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Arquitectura.pt


Legrias

Vila Savoye em Viana do Castelo

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Serve o presente para vos dar a conhecer, esta bela e estranha coincidência. Terá o Corbusier sofrido estranhas influencias inconscientes de algum arquitecto Vianense, na altura que projectou a Vila Savoye?? Também não me parece, mas...

Deixo aqui algumas das imagens para reflexão.
É certo que são por demais evidentes as diferenças entre uma e outra (provavelmente por força das circunstancias), mas é certo que a ideia base e o conceito é uma cópia da Vila Savoye.
Como se já não basta-se condenar esta atitude, do meu ponto de vista, a implantação e relação com a envolvente neste caso é um autentico desastre!

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Villa Savoye,. Poissy, França 1929

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"Importa ter presente os diferentes níveis de uma ideia: o uso inconsciente, a citação, o uso consciente autorizado e o uso abusivo não autorizado, então designado de plágio, usurpação ou contrafacção. Como sabemos, a obra de arquitectura tem, nesta matéria, um carácter peculiar. Se é certo que na concepção de um projecto, o arquitecto acaba por integrar formalizações já anteriormente adoptadas por outros colegas, circunstância essa que em obra científica ou humanística obrigaria à ressalva da autoria, tal preocupação parece de difícil implementação numa obra de arquitectura, pois implicaria encher a mesma com placas que ressalvassem as respectivas autorias."
Estatuto e Deontologia da OA

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Meu caro tenho a dizer que não é a única do país, existem replicas dessa mesma em Famalicão, e se não estou em erro, não é apenas uma, mas duas uma ao lado da outra, de uma irmandade adepta do Le Corbusier.
Legrias, conceito? não é necessário, nem existe. Tanto que não o é, que vemos a relação com a envolvente como referes, não são entendidos os pressupostos da original.
Como seria hoje, a sociedade actual, viver numa, ou na Villa Savoye?
Aproveita para bater à porta e perguntar como se sentem os moradores.

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O homem nao soube copiar correctamente. Ateh fico chocado como voces podem afirmar que isto eh uma fotocopia... este edificio em Viana do Castelo eh simplesmente horroroso, parece-me daquelas construcoes manhosas feitas pelos patos bravos.

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O original metia água, as cópias têm de ser diferentes para cumprir a legislação :)


Exacto, daí eu ter dito que as diferenças entre uma e outra são evidentes provavelmente por força das circunstancias, para cumprirem a legislação.
Não tenho duvidas que a intenção do "artista" era fazer uma cópia e assinar por baixo, mas para conseguir o licenciamente teve obrigatóriamente que fazer as suas alterações e interpretações, o chamado "corta e coze, um bocadinho daqui, outro dali isto vai ao sitio".

"os gajos da camara não me deixa fazer isto, são mesmo burros, isto está construido em tal sitio, até em revista está publicado" XDXDXD

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Por acaso era uma boa ideia, bater á porta e perguntar aos seus moradores o que acham da sua habitação, ouvir a sua opininão sobre a obra e o projectista, se por acaso se sentem enganados ou se para eles aquela casa merece um prémio!!!?

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havia um professora (senao estao em erro Teresa Fonseca) da faup que dizia "quem nao sabe inventar, mais vale copiar"...mas nesse caso nem copiar eles sabem...enfim...


O mesmo dizia o Taveira aos seus alunos e alunas.

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Uma coisa é certa, penso que Corbusier não irá processar o autor, mas pelos vistos há gente com vontade de o fazer.
Parece-me que a situação é bem mais complexa e remete para a questão do registo de autoria e da definição de plágio.
Existem actividades, como a música, em que o registo de autoria é prática corrente e o plágio é facilmente reconhecível. Julgo até existirem regras práticas para o fazer.
Na arquitectura não é assim. Poucos registam os projectos e relativamente a plágios, penso que as queixas junto da OA têm uma expressão residual.

Já o fizemos e conhecemos concerteza inúmeros exemplos em que as "citações" a obras de colegas é evidente e quase fiel ao original, uma guarda "à Scarpa", uma janela rasgada "à Siza", uns pilotis "à Corbusier"...

Então como definir se estamos perante um plágio? O regulamento de deontologia da OA não se manifesta particularmente sobre esta questão. Alguém tem experiência de um conflito deste tipo?

Por agora, julgar exemplos como a Savoy de Viana do Castelo, será sempre polémico Com ironia, imaginem que a planta da casa é Palladiana ... lá teríamos que lhe aplicar mais um processo!;)

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Esta ideia da originalidade, do plagio, de fazer diferente, de ter um estilo proprio eh algo que surge depois do Modernismo. Antes disso o plagio era comum no neoclassicismo, era considerado academismo copiar fielmente as obras referencia da arquitectura classica. Observando os Capitolios de cada Estado Americano soh uns 5 eh que sao diferentes. Eh claro que existem diferencas mas seguem sempre o mesmo genero. Mesmo assim continuo a achar este edificio uma copia mal feita. A cobertura por exemplo nao tem nada a ver com a Villa Savoye. Era interessante investigar mais sobre este projecto. Ir ah Camara e saber que foi o autor, contactar o autor e fazer varias perguntas e tentar convida-lo a participar neste topico tal como aconteceu no Topico sobre o edificio do Piodao.

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http://media-2.web.britannica.com/eb-media/45/5845-004-E8BC8F20.jpg Michael Graves http://www.nysid.net/entranceexhibition/script74.jpg Michael Graves http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/008/fotos/095.jpg Tomas Taveira Tomas Taveira

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Para mim, plágio é uma cópia da ideia, aquilo que custa a conseguir e muito boa gente não consegue ter, o que está por detrás da ideia, o conceito…. Não é tipo ter uns modelos na prateleira e quando aparece um cliente vai-se lá escolher o que melhor se adapta ao terreno e às condições, sim porque isto foi sem dúvida uma questão de adaptação, e tirar uma pala aqui, trocar uns materiais (aplicar os da região;)), fechar uns vãos a Norte, abrir a Sul/Poente…. e…Voyla, uma cópia da Villa Savoye. Não é cópia isto? Pfv digam-se se estou errado.
Quanto ao processar, nós talvez não pudemos fazer nada, até porque o autor é que se anda a enganar a ele próprio, mas a fundação LE CORBUSIER tvz pudesse, que acham de enviar um email com estas imagens e perguntar a opinião acerca, ah?

Fica aqui o link se precisarem:

http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/

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Continuo a sugerir que investiguem a fundo o processo. Provavelmente foi o cliente que pediu uma casa semelhante á Villa Savoye. É uma hipótese. Se os emigrantes pedem aquelas casas em formato Chalet porque não uma villa estilo Savoye?

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Todas as pesquisas e denúncias podem ser legítimas, mas relativamente à identificação do "plágio" em Arquitectura, continuo com grandes dúvidas, a menos que se trate de uma cópia fiel, integral e sem adaptações.
Numa actividade em que a divulgação do produto "Projecto" é indispensável, abundante e está disponível para todos ... como evitar que os modelos, a linguagem, os conceitos não sejam reproduzidos ? Como delimitar a fronteira entre a cópia e o "parecido com"?

Em Arquitectura, "copiar uma ideia" ou "copiar o conceito" só se esclarece quando materializado num objecto, ou pelo menos numa concretização física (escritos, projectos, etc). Penso que ainda não é possível patentear "ideias", "conceitos" ou "teorias", elas fazem parte do património intelectual do Homem. Quando as desvendamos, quando as expomos estamos a oferecê-las à comunidade e a permitir que sejam disseminadas. É assim com todas as áreas do conhecimento.
Por isso, a história da Arquitectura está cheia de "cópias" de conceitos, de ideias, de modelos, de interpretações, de referências, mais ou menos veladas e tantas vezes óbvias.

Eu sei que neste caso de Viana, estamos aparentemente perante um mau exemplo (digo aparentemente porque suportamos a nossa apreciação apenas sobre meia dúzia de imagens do exterior, que não adivinham boa coisa), e que nestes casos aquilo que no mínimo podemos fazer, é expôr estes casos, puxar do código deontológico, "malhar" no autor e especular sobre o que o Corbusier lhe diria (ou faria) se o encontrasse. ;)

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"Repetir nunca é repetir", tanto é que tiveram de fazer algumas alteraçõeszitas. Quanto a mim é só vantagens: para quem tem dificuldades em viajar até a Nince, dá um saltinho lá a Viana e imagina o resto. Inclusivo é uma aula dupla: ver uma composição do Corbusier, e ver o "como não se deve fazer" das construtoras portuguesas. Quanto ao plágio, claro que mais valia ter plagiado antes o método, o processo, que pressuponha uma análise prévia ao local, uma análise do programa, a aplicação dos princípios, etc., ao invés de copiar directamente a forma. Penso eu.

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