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Lichado

Já cá tenho o Allplan 2008

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O normal com uma versão nova. Aparece tudo “desarrumado”, a primeira coisa é voltar a pôr tudo como gosto. Primeira alteração de nota, a organização dos ficheiros: agora aparece um “wizard”, tipo Revit, com o esquema do edifício, em que se definem logo os pisos, e cria logo os filesets com os ficheiros tipo (plantas, alçados, cortes, etc.). Será mais para os novos utilizadores, os outros já desenvolveram os seus próprios modelos de organização, embora me pareça interessante a cota dos vários pisos se actualizar quando um dos pisos inferiores é actualizado. Pessoalmente, não gosto de olhar para um edifício à priori como uma série de pisos empilhados (embora seja isso o que acontece, na maior parte das vezes), e raramente necessito apenas um ficheiro para cada piso, estudo várias hipóteses, e só mais à frente começo a criar os filesets para os ficheiros finais. Mas parece-me bem que se criem novas ferramentas que tornem a organização do projecto mais intuitiva, desde que não me tirem (e não tiraram) as anteriores. Tem mais wizards, permite que alguém chegue de novo a um atelier e comece logo a projectar, sem ter de se preocupar sequer em procurar pelos comandos. Tenho lá um novo colaborador, há menos de um mês, nunca tinha sequer ouvido falar do Allplan, e já consegue trabalhar se forma autónoma. O PDF a 3D também me parece uma óptima ferramenta para comunicar com o cliente. Ainda estou a explorar, depois comento mais novidades, à medida que as fôr usando. Já agora, e na sequência de conversas neste fórum, experimentei bimerizar um dos projectos do atelier e, para já, são estas as minhas conclusões: Para os edifícios correntes nas áreas suburbanas, que não passam da escala do licenciamento, não vale a pena. É mais rápido ter apenas a geometria tridimensional correcta, extrair os cortes e alçados para 2D e aprimorar a coisa. Para pequenas obras (moradias unifamiliares, pequenos condomínios, remodelações de interiores), em que há projecto de alterações é mais produtivo, de facto. Acho mais “natural” no projecto os revestimentos serem colocados aparte das lajes e paredes, são elementos autónomos, podemos estudar cada compartimento individualmente, usar revestimentos diferentes na mesma parede, quer na vertical, quer na horizontal. Para projectos com mais de 1000 m² por piso, não me parece. Parece-me mais fácil de gerir uma planta à escala 1/50, com anotações nos elementos arquitectónicos, em que me basta alterar a descrição da anotação no caderno de encargos, ou a trama de um corte construtivo. Até porque as medições e orçamentos são outsourcing, apenas tenho de ter automatizados os mapas de vãos e de acabamentos. E há ainda outra questão. É que temos várias fases de projecto, e a cada uma delas corresponde a entrega formal de peças escritas e desenhadas ao cliente. Portanto, fazemos o estudo prévio, criamos as peças desenhadas automáticas, entregamos ao cliente, avançamos para o projecto base, alteramos o edifício (afinal leva mais um piso, ou o passeio é mais largo) e já não temos no projecto as peças que entregámos na fase anterior, uma vez que, alterado o modelo, também as peças desenhadas se actualizaram… Ou seja, em vez de termos apenas um projecto, teremos de ter um projecto para cada fase. Mas, enfim, não evoluímos apenas a arquitectura que concebemos, os métodos de organização e de gestão do projecto, o uso da informática, também os afinamos ao longo do nosso percurso profissional, há sempre coisas a aprender com os colegas. Agora, estou com algum interesse no Myoffice, sobretudo se conseguir facilitar a parte da atribuição de custos a cada projecto. A ver vamos.

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