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"Classificação e Descrição Geral de Revestimentos Para Paredes de Alvenaria ou de Betão", de José Carvalho Lucas, LNEC, ITE 24. é o mais completo sobre esta matéria e sobre os demais revestimentos. Recomendo vivamente.

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Resumindo, sistemas de isolamento térmico pelo exterior. Estas soluções são utilizadas ou conhecidas pela generalidade dos arquitectos e estão progressivamente a substituir as "tradicionais" soluções de isolamento em caixa de ar, pelas vantagens acrescidas que apresentam.

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Obrigada a todos que me responderam. Tenho só mais uma dúvida. Este tipo de sistema pode-se encontrar num livro específico? Como o caro amigo Pedro Barradas me respondeu dizendo que Siza utilizava este tipo de sistema, conhecem mais algum arquitecto que o utilize? agradeço a vossa colaboração e as respostas que deram..muito obrigada :) comprimentos para todos

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tudo que é arquitectura da escola do porto e afins usa sistema de isolamento térmico pelo exterior, vulgo etics. encontras informação sobre sistema cappoto no site da robbialac, que comprou a viero, que por sua vez é a marca que detem este produto. dryvit é a mesma coisa mas de outra marca, penso que da maxit.

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Dryvit é uma marca americana que em Portugal é comercializado pela empresa Esferovite. Pessoalmente, ainda que me pareça que o sistema de isolamento pelo exterior seja o mais recomendado, julgo haver vantagens ambientais em empregar aglomerado de cortiça em detrimento dos plásticos (EPS, XPS ou PUR).

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Dryvit é uma marca americana que em Portugal é comercializado pela empresa Esferovite.
Pessoalmente, ainda que me pareça que o sistema de isolamento pelo exterior seja o mais recomendado, julgo haver vantagens ambientais em empregar aglomerado de cortiça em detrimento dos plásticos (EPS, XPS ou PUR).


Confesso que estou surpreendido...:)

Não esperava da sua parte as palavras "pessoalmente" e "me pareça", mas sim uma lista bibliográfica com referencia a algumas publicações.

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alguém tem algum pormenor para este tipo de parede e isolamento, com todas as camadas bem defiinidas? pode ser em formato de imagem, é mesmo só para saber detalhadamente as camadas e a ordem pelo qual é constiruido uma parede exterior, completa, deste tipo. alguem pode disponibilizar? como disse pode ser em formato de imagem, visivel. obrigado.

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alguém tem algum pormenor para este tipo de parede e isolamento, com todas as camadas bem defiinidas?
pode ser em formato de imagem, é mesmo só para saber detalhadamente as camadas e a ordem pelo qual é constiruido uma parede exterior, completa, deste tipo.
alguem pode disponibilizar? como disse pode ser em formato de imagem, visivel.
obrigado.


googlar "faxabor"

ai vai
http://www.dryvit.pt/

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Usamos este sistema tipo "capotto" cá pelo atelier, porque como somos um país pobre é o sistema mais eficaz e económico para resolver pontes térmicas! Seja da Dryvit ou outra "marca" com caracteristicas semelhantes. Recomenda-se.... Temos um pormenor tipo que é uma adaptação dos pormenores fornecidos pelas empresas e "dicas" dos aplicadores! Mas como calculas não posso fornecer, informação é poder....:)

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Ainda em relação a este assunto, assisti a uma conferência há uns tempos sobre reabilitação de edifícios.

Un dos oradores lançou uma questão que deixou algumas perplexidade na sala.
Os materiais com base em solventes transformam-se em pó ao fim de um determinado periodo de tempo.
Isto significa que os isolamentos térmicos "desaparecem". Admitindo que de facto isto acontece num periodo menor que a vida útil do edifício, nas paredes duplas as consequencias serão apenas no desempenho térmico do edifício. No sistema ETICS o edifício fica todo descascado, com destacamentos de reboco generalizados.

Algums de voçés já se deparou com esta questão?

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Nao, ao que me parece para ja ainda e mais um mito do que uma realidade, mas a verdade, e que numa parede dupla, ja nao ha forma de devolver a propriedade termica ao mesmo, ao passo que num sistema de isolamento pelo exterior, e muito mais simples e barato, e igualmente muito mais simples trabalhar com o detalhe.....

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Estou em fase de projecto de execução no qual tenho previsto este sistema e pedi apoio técnico a uma marca (weber) para me esclarecer algumas questões. O optimismo que tinha relativamente a esta solução construtiva desvaneceu-se. Se bem que a conhecia, nunca a tinha prevista em projecto. A minha grande dúvida prendia-se com a expessura exterior dos barramentos. 1º A expessura dos barramentos exteriores sobre o EPS/XPS é de cerca de 3mm, o que torna a parede muito frágil a pancadas sobretudo com objectos pontiagudos (basta uma vulgar caneta). Rebocos é para esquecer porque aumenta o risco de destacamentos. 2º A colagem de pedra/mozaico só é aconselhavel até 1m50 e ficarão sempre salientes em relação à restante parede. 3º pintura lisa e uniforme também é para esquecer porque acaba por se notar a estereotomia das placas de EPS/XPS. Apreciei o facto do representante não fugir às questões problemáticas, mas disse-me que o sistema era mesmo assim, nem é uma questão de marcas. Gostava de saber as vossas opiniões sobre estas questões em particular.

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a primeira e realmente o fracasso do sistema, mas em zonas de acesso exteriores poder ser facilmente resolvido pelo usando placas dos mais diversos materiais, que, ainda que coladas devera de ser fixas ao pano de alvenaria. a questao de ficar ou nao saliente tem a ver com a densidade do isolamento utilizado. em ralacao a estereoctomia, das duas uma, ou trabalhas a mesma, ou investigas outras solucoes, de qulquer forma a solucao tras muitas vantagens do ponto de vista economico e tecnico.

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nao, quero dizer que seja poliestireno expandido, extrudido ou qualquer tipo de la de rocha ou vidro, existem varias densidades das mesmas com difrentes propriedades termicas. outra solucao e fazer o alinhamento pelo exterior e corrigir (se necessario) pelo interior.

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Gibag,

O que o vendedor da Weber te disse são "tretas" (...esta deve se a minha palavra preferida em matéria de tecnologia).

1. -O problema do sistema ETICS reside na sua fraca resistência aos choques, com objectos ponteagudos. Dúvido que com uma esferográfica consigas destruir o reboco (eu, pelo menos numa amostra da Fassa Bartolo não o consegui), agora com uma chave de fendas e um martelo, nem se discute.
Este tipo de reboco é, por isso, sempre armado com uma fibras alcali-resistente, geralmente em fibra de vidro. Existem vários tipos de armaduras : as normais e as reforçadas. Estas fibras (e o modo como são feitas - tecidas ou não tecidas) têm uma influência considerável no comportamento mecânico do reboco.
Para os pisos térreos dos blocos de habitação colectiva, dada a forte possibilidade de degradação por vandalismo ou punçoamento dinâmico derivado de choques ocasionais (estes últimos menos frequentes), dever-se-á proceder ao reforço do reboco até 2.5 m de altura. Esse reforço passa ou por colocar armadura reforçada ou duas camadas de armadura normal; já no caso duma moradia isolada não é, a meu ver, necessário esse procedimento, embora haja quem recomende.


2.- Não há possibilidade de colar pedra ou mosaico sobre o isolamento. O sistema não foi pensado para isso e do ponto de vista mecânico seria um desastre.
Caso pretendas colocar pedra pelo exterior poderás, entre outras, utilizar a técnica utilizada no CCB em que a pedra se encontra apoiada directamente nuns agrafos metálicos encastrados na alvenaria, ficando o isolamento centre a pedra e a parede, colado a este último.

3.- As argamassas que conheço já vêm com a cor aplicada. Não se tome a sua fraca espessura (3 mm) como algo negativo ou frágil. Elas são constuídas à base de resinas sintéticas (e por isso não são compatíveis comparações com as vulgares argamassas de cimento portland) e cargas minerais com qualidade certificada em laboratório, onde é ponderado a adesividade ao suporte e outras propriedades importantes para o seu desempenho.

4.-Uma coisa é a informação comercial e outra é a informação técnica. Custa-me ver aqui colegas neste forum (e especialmente arquitectos) a pedirem desenhos de pormenor (em cad ou em raster), como foi o caso que deu origem a este post, o que revela que nãoestão minimamente sensibilizados em conhecer a tecnologia por detrás dos materiais, o que é pena.
No caso do Etics não basta o desenho de pormenor em parede corrente. Essa é fácil. Há que ter presente outros pormenores, mais complicados e que dão trabalho a estudar e pormenorizar em projecto, nomeadamente:

4.1 - O EPS apresenta uma dilatação cerca de 6 a 8 vezes superior ao reboco. Isto induz tensões térmicas que podem levar ao fissuramento do reboco se não forem acauteladas soluções em fase de projecto;

4.2 - Entre a superfície do reboco e o suporte podem existir diferenças de temperatura da ordem dos 30 º C. Este facto também pode ser uma forma de fonte de fissuração;

4.3 - O EPS precisa duma determinada maturidade para se apresentar dimensionalmente estável. Em obra muitas vezes coloca-se no sítio sem se atender a isto. Quando isso se passa no interior das caixas de ar não há problema; no ETICS é desastroso. Deveria tal referência construtiva ser objecto do projecto de arquitectura.

4.4 - O estudo dos remates com os cantos, com as cornijas, junto às janelas, junto aos socos, junto às cantarias, junto às ombreiras e peitoris, etc, são pontos particulares que exigem um estudo, logo na fase de projecto, pois dadas as tensões mecânicas de origem térmica que aí se formam, podem originar fissurações ou descolamentos (depois culpa-se o sistema, não o projectista ou o aplicador).

Sendo certo que é importante falar com comerciais, é também importante falar com técnicos que conheçam o sistema. A colega dorafcaetano remeteu para o site da Viero que, por acaso, tem uma fotografia dum aplicador a aplicar uma placa de EPS em que o espalhamento da cola está mal feito: sem pontos nem sulcos (penteado), mas sim uniformemente e em contínuo sobre toda a superfície, o que poderá dar origem ao aprisisonamento de ar em fase de aquando do contacto da placa com a superfície de alvenaria, o que significa que se verificarão áreas de EPS por aderir ou mal aderidas.

Quanto à densidade do EPS ela deve variar entre os 14 Kg/m3 e os 20 Kg/m3.
Isto, obviamente tem implicações no preço e, claro, na resistência do reboco. No entanto, quanto ao punçoamento não é significativo para garantir a resitência do reboco.

Peço desculpa se sou massacrante com o tamanho das minhas mensagens. Acontece que não tendo eu capacidade de síntese e aliado ao facto da complexidade das coisas não ser compatível com determinado nível de compactações (sob pena dos "esclarecimentos" se transformarem numa feira de vaidades da ignorância) é natural que elas se tornem realmente bastante longas. Não tenho outro fito senão alertar os colegas para um conjunto de problemas que eventualmente poderão surgir e que se calhar nunca vos passaria pela cabeça existir.

O gibag que me desculpe, mas tenho que referir bibliografia: o trabalho do Prof. Vasco de Freitas sugerido pelo Pedro Barradas deverá ser leitura obrigatória como sensibilização para os problemas deste tipo de solução construtiva...ainda por cima é à borla.

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Sem dúvida muito elucidativo mas... Quando falei da caneta não estava a brincar. A amostra que me foi entregue podia-me servir agora de suporte de canetas. Está perfurada com o lado superior da caneta para não danificar a ponta, e não foi preciso muita força. Nos espaços públicos e especificamente nas paredes acessíveis a pessoas, considero esta solução desaconselhavel com o risco de se transformar na superfície da lua. A fachada ventilada é provavelmente a solução mais indicada nesta situação. A correcta pormenorização dos remates é de facto imprescindível, mas a assistência à obra também não poderá ser descuidada nestes casos, porque não faltam aí "xicos-espertos". O PDF do trabalho do Prof. Vasco de Freitas é de facto muito útil para quem quer conhecer o sistema. No entanto não vi referencia à conjugação do sistema ETICS com estruturas metálicas ou LSF. Tenho ideia que a sensibilidade a fissuração do sistema fica potenciado quando estamos perante esta estrutura, mas não tenho dados comprovados.

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Olá! Eu ainda sou estudante, por isso nunca usei, na practica, este sistema dryvit, mas como opção em projectos, parece-me ser bastante útil. No youtube, existe um video dividido em 3 partes que explica toda a aplicação do dryvit! Neste explica-se também como se "absorvem" as dilatações de materiais que referia Vitor Nina. entre as placas de isolamento tem de haver um "tubo" maleável que permite as oscilações do material. Como todos os materiais o dryvit tem as suas limitações e potencialidades. é preciso é adaptá-lo a cada projecto. Aqui fica o link para o video: [ame="

"]YouTube - AquaFlash and Backstop NT - Part 1 of 3 - Application Video by Dryvit Systems, Inc.[/ame]

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muito origado, isto e muito elucidativo. parece-me que este e o grande problema dos poliestirenos em relacao as las de rocha e vidro, que nao necessitam de tantos cuidados. de qualquer forma e um sistema muito valido de isolamento que nao pode ser comparado com nenhuma aplicacao de parede dupla.

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