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Lisboa | Museu da Moeda | Gonçalo Byrne

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Eis um projecto de um edificio que julgava ser uma Igreja mas recentemente descobri que nao o era. Trata-se de uma igreja que foi transformada em edificio do Estado e que agora vai ser transformada em Museu da Moeda.



Estava o projecto de transformação da antiga Igreja de São Julião e edifícios contíguos, todos propriedade do Banco de Portugal, em Museu da Moeda, sob projecto de Gonçalo Byrne, conforme segue:


Ou seja, a única coisa que incomoda (uma vez que a ideia da remoção da cerca da fachada parece ter sido abandonada, e bem!) é o facto do projecto prever a subida dos dois lados da fachada da igraja, em um andar (coisas que o Conselho Consultivo do PDM devia 'cortar a direito' mas não o faz...), conforme esquema a seguir:


Não se chega a perceber a necessidade de suspensão do PDM para este projecto 'estruturante' uma vez que da igreja quase nada resta, no balanço da voragem 'camartela' de que foi alvo este edifício desde que o Banco de Portugal para ali foi. Mas enfim...


http://cidadanialx.blogspot.com/

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:(Vão destruir um magnifico parque de estacionamento para construir um museu da moeda, esta é por ventura a maior perda para os estacionamentos portugueses após a criminosa retirada do estacionamento da Praça do Comercio:snif_snif:. E a vergonha é que o IPPAR aceita estas situações.

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A exposição da praça do comercio sobre o terramoto de Lisboa há um video na parte final onde este projecto está bem detalhado. E parece bastante interessante, a abordagem do byrne foi completamente diferente da do atelier risco, preferindo deixar a igreja vazia para uma maior flexibilidade de uso.

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Lisboa: Executivo analisa instalação do Museu da Moeda na Igreja S. Julião e projecto para o Capitólio




Lisboa, 11 Nov (Lusa) - A Câmara de Lisboa discute quarta-feira o projecto de arquitectura para reabilitar a antiga Igreja de S. Julião, transformando-a num espaço museológico, numa das quatro intervenções prioritárias para a autarquia na zona da Baixa Pombalina.







De acordo com a proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, os quatro projectos em causa são considerados "estratégicos para a reabilitação da Baixa Pombalina" e têm "importância vital para a sua revitalização".

Os quatro projectos incluem a instalação do Museu da Moeda na antiga Igreja de São Julião, do Museu do Design - MUDA na antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, a criação de um jardim na zona dos degradados anexos da GNR no Carmo (com ligação ao Museu das Ruínas e ao futuro Museu da GNR) e a construção de um acesso mecânico para ligar o Vale da Baixa ao Castelo.
Para que estes quatro projectos pudessem avançar a autarquia suspendeu os dois artigos do Plano Director Municipal (PDM) que impedem obras de fundo e novas construções nesta área da cidade.

Na reunião de quarta-feira, o executivo camarário vai discutir também a adjudicação, por mais de meio milhão de euros (593.884) do contrato de prestação de serviços para o desenvolvimento do projecto de reabilitação do edifício do Capitólio ao vencedor do concurso: Souza Oliveira - Arquitectura e Urbanismo Lda.

A recuperação do edifico do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer.

As diversas candidaturas que a Câmara de Lisboa já apresentou ao Turismo de Portugal para requalificar o Parque Mayer, nas quais se inscreve a recuperação do Capitólio, ascendem a 10 milhões de euros.

Reabilitar o espaço como "um lugar de teatro" e repor a "grande sala" do Capitólio, abrindo-a lateralmente "para uma grande praça", são algumas das linhas orientadoras do projecto vencedor, segundo a memória descritiva a que a agência Lusa teve acesso.

Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos.

Resolver os problemas estruturais e funcionais existentes no Capitólio, devolvendo-o à traça original, são objectivos da requalificação do edifício, cujo caderno de encargos determina a manutenção da fachada principal, da sala principal de espectáculos, do piso superior e da esplanada ao ar livre.
O projecto prevê a remoção - segundo o caderno de encargos - do balcão existente a meia altura da sala de espectáculos, a cobertura no piso superior e os "foyers" laterais opostos às fachadas laterais em 1935.
A zona afecta ao palco e aos camarins, as caves técnicas, o subpalco e as arrecadações são, segundo o mesmo documento, estruturas passíveis de alteração ou ampliação de volumetria.

Para repor são os parâmetros em vidro das fachadas laterais, os tapetes rolantes - os primeiros do género em Portugal -, como memória do projecto original, e o palco superior para variedades e projecção de cinema.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

2008-11-11 16:55:20

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in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=372326&visual=26&tema=5

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Será a muralha de D. Dinis, ali no futuro Museu da Moeda?
26.04.2010 - 10:37 Por Ana Henriques

O subsolo da Igreja de São Julião, local da Baixa lisboeta onde decorrem neste momento obras para instalar o Museu da Moeda, tem "fortes probabilidades" de esconder um valioso achado arqueológico: a muralha que D. Dinis mandou fazer para proteger Lisboa, no final do século XIII. Quem o diz são os arqueólogos contratados pelo Banco de Portugal para fazer as sondagens que precederam as obras de transformação da velha igreja no museu, com conclusão prevista para o final de 2011.
Além da muralha, foram encontrados esqueletos mais recentes (séc. XIX) (João Gaspar)

A confirmar-se, "será uma descoberta importantíssima", salienta o historiador e investigador António Borges Coelho, defendendo nesse caso a sua preservação e exposição ao público, como acontece com vários troços da muralha fernandina - que é posterior à de D. Dinis -, encontrados entre a Baixa e o Chiado. No relatório de escavação, de Setembro de 2009, os arqueólogos não colocam, porém, de lado a hipótese de a grande estrutura de pedra e argamassa encontrada ser, afinal de contas, um pedaço da cerca de D. Fernando.

"As primeiras muralhas de Lisboa terão sido, respectivamente, a cerca romana/visigótica e a cerca moura. Estes dois momentos de edificação dizem respeito a uma ocupação ainda restrita do território; ainda um "fenómeno de acrópole" adstrito à actual colina do castelo", contextualizam Artur Rocha e Jessica Represas, da Zephyros Arqueologia, empresa que fez as sondagens. "É no século XIII que temos notícia da construção da muralha da Ribeira ou de D. Dinis, que ficaria na praia ou junto à rebentação do rio. Este alargamento substancial do espaço amuralhado da cidade indicia que ela havia já descido da colina, desenrolando-se de forma orgânica e desordenada em direcção ao rio (...) Marca também pela primeira vez a transferência do centro económico da cidade para a zona ribeirinha".

O que diz um mapa antigo

O arqueólogo José Luís de Matos pensa que é bem provável que se trate efectivamente da muralha de D. Dinis. Ou não tivesse o olisipógrafo Vieira da Silva, há um século, traçado, com base em documentação antiga, um mapa em que faz passar precisamente neste local a antiga estrutura de pedra. "No seu natural movimento de expansão para ocidente, Lisboa depressa passou por cima da cinta de muralhas com que a haviam envolvido os povos godos ou os muçulmanos. E entulhando o estuário do Tejo preparou um excelente campo para a construção de habitações. Depois da conquista cristã, rapidamente a nobre vila adquiriu uma importância considerável, não só pelo (...) comércio dos seus ha- bitantes, como pela sua excepcional situação como um dos melhores portos da Europa. Também por isso se via frequentemente atacada pelos piratas, que, entrando pelo Tejo sem impedimento, nem no mar nem em terra, encontravam nos ricos moradores e comerciantes do vale da Baixa uma cómoda e fácil presa", descreveu, então, aquele especialista.

José Luís de Matos explica que, além dos mouros do Norte de África, a cerca tinha como objectivo repelir também as incursões marítimas dos castelhanos. "Era importante preservar esta memória", observa. A confirmar-se a sua origem de forma inequívoca, trata-se do primeiro troço da muralha de D. Dinis detectado até hoje.

"Seria uma descoberta fantástica", comenta a especialista em arqueologia urbana de Lisboa e ex-técnica do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) Jacinta Bugalhão. Chama a atenção para o facto de, do ponto de vista legal, todas as cercas antigas de Lisboa estarem classificadas como um monumento nacional - uma protecção que abrange também os troços por descobrir. "A lei diz que os monumentos classificados não podem ser demolidos", acrescenta, "mas factores como o mau estado de conservação podem levar a tutela a autorizá-la."

Como a obra para instalar o museu vai ter acompanhamento arqueológico, serão estas segundas escavações que permitirão tirar uma conclusão. Ou não: "Na zona onde existe probabilidade de passar a muralha as obras para o museu não decorrerão a uma cota tão profunda como noutras zonas", informa o subdirector do Igespar, João Pedro Ribeiro. Como é de lei, "só haverá escavação arqueológica nos locais afectados pelas obras". As sondagens iniciais não desceram a profundidade suficiente que permitisse identificar vestígios mais antigos. Permitiram, isso sim, encontrar vários esqueletos do século XIX sob o templo. "Qualquer cidade civilizada tem orgulho no seu passado", nota Borges Coelho. "Se a muralha foi encontrada, é uma notícia magnífica. E há todo o interesse em pô-la à vista."



Público

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Banco de Portugal apresenta igreja que receberá o Museu do Dinheiro
 
23.10.2012 - 15:33 Por Alexandra Prado Coelho Publico.
 
A porta da casa-forte onde se guardavam as reservas de ouro A porta da casa-forte onde se guardavam as reservas de ouro (Foto: Nuno Ferreira Santos)
 
Onde antes estavam encaixadas casas-fortes cheias de dinheiro surge agora o que resta de um antigo altar-mor. Onde anteriormente estacionavam carros, abre-se agora, clara e limpa, a nave principal do templo - depois de mais de dois anos de trabalhos, o Banco de Portugal apresentou ontem a convidados a obra de recuperação da antiga Igreja de São Julião, na Baixa de Lisboa. 
 
 
O edifício, que durante anos serviu de armazém do Banco de Portugal, sendo violentado de diversas maneiras, foi agora recuperado com um projecto dos arquitectos Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos, e receberá, a partir do segundo semestre de 2013, o Museu do Dinheiro.
 
As imagens do que era a igreja até há relativamente pouco tempo impressionam. Pela porta principal, virada para a Praça do Município, entravam os carros, que estacionavam no interior. E, ao fundo, no que tinha sido a capela-mor, estavam, rompendo literalmente a parede, as caixas-fortes. "O que fizemos foi uma limpeza sucessiva para remover o betão, as argamassas, o cimento. Não fizemos mais do que relevar", disse João Pedro Falcão de Campos durante a visita.
 
O projecto - com um custo final de perto de 34 milhões de euros, mais IVA - fez ainda "crescer" um piso as partes laterais da igreja, que passaram assim a cumprir o plano que o marquês de Pombal fez para a Baixa depois do terramoto de 1755 e que até agora a Igreja de São Julião não cumpria. Na esquina do lado direito de quem está virado para a igreja surge agora um óculo de vidro azulado - um dos detalhes mais polémicos da obra. "Não fizemos [o novo piso] de forma mimética, assumimos a contemporaneidade", explicou Falcão de Campos, reconhecendo, contudo, que "a concretização ficou aquém" das expectativas.
 
O aumento de um piso permite que a visita à igreja e aos espaços onde será instalado o Museu do Dinheiro se faça de forma circular. Foi criado um corredor elevado junto à fachada principal, separado da igreja por uma parede de vidro, que serve não só para ligar as duas alas, como para reforçar a fachada principal, que corria riscos de derrocada em caso de sismo.
 
"Jogo de equilíbrios"
 
A igreja, originalmente do século XVII, mas reconstruída depois do terramoto, está integrada num quarteirão que pertence, todo ele, ao Banco de Portugal - foi, aliás, o último dos nove edifícios que o banco foi adquirindo entre 1868 e 1933, "fechando" assim o quarteirão. A recuperação foi uma tarefa de grande complexidade, não só pelas descobertas arqueológicas (ver caixa) mas também pelas exigências actuais de segurança e conforto. Onde colocar toda a parafernália técnica necessária?
 
A solução foi sacrificar dois dos edifícios do quarteirão, contíguos à igreja, colocando neles toda a parte técnica, do ar condicionado aos elevadores, escadas de emergência e cabos. Não era possível enterrar tudo, por um lado, porque, segundo Falcão de Campos, "o nível freático é muito elevado" na zona e, por outro, as descobertas arqueológicas não o permitiam. A parte técnica ficou assim concentrada nos chamados "edifícios-sacrifício". "Esta obra é um jogo de equilíbrios", afirmou o arquitecto.
 
A ideia é que o público passe a usar a porta antes usada pelos carros para entrar na igreja e aceder quer ao Museu do Dinheiro, quer às próprias instalações do Banco de Portugal, que podem ser vistas por detrás de um longuíssimo pano dourado, criado (tal como os painéis laterais nas antigas capelas) pela artista plástica Fernanda Fragateiro. A nave central é um espaço polivalente, que pode servir para concertos ou exposições temporárias.
 
O museu será, disse Luís Abreu Nunes, responsável pelo projecto de conteúdos, uma "porta para a literacia financeira". Embora inclua peças do espólio do Banco de Portugal - para já o único objecto que pode ser visto é a enorme porta da antiga casa-forte onde se guardavam as reservas de ouro do país -, não será um museu "contemplativo", mas antes um espaço interactivo, no qual será contada a história do dinheiro e das trocas no mundo.
 
A muralha de D.Dinis

 

 

 

Museu do Dinheiro nasce no coração da Baixa de Lisboa em 2013
 
22 de Outubro, 2012 por Tânia Ferreira
 
Dentro de um ano vão abrir as portas do novo Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, em plena Baixa Pombalina de Lisboa. Localizado no espaço da antiga e recuperada Igreja de São Julião, «o museu terá entrada livre e pretende ser um centro de literacia financeira, contando a história do dinheiro e a sua relação com a sociedade e as pessoas, mas também um espaço aberto à cidade e com forte programação cultural e educativa, em parceria com outras entidades artísticas, nomeadamente para receber exposições temporárias de outras temáticas, concertos e peças de teatro», revelou o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, na cerimónia sobre a obra de Reabilitação e Restauro do edifício da sede.
O Museu do Dinheiro – que faz parte do quarteirão financeiro onde está a sede do Banco de Portugal – soma uma área total próxima dos dois mil metros quadrados. 
 
O BdP promete que este espaço vai ser «um lugar interactivo, e não contemplativo, com uma forte componente virtual e uma museografia não convencional, assente em tecnologia inovadora, na criação de ambientes surpreendentes e na participação do visitante na construção do conhecimento».
 
O horário de funcionamento do museu – que vai ter uma cafetaria aberta ao público – ainda está em estudo, mas fonte do Banco de Portugal indicou ao SOL que deverá estar em linha com os restantes museus da zona da Baixa lisboeta, com quem estão agora a ser desenvolvidos contactos para o estabelecimento de parcerias. E é esperada uma média anual entre 50 mil e 100 mil visitantes, de acordo com as estimativas preliminares do banco central.
 
O processo de reabilitação e restauro da sede do Banco de Portugal durou perto de cinco anos e implicou um investimento na ordem dos 33,9 milhões de euros (mais IVA), tendo o projecto de arquitectura sido da responsabilidade da dupla de Gonçalo Byrne e Falcão de Campos. No total foram contratadas pelo supervisor do sector financeiro mais de 130 empresas, quase todas nacionais, e envolvidas mais de duas mil pessoas nos trabalhos.
 
«Ao longo dos cerca de 150 anos de vida do Banco de Portugal no edifício-quarteirão foram realizadas sucessivas intervenções que alteraram profundamente a filosofia estrutural dos edifícios», argumentou Carlos Costa, apontando o exemplo da Igreja de São Julião «cuja morfologia foi sendo danificada». Antes destas obras, o espaço da igreja que agora vai ser o Museu do Dinheiro servia, nomeadamente, como garagem, arquivo e casas-fortes.
 
Outra das ‘pérolas’ deste núcleo museológico é o troço da Muralha de D.Dinis, património nacional, que será possível ver na visita ao Museu. 
 
«No decurso dos trabalhos foi identificado um troço, do qual se conseguiram manter cerca de 30 metros», adiantou o arqueólogo Artur Rocha, dando nota de que «foram feitos outros mais de 100 mil achados com interesse histórico dos níveis moderno, medieval e romano, bem como uma necrópole do século XIX, com 300 exumações».
 
«A instalação do Museu do Banco de Portugal, desencadeada em 2007, insere-se no projecto da Câmara Municipal de Lisboa de revitalização da Baixa Chiado e é uma peça fundamental na nossa estratégia para dinamizar o coração da cidade», rematou o presidente da autarquia da capital, António Costa, na mesma cerimónia.
 
tania.ferreira@sol.pt

 

 

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1118957&page=2

 

FOTOGRAFIAS DE MARCO SOUSA

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