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A Igreja e a Arquitectura

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Arte com simplicidade e harmonia

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, é oportuno que a Igreja, entre nós responsável por vastíssimo património cultural edificado (monumental ou não), reflicta sobre esse tema intencionalmente relembrado. O mesmo se diga quanto aos sítios cultural e pastoralmente significativos.
Tomemos um sítio de todos conhecido: Fátima. É um imenso santuário consagrado ao culto mariano, no interior do qual e ao longo dos tempos foram sendo erigidos vários monumentos que, formalmente, nada têm de comum entre si: a chamada Capelinha das Aparições, mais tarde a Basílica e recentemente a Igreja da Santíssima Trindade. Cada um destes elementos a seu modo justifica a designação de monumento. A Capelinha, porque é evocativa e perpetua uma memória transcendente. A Basílica, pela sua arquitectura majestosa e singular que manifesta o carácter sagrado quer do seu espaço Interior, quer do sítio em que está, e com o qual se relaciona fisicamente pela colunata. No topo oposto, a grande nave do novo templo que, no santuário mariano congrega e convida os peregrinos à contemplação do grande mistério fundamental da Santíssima Trindade. Outros pequenos monumentos de diferente carácter se poderiam apontar, como seja a estátua de João Paulo II, ou a própria azinheira com toda a sua carga simbólica.

Assim entendido, o conceito de monumento não se caracteriza tanto pelo que habitualmente designamos por monumentalidade, mas muito mais peta carga simbólica que possa estar na sua génese e que desejavelmente se reflecte na sua forma. No caso de Fátima, o local e os acontecimentos nele vividos, foram o motivo determinante da sua progressiva “monumentalização”. E Fátima tornou-se um Sítio.

Monumentos e Sítios integram aquilo a que vulgarmente chamamos Património com “P” e que justifica cuidados de protecção e preservação. Classificados ou não, são valores culturais que nos conferem uma identidade própria em que nos reconhecemos e pela qual nos damos a conhecer.

Há Património que vem de trás e deste somos “fiéis depositários”. É uma responsabilidade muito exigente. Não menor nem menos exigente é a responsabilidade, que também nos cabe, de gerarmos novos valores patrimoniais, culturalmente fecundos, nomeadamente ao edificarmos novas igrejas. Mas também ao compormos novos cânticos ou ao procurarmos novas iconografias. Que todos os nossos gestos litúrgicos sejam tocados pela beleza, que todos sejam obra de arte, desde a arquitectura até à alfaia, da escultura ao vitral, passando pela música e pela paramentaria até à simples toalha de altar ou ao arranjo de uma jarra de flores. No seu conjunto, e no pressuposto da sua efectiva qualidade artística, esses gestos serão testemunhos do nosso tempo e do modo como nele nos situamos.

O que nos é pedido, não será a produção de arte sacra para um qualquer museu. É-nos exigido anunciar a Boa Nova também por essa via das artes. Isso empenha quem faz e quem pede que seja feito. Neste contexto, e retomando ao exemplo de Fátima, bem nos podemos interrogar onde encaixar toda a quinquilharia de barro, plástico, trapo, pau ou vidro que por lá se encontra e se apresenta como artesanato religioso.

Como é evidente, a responsabilidade a que acima nos referimos não é exclusivamente imputável à Igreja, nem respeita exclusivamente aos Monumentos e Sítios e ao Património dos Bens Culturais da Igreja. Mas a Igreja terá responsabilidade acrescida, não só enquanto proprietária de vasto e muito significativo Património, mas também enquanto geradora de novos valores culturais ou, pelo menos enquanto sua “consumidora”. A Igreja usou desde sempre a linguagem das artes para se exprimir. A linguagem da própria liturgia é de natureza artística. Essa mesma natureza não se compadece com modelos estereotipados e meramente convencionais. Quando isso acontece, é a própria vivência litúrgica que entra em rotina, e com ela estiola o espírito criador que a Fé e o Amor exigem.

O nosso tempo poderá não ser o mais estimulante para as artes sacras, como também o não será para outras manifestações das artes profanas (se é que isto existe). Simplesmente, a Igreja não pode hoje abdicar delas e, para isso, não pode e não deve ficar dependente das dificuldades circunstanciais que a possam afectar, como sejam a eventual impreparação dos artistas ou do próprio clero. Há que promover o interesse e a preparação de uns e outros. Que as habituais dificuldades económicas não sejam motivo de recurso a expedientes de critério duvidoso, mas antes incentivo para maior exigência de sensata, modesta e humilde procura da simplicidade reveladora do esplendor de Deus (“Olhai os lírios do campo...”). Nos nossos dias, não será pela ostentação, ou pelo triunfalismo, que daremos o testemunho que nos é pedido. Será sim pela harmonia que formos capazes de encontrar no uso das formas, dos materiais ou dos gestos, por mais simples e despojados que sejam, tornando-os assim capazes de revelarem a verdadeira fonte de toda a beleza. Será daí que poderão nascer novos “monumentos”.

Arquitecto Diogo Pimentel, Departamento das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa

Dossier AE
• Património - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=58872&seccaoid=8&tipoid=184

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Espaços sagrados à escala humana

Cón. João Peixoto, pároco e professor de liturgia, caracteriza os espaços sagrados do presente. E pensa os do futuro

Agência Ecclesia – O edifício faz comunidade?
Cón. João Peixoto – Pode condicioná-la fortemente. Modela a comunidade. Podemos dizer que há movimento circular: a Igreja viva, pedras vivas, faz comunidade e a comunidade faz Igreja.

AE - Será de outros tempos a estruturação comunitária a partir da igreja paroquial?
JP – Pimeiro existe a Igreja Pedras Vivas. Depois constrói-se um espaço para a sua vida eclesial, de culto e de comunhão. A ordem é essa.
Acontece como nós com as nossas casas: somos nós que de algum modo fazemos as nossas casas, as vamos preenchendo, as vamos habitando. Mas elas, as casas, também nos marcam, também nos fazem!

AE - Qual a identidade de uma igreja matriz?
JP – Uma igreja matriz é uma igreja mãe. É uma igreja onde se celebra o baptismo, que faz comunidade. Em português, aos vários aglomerados populacionais, chamamos freguesias: o agrupamento dos filhos de uma igreja, daqueles que nasceram naquela matriz, que foram baptizados naquele baptistério e que formam uma comunidade de proximidade e de vida. O que define, de facto, uma igreja paroquial, como paroquial, é o seu baptistério e é a partir daí que tudo começa na Igreja: o baptismo é o início da vida cristã e da comunidade que continuamente nasce da Páscoa.

AE - Há outros elementos e outros espaços que a caracterizam?
JP – O baptistério é especificador de uma igreja matriz.
O centro de qualquer igreja é o altar da Eucaristia, que é o centro da vida da comunidade. Ao lado do altar está o ambão, onde a comunidade se alimenta da palavra, o lugar da presidência que simboliza a apostolicidade da igreja.

AE - E fora do espaço de celebração?
JP - Fora do espaço e do tempo da celebração há também um elemento qualificante: o lugar da reserva eucarística, o sacrário. Trata-se do coração vivo deste espaço.

AE - E quem vê do exterior, quem desconhece esses espaços, como os descobre?
JP – A arquitectura sacra começou por ser eminentemente de interior. A igreja constrói-se de dentro para fora. Mas, à medida que os cristãos penetram na sociedade e a transformam, a presença da igreja começa também a ser visível do exterior e a qualificar os quarteirões ou as povoações. Ainda hoje, muitos emigrantes quando lhes perguntamos pela sua terra mostram uma fotografia da igreja paroquial. A visibilidade exterior do edifico é o testemunho de uma Igreja que não se envergonha de dar testemunho da ressurreição, que se ergue nas praças, nas ruas, como sinal de esperança. Muitas vezes o ordenamento urbanístico tem como fulcro as igreja.

AE – E o campanário?
JP – A partir de determinado momento da história ganhou importância: a torre, o campanário. Por uma razão funcional: elevando-se acima dos telhados dos outros edifícios, permite projectar o som dos sinos, dos sinais, que convocam para a assembleia de uma forma mais eficaz, mais longe. Elas tornaram-se em si mesmas também um sinal da Igreja, sendo um meio de comunhão importante de uma comunidade paroquial, porque sintoniza todos nas alegrias e nas tristezas.

AE – Como serão os espaços sagrados no futuro?
JP – É uma questão que precisa de ser reflectida! Nós estamos a viver uma situação – que será certamente transitória – de escassez preocupante do clero. E isso pode determinar que as nossas assembleias, para poderem ser atendidas pelo ministro ordenado, têm de crescer em número, sendo necessários espaços mais amplos.
Essa evolução não me agrada! Porque as assembleias devem ter uma dimensão média, de escala humana, e não de mega-assembleias. Nos santuários temos essas experiências em momentos especiais, de festa. Mas no dia-a-dia precisamos de espaços familiares, comunitários.
Não seria bom que começássemos a projectar igrejas com mais de 400 lugares sentados.


Entrevistas | Paulo Rocha| 15/04/2008 | 10:53 | 3818 Caracteres | 169 | Património

in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=58867&seccaoid=6&tipoid=184

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Arte da Igreja e cidades do futuro

O lugar do religioso, no processo da secularização que deslocou as referências fundamentais da humanidade para outras dimensões, tem de se conquistar, cada vez mais, em concorrência com outras mediações sedentas de ocupar um lugar de destaque no horizonte da vida humana. Neste contexto, torna-se pertinente perceber qual o espaço das manifestações artísticas e arquitectónicas próprias da igreja, verdadeiros paradoxos na cidade utilitarista.

As igrejas, em especial, passaram de monumento central da cidade a ‘equipamentos públicos’ entre tantos outros: renunciaram a certos prestígios exteriores, lado a lado com edifícios e grandes construções industriais, não se impuseram pela imponência do volume, dando-se a entender em relação com os demais equipamentos públicos que se têm por indispensáveis nos tempos que correm.
As novas igrejas devem trazer à cidade moderna a sua mensagem particular, incorporando-se de maneira franca, como um espaço de silêncio, de gratuidade, um espaço improdutivo, se olhado com os olhos da técnica e da economia.

À Igreja compete, com a sua arquitectura, compreender a psicosociologia da sociedade urbana, o processo de secularização e o entendimento da laicidade, como surgimento de novos protagonismos e entidades portadoras de sentido para a vida do homem da cidade de hoje, onde a Igreja é uma instituição especializada ao lado de outras instituições especializadas que estruturam toda a vida.
Não surpreende, por isso, que muitas igrejas estejam inseridas num espaço polifuncional, respondendo a um programas cívico-religiosos muito elaborado, que incluem centros culturais ou sociais, auditórios ou mesmo parques de estacionamento.

A expressão artística, ao longo da história da humanidade, tendeu a encarcerar o sacro, fazer dele tabu, afastar dele os que não foram iniciados. A missão da Igreja, hoje e no futuro, passará seguramente por olhar mais de perto a arte religiosa e perceber que tal como um rio, longe de separar, ela está entre duas margens para ser cruzada e unir.

Dossier | Octávio Carmo| 15/04/2008 | 10:51 | 2029 Caracteres | 77 | Património

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=58866&seccaoid=8&tipoid=184

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Vaticano na Bienal de Veneza 2011

Com Bento XVI, a Santa Sé tem procurado reavivar o seu papel na cultura contemporânea. Um dos exemplos desta aposta é a montagem do seu próprio pavilhão na edição de 2011 da Bienal de Veneza, considerado o mais importante festival de arte contemporânea, iniciando desta forma um diálogo com os artistas contemporâneos.
D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, afirmou que o objectivo da presença na Bienal é restabelecer os laços com o mundo da arte contemporânea, beneficiando tanto a arte como a fé. “Os grandes símbolos religiosos, as grandes histórias e as grandes figuras da espiritualidade podem estimular uma arte que, com frequência e cada vez mais, tem falta de mensagem” ou é blasfema, referiu o prelado.

D. Gianfranco Ravasi espera também inspirar arte apropriada para igrejas construídas nas últimas décadas por arquitectos conceituados como Renzo Piano e Richard Meier. “Até agora a arquitectura moderna tem tido resultados muito bons no diálogo com a liturgia.” Mas, acrescentou, “dentro dessas igrejas não há um diálogo com artistas contemporâneos. Só existe arte popular.”

A decisão do Vaticano em participar na Bienal é invulgar, em parte porque a feira suscitou algumas vezes a indignação de responsáveis da Igreja devido à natureza de certos trabalhos, considerados sacrílegos ou potencialmente ofensivos para o público. O conflito iniciou-se logo na primeira edição, em 1895, quando o Patriarca de Veneza, que mais tarde veio a ser o Papa Pio X, pediu ao presidente do município de Veneza para retirar uma obra de Giacomo Grosso, que expunha um caixão – representando a morte de Don Juan – rodeado de mulheres nuas. Mais recentemente as abordagens do colectivo Gran Fury (1990) e de Maurizio Cattelan (2001) foram fortemente criticadas por responsáveis da hierarquia católica.

D. Ravasi referiu que há o risco de a entrada do Vaticano na cena artística contemporânea poder ser vista meramente como um contraponto sacro às obras profanas. Para evitar esse perigo, o presidente do Conselho Pontifício da Cultura pretende que o pavilhão da Santa Sé fique distante do principal espaço de exposição. “Não quero que seja uma provocação... um espectáculo”, acrescentou.

D. Gianfranco Ravasi planeia formar uma comissão de alto nível que identificará artistas de todo o mundo que possam participar na mostra da Santa Sé. O prelado declinou dizer se o Vaticano reservará fundos próprios para esta iniciativa; é possível que os custos desta presença possam vir a ser suportados, pelo menos em parte, por entidades privadas.

Para D. Ravasi há um grande interesse da Igreja nesta Bienal porque será como que o regresso à grande tradição, quando os papas do Barroco e do Renascimento dialogaram com os artistas.

Em mensagem dirigida o ano passado às academias pontifícias, Bento XVI lembrou a necessidade urgente de um diálogo renovado entre estética e ética, entre beleza, verdade e bem, não apenas no debate artístico e cultural, mas também na realidade do quotidiano.

O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, saudou o envolvimento do Vaticano. Em declarações ao jornal «Corriere de la Sera», afirmou que “a ideia de Ravasi é um gesto corajoso e algo de grande interesse a nível internacional. A questão do divino na arte tem sido sempre um tema forte, confrontado nos últimos anos com alguma timidez. Agora abre-se uma nova oportunidade.”

A edição de 2009 da 53.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorrerá entre 7 de Junho e 22 de Novembro, terá como tema «Fazer Mundos».

Nicole Winfield, Associated Press

Internacional | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura| 06/04/2009 | 11:01 | 3608 Caracteres | 88 | Arte Sacra

in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=71664&seccaoid=4&tipoid=28

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Arquitectura religiosa em debate em Famalicão

por Lusa25 Maio 2009

As novas tendências da arquitectura religiosa, incluindo a sua componente técnica, vão estar em debate, em Famalicão a 05 e 06 de Junho, disse hoje à Lusa fonte da organização do evento.

O Fórum de Arquitectura Religiosa, realiza-se na Casa das Artes, numa iniciativa da Turel - Cooperativa de Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso.

"As mudanças de mentalidade no seio da Igreja Católica têm obrigado os responsáveis a
reflectir sobre as novas tendências de construção do património religioso", disse hoje à Lusa o cónego José Paulo Abreu, que preside à Turel.

Este Fórum, que é pioneiro na análise e debate da construção, conservação e restauro do património religioso, visa "analisar as novas tendências e técnicas de construção, conservação e restauro do património arquitectónico de origem religiosa".

O debate vai também abranger as estratégias para a construção de edifícios religiosos e suas as especificidades, estando prevista a apresentação de experiências nacionais e internacionais nesta área.

José Paulo Abreu chamou a atenção para importância em Portugal do património religioso, que constitui "cerca de 75 por cento do total existente".

"A construção de novos edifícios religiosos tem representado um grande desafio para
arquitectos e empresas de construção", acrescentou.

A arquitectura religiosa assenta essencialmente nos edifícios destinados ao culto, igrejas, santuários e capelas, entre outros.


in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1243383&seccao=Arquitectura



Fórum de arquitectura religiosa em Famalicão

D. Jorge desafia arquitectos a exigirem seriedade

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, pediu aos arquitectos para que, em questões que envolvam projectos de ordem religiosa, procurem manter a seriedade e profissionalismo e «não se vendam» a gostos duvidosos de «algumas comissões de festas que, por terem algum dinheiro, consideram poder fazer o que querem».

O apelo do prelado foi feito no fórum organizado pela cooperativa de promoção do Turismo Religioso – Turel, que analisou as novas tendências da arquitectura religiosa e que encerrou ontem na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

Texto, Álvaro Magalhães
Foto, Álvaro Magalhães
Publicado a 07-06-2009

in http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=35043


06 Junho 2009 - 00h30
Fórum de Arquitectura Religiosa na Casa das Artes de Famalicão

Igreja debate património

Decorre hoje na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão o segundo Fórum de Arquitectura Religiosa, este ano dedicado à construção, conservação e restauro do património religioso.

Os arquitectos Rui Correia, Castro Gonçalves, Elisiário Miranda e Nuno Portas vão falar sobre a formação e o ensino de arquitectura religiosa em Portugal e a importância dos edifícios religiosos no urbanismo das cidades.

João Soalheiro, o director dos bens patrimoniais da Conferência Episcopal, irá falar do papel da Igreja na conservação e restauro, enquanto o arquitecto Noé Dinis apresentará o caso da Penha como exemplo da

in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=E90257A7-B1BF-427D-892F-5D67F6830E10&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013

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