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Arquitectura.pt


adolf loos

arquitectura contemporanea

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Caros colegas, queria pedir a vossa opiniao sobre o estado da arquitectura contemporanea.Numa epoca inpregnada pela corrente desconstrutivista derivada dos pensamentos do filosofo frances Jacques Derrida, e que tem como a sociedade consumista a ingniçao para a proliferaçao deste tipo de tendencia arquitectonica. Queria que expressasem as vossas opiniao referentes ao estado da arquitectura actual, como tambem sobre a relaçao com a historia, que parece nao existir. desde ja agradeço a partecipaçao. continuaçao de boas ferias, obrigado:)

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Olá Não entendo bem em que te baseias para fazer essas afirmações... Nem sequer entendo a razão pela qual se refere que a arquitectura contemporânea está "impregnada pela corrente desconstrutivista", nem mesmo sequer quando se afirma que a relação com a história "parece não existir". Não vejo em que nos podemos basear para tirar estas conclusões, nem sequer qual será o propósito deste pedido de opinião baseado no que está aqui escrito... A minha opinião neste momento é: ?

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o meu objectivo com este topico era fazer com que as pessoas debatam oa situaçao actual da arquitectura, sendo ou nao correcto o que esta expresso no texto inicial. o meu obectivo central é que se debata este assunto, e confruntar ideias, isso é salutar.

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Por exemplo como é que classificas estes arquitectos contemporaneos e que estão na "moda"?

Peter Zumthor
John Pawson
RCR (Girona, Espanha)

Felizmente estes ainda conseguem fugir à rendarização da arquitectura!!

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mas apesar de existirem arquitectos que tem como lema o sentido da contexctualizaçao, surgiram outros que nao tem a preocupaçao de profissionalizar a arquitectura, quando digo prefecionalizar refero-me a que esta seja explicada com bases concisas, com explicaçoes menoos liricas e mais de encontra com a realidade. Ocaso da casa da musica, enbora adore o edificio, a explicaçar dada é pura fantasia criada à posteriori e nao pratica.Quero com estes textos lançar a descusao, é certo que havera muitos que descordem daquilo que digo, mas o debate é o mais importante para a evoluçao das minhas ideias bem como de outros visitantes. desde ja agradeço.

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o meu objectivo com este topico era fazer com que as pessoas debatam oa situaçao actual da arquitectura, sendo ou nao correcto o que esta expresso no texto inicial.

o meu obectivo central é que se debata este assunto, e confruntar ideias, isso é salutar.



ok.

Não concordo com as afirmações da primeira mensagem. Nunca na história da Arquitectura se conseguiu romper com a história. É preciso ser-se mais genial que um génio. O movimento moderno quase conseguiu. Conseguiu dar uma quebra de 90º à linha histórica da arquitectura ao mudar o paradigma da arquitectura para a problemática social. A vontade da Arquitectura passou a ser outra, mas os propósitos sempre continuaram os mesmos. E hoje, passado quase um século, estamos tão evoluídos como estes senhores. Apenas temos técnicas e materiais mais evoluídos. O pensamento quase estagnou.

Mas a arquitectura, mesmo a desconstrutivista, não consegue romper com a história. Mesmo o Einsenman tem de fazer uma casa de banho com uma sanita e uma banheira niveladas senão a água cai fora. Mesmo a futura ópera de Paris de Jean Nouvel tem de ter pilares que suportem toda a estrutura inclinada. E nisto os valores de Vitrúvio continuam a ser fundamentais para arquitectura contemporânea.

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é verdade, assim acho mais interessante ter mais opinioes referentes a este assunto, obrigado.Nem todos pensamos da mesma forma, por isso gosto de ver outras opinioes, para me aperceber de outros pensamentos sobre o mesmo assunto. No que se refere a questoes puramente construtivivas, é obvio que apesar das teorias evoluirem ou nao , estas teem que ser resolvidas.

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Se por um lado temos uma arquitectura contextual, por outro existe uma arquitectura que se desliga do local onde se ensere , fazendo alusao a suciedade consumista, com formas aberrantes e condizentes com formas de objectos do dia-a-dia.A arquitectura que alude a.....

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There's no business like show business! , vive-se uma total falta de valores não só na arquitectura mas em todo o pensamento contemporâneo. O ser humano quer-se libertar de tal forma que se esquece que é humano e que tem necessidades humanas. a ergonomia nunca será história ela existe de modo a adequar os objectos ao uso do seu utilizador. Peter Zumthor diz que prefere fazer um bom edificio, que funcione, que esteja bem construido do que um edificio que se destaca porque sim! hj todos os promotores, todas as cidades, todas as empresas querem edificios que se destaquem, que sejam "paineis publicitários". Temos tão afortunadamente, uma arquitectura "muda" do Siza Vieira que não precisa de "conceitualismos" nem de comparações idióticas com objectos que não têm nada a ver com a arquitectura, ela existe , é boa arquitectura é reconhecida e acima de tudo é honesta. é uma arquitectura pensada para o ser humano, é uma arquitectura com escala humana, com ergonomia e antropometria, que respeita acima de tudo a vivência do corpo humano. Esta arquitectura ao respeitar os valores que referi não deixa de ser uma apotease poética, plena de momentos fantásticos e pormenores de grande beleza e engenho. LeCorbusier na minha opinião foi quem percebeu melhor a arquitectura deviamos todos aprender com ele mais do que com os "destrutivistas"=). A inovação e vanguarda sempre serão boas para o mundo dar o passo seguinte mas continuo a preferir uma boa arquitectura em deteriorimento de uma arquitectura "jeitosa". O futuro dirá para onde fomos

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Não concordo com a separação feita neste tópico entre desconstrutivistas e contextualista apesar de ser uma separação muito comum. Isto porque muita da arquitectura dita desconstrutivista é bastante contextual, como por exemplo quase toda a obra do Gerhy (ver o museu gugenhein de Bilbao) e do próprio Peter Eisenman (casa Guardiola, Wexner center), são obras que têm pelo menos uma relação genérica com o contexto, isto acontece também com muitas obras dos arquitectos referidos como contextualistas. No mesmo grupo dos ditos contextualistas incluía o Siza que muitas vezes faz um objecto que não precisa de grandes referencias vindas do contexto em que se insere e que ficaria bem inserido em diferentes lugares.

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respeito a tua opiniao quando dizes que a obra de ghery é contexctualista, enbora pense que que nao.No entanto quando me refiro a arquitextos e por conseguinte arquitectura descontextualiza, referia-me sebretudo aos arquitectos que poisam os suas obras no local, sem uma preocupaçao com o contexto , afincadamente.Isso ja alguns modernistas tinha feitam quando profetizavam a tabua rasa na arquitectura.

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Adolf, isso e o que os patos bravos fazem, lol, obviamente que ha muitas obras que pela sua natureza sao facilmente aplicaveis a varios locais, mas isso nao que dizer que nao exista uma preocupacao com o local. Tambem acho que as vezes nos temos vistas curtas, e aquilo que hoje parece estar descontextualizado pode amanha ser promotor de novos constextos, melhores do que aqueles que ja tinhamos. se por exemplo hoje alguem construi-se um arranha ceus em Beja obviamente que ele seria descontextulizado, mas se amanha construirem outro ao lado talvez podesses mudar o contexto da cidade.

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Essa é outra questao, fazer futurologia seja a medio e longo prazo como a que mensionas-te , dos predios no alentejo nao é facil.A cidade é organica no que respita as mudanças sociais, politicas economicas...... é claro que esses tais edificios a que me referia para o futuro podem de servir de alavanca para redimensionar cidades , bem como a sua estrategia de planeamento.

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dei exemplo de Beja porque e uma cidade onde a camara nao tem permitido a expansao da cidade de uma forma dispersa, sendo que se fosse permitida a construcao em altura, teriamos a real nocao de estar a entrar numa cidade.

a contextualizacao da arquitecura e um tema fragil que deve de ser analizado caso a caso (ou entao nao precisariamos de Arquitectos), fazer "futulogia" e assim parte do trabalho do arquitecto, e por isso que somos versados em Historia e deviamos de o ser mais em Economia. se assim nao for, estaremos a construir edificios para o passado. Porque e muito facil construir museus e Bibliotecas intemporais, mas nao e assim tao facil construir hoteis, shopings, edificios de escritorios ou estacoes de comboios, e a sua contextualizacao depende nao so da funcao como do uso.

nao creio que a questao da contextualizacao esteja ligada a expressao arquitectonica, mas sim a forma em que determinado edifico se relaciona com a envolvente.

tenho a certeza de que encontraremos muitos mais edificios fora de contexto na avenida da liberdade, que propriamente o Amoreiras, por exemplo...



Temos tão afortunadamente, uma arquitectura "muda" do Siza Vieira que não precisa de "conceitualismos" nem de comparações idióticas com objectos que não têm nada a ver com a arquitectura, ela existe , é boa arquitectura é reconhecida e acima de tudo é honesta. é uma arquitectura pensada para o ser humano, é uma arquitectura com escala humana, com ergonomia e antropometria, que respeita acima de tudo a vivência do corpo humano. Esta arquitectura ao respeitar os valores que referi não deixa de ser uma apotease poética, plena de momentos fantásticos e pormenores de grande beleza e engenho.



tenho muuuuuuuitas reservas quanto a isto, nesse sentido o Siza encontrou a formula, nao se preocupem com a funcao, mas facam poesia com aquilo que as pessoas conhecem, nao porque elas nao queiram outra coisa, mas sim porque elas temem tudo o que nao conhecem...

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Se por um lado temos uma arquitectura contextual, por outro existe uma arquitectura que se desliga do local onde se ensere , fazendo alusao a suciedade consumista, com formas aberrantes e condizentes com formas de objectos do dia-a-dia.A arquitectura que alude a.....


Em todas as formas podes observar aspectos "genéricos" e aspectos "particulares". O Movimento Moderno propriamente dito (o período heróico), rege-se a um tempo por regras universais, por outro está impregnado de "regionalismos". «Basta ler a Carta de Atenas e ver a Vila Mandrot» (Souto Moura).

Yago Conde já havia denunciado na década de 80 a extrema uniformidade de modelos e tipologias construtivas generalizadas por todo o mundo por relações de livre mercado, tal como vemos ser feito no Dubai neste preciso momento. Não importa que nacionalidade, que região do mundo, que cultura habita. O produto (a casa) está generalizado.

No meio disto, ao arquitecto é-lhe retirada gradualmente qualquer capacidade interventiva. Não é aconselhável que pense. De facto, já não é capaz de pensar. E afectam a profissão não só através da extrema regulação, como minam-na logo a partir das suas fundações: o ensino. Pela primeira vez na história, os arquitectos saem mais mal formados do que os seus mestres...

A arquitectura contemporânea é agora refém dos seus últimos mestres.

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Continuando... É em torno deste problema da contextualização que Christopher Alexander vai desenvolver o seu método de trabalho... Aconselho a leitura: Notes on the Sintesis of Form. No último capítulo da Introdução ao Estudo da Cultura Tectónica de Kenneth Frampton vem um texto específicamente sobre esta "desresponsabilização" do arqutiecto de que falei

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Como se explica então o contrário, o de criar um contexto para a arquitectura!
Por exemplo os chineses estão a criar réplicas de aldeias "suiças", "inglesas" para inexplicavelmente se sentirem ocidentais!!! A arquitectura será contextualista (?), só porque faz parte de um conjunto com caracteristicas tipológicas e morfológicas semelhantes? Hoje em dia o que parece às vezes é e não é! O fenómeno começou em Las Vegas com a recriação de monumentos iconográficos internacionais nas frentes dos Casinos/Hoteis!

Por tudo isto recomendo ao Adolf Loos (ornamento é delito) a leitura do super-interessante Complexidade e Contradição em Arquitectura de Robert Venturi e Scott Brown.

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Sei bem que existe muitas contradiçoes na arquitectura moderna da primeira metade do seculo XX.Alias se nao existissem certamente kahn nao teria se enpenhado em reformular a arquitectura basiada nos principios classicos, respeitando-os e nao banalizamdo-os. Tambem venturi nao teria escrito o livro Complexidade e Contradição em Arquitectura, devido o que ja disse anteriormente.Mas acima de tudo o livro arquitectura da cidade de rossi é uma pustura correcta face ao mundo real.

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No meio disto, ao arquitecto é-lhe retirada gradualmente qualquer capacidade interventiva. Não é aconselhável que pense. De facto, já não é capaz de pensar. E afectam a profissão não só através da extrema regulação, como minam-na logo a partir das suas fundações: o ensino. Pela primeira vez na história, os arquitectos saem mais mal formados do que os seus mestres...


Como estudante gostava que desenvolvesses mais um bocadinho essas afirmações...

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Olá. A minha opinião é que de facto a arquitectura que temos hoje em dia é certamente diferente em muitos aspectos da arquitectura que tinhamos em séculos passados. Mas, pensando bem, tem sempre que existir alguma relação entre a arquitectura contemporânea e a arquitectura dos tempos passados, seja o estilo gótico, neoclássico, romântico, etc, etc ... Todos eles deixaram as suas heranças e se nãi tivessem existido, provavelmente teriam existido outros estilos e a arquitectura que temos hoje seria diferente, outra qualquer que desconhecemos ... Agora, todos sabemos que os meios e tecnologias hoje em dia são diferentes. Já não se fazem cúpulas à mão, nem gárgulas! Agora temos a ajuda de máquinas. Aliás, penso que qualquer dia o melhor será dizer que as máquinas é que têm a nossa ajuda.

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É um facto que ao longo dos tempos , surgiram varios estilos arquitectonicos , e que por isso nao é anormal que hoje em dia exista estilos que reflitam a sociedade contemporanea.Mas enquanto que durante muito tempo as questoes basicas na arquitectura era a chave para a beleza que fez perdurar até aos nossos tempos.O que sera mais inportante na arquitectura , o facto de existirem principios teoricos que se coadunem com o contexto , ou seja o bem pensamento arquitectonico, ou criar puramente com base nos meios coomunicaçao social uma obra acente na banalizaçao daquilo que é a arquitectura. No entanto parece que cada vez é preciso reformular (arquitectos e afins), as noçoes que temos do que é arquitectura, nao como uma necessidade estretimamente apenas, com com um luxo adjacente que espelha a sociedade actual(a pele da arquitectura).Encontramo-nos numa especie de segundo modernismo, embora acente em conceitos que partem das questoes contextuais,mas que nao tem eco em varias partes do mundo.Se é consensual que que os principios rossianos se refletem mais intensamente na europa medeterranea , em outras zonas do planeta , como a cultura holandesa acente em grande medida no OMA e que tem derivaçoes como o caso de zara hadid (englaterra), que parecem tem outra abordagem , que sendo projecta o mundo da arquitectura mesmo para os mais leigos da materia. Sera no entanto muito cedo para tecermos opinioes rezoabelisticas no que toca a este assunto, mas tambem no que respeita a arte no geral.Nao é prodente como se verifica actualmente atribuir o designio de obra de arte a algo com tao pouco tempo de "vida" .É a mistica que torna algo contemplativo. Falta em meu intender voltarmos constantemente a reviver a historia ,aprendendo com ela e com os velhos mestres de entao, para nao chegarmos a becos sem saida no que respeita ao campo da arquitectura.E antes de mais falta perguntar em termos de consciencia , o que é a arquitectura?e qual o seu fim, para que se destina? No meu intender o que mais valoriza a arquitectura , tal como diz zumthor, é saber que quando vimos um bom edificio é ter a noçao de que a boa ideoa , ou seja o conceito forte esteve presente no edificio desde o inicio.Por isso digo que segundo o meu pensamento a arquitectura é conceito, o usso dos materiais por vezes aplicados de forma banal(as vezes), sem conceito é uma pura obra de construçao que poderia ser projectada por uma qualquer pessoa, o que valoriza a obra sao os conceitos fortes que estao muito para alem da propria construçao. desde ja agradeço, um abraço e comprimentos:)

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No meu intender o que mais valoriza a arquitectura , tal como diz zumthor, é saber que quando vimos um bom edificio é ter a noçao de que a boa ideoa , ou seja o conceito forte esteve presente no edificio desde o inicio.Por isso digo que segundo o meu pensamento a arquitectura é conceito, o usso dos materiais por vezes aplicados de forma banal(as vezes), sem conceito é uma pura obra de construçao que poderia ser projectada por uma qualquer pessoa, o que valoriza a obra sao os conceitos fortes que estao muito para alem da propria construçao.

concordo inteiramente com este parágrafo, adolf loos!

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