reformulação Terreiro do Paço, elaborado pelo arquitecto Bruno Soares para a Sociedade Frente Tejo. A proposta só passou depois do presidente da Câmara, António Costa, ter exercido o seu voto de qualidade.

O PSD e os movimentos Lisboa com Carmona e Cidadãos por Lisboa, liderado pela vereadora Helena Roseta, votaram contra reunindo sete votos. O PS mais o vereador Sá Fernandes votaram a favor também com sete votos. O PCP, que tem dois vereadores na assembleia, absteve-se. Depois da igualdade de votos, António Costa foi obrigado a exercer o voto de qualidade.

O novo modelo de circulação rodoviária na Baixa também foi aprovado, mas sem ser necessário o voto de qualidade de António Costa. Nesta votação, Lisboa com Carmona e o PSD votaram ambos contra, com cinco votos. Os quatro vereadores do PCP e dos Cidadãos por Lisboa, abstiveram-se e o PS mais o vereador Sá Fernandes votaram a favor.

Durante as duas votações, o vereador Carmona Rodrigues não esteve presente. Caso estivesse estado na primeira, poderia ter inviabilizado o parecer favorável para a reformulação do Terreiro do Paço, uma vez que o seu movimento votou contra o mesmo.

IN http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383319&idCanal=59


Câmara aprova nova cara do Terreiro do Paço

António Costa teve de exercer o voto de qualidade já que a votação terminou empatada.

Paulo Paixão

15:16 Quarta-feira, 27 de Mai de 2009

A Câmara Municipal de Lisboa deu hoje, 27, ao início da tarde, parecer favorável ao projecto de remodelação do Terreiro do Paço . A votação terminou empatada tendo o presidente António Costa exercido voto de qualidade.

A favor estiveram o PS (6 eleitos) e o vereador independente José Sá Fernandes. PSD (3), Cidadãos por Lisboa, de Helena Roseta (2), e Lisboa com Carmona (2), votaram contra. O PCP (2) absteve-se.

Costa só teve possibilidade de exercer o voto de qualidade porque o vereador Carmona Rodrigues não estava presente na sala. O Ex-presidente da Câmara foi mesmo o primeiro vereador a comentar o projecto de estudo prévio para a Praça do Comércio, tendo ficado clara a sua discordância. No entanto, pouco depois sairia da sala de sessões não tendo participado na votação.

Também o sentido de voto do PCP não era perfeitamente claro, mesmo após a intervenção do vereador Ruben de Carvalho. Durante grande parte da discussão, que durou duas horas e entrou pela hora de almoço, pairou na reunião de Câmara um suspense sobre o resultado final.

O projecto aprovado não é definitivo. É apenas um estudo prévio que terá de voltar à Câmara para nova aprovação. Do ponto de vista jurídico, subsistem dúvidas se a proposta elaborada pelo arquitecto Bruno Soares, no âmbito da Sociedade Frente Tejo , necessita de um processo de licenciamento ou basta apenas um parecer.

IN http://www.arquitectura.pt/forum/f29/pa-de-arcos-centro-de-congressos-feiras-exposi-es-da-quinta-da-fonte-lu-s-neto-13255.html#post75520


Remodelação do Terreiro do Paço viola a lei, diz presidente da Assembleia Municipal

02.06.2009 - 22h48 Ana Henriques

Nos termos em que está a ser desenvolvida pelo Governo, a remodelação do Terreiro do Paço viola a lei, defende a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, a jurista Paula Teixeira da Cruz.

Em causa está a necessidade de o estudo prévio de remodelação que está em discussão ter, no entender da social-democrata, de ser precedido de um plano de pormenor ou de plano de urbanização, dada a vasta área abrangida pelas alterações previstas - que se estende até à Avenida da Ribeira das Naus, implicando a alteração da circulação rodoviária. “A abordagem feita no estudo prévio não é suficiente”, assegura Paula Teixeira da Cruz. “Ele pressupõe a existência um instrumento de planeamento do território tipificado na lei que disciplina o uso e a ocupação do solo de uma intervenção deste género - o plano de pormenor ou o plano de urbanização”.

Para a presidente da Assembleia Municipal, ao avançar com um estudo prévio sem ter promovido antecipadamente a elaboração de um plano, o Governo, através da Sociedade Frente Tejo, “cometeu uma infracção ao regime jurídico dos instrumentos de planeamento territorial”. “Se for executada, esta intervenção é ilegal”, avisa Paula Teixeira da Cruz.

Apesar de não ter sido chamada pela Câmara a pronunciar-se sobre a remodelação da Praça do Comércio, a Assembleia Municipal de Lisboa vai tomar a iniciativa de o fazer. E embora o seu parecer possa não ser vinculativo, nada impede este órgão, em que o PSD tem maioria, de desencadear procedimentos destinados a impedir o avanço das obras de remodelação do Terreiro do Paço, que o Governo quer ter prontas a tempo das comemorações do centenário da implantação da República, em Outubro de 2010.

“A assembleia vai apreciar e debater o estudo prévio, porque entende que a configuração da principal praça do país e das zonas adjacentes não é matéria que lhe possa ser subtraída, qualquer que seja o procedimento adoptado pelo Governo”, observa Paula Teixeira da Cruz. “E irá deliberar sobre a matéria. Vamos pronunciar-nos do ponto de vista político e, se concluirmos pela irreparabilidade do dano para a cidade, não deixaremos de actuar”. Esta responsável fala numa eventual “violação do legado histórico da praça”, para concluir: “A legalidade [do processo] também pode ser discutida em outras sedes”. Uma queixa à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo? “Pode ser. Ou podemos tomar outros passos”, responde, sem adiantar mais.

A presidente da Assembleia Municipal não esconde o seu desagrado perante alguns aspectos do projecto feito pelo arquitecto Bruno Soares, que foi escolhido para a tarefa pela Sociedade Frente Tejo sem qualquer tipo de concurso público: “Ele contempla a criação de um verdadeiro fosso entre a Praça do Comércio e o rio”, critica, numa referência à prevista sobreelevação da placa central relativamente à avenida que corre ao longo do rio e ao próprio Cais das Colunas. “Cria-se uma espécie de precipício, com todos os problemas de acessibilidades inerentes a isso”. O facto de os serviços camarários terem dado um parecer negativo relativamente a este e outros aspectos do estudo prévio de Bruno Soares é, para Paula Teixeira da Cruz, outro aspecto relevante da questão.

Para que a Câmara tivesse, na passada semana, aprovado o trabalho de Bruno Soares foi necessário o presidente António Costa usar o seu voto de qualidade. Mesmo assim, valeu-lhe a ausência temporária do vereador independente Carmona Rodrigues, cujo voto desfavorável teria levado ao chumbo do estudo prévio.

Simples parecer camarário ou um formal licenciamento?

O projecto de execução da requalificação do Terreiro do Paço poderá ter que ser sujeito a licenciamento pela Câmara de Lisboa, que há uma semana, na reunião do executivo, aprovou um parecer favorável ao estudo prévio daquela intervenção.

A necessidade de um licenciamento e não de simples parecer por parte da autarquia foi levantada na passada semana pelo vereador independente e ex-presidente da autarquia Carmona Rodrigues, que invocou a lei (159/99), segundo a qual é da competência dos órgãos municipais “o planeamento, a gestão e o investimento, nomeadamente no domínio dos espaços verdes, ruas e arruamentos (...)”.

Concluiu Carmona Rodrigues que o espaço público do Terreiro do Paço está integrado no domínio público municipal e que aquela intervenção é matéria da competência da autarquia, estando portanto sujeita a licença. E mesmo que se venha a considerar que o processo está isento de licença a intervenção em causa precisará sempre de ser autorizada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, argumentou - ao que o vereador do Urbanismo Manuel Salgado respondeu que o conselho consultivo deste organismo se há-de reunir para dar o seu parecer.

“É evidente que este é um projecto controverso, que vai ter sempre gente a favor e contra ele”, reconheceu o autarca, depois de várias críticas dos vereadores da oposição. O arquitecto encarregue do projecto, Bruno Soares, já admitiu alterar alguns aspectos do seu trabalho.

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1384643&idCanal=59


Polémica do Terreiro do Paço estende-se à Assembleia

por RUI PEDRO ANTUNES03 Junho 2009

Estudo prévio do Terreiro do Paço da Sociedade Frente Tejo voltou ontem a ser alvo de duras críticas. A petição que exige consulta pública passou os 700 subscritores, no dia em que PSD levou o assunto à Assembleia Municipal de Lisboa.

Depois de só ter passado na Câmara com o voto de qualidade de António Costa e de ser alvo de uma petição com mais de 700 subscritores, que exige o debate público, o Estudo Prévio do novo Terreiro do Paço foi ontem questionado na Assembleia Municipal de Lisboa.

O líder da bancada municipal do PSD fundamentou a moção que propunha o debate do tema com o facto de ser "para todos evidente a enorme controvérsia que este projecto tem causado desde a sua apresentação". Saldanha Serra alertou ainda para o "impacto negativo que o projecto terá no Terreiro do Paço" e denunciou um alegado "atentado aos superiores interesses de Lisboa".

Aliás, a resistência ao projecto do arquitecto Bruno Soares e da Sociedade Frente Tejo tem sido uma bandeira do PSD. Já nas reuniões do executivo camarário a vereadora social-democrata, Margarida Saavedra tem exigido outro rumo ao projecto.

A vereadora do PSD disse ao DN que considera "inqualificável, algo tão importante não ser discutida publicamente". Saavedra queixa-se que "o mesmo tem acontecido com outras questões da frente Ribeirinha. Foi igual com os contentores de Alcântara".

Além da "inexistência de consulta pública", a também arquitecta discorda de escolhas técnicas. "Se não visse nem acreditava naquele desnível artificial da escadaria que dá para o Tejo", lamenta.

Contactada pelo DN, fonte da Sociedade Frente Tejo desmentiu a inexistência de consulta pública. "Se alguém quis tornar as coisas transparentes foi a Frente Tejo. Não andámos a pôr o projecto na gaveta", explicou.

A mesma fonte lembrou ainda que "o projecto foi tornado público numa fase que não é usual, foi levado a debate na Ordem dos Arquitectos" e que no site "há uma espaço onde as pessoas são convidadas a exercer a opinião sobre o projecto".

O PSD queixa-se ainda do facto de não ter existido concurso público. "Se se fez um concurso para o Parque Mayer, que até era um espaço privado, porque não se fez um concurso para a Praça do Comércio que é de todos?", questiona Margarida Saavedra.

Já fonte da Sociedade Frente Tejo lembra que foi José Miguel Júdice, antigo presidente da Sociedade Frente Tejo, que adjudicou directamente a obra a Bruno Soares. Curiosamente, José Miguel Júdice também tem estado no epicentro desta polémica, uma vez que assinou uma petição para que o projecto do Terreiro do Paço seja sujeito a consulta pública. A petição tem já mais de 700 subscritores, nos quais se inclui a vereadora Helena Roseta.

A Sociedade Frente Tejo garantiu ao DN que o arquitecto Bruno Soares está a ponderar alterações ao projecto e que depois se seguirá uma fase de discussão pública.

Na Assembleia Municipal, onde o PSD tem maioria, foi ainda ontem aprovada a carta de equipamentos de saúde do concelho de Lisboa (ver caixa), a extinção da Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina e foi inviabilizado o regulamento para a atribuição de ateliês.

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1251971


Decisão teve a ver sobretudo com “aspectos formais, de impacto visual”, explica director

Igespar deu parecer negativo ao projecto de Bruno Soares para o Terreiro do Paço

05.06.2009 - 21h15 Alexandra Prado Coelho

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) deu um parecer negativo ao estudo prévio para o Terreiro do Paço, em Lisboa, elaborado pelo arquitecto Bruno Soares, revelou hoje ao PÚBLICO o director do Igespar, Elísio Summavielle.

As objecções do Igespar, comunicadas terça-feira à Sociedade Frente Tejo, responsável pela obra, baseiam-se em “aspectos formais, sobretudo de impacto visual, a arrumação da placa central, o enquadramento da estátua”, explicou Summavielle e não às propostas de Bruno Soares para “a organização do trânsito e a topografia”.

O director do Igespar lembra, contudo, que se trata de um estudo prévio e que, numa próxima fase, o arquitecto deverá apresentar o ante-projecto, que será também analisado e objecto de novo parecer.

Num artigo intitulado “Terreiro do Paço é excepção?”, publicado hoje no semanário Sol, Pedro Santana Lopes, candidato à Câmara de Lisboa, considerou “inadmissível” o que dizia ser a ausência de pareceres do Igespar relativamente ao Terreiro do Paço. “Chegou-se ao desplante de o vereador do Urbanismo responder aos jornalistas, com a obra já a decorrer, que 'um dia destes o Conselho Consultivo do Igespar há-de pronunciar-se...”, escreve Santana Lopes. E continua: “Então agora é assim? A obra vai por aí fora, os contratos vão-se fazendo e ninguém impõe o cumprimento da lei?”.

Duas obras diferentes

Reagindo a estas palavras, Summaville afirma que Santana Lopes está a confundir duas coisas: “Há uma obra de infra-estruturas a decorrer no Terreiro do Paço, que tem a ver com os esgotos e saneamento, e essa tem tido um acompanhamento arqueológico por parte do Igespar”, que recebe relatórios e verifica os vestígios arqueológicos que ali aparecem. E, explica o director, “há uma outra obra, na placa, que ainda não começou, e cujo estudo prévio [de Bruno Soares] nos foi enviado e sobre o qual nos pronunciámos”. Não há, portanto, segundo Summavielle, aquilo que Santana Lopes diz ser o aproveitamento “de movimentos de terras de obras de esgotos e saneamento para mudar o desenho e o perfil de uma praça que é símbolo cimeiro da História de Portugal”.

O projecto de Bruno Soares teve uma primeira apresentação pública no dia 26 na Ordem dos Arquitectos e também ali foi alvo de críticas. Vários dos que se encontravam na assistência – composta em grande parte por arquitectos – questionaram os losangos previstos para a placa central, o corredor em pedra a ligar o Arco da Rua Augusta ao Cais das Colunas, passando pela estátua de D. José, os degraus junto ao rio, e, nas zonas laterais, o padrão de rotas marítimas inspirado na cartografia portuguesa do tempo dos Descobrimentos.

O arquitecto ouviu atentamente as críticas e admitiu fazer algumas alterações no projecto, nomeadamente esbatendo os losangos da placa central. Bruno Soares está actualmente a reformular alguns pontos e a preparar o ante-projecto.

Uma das críticas mais insistentes durante a sessão na Ordem dos Arquitectos teve a ver com o facto de não ter existido concurso público para a obra no Terreiro do Paço, que foi confiada pela Sociedade Frente Tejo a Bruno Soares. No seu texto, Santana Lopes toca num outro ponto, considerando “uma aberração política e jurídica” o facto de “ser uma sociedade do Estado [a Frente Tejo], sem qualquer participação da Câmara, a fazer tudo isto em Lisboa”.

Notícia corrigida às 20h00

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385349&idCanal=59

ACP contra projecto de remodelação do Terreiro do Paço

Presidente da ACP acusa António Costa de «autismo» e de querer ter a «Baixa morta»

Por: Redacção / RS Vota 12345Resultado 123454 votos

O Automóvel Clube Português (ACP) quer suspender os trabalhos que considera ilegais por parte da Câmara de Lisboa, em relação ao projecto de remodelação do Terreiro do Paço. Para isso, entregou esta terça-feira uma providência cautelar em tribunal contra o projecto que tem um novo conceito de circulação para aquela zona, de acordo com o que é avançado pela Agência Lusa.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, revelou à Lusa, que o clube quer «evitar o caos na cidade de Lisboa» e acusou o presidente da Câmara de Lisboa de autismo.

Carlos Barbosa acusou ainda o autarca de querer fazer uma «uma coisa irrealista, que é pôr a cidade a andar de bicicleta e a pé» e recordou que «os carros fazem parte da cidade».

Numa nota enviada à Lusa, o ACP revelou que António Costa deu andamento «sem concurso ao projecto prévio do arquitecto Bruno Soares, construindo já bancos e miradouros contemplados no estudo chumbado pelo Igespar».

A ACP encomendou um estudo que provou que «que não era possível em termos de mobilidade fazer esta obra e quais eram as alternativas», frisou Carlos Barbosa.

Carlos Barbosa acusou ainda António Costa de ter ideias utópicas e de ter o sonho de «ter a Baixa morta». «Quando ele diz que vai ter só peões vai ser no dia em que a Baixa morrer. Os comerciantes estão contra, as pessoas todas que lá vivem estão contra.», remata.

in http://diario.iol.pt/sociedade/tvi24-sociedade-lisboa-terreiro-paco-acp/1069106-4071.html


ACP interpõe providência contra circulação automóvel na Baixa lisboeta

Carlos Barbosa, presidente do clube, explica que o ACP quer "evitar uma ilegalidade e evitar o caos na cidade de Lisboa". Acusa ainda António Costa de autismo.

Lusa

17:41 Terça-feira, 9 de Jun de 2009

O Automóvel Clube Português (ACP) entregou hoje em tribunal uma providência cautelar contra o projecto de remodelação da Câmara de Lisboa para o Terreiro do Paço, que inclui o novo conceito de circulação para aquela zona da cidade. Com esta acção, o ACP pretende suspender o andamento dos trabalhos, que considera ilegais.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, explica à Lusa que o clube quer "evitar uma ilegalidade e evitar o caos na cidade de Lisboa" e acusa o presidente da autarquia de autismo. "António Costa, num autismo total em relação à sociedade civil, aos moradores, ao comércio e ao próprio Instituto de Gestão do Património, não ouviu ninguém e resolveu, à socapa, fazer uns passeios e mudar o trânsito no Terreiro do Paço", afirma Barbosa, referindo-se à reabertura, hoje de madrugada, de duas faixas de rodagem da Avenida Ribeira das Naus.

"Sempre dissemos que não estaríamos a favor e consideramos isto um acto inaceitável do presidente da Câmara, que não pode voltar as costas à cidade", acrescenta.

Carlos Barbosa diz ainda que o presidente da autarquia pretende "uma coisa irrealista, que é pôr a cidade a andar de bicicleta e a pé", recordando que "os carros fazem parte da cidade". "Infelizmente os transportes públicos são muito maus, ele (o presidente da autarquia) tem a noção disso e quer deixar um emblema da sua passagem desastrosa pela Câmara de Lisboa", acrescenta o presidente do ACP, avisando que António Costa "vai deixar uma obra que vai prejudicar altamente Lisboa".

Numa nota enviada à Lusa, o ACP acusa ainda António Costa de ter dado andamento "sem concurso ao projecto prévio do arquitecto Bruno Soares, construindo já bancos e miradouros contemplados no estudo chumbado pelo Igespar". Para o presidente do ACP, "o trânsito não aceita esta redução de faixas na Ribeira das Naus".

Carlos Barbosa admite que "pode haver alterações, sobretudo na zona dos transportes públicos na parte de trás do Terreiro do Paço", mas defende que "é uma utopia" querer levar as pessoas para junto do rio porque "não há lugares para estacionar".

Um estudo encomendado pelo ACP "provava que não era possível em termos de mobilidade fazer esta obra e quais eram as alternativas", lembra Carlos Barbosa.

"António Costa tem um sonho, que é ter a Baixa morta. Quando ele diz que vai ter só peões vai ser no dia em que a Baixa morrer. Os comerciantes estão contra, as pessoas todas que lá vivem estão contra. A cidade, da maneira como está construída, não há hipótese de fazer estas alterações. Esta é uma zona de passagem, que o presidente queira quer não", conclui.

in http://aeiou.expresso.pt/acp-interpoe-providencia-contra-circulacao-automovel-na-baixa-lisboeta=f520013

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Entrevista

Arquitecto explica como vai ser o novo Terreiro do Paço

por Enrique Pinto-Coelho, Publicado em 27 de Maio de 2009

Arquitecto Bruno Soares, responsável pelo novo projecto, diz estar disposto a enfrentar todas as polémicas

PEDRO AZEVEDO

Uma praça com passeios alargados e pouco trânsito, sem árvores nem espaços verdes. Assumidamente grande, com pedra porosa e pontos de fuga. Não, não são losangos. As linhas do futuro chão imitam mapas, "são diagonais que abrem perspectivas". Eis o Terreiro do Paço do arquitecto Luís Bruno Soares, um projecto escolhido sem concurso prévio. Motivo? "Uma questão de timings e da complexidade da obra", segundo Biencard Cruz, presidente da Frente Tejo - a sociedade responsável pela intervenção.

Em que fase se encontra a proposta?

Terminámos o estudo prévio em meados de Abril. Agora estamos na fase do projecto de execução, tecnicamente mais desenvolvido, para depois se entrar em obra.

A câmara já se pronunciou?

O que está pendente na câmara é só um parecer a esse estudo prévio. Entretanto há uma série de problemas técnicos por resolver.

Qual é a abertura real do projecto à participação cívica?

Os moradores devem participar. Mas eu tenho a responsabilidade técnica e isto não pode ser um somatório de opiniões. Depois há questões como os direitos dos cidadãos. Não podemos criar problemas, por exemplo, a pessoas com deficiências. Quanto às polémicas, procurarei explicar e defender as minhas propostas e defendê-las coerentemente até ao fim.

O primeiro presidente da Frente Tejo, José Miguel Júdice, defende a adjudicação directa - foi ele, aliás, quem o escolheu para o Terreiro do Paço - mas diz que não aprovaria este projecto.

Ele também costuma dizer que há dez milhões de portugueses e dez milhões de opiniões sobre o Terreiro do Paço. Durante o período em que trabalhámos juntos, na fase inicial, discutimos muito e chegámos a algumas conclusões. A opinião dele seria diferente se tivesse acompanhado o trabalho até agora e se ainda estivesse a presidir à Frente Tejo.

Parece consensual o aplauso para o alargamento dos passeios e a redução do trânsito, mas há várias questões sensíveis, como o projecto de um Cais das Colunas circular?

A minha posição é que não há nada para restaurar. Na época pombalina não havia desenho algum, era um terreiro, ponto final. A não ser que queiram restaurar o desenho do Estado Novo, feito no início dos anos 1930. Deixar o que está também não faz sentido porque é um desastre, é a ocupação daquela praça pelo automóvel. Nós queremos restabelecer o domínio dos peões. A intromissão do trânsito fez com que as pessoas cheguem à praça e fiquem desorientadas. O que quero é estabelecer um percurso em que as pessoas vão directamente ao rio ou ao Cais das Colunas.

Isso não é presumir que as pessoas chegam sempre ao Terreiro do Paço pela Rua Augusta?

Chegam de todo o lado, mas o eixo monumental que saiu do projecto pombalino é: Cais das Colunas, Arco da Rua Augusta, Rossio e, eventualmente, até às Portas de Santo Antão.

Mas alguém precisa de um corredor central para se orientar?

Não, utilizam o Terreiro à vontade. A questão é que nesse percurso, que contorna a estátua, as pessoas têm de sentir condições para circular. E sentir que podem passar as pessoas de todas as idades e condições. Na zona ribeirinha, as duas vias de trânsito vão ser mantidas, mas apenas com uma faixa de rodagem em cada sentido. A passadeira será uma calçada de vidraça branca e optei por rematá-la em circunferência, mas sem fazer mimetismo. Não estou a copiar o cais para dentro do terreiro. O cais adivinha-se ao longe mas está ligeiramente submerso, por isso a chegada será uma espécie de ritual.

O material que será empregue no pavimento já está decidido?

Apontamos para um tipo de material poroso, que filtre a água da chuva no pavimento. Mas o aspecto importante é que se mantém na praça uma certa ambiguidade. Nós continuamos a chamar Terreiro do Paço à Praça do Comércio, mantém-se a memória do terreiro: ou seja, a terra batida, um tratamento que se manteve praticamente até aos anos 1950. Gostaria de manter a ambiguidade.

Por isso escolheu o ocre-amarelado?

Aquilo será um pavimento sólido mas feito com uma pedra miúda tratada com uma resina. Quando se está em cima não se tem a sensação de estar sobre uma pedra nem sobre a calçada portuguesa, mas sim sobre um terreiro consistente, que não se desfaz. A cor da praça, pela dimensão que tem, não deve ser branca. A reflexão da luz é muito forte. Por isso estou à procura que estabeleça essa relação de cor com a praça, que seja toda ela em tons de ocre-amarelado. Acho que demos uma ideia errada nas imagens do estudo prévio, ao acentuar muito os ocres e castanhos. Eventualmente não será assim.

Será mais clara?

Sim. E as faixas das diagonais não contrastam tanto, esbatem muito mais. O pavimento será muito mais uniforme, de uma cor clara mas sem ser branco forte e procurando uma relação de equilíbrio com a cor das fachadas. Actualmente, o pavimento está inclinado da estátua para as galerias, e nós vamos virar o escoamento das galerias para a zona central.

As críticas mais fortes, as "vestes rasgadas", têm a ver com os losangos no pavimento.

É uma surpresa, porque a intenção não era fazer losangos. Procurei uma métrica relacionada com os edifícios, com o ritmo das arcadas. Pensei que, em lugar de fazer quadrados e rectângulos na zona central - se calhar a solução mais óbvia -, podia disparar os pontos de fuga. É uma das maiores praças do mundo, e parece que nós queremos sempre fazê-la pequenina, parti-la aos bocadinhos, meter árvores para cortar? Este projecto assume que a praça é muito grande, e a maneira de revelar isso às pessoas é introduzir as diagonais, marcar as perspectivas que dão ainda maior dimensão à praça. As pessoas não vão ver losangos, mas sim linhas que apontam perspectivas. Só haverá um losango que marca a estátua de D. José, em mármore verde, idêntico à cor da estátua.

Está a tentar conduzir o olhar das pessoas?

Não, mas se tiver um desenho que, quando passa, tem linhas só em diagonal, os pontos de fuga tornam-se ainda mais distantes. Queremos marcar claramente vários tipos de espaços mas sem perder a unidade da praça. Os passeios, que alargam 16 metros; as grandes esplanadas, que podem ficar junto aos edifícios; uma moldura de arruamento, embora não haja circulação nas perpendiculares; e a placa central.

Como é que se vai criar as infra-estruturas da praça?

É uma praça de aparato e de representação, mas ao mesmo tempo é popular e de uso múltiplo: há manifestações, há poder e contrapoder, é um espaço polivalente. Tem de estar preparada para usos quotidianos e para outro tipo de actividades esporádicas, mas há utilizações que não encaixam com as características físicas da praça. Meter um TIR no centro do terreiro é condenar o terreiro.

Onde é que vão ficar os veículos longos?

Nas laterais. Estamos a prever e a estabelecer regras para a utilização da praça, dando-lhe a maior amplitude possível de utilização. Vamos deixar, sob o chão, uma caleira contínua onde haverá espaço para todo o tipo de instalações, cabos, redes, água... E vamos deixar aquilo que a Câmara de Lisboa chama de negativos, uma espécie de tubos, que estarão sobretudo à volta da praça e que abrem e fecham, onde cabem mastros de bandeiras, estruturas para palcos, etc.

E sombra na praça? Defende a utilização de toldos, apesar de ser uma praça muito ventosa?

O problema que a praça tem é o desconforto ambiental para as pessoas estarem. Parto do princípio que não é uma praça para estar, como as praças espanholas fechadas, cheias de esplanadas. É uma praça de cenografia, de grandes acontecimentos, que nas suas bordas terá sítios onde as pessoas possam estar e criaremos as condições para isso. Mas não se pode procurar que o terreiro sirva para tudo. A grande vantagem é que do Cais Sodré a Santa Apolónia, que é onde se está a fazer a intervenção, temos uma série de espaços que complementam o Terreiro do Paço, que vão ter árvores e fresco e passeios junto ao rio - algo semelhante ao que há agora na Expo. As árvores são contra o conceito inicial da praça. Foi desenhada de propósito para a estátua real estar acima de tudo o resto. Se enchermos aquilo de árvores, das duas uma: ou são atarracadas para não cortar a vista dos edifícios, o que é ridículo, ou são enormes e cortam a vista da praça. Para mim, o modelo não é praça real francesa, isto é uma praça do Sul, do sol, d
o Atlântico e do vento. E é essa a característica que não devemos deturpar.

in http://www.ionline.pt/conteudo/6125-arquitecto-explica-como-vai-ser-o-novo-terreiro-do-paco

Obrigado Tatlin.

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Boa noite a todos. É o meu primeiro post! O Terreiro do Paço vai ser como os seus responsáveis o ditarem. Assim foi, no seu nascimento e assim será no seu futuro. Foi construído, alterado e "reabilitado", sempre há imagem de quem responsável o idealizou. Bem ou mal foi, é e será sempre assim.! Assim vivem as cidades. Lisboa é de uma dimensão imperturbável, até a avenida da república conseguiu assimilar.

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Pelas imagens, parece-me que vai ficar com um bom aspecto a praça. Simples e moderno, não pondo de lado de forma total as suas origens. Mas como já foi destacado, ao fim das varias alterações que foram feitas no Terreiro do Paço, o que vier acabara por ficar bem.

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2009-06-26 16:10:06
Novo projecto para o Terreiro do Paço aprovado


O novo projecto da Sociedade Frente Tejo para o Terreiro do Paço, em Lisboa, recebeu parecer positivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

Após ter recebido maior parte das críticas feitas ao estudo prévio, Bruno Soares, arquitecto e autor do projecto afirmou que "o Terreiro do Paço bateu no fundo e era preciso mudar. Acolhemos grande parte das críticas e suavizámos a proposta".

in http://www.opcaoturismo.com/noticia.php?id=15252

Novo Terreiro do Paço menos colorido depois da polémica

por RUI PEDRO ANTUNES26 Junho 2009

Após críticas ao Estudo Prévio, o arquitecto Bruno Soares fez várias alterações ao projecto de requalificação da Praça da Comércio. Do desenho inicial foram "apagados" losangos, contrastes e o corredor central.

O terreiro voltou ao Paço. O projecto final de requalificação da Praça do Comércio, da autoria do arquitecto Bruno Soares, foi ontem apresentado e pretende retomar a memória do antigo terreiro pombalino. A maior parte do pavimento será preenchido por uma pedra fina de cor de terra, que terá diagonais de pedra de lioz. Esta é uma da diferenças relativamente ao Estudo Prévio, onde era dado um grande destaque aos losangos e onde o contraste de cores era acentuado.

Depois da polémica e da fase de discussão pública, muitas das ideias para o Terreiro, caíram... por terra. O corredor central que unia a Rua Augusta ao Cais das Colunas foi um dos elementos "apagados" do desenho (ver caixa). Já em termos de legitimidade, este projecto parte com uma vantagem em relação ao Estudo Prévio. "Acolheu os pareceres das entidades competentes, quer da CML quer do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico)", revelou o presidente da Sociedade Frente Tejo, Biencard da Cruz.

Além disso, Bruno Soares confessa que "acolheu grande parte das críticas", reconhecendo que "houve pontos criticados com razão".

Porém, atacou "aqueles que dizem que a praça deve ficar na mesma", pois considera que "o Terreiro do Paço bateu no fundo".

O arquitecto explica que a matriz inicial do projecto se manteve. Ou seja, os "passeios laterais vão ser alargados e a presença do automóvel na praça vai ser reduzida de 40 para 11%."

Neste aspecto, Bruno Soares lembrou que "antigamente havia cinco faixas de rodagem a separar a Rua Augusta do rio, mas agora são apenas duas".

Quanto às esplanadas, houve preocupação em não as incluí-las como elemento inflexível do projecto. "Não vamos desenhar uma praça condicionada a uma loja ou café, mas temos que a preparar para ser uma área de usos múltiplos", defendeu o arquitecto. Ou seja, as esplanadas vão existir, mas devem ter uma presença sazonal na praça, ocupando parte dos passeios laterais no Verão.

Até porque, segundo esclarece Bruno Soares, "o Terreiro do Paço não tem que ser a sala de estar de Lisboa. Isso é o Rossio".

O arquitecto reforçou também a ideia de ligar a praça ao rio e ao resto da cidade e de manter o conceito de "unidade". "Por isso, tudo o que deva segmentar a praça, como árvores, não deve existir", adverte. Bruno Soares defendeu também que a praça "deverá estar preparada para manifestações espontâneas e organizadas, como eventos musicais".

Outro dos elementos muito criticado no Estudo Prévio foi a existência de degraus. Bruno Soares decidiu então manter apenas dois na placa central que "servem para as pessoas perceberem que estão num plano diferente e não para dificultar a circulação".

No final da apresentação, Biencard Cruz reforçou que este era o projecto final e que já não deverá sofrer grandes alterações. Será portanto assim (ver imagem em baixo) o novo Terreiro do Paço, que Biencard Cruz espera estar concluído a tempo da comemoração do centenário da República, a 5 de Outubro de 2010.

As cores do piso da placa central esbateram-se, tal como o impacto dos losangos. O pavimento será preenchido com uma pedra fina granulada e as diagonais serão de pedra de lioz.

O Cais das Colunas continua a ser um importante elemento de ligação entre a praça e o rio, mas perde destaque relativamente ao Estudo Prévio. Mantém-se semicircular.

Projecto mantém a ideia de reduzir a presença do automóvel na praça de 40 para 11 %. A existência de apenas duas vias na Ribeira das Naus é um dado adquirido no novo projecto.

Na placa central, o losango escuro que marcava a estátua real de D. José desapareceu e foi substituído por um círculo de pedra, num tom suave, que não terá mais de 30 centímetros.

Passeios laterais vão ser alargados e, eventualmente, ocupados por esplanadas. Terão um padrão inspirado nas cartas marítimas do século XVI e serão em pedra lioz e pedra preta.

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1274269&seccao=Sul


26 Junho 2009 - 00h30

Lisboa: Apresentado projecto para o Terreiro do Paço

Nova Praça em 2010

Em Outubro de 2010, a cidade de Lisboa terá uma ‘nova’ Praça do Comércio. O projecto de requalificação urbanística do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público, foi apresentado ontem, prevendo-se que as obras comecem já em Agosto.

O objectivo da requalificação é recuperar o espaço da Praça para as pessoas e reduzir o tráfego automóvel. A faixa rodoviária da Ribeira das Naus já foi reduzida para duas vias e os passeios públicos vão ser alargados, para permitir a utilização de esplanadas e facilitar o acesso dos peões à zona ribeirinha.

O projecto propõe também revitalizar toda a área circundante da Praça com a recuperação das fachadas dos edifícios.

Para Bruno Soares, o Terreiro do Paço "bateu no fundo em termos de utilização para a cidade" desde a restauração pombalina. "A Praça foi durante anos um espaço de circulação automóvel", afirmou o arquitecto frisando que "uma praça, com esta dimensão, tem de estar em sincronia com os espaços da zona onde está integrada". A ideia é transformar o local numa ‘praça de espectáculo’ com uma rede de infra-estruturas que permita a realização de eventos.

O projecto da Sociedade Frente Tejo acolheu algumas das críticas feitas ao estudo prévio que resultaram em "importantes contributos", reconheceu Biencard da Cruz, presidente da Sociedade Frente Tejo. Depois de amanhã, será apresentado no átrio de exposições do Ministério das Finanças, em Lisboa.

in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=FFFCB24E-FA70-45D9-891D-C7E1B9489997&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Arquitecto cede a críticas e altera Terreiro do Paço

2009-06-26

GINA PEREIRA

Novo projecto, a apresentar publicamente amanhã, exclui as intervenções mais contestadas.

Face às críticas que surgiram a algumas das propostas do projecto de arranjo paisagístico do Terreiro do Paço, em Lisboa, o arquitecto responsável decidiu fazer alterações ao estudo prévio, que já tem o aval do IGESPAR.

Bruno Soares, o arquitecto contratado pela Sociedade Frente Tejo para elaborar o projecto de requalificação urbanística da maior praça lisboeta, reconheceu que algumas das críticas são "justas" e deram lugar a um conjunto de alterações, ontem reveladas à Imprensa e que vão ser publicamente apresentadas amanhã, numa sessão que terá lugar no átrio do Ministério das Finanças, pelas 15.30 horas.

Segundo o arquitecto, a disponibilidade para fazer alterações estava prevista desde o início. "Isto era um estudo prévio. Tínhamos as ideias preliminares, os nossos pontos de partida, mas a intenção era que houvesse participação pública. Este projecto tem de resultar de um balanço de vários contributos e ideias", disse, salientando que a proposta foi desenhada em articulação com a Câmara de Lisboa e com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que, segundo Biencard Cruz, presidente da Frente Tejo, já deu parecer positivo.

Para Bruno Soares, "o grande desafio deste projecto é conseguir criar condições para reintegrar a praça na vida da cidade". "O Terreiro do Paço bateu no fundo em termos de utilização pública. Chegou a um ponto limite e há que mudar", disse, embora reconheça que a praça nunca será a sala de estar de Lisboa "porque a sala de estar é, por excelência, o Rossio".

Para conseguir travar o "declínio" dos últimos anos e restaurar a importância histórica da praça, garantindo-lhe um uso do século XXI, Bruno Soares diz que "é essencial rever o modelo de circulação automóvel e de estacionamento" na zona. O seu projecto prevê a eliminação da circulação automóvel nas faixas laterais e a redução para duas vias (uma em cada sentido) da Avenida Ribeira das Naus. Menos espaço para os automóveis significa mais área para os peões e lazer: os passeios laterais vão ser aumentados (nivelando-os pelos lancis da rua do Ouro e da Prata) e a parte sul da praça prolongada para o rio.

Estimular a relação com o Tejo e com o Cais das Colunas - "a peça fundamental que diferencia o Terreiro do Paço de qualquer outra praça do Mundo" - é outro dos objectivos. O arquitecto prescindiu da "passadeira" que conduzia os peões desde a Rua Augusta até ao cais, mas pretende que "qualquer pessoa que venha do Rossio, desça a Rua Augusta, atravesse a praça e vá naturalmente até ao Cais das Colunas e encontre o rio".

Quanto ao centro da praça, em vez do tom ocre, Bruno Soares decidiu agora utilizar um tom mais claro (mantém o desenho em losango) e recorrer a uma gravilha que pretende "manter a memória do terreiro". O objectivo é que, a 5 de Outubro de 2010, a praça esteja transformada para poder acolher "uma grande diversidade de usos" e ser a "grande centralidade cultural da área metropolitana de Lisboa".

O que mudou no estudo prévio

Pavimento mais discreto

Em vez do tom ocre que estava previsto para o pavimento do centro da praça, Bruno Soares decidiu agora utilizar um tom mais claro. Mantém os losangos (que, em seu entender, acentuam a dimensão da praça), mas vai utilizar pedra de lioz e gravilha de lioz para "manter a memória do terreiro".

Base da estátua de D. José

Em vez da base em forma de losango de cor verde para assentar a estátua de D. José, o arquitecto decidiu agora construir uma base redonda em pedra, que vai oscilar entre 11 e 30 centímetros de altura.

Acesso ao Cais das Colunas

No anterior estudo prévio previa-se a ampliação do acesso ao Cais das Colunas de modo a formar um círculo. Essa ideia foi abandonada e, em vez dos cinco degraus de acesso ao cais, passa a haver dois degraus, uma plataforma e mais dois degraus. O atravessamento da Ribeira das Naus é feito por uma passadeira à largura do cais.

Passeios laterais terão cor

Além de serem ampliados, de modo a poderem acolher esplanadas e outras actividades, os passeios laterais terão o padrão das cartas marítimas do século XVI. Os traços serão feitos em pedra preta e vermelha.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1273782

Lisboa

Autor do projecto para o Terreiro do Paço acolheu grande parte das críticas, mas mantém alguns aspectos polémicos

25.06.2009 - 15h56 Inês Boaventura

O corredor em pedra a ligar o arco da Rua Augusta ao Cais das Colunas desapareceu, os losangos da placa central foram esbatidos, a estátua de D. José passou a assentar num círculo em vez de um losango e o Cais das Colunas não vai ser transformado numa plataforma circular. O estudo prévio para o projecto do arquitecto Bruno Soares para o Terreiro do Paço acolheu, segundo disse hoje o próprio, “grande parte das críticas” que foram feitas por cidadãos, técnicos e órgãos de administração, e tem a “concordância” do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).

Em conferência de imprensa, o arquitecto admitiu que a versão preliminar do projecto era “criticável” e tinha aspectos que “claramente tinham que ser revistos”, salientando que “obviamente, um projecto não resulta de um somatório de opiniões”, sendo necessário fazer “um balanço e valoração dos vários contributos”.

Já o presidente da sociedade Frente Tejo refutou as críticas que têm sido feitas pela inexistência de um concurso público para escolher o autor do projecto e pela falta de um debate público, afirmando que houve “uma auscultação ampla”, da qual resultaram “contributos muito relevantes e importantes”. “Consideramos estar a cumprir os princípios da participação e da transparência”, concluiu Biencard Cruz.

Quanto ao facto de a versão preliminar ter sido chumbada pelo Igespar, pelo impacto visual, arrumação da placa central e enquadramento da estátua, o presidente da sociedade garantiu, em declarações aos jornalistas à margem da conferência de imprensa, que o projecto revisto tinha tido “parecer favorável sem condicionantes”. Horas mais tarde, a assessora de imprensa da Frente Tejo corrigiu esta informação, afirmando que afinal “o projecto ainda não foi formalmente aprovado pelo Igespar, porque esta versão não foi ainda submetida oficialmente para o efeito”, existindo apenas “acordo de princípios”.

Os losangos

Acolhendo aquela que foi uma das maiores críticas ao desenho inicial, Bruno Soares manteve os losangos no chão da placa central, mas decidiu optar por “uma proximidade de cores e tons muito grande”. Tanto a base como as linhas diagonais que nela vão ser traçadas serão em lioz, mas enquanto a primeira será numa pedra fina e granulada para manter a imagem do antigo terreiro, as linhas serão de pedra lisa.

“Não vamos determinar como se usa a praça através do chão”, garante o arquitecto, explicando que insistiu nos losangos para “dar a perceber que é uma grande praça, não um espaço estático e fechado”. O também muito contestado corredor em pedra a unir a Rua Augusta ao Cais das Colunas desapareceu e a estátua de D. José deixou de assentar num losango, opção que Bruno Soares admite ter sido “um erro”.

Na nova versão do estudo, a estátua será “bordejada por uma faixa de pedra” e continuará a estar sobreelevada, a uma altura que num dos lados atingirá os 30 centímetros. Também a polémica sobreelevação da placa central do Terreiro do Paço em relação ao Cais das Colunas se vai manter, apesar de os cinco degraus inicialmente previstos serem agora transformados em dois degraus seguidos de um patamar e mais dois degraus, o que na opinião do arquitecto torna a aproximação “mais suave”.

Aqui, a grande diferença é que o Cais das Colunas, que o arquitecto considera ser o elemento “mais importante” da praça e aquele que a “diferencia de qualquer outra praça real”, não será transformado numa plataforma circular. Bruno Soares explica que a insistência nos contestados degraus, que serão ladeados por “duas rampas muito suaves”, “não é para dificultar a circulação, é para as pessoas terem a percepção de que é uma situação diferente”.

As esplanadas

Já os passeios nas laterais, que vão ser alargados e receberão esplanadas, continuarão a ter “um padrão das cartas de marear do século XVI”, num material ainda a definir, mas que se prevê que seja atravessado por linhas vermelhas e pretas. O passeio junto à Avenida Ribeira das Naus que, com a introdução do novo modelo de circulação automóvel, passou a ter duas faixas em calçada de granito, será em calçada à portuguesa.

O que também se mantém, apesar de ter gerado contestação, é o desnível entre o centro da praça e uma das laterais do Terreiro do Paço, onde, segundo Bruno Soares, haverá um lancil com 15 centímetros e dois socalcos com 25 cm cada, para “revelar o acontecimento histórico” que foi o abatimento do torreão poente.

As árvores

Já a possibilidade de plantar árvores na praça, onde estas chegaram a existir nos séculos XIX e XX, foi rejeitada pelo arquitecto, por considerar que iriam “segmentar o espaço” e contribuir para se “perder a sua dimensão”. Além disso, explicou, a vizinha Avenida Ribeira das Naus vai ser arborizada, pelo que não fazia sentido “deturpar a Praça do Comércio nem pô-la a concorrer com outros espaços”.

O autor do estudo para o projecto de requalificação, que se pretende esteja concluída a tempo da comemoração do centenário da implantação da República, em Outubro de 2010, quer que esta passe a ser uma praça utilizada no Verão e no Inverno, de dia e de noite, no quotidiano e em festas e outros acontecimentos. Para tal vão ser desenvolvidos projectos específicos de iluminação e de mobiliário urbano, que contemplará palcos, instalações temporárias, apoios para exposições, mercados e esplanadas.

Bruno Soares diz que a alteração já introduzida pela Câmara na circulação automóvel, que estiveram na origem de uma providência cautelar interposta pelo Automóvel Clube de Portugal, “é fundamental, é essencial para sustentar esta remodelação”. Igualmente importantes, acrescentou, são os projectos de reutilização dos edifícios da praça (e de toda a Baixa) e e recuperação das suas fachadas.

A praça “bateu no fundo”

No sábado, a sociedade Frente Tejo promove, às 15h30, uma “sessão de debate e esclarecimento” do projecto, no átrio do Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço. Numa iniciativa que deverá contar com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Bruno Soares irá apresentar as suas propostas, agora revistas, para dar uma nova vida à praça que, afirma, “bateu no fundo”.

Para o arquitecto, o maior desafio foi perceber “como é que actualmente se consegue criar condições para reintegrar este espaço na vida de cidade”, sendo certo que a sua intenção não é transformá-lo “numa sala de estar de Lisboa”, papel que acredita estar reservado ao Rossio. O Terreiro do Paço, diz, deve afirmar-se sim como “a grande centralidade cultural da Área Metropolitana de Lisboa”, “articulada com o grande centro comercial que é a Baixa”.

As obras de requalificação deverão arrancar em Agosto.

Notícia actualizada às 19h42

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388675

25 Junho 2009 - 15h10

Lisboa

Obras da Praça do Comércio começam em Agosto

Em Outubro de 2010 Lisboa terá uma ‘nova' Praça do Comércio. O projecto de requalificação urbanística do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público, foi apresentado esta manhã.

As obras de requalificação da Praça do Comércio começam em Agosto. O objectivo central desta requalificação é recuperar o espaço da Praça para as pessoas e reduzir o tráfego automóvel. A faixa rodoviária foi reduzida para duas vias e os passeios públicos vão ser alargados, de modo a facilitar o acesso dos peões à zona ribeirinha. Além da alteração do trânsito, o projecto propõe também revitalizar toda a área circundante da Praça com a recuperação das fachadas dos edifícios.

Para Bruno Soares, a Praça do Comércio 'bateu no fundo em termos de utilização para a cidade', desde a restauração pombalina. 'A Praça foi durante anos um espaço de circulação automóvel', afirmou o arquitecto frisando que 'uma praça, com esta dimensão, tem de estar em sincronia com os espaços da zona onde está integrada'.

Com as obras de requalificação, Bruno Soares pretende transformar a Praça do Comércio numa 'praça de espectáculo' com uma rede de infra-estruturas que permita realizar eventos e festas.

No próximo sábado, o projecto de requalificação será apresentado numa sessão pública no Átrio das Finanças, em Lisboa.

'No dia 5 de Outubro de 2010, teremos uma praça renovada para a utilização de todos', prometeu João Biancard Cruz, presidente da Sociedade Frente Tejo no encerramento da apresentação do projecto urbanístico.

Urânia Cardoso

in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=BD76BFCB-3E28-4C0C-9DC3-624422F9AB4F

IGESPAR aprova novo projecto para o Terreiro do Paço

O novo projecto da Sociedade Frente Tejo para o Terreiro do Paço, em Lisboa, acolheu a maior parte das críticas feitas ao estudo prévio e já tem parecer positivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

«O Terreiro do Paço bateu no fundo e era preciso mudar. Acolhemos grande parte das críticas e suavizámos a proposta», afirmou hoje o autor do projecto, arquitecto Bruno Soares, antes da apresentação aos jornalistas que decorreu nas instalações do Turismo de Lisboa.

Diário Digital / Lusa

in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=395736

2009-06-25 10:38:37

Reformulação do Terreiro do Paço apresentada em Lisboa

Iniciativa agendada para esta quinta-feira

O projecto de requalificação do Terreiro do Paço é apresentado, esta quinta-feira, na sequência do debate público da Assembleia Municipal de Lisboa. O estudo prévio, já aprovado pela autarquia, foi alvo de críticas pelos deputados presentes na assembleia.

É apresentado, esta quinta-feira, o projecto para requalificação do Terreiro do Paço, onde estarão presentes as alterações introduzidas pelo arquitecto Bruno Soares, depois de críticas ao estudo preliminar do projecto.

O estudo preliminar, já aprovado pela Câmara de Lisboa, foi alvo de críticas por parte dos deputados presentes na Assembleia Municipal, que consideraram que a requalificação da área teria de ter sido enquadrada num plano de pormenor, sujeita a aprovação da Assembleia.

Segundo cita a Lusa, a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, revelou que a obra é ilegal pois não será precedida de um plano de pormenor ou de urbanização.

in http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=3b141c90c387b40e69a0535552796b79


Lisboa: Projecto do Terreiro do Paço reformulado apresentado hoje

Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O projecto de requalificação do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público é hoje apresentado.

Lusa

6:33 Quinta-feira, 25 de Jun de 2009

Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O projecto de requalificação do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público é hoje apresentado.

O estudo prévio deste projecto, que mereceu parecer favorável da Câmara de Lisboa, foi alvo de várias críticas, a última das dos deputados da maioria PSD na Assembleia Municipal, que consideraram que a intervenção naquela zona teria que ser enquadrada por um plano de pormenor e, como tal, sujeita a apreciação por aquele órgão autárquico.

A própria presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, em declarações na imprensa, afirmou que a obra é ilegal porque não será antecedida de um plano de pormenor ou de urbanização.

Contudo, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, contrapôs esta posição, dizendo ter pareceres jurídicos que demonstram que a requalificação do Terreiro do Paço não necessita de ser sujeita a um plano de pormenor.

"Uma intervenção em zonas históricas no espaço público não obriga a plano de pormenor", disse Manuel Salgado perante a Assembleia Municipal, citando "pareceres jurídicos solicitados aos serviços da Câmara".

As críticas também se estenderam à sociedade civil, com o Fórum Cidadania Lisboa a promover uma petição pela realização de um debate público sobre o futuro do Terreiro do Paço, assinada, entre outras personalidades, por José Miguel Júdice, que inicialmente aceitou liderar a Sociedade Frente Tejo, responsável pela obra de reabilitação da Praça do Comércio, mas acabou por abandonar o cargo por razões ainda por esclarecer.

O estudo prévio apresentado por Bruno Soares à Câmara de Lisboa previa a duplicação dos passeios laterais convertidos em "passeios-esplanada" e o condicionamento substancial da circulação automóvel no local.

O pavimento dos "passeios-esplanada" seria inspirado nas rotas oceânicas e a sua representação na cartografia portuguesa do século XVI, com o lioz a revestir os passeios e embutido de faixas de pedra vermelha, amarela e preta.

O passeio ribeirinho resultaria do alargamento do actual passeio junto ao rio, de 3,5 metros para 4,5 metros, tendo continuidade num novo percurso marginal a construir na Ribeira das Naus até ao Cais do Sodré.

No estudo prévio, a placa central da praça tinha um pavimento com um desenho definido por faixas cruzadas de pedra de lioz e de basalto, marcando linhas de perspectiva oblíquas que "acentuam a grande dimensão do espaço".

O projecto previa ainda um passeio central, que prolonga a Rua Augusta até ao rio, ligando o Arco ao Cais das Colunas.

No estudo prévio, a estátua real de D. José I era assinalada através da inscrição num losango diferenciado pela cor verde do pavimento e pela marcação de um pequeno desnível (três degraus laterais) em relação ao pavimento do terreiro central.

A chegada ao Cais das Colunas estava prevista a uma cota ligeiramente superior, cerca de 75 centímetros, acedendo através de escada e de rampas laterais.

SO/ACL

Lusa/Fim

in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/522659

Arquitectos criticam novo projecto do Terreiro do Paço

por Rui Pedro Antunes27 Junho 2009

Manuel Graça Dias discorda do padrão "pesado e abstracto" dos passeios laterais e aponta várias deficiências ao desenho de Bruno Soares. Outros três especialistas da área, ouvidos pelo DN, mantêm reparos ao projecto para uma das principais praças da capital. E questionam: afinal, para que servirá?

"Depois de ver o novo projecto, acho que é preciso haver mais cuidado com aquela praça, que é uma praça muito sensível." A crítica ao projecto do novo Terreiro do Paço é do arquitecto lisboeta Manuel Graça Dias. Aliás, os quatro arquitectos contactados pelo DN foram unânimes em apontar deficiências no desenho de Bruno Soares.

Para Manuel Graça Dias as mudanças não foram suficientes, pois "o projecto foi reestruturado, mas insiste na ideia da plataforma de desnível - nos degraus - que não me parece uma opção cordial nem necessária".

Além dos degraus, que dão "uma noção de pódio e destaque a mais à placa central", Graça Dias discorda do padrão dos passeios laterais. Ainda que defina o alargamento dos passeios como "uma boa escolha", o arquitecto explica que o padrão inspirado nas cartas marítimas do séc. XVI "é demasiado pesado e abstracto, quando devia ser banal".

Por outro lado, o arquitecto revela que está agradado por "ter desaparecido o corredor central". Já o esbater do impacto dos losangos é desvalorizado. "Este tipo de padrões de losangos não tem grande leitura, só teria se passássemos pela praça de helicóptero", defende Graça Dias.

No entanto, na opinião do arquitecto Pedro Brandão "toda a discussão que tem havido em torno do Terreiro do Paço é desinteressante". O autor da obra Lisboa do Tejo, a Ribeirinha, considera que o "essencial" ainda não foi debatido, pois "tem-se discutido diagonais, risquinhos e as corezinhas que são coisas superficiais".

Pedro Brandão defende que se devia ter começado por discutir os usos da Praça. "Estar a discutir gostos não adianta nada. Podia haver arbustos e água, mas tudo isso tem de ser discutido em função do que se vai passar", esclarece. E coloca várias questões: "Afinal, o que vai ser a Praça? Um showroom dos ministérios? Um centro de turismo? Ou um centro comercial com lojas da Fnac?"

Também José Adrião, co-autor de um projecto do Terreiro do Paço pelo qual a autarquia pagou 100 mil euros em 2000, se mostra "contra todo o processo".
O arquitecto afirma que a adjudicação directa prejudicou o projecto. "Quando se fazem concursos públicos, os concorrentes começam a superar-se e fazem coisas mais interessantes. Aqui está-se a perder a oportunidade de fazer um grande projecto", acusa.

Já o arquitecto André Brito Caiado, ainda que concorde com pressupostos da matriz do projecto de Bruno Soares, sugere opções mais arrojadas. O vencedor do prémio Korrodi em 2008 defende que "na Ribeira das Naus devia haver um túnel de betão subterrâneo e permeável que acabasse com a divisão entre a cidade e o rio". Além disso, o arquitecto considera que os edifícios deviam passar a ser "esplanadas, restaurantes e galerias de arte". Não querendo comentar elementos do novo projecto, Caiado diz apenas que "em Portugal há centenas de arquitectos que podiam fazer um bom trabalho no Terreiro do Paço".

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1277782


Lisboa

Terceira versão do Terreiro do Paço não será definitiva

Por Margarida Davim

Já se contam três versões para o novo Terreiro do Paço. Ainda deverá haver mais uma antes das obras arrancarem. E as críticas continuam

Projecto do Terreiro do Paço reformulado

Os losangos verdes na base da estátua de D. José e um conjunto de escadaria e rampas fizeram estalar a polémica. Numa reunião à porta fechada da Câmara de Lisboa, o projecto de Bruno Soares para a requalificação do Terreiro do Paço dividiu os vereadores, mas foi só o primeiro episódio de uma polémica que começou em Maio.

O arquitecto apresentou quinta-feira as imagens de um novo plano, mas esta versão pode não ser a definitiva. Hoje, o arquitecto volta à discussão pública, no Ministério das Finanças. «O debate que fizemos vai muito além do que exige a lei», explica Maria João Rocha, da Frente Tejo – a sociedade constituída pelo Governo para gerir a intervenção na frente ribeirinha.

Durante o mês que decorreu entre a primeira apresentação aos vereadores e a conferência de imprensa de ontem, foi crescendo o coro dos que não compreendiam que um projecto tão importante tivesse sido adjudicado sem discussão ou concurso público. O Fórum Cidadania Lx, movimento de defesa do património, já tinha lançado uma petição – que recolheu quase duas mil assinaturas – para garantir que as ideias de Bruno Soares fossem sujeitas a «um período de discussão pública antes de se iniciar o projecto de execução».

O abaixo-assinado começou a correr dias depois de uma reunião de Câmara em que António Costa teve de usar o voto de qualidade para desempatar a votação e fazer passar o projecto. Na mão dos vereadores estava já um parecer arrasador da Divisão de Estudos e Projectos da autarquia. O documento criticava os losangos e «o desenho geométrico de linhas aleatórias» escolhido por Bruno Soares para o chão da praça, considerando que se traduziria num «impacto visual muito forte e negativo». Mais: os arquitectos camarários encontraram «problemas de segurança e acessibilidade» nos degraus pensados por Soares.

Nem sequer José Miguel Júdice, que escolhera Bruno Soares, poupou críticas ao plano. Júdice invocou os prazos apertados da comemoração do centenário da República, altura em que a obra deve estar pronta, para fazer desta intervenção a única sem concurso público na frente ribeirinha. Mas acabou por condenar o «registo cultural inadequado» dos losangos e a «cacofonia visual e policromática» do corredor de pedra marcado no chão entre a Rua Augusta e o Tejo.

Pedro Santana Lopes, candidato pelo PSD à Câmara, considera uma «aberração política e jurídica» a forma como António Costa renunciou «ao poder de decidir sobre áreas tão significativas do território da cidade», ao deixar nas mãos da Frente Tejo a requalificação da zona.

Para Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia Municipal (AML), a intervenção é «ilegal», porque não foi feito plano de pormenor ou de urbanização para a zona. Mais: «Cria-se um verdadeiro fosso entre a Praça do Comércio e o rio», criticou.

Para trás ficou o projecto dos arquitectos José Adrião e Pedro Pacheco, que custou 100 mil euros à Câmara e está na gaveta desde 2000. O concurso tinha sido lançado em 1992 e o projecto vencedor propunha uma praça com bancos de pedra a toda a volta. Com os prazos a apertar, António Costa já disse que as obras devem começar em Agosto. Mas, com a discussão ainda acesa, e depois de tantos anos em obras, começa a pairar a dúvida sobre se os lisboetas poderão ver a nova cara do Terreiro do Paço em Outubro de 2010.

margarida.davim@sol.pt

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=139694


O que está em causa na renovação do Terreiro do Paço

Alexandra de Almeida Ferreira

20/06/09 00:05

Ninguém está de acordo com a obra e o ACP interpôs uma providência cautelar. Saiba porquê.

Já se contam dez anos desde que arrancaram as obras do metro. Depois disso, foram quatro os meses em que o trânsito esteve interrompido no Terreiro do Paço. Agora, com um novo projecto na forja, a maior praça de Lisboa começa a parecer um "déjà vu" do Túnel do Marquês.

O problema é que, à excepção da Câmara de Lisboa, ninguém parece estar de acordo com a nova obra. A Assembleia Municipal exigiu ter uma palavra a dizer sobre o projecto da autoria do arquitecto Bruno Soares, e garante que, a manter-se o desenho actual, chumbará mesmo a obra.

O projecto de arquitectura é o grande ponto da discórdia. "A Assembleia Municipal exige ser ouvida num processo que tem de ser por si aprovado", disse ao Diário Económico João Pedro Saldanha Serra, líder da bancada social democrata, que tem maioria na Assembleia Municipal. "O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) não foi ouvido e não autorizou as obras

in http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-esta-em-causa-na-renovacao-do-terreiro-do-paco_13300.html

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