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olá a todos queria saber se alguem me pode facultar informação sobre paredes de trombe e sua propriedades termicas, ajudava se aparecesse um pormenor de CAD para melhor uma compreenção desta aplicação bioclimática. Cumprimentos Rodrigo Carvalho.

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Não sei se já fez alguma pesquisa no google, por exemplo, mas de qualquer forma aqui tem alguma informação;

Trata-se do sistema composto por um vão devidamente orientado, no qual se coloca interiormente uma parede maciça de espessura variável entre os 10 e os 30 cm. A superfície exterior da parede é geralmente pintada de cor escura, aumentando assim a captação da radiação solar incidente. Cria-se assim um sistema, no qual predomina o efeito de estufa, atingindo-se temperaturas muito elevadas (30-60ºC) no espaço entre o vidro e a parede de armazenamento. Esta “energia” incidente pode ser transferida de imediato para o interior do espaço a aquecer por intermédio da ventilação natural através dos orifícios existentes na parede. Se tal for a utilização pretendida, o espaço será aquecido por uma corrente de convecção natural entre o espaço interior e o espaço “estufa”. No entanto, desta forma, a maior parte da energia incidente é transferida e utilizada directamente, sendo que a energia acumulada na parede é reduzida.
Outra estratégia possível com este tipo de sistema é o de poder ser utilizado na meia estação (primavera ou outono) para pré-aquecimento do ar exterior, necessitando para isso de um orifício entre o exterior e o espaço ”estufa”.

No caso de não se pretender utilizar a estratégia de ventilação natural, a “energia” incidente irá sendo acumulada na parede durante o dia, e por condução será transferida para o interior do espaço a aquecer, demorando um tempo que depende da espessura da parede. Esta estratégia permite “armazenar” energia que estará disponível no período nocturno, estabilizando assim as temperaturas nesse espaço, a que se dá o nome de “Parede de Armazenamento”.
Os sistemas de ganho indirecto (Paredes de Trombe e Paredes de Armazenamento) deverão incluir dispositivos móveis de sombreamento, por forma a desactivá-los no período de Verão e assim permitirem controlar as temperaturas interiores, evitando-se assim condições de sobreaquecimento.

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Imagem colocada

Um dos sistemas solares de captação passiva mais utilizado é a chamada "Parede de Trombe", desenvolvida em França por Félix Trombe. Esta parede, que é basicamente uma diminuta "estufa", é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e um muro de grande inércia térmica, (normalmente em betão, pedra, ou tijolo maciço). A função do conjunto é a captação e acumulação da energia captada pela irradiação solar. O seu funcionamento é o seguinte:

A radiação solar de onda curta atravessa o vidro e aquece o muro, produzindo-se o chamado "efeito de estufa". Quando a radiação de onda larga emitida pelo muro não pode voltar a atravessar o vidro, aquece o ar que há na caixa-de-ar e assim o muro vai acumulando calor que, sem outra alternativa, liberta-o para o interior da habitação. Melhor dizendo:

O efeito directo da parede de Trombe coincide com os momentos de incidência da radiação solar, que acaba no momento em que a radiação deixa de aquecer o ar da dita caixa-de-ar. É nesta fase que importa frisar a necessidade da inércia térmica do muro. Quando recebe radiação solar o muro vai acumulando energia que, ao fim de um certo tempo, acaba por atravessar o muro e aflorar no interior do edifício, aquecendo-o por convecção e transmissão, pelo que gera, devida à inércia térmica, um retardo na transmissão e uma amortização na oscilação das temperaturas. Para optimizar este duplo funcionamento da parede de Trombe, convém dimensionar o muro para que este segundo fenómeno se inicie precisamente ao findar o primeiro, isto é ao cair da noite: assim, dado que a energia começa a atravessar o muro no momento em que começa a receber radiação solar, o desfazer da onda térmica é calculado segundo o número de horas que demora o calor a atravessar o muro, que deve coincidir com o número de horas de exposição ao sol da parede.

A parede de trombe não dispensa uma protecção solar pelo exterior, para que este sistema só produza calor quando é necessário. Uma pala de protecção sobre o vidro e correctamente dimensionada resolve esta questão: no Inverno produz-se uma grande captação de energia porque o sol incide muito horizontalmente (aprox. 26º). No Verão, o sol incide muito verticalmente (aprox. 73º), pelo que a pala impede a radiação solar de atingir o vidro, ficando a parede inactiva.

Pode tambem ser colocado um estore, que permanece aberto no Inverno e fechado no Verão, sempre colocado pelo lado exterior do vidro.

Fonte: http://www.ecocasa.org/projecto2.php?id=12

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Acrescento apenas que quanto maior for o valor da massa, maior é calor acumulado. Num cálculo térmico para um espaço habitável, haverá que ter em conta todos os factores: exposição solar, material e massa do corpo a aquecer. A exposição feita pelo Legrias, parece-me elucidativa.

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Não entendi como se faz o sistema de sombreamento. Poderá explicar-me como o fazer ? É que no Verão isso deve ser mesmo a esturricar... Queria também saber se há possibilidade de fazer parede trombe só tipo metade da parede, ou seja só uma parte da parede a outra tem só vidro, sendo assim será que o sistema de ventilação Trombe funciona na mesma ? É que uma parede trombe tapa a vista toda da superfície vidrada, e eu quero uma parede trombe e ao mesmo tempo um bocado de vista. Exponho um desenho a ver se percebem o que quero dizer...

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Esta solução não é propriamente destinada a países como o nosso, senão terás de contrariar a energia térmica acumulada em excesso durante mais de metade do ano gastando ainda mais energia. Isto acaba por desvirtuar uma solução dita ecológica...

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A parede de trombe.. é perfeitamente adequada ao nosso país.
Temos é que inviabilizar a captação de energia solar atravé do ensombramento da zona colectora.
Por exemplo, através da introduição de um sistema de lamina móveis exteriore, de uma persiana veneziana...etc,etc..

Uma da soluções utilizadas é ter a zona captora na area de peito de janelas.
Podem ver mais no site a Arq.ªa Tirone Nunes e noedificio existente na EXPO.

http://www.slideshare.net/connectedurbandev/5-livia-tirone-cud-cisco

http://www.liviatirone.com/blog/

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A parede de trombe.. é perfeitamente adequada ao nosso país.



Contradição: Se fosse perfeitamente adequado não precisava de ser mediante determinadas condições (palas, lâminas, etc.), e poderia ser aplicado na sua forma genuina.

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.. Para isso acontecer.. não poderia haver Verão... e teriamos de estar num clima que apenas tenha necessidades de aquecimento... e haja horas de sol em número suficiente...

Todos os sistemas... não são para ter e deixar estar... necessitam de uma gestão do seu funcionamento. Sejam eles sistemas passivos ou actvos.

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..
Todos os sistemas... não são para ter e deixar estar... necessitam de uma gestão do seu funcionamento. Sejam eles sistemas passivos ou actvos.


Tudo bem, mas é isso que tem de se pesar. Se realmente conpensa encher uma solução de sistemas de gestão que acabam por desvirtuar a sua função.

Daí que esta solução seja mais adequada nos paises frios com algum sol ou zonas montanhosas onde toda a energia acumulada é bem vinda em qualquer altura do ano.

wationsfils,
Construtivamente é possível.
Em primeiro lugar, está virado a sul?
Menos de metade da área da parede é trombe. e esta parece estar hiperventilada e não chega a existir caixa de ar aquecida entre o vidro e a parede. Tenho dúvidas sobre o seu funcionamento nestas condições. Mas pede mais opiniões.

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wationsfils,

1. - As paredes de Trombe são perfeitamente adaptadas aos climas dos locais situados entre as latitudes de 28º e 56º, onde se inclui o nosso país;

2. - O desenho que apresentas é insuficiente para concluir se se pode ou não fazer uma parede Trombe; tens, como disse o Pedro, que estudar a pormenorização. Duma coisa tens que estar certo: há a necessidade de existir uma camada de ar estanque entre a parede e o vidro.

3. - As paredes de Trombe têm que ser desactivadas no Verão. Isto pode passar pela remoção do vidro, pelo seu sombreamento com palas horizontais(no caso deles estarem completamente a Sul) ou com protecções solares que impeçam a passagem da radiação.
Sistemas solares passivos não estão isentos de manutenção (nomeadamente a limpeza do vidro) e não me parece que a desactivação ou activação (ou anulação dos efeitos) dos mesmos seja uma coisa tão problemática, conforme advoga o Gibag.
Espécies arbustivas de folha caduca parece-me uma má solução, tanto mais que não podemos estimar o factor solar resultante ( e nestas coisas há que fazer continhas antes de pensar no desenho, pois arriscamo-nos a que o compartimento se transforme num forno industrial, óptimo para assar frangos).

4.- Antes de pensares no desenho aconselho-te a conheceres com um mínimo de profundidade a temática do solar passivo, recomendando-te para isso a consulta dos seguintes trabalhos:

a) Energia Solar Passiva (VOL 1 e 2) - Arqt. Francisco Moita - D. G. Energia -Imprensa Nacional - casa da Moeda 1987.
Este livro, passível de só ser encontrado em bibliotecas, dado a data de edição, tem várias grandes virtudes raras em Portugal: é simples, claro, motivante, bem estruturado, graficamente expressivo.


:foto:The Passive Solar Energy Book, Arq. Edward Mazria
([ame="http://www.amazon.com/Passive-Solar-Energy-Edward-Mazria/dp/0878572600"]Amazon.com: Passive Solar Energy Book: Edward Mazria: Books[/ame])
Muita informação e graficamente muito bem ilustrado.


c) Design for Lfistyle and the Future, trabalho de vários autores sobre vários aspectos relacionados com a sustentatibilidade da construção (com um pequeno capítulo sobre Solar Passivo) e patrocionado pelo Governo Australiano cujos PDFs poderás descarregar em

http://www.yourhome.gov.au/technical/index.html

Manual introdutório muito bem feito...e de borla. Não esquecer, em matéria de solar passivo, que a Austrália está no hemisfério Sul, logo as fachadas sombreadas estão a Sul.



Tinha também uns textos sobre a temática do Solar Passivo, da autoria do arquitecto projectista da casa solar em Vale do Casal do Cónego (Leiria) mas infelizmente perdi-os. Foram descarregados na WEB há já alguns anos e não consigo adquiri-los. Tinham um tratamento metodológico do cálculo do Solar-Passivo, que me parece estarem na base do programa SL_P do Ineti (creio).

Julgo que existe também um livro da Arq.a Lívia Tirone, mas desconheço o seu conteúdo.

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wationsfils,

1. - As paredes de Trombe são perfeitamente adaptadas aos climas dos locais situados entre as latitudes de 28º e 56º, onde se inclui o nosso país;


A questão das latitudes está relaçionado com a inclinação da incidência solar por forma a atingir eficientemente as paredes, e não com o clima.

Entre estas latitudes encontramos desde climas próximos dos polares até o clima desertico entre o 28º e 32º . Se este sistema é perfeitamente adaptados para todos estes climas , só posso concluir que este sistema tem um caracter divinal e que há quem o adore...

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Exacto Gibag mas o clima poderá também influenciar. O clima assim como a densidade do ar influenciam o aproveitamento solar... Mas sim latitude claro. Muito obrigado por toda a informação Vitor nina, foi muito claro, segundo o que percebi é so estancar a parte da parede de trombe e pimbas. Muitissimo obrigado

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A parede de Trombe também funciona no Verão. Se evitares a incidência solar diurna no vidro, tens a massa térmica a captar a energia interior, dissipando-a durante a noite, para o exterior. A arquitectura solar passiva exige pessoas activas

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A questão das latitudes está relaçionado com a inclinação da incidência solar por forma a atingir eficientemente as paredes, e não com o clima.

Entre estas latitudes encontramos desde climas próximos dos polares até o clima desertico entre o 28º e 32º . Se este sistema é perfeitamente adaptados para todos estes climas , só posso concluir que este sistema tem um caracter divinal e que há quem o adore...



A menos que tenhas dados experimentais que permitam sustentar a tua opinião, terei o maior gosto em reconsiderar a minha posição;
se a mesma se apoia na metodologia do "cheira-me.." ou do "penso que..", coisa muito vulgar no meio técnico, então perdoar-me-ás mas não creio que valha a pena continuar a conversa.


Para que não fiquem dúvidas e porque não falo de cor, acrescento:

1.- O clima, tanto quanto me lembro, depende da orografia do local, do sistema de ventos, da maior ou menor proximidade das massas marítimas...e da latitude. Quanto menor a latitude, menor a inclinação solar e por isso maior a energia incidente.

Assim sendo, mantenho tudo o que disse anteriormente relativamente à gama de variação das latitudes susceptíveis de permitirem o emprego de sistemas solares passivos. Acredita que não inventei esta informação; aliás ela foi extraída do livro do Mazria referenciado na minha última mensagem. Porque tens opinião diferente, lanço-te o desafio para que indiques a tua fonte de informação para ver se estamos perante conversa da "treta " ou matéria com substrato;

2. - Alguns componentes dos sistemas solares passivos, nomeadamente a parede de Trombe, servem para aquecimento e arrefecimento. Aliás a parede original contruída em Odeillio apresenta essa dupla característica, ainda que a maioria das construidas seja apenas para aquecimento.

3.- Quanto à desadaptação do sistema solar passivo ao nosso país aconselho-te a consulta do livro do arq. Francisco Moita, referenciado na minha anterior mensagem, ou o livro "Conceitos Bioclimáticos para os Edifícios em Portugal", do arq. João Mariz Graça e o eng. Helder Gonçalves, editado pelo Ineti e passível de ser descarregado na Net. Relembro também que em termos de RCCTE é possível contabilizar os ganhos solares decorrentes de sistemas passivos. Perdoa-me a repetição, mas porque nesta matéria também tens opinião diferente, lanço-te novamente o desafio para que indiques a tua fonte de informação para ver, uma vez mais, se estamos perante conversa da "treta " ou matéria com substrato;

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Não vamos distorcer o que disse, porque está tudo aqui registado. - Em relação às latitudes eu não questionei o intervalo que indicaste, eu afirmei que a gama de climas neste intervalo é extremo. É um facto e não é necessaria uma pesquisa aprofundada para descobrir isso. - Eu não disse que este sistema era desadequado em Portugal, disse sim que não era perfeitamente adaptado. Pode ser adaptado com as devidas condições que se traduzem em mais aplicações tecnicas e construtivas. Esta é a questão que levanto. Se consideras que é perfeitamente adaptavel e eu não, temos opiniões diferentes, o que é aceitavel e por vezes saudável. Confias plenamente nas tuas fontes. Tens todo o direito. Não podes é afirmar que ter um espírito crítico e experimental é conversa da treta sobretudo quando não corresponde aos teus dogmas e não conheces a formação e a experiência de quem está do outro lado. É da investigação e do espírito crítico fundamentado que se surge a inovação e o aperfeiçoamento. E isto não são tretas. Não é cheira-me, nem o penso que. Recordo-te que o arq. Francisco Moita, arq. João Mariz Graça e o eng. Helder Gonçalves que citas, não se basearam apenas em fontes para desenvolver os seus trabalhos. A experiencia por vezes não é quantificável, e de facto não tenho quantificado a minha, mas isto não impede que se questionem as situações em causa. Já percebi que estás actualmente envolvido nestas matéria e que deves ter em mente uma grande variedade de publicações nesta área. Não duvido que as fontes são de extrema importância na argumentação, mas uma discução apenas baseada em citações acaba numa submisão teórica da qual eu não fico refém. Se bem que útil, é provável que esta conversa fique por aqui.

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Quanto menor a latitude, menor a inclinação solar e por isso maior a energia incidente.


Apenas um lapso: menor latitude = maior inclinação solar

ex:
Equador latitude 0, meio dia, no equinócio, são 90º de inclinação solar e incidência nula em paredes verticais.

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Não vamos distorcer o que disse, porque está tudo aqui registado.

- Em relação às latitudes eu não questionei o intervalo que indicaste, eu afirmei que a gama de climas neste intervalo é extremo. É um facto e não é necessaria uma pesquisa aprofundada para descobrir isso.

- Eu não disse que este sistema era desadequado em Portugal, disse sim que não era perfeitamente adaptado. Pode ser adaptado com as devidas condições que se traduzem em mais aplicações tecnicas e construtivas. Esta é a questão que levanto.
Se consideras que é perfeitamente adaptavel e eu não, temos opiniões diferentes, o que é aceitavel e por vezes saudável.


Pelo facto de estar tudo registado é que eu tirei a conclusão que tirei, senão o que devo entender quando leio:

Esta solução não é propriamente destinada a países como o nosso, senão terás de contrariar a energia térmica acumulada em excesso durante mais de metade do ano gastando ainda mais energia. Isto acaba por desvirtuar uma solução dita ecológica...



Deixemo-nos de semânticas: quando falo nas latitudes para as quais os sistemas solares passivos são susceptíveis de ser aplicados, está subjacente que é possível, à conta deles, reduzir os consumos de energia dos edifícios sem comprometer os padrões de conforto na diversidade de climas que nessa faixa se possam encontrar, o que engloba o nosso país.

Em Portugal existem edifícios com tecnologias solares passivas, incluindo paredes de trombe, devidamente instrumentados e em que os consumos com a climatização ou são desprezíveis ou nulos:

Torre Verde da Arq. a Lívia Tirone;
Casas de Janas do Arq. Santa Ritta e Arq.a Filipa Moura
Edifício do Ineti, Arq Pedro Cabrito e Arq.a Isabel Diniz,
...

Isto são dados objectivos e os resultados medidos desmentem em absoluto a tua tese. Há grandes vantagens na tecnologia solar passiva e na parede de trombe. Contra factos não há argumentos.
Existir duas pessoas com opiniões diferentes sobre matérias objectivas, como é o caso em apreço, é sempre aceitável. Saudável é que o não é pois pelo menos uma está errada.

Confias plenamente nas tuas fontes. Tens todo o direito. Não podes é afirmar que ter um espírito crítico e experimental é conversa da treta sobretudo quando não corresponde aos teus dogmas e não conheces a formação e a experiência de quem está do outro lado.

É da investigação e do espírito crítico fundamentado que se surge a inovação e o aperfeiçoamento. E isto não são tretas. Não é cheira-me, nem o penso que.


Ter um espirito crítico e experimental é uma virtude. Ter esse espírito só para ir contra a corrente ou gostar de formular hipóteses sem as testar e, ainda para mais, vendê-las como verdades definitivas é que já não é nada.

Meu caro gibag,

O Clube da Tecnologia e da Ciência, ali no gaveto da Rua da Matemática com a Av. da Fisico-Química, tem as portas vedadas às meras opiniões; apenas as certezas comprovadas conseguem passar para além da estreita passagem e pavonear-se pelos largos corredores de vermelho atapetados, arrojando orgulhosamente o estatuto de sócios.
Toleram-se, ainda que sem direito a voto e a título meramente transitório, que hipóteses não testadas possam por lá cirandar, sendo certo que estas, se querem aspirar a estatuto maior, são obrigadas a passar por temidas e minuciosas experimentações, algumas delas levadas a impensáveis extremos, até se dar origem à processo final: tese, antítese e síntese, tudo escrevinhado e auditado por gente credível. Só assim é que passam a ser reconhecidas como membros de pleno direito.

Para o pessoal do bairro, o Clube é e será sempre o orgulho local.
Não fora a sua rígida disciplina, em breve o teríamos reduzido a um mero similar da associação do outro lado da rua, o Centro Popular de Palpites e Bitaites. Apesar de ter muito mais afluência e associados efectivos, os produtos aqui comprados apenas têm a vantagem do baixo preço já que qualidade é muito parca. Não obstante isso e sem que me cause algum prurido ou caiam os parentes na lama, uma vez ou outra costumo passar por lá, descontrair... estar com o pessoal, beber uns copitos, falar de futebol, Caixa Geral de Depósitos, TGV, etc...o que calha. Reconheço que são agradáveis momentos de descompressão, momentos que volta e meia todos nós precisamos de ter.
Assumo o lema: "coisa séria só certificada", e por isso é bom saber-se onde está o gato e onde pára a lebre.

Conhecerás, estou seguro disso, o dito:" chagrin é chagrin, cognac é cognac". Paredes de trombe são marcas registadas do Clube de Ciência e Tecnologia, devidamente patenteadas e por isso, se eventualmente quiseres pôr em causa o "dogma", nada a opôr. Tens é que o fazer de acordo com as normas da casa senão...

Não duvido que as fontes são de extrema importância na argumentação, mas uma discução apenas baseada em citações acaba numa submisão teórica da qual eu não fico refém.



Pois aí é que reside a grande divergência: és tu quem está amarrado a um modelo teórico pois a tua presunção não foi auditada por uma prática/experimentação dotada de metodologia apropriada para a credibilizar - ausência de quantificação dos fenómenos, coisa obrigatória. Eu limitei-me a tomar como bom e sério aquilo que outros verificaram na prática.

As fontes foram citadas por perversidade , obviamente...Imagem colocada desculpa lá, mas o tom sobranceiro com que me respondeste "Se este sistema é perfeitamente adaptados para todos estes climas , só posso concluir que este sistema tem um caracter divinal e que há quem o adore...", estava a pedi-las. É que pôr em causa pessoas altamente credênciadas, que subscrevem teses baseadas em estudos teóricos e práticos (quer em células de teste quer em edifícios reais) é fazer subir muito a parada. Para isso já há que comer muita fava ...e tu ainda estás muito elegante. Se fosse eu a emitir a minha opinião estaríamos aqui numa de ping-pong estéril, cada um a puxar galões à nossa prática profissional...e eu não estou nessa.

Se quiseres pôr em causa os sistemas solares passivos por questões meramente de desenho arquitectónico, isso já é outra conversa.
Admito que aquilo que tenho visto de edifícios com sistemas passivos não são pérolas de arquitectura. Também tenho a certeza que se se quiser que esta tecnologia vingue, haverá que apelar à criatividade dos arquitectos...mas isso, meu amigo, já é um outro assunto, esse sim, aberto à subjectividade e a opiniões divergentes.

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Meu caro gibag,

O Clube da Tecnologia e da Ciência, ali no gaveto da Rua da Matemática com a Av. da Fisico-Química, tem as portas vedadas às meras opiniões; apenas as certezas comprovadas conseguem passar para além da estreita passagem e pavonear-se pelos largos corredores de vermelho atapetados, arrojando orgulhosamente o estatuto de sócios.
Toleram-se, ainda que sem direito a voto e a título meramente transitório, que hipóteses não testadas possam por lá cirandar, sendo certo que estas, se querem aspirar a estatuto maior, são obrigadas a passar por temidas e minuciosas experimentações, algumas delas levadas a impensáveis extremos, até se dar origem à processo final: tese, antítese e síntese, tudo escrevinhado e auditado por gente credível. Só assim é que passam a ser reconhecidas como membros de pleno direito.

Para o pessoal do bairro, o Clube é e será sempre o orgulho local.
Não fora a sua rígida disciplina, em breve o teríamos reduzido a um mero similar da associação do outro lado da rua, o Centro Popular de Palpites e Bitaites. Apesar de ter muito mais afluência e associados efectivos, os produtos aqui comprados apenas têm a vantagem do baixo preço já que qualidade é muito parca. Não obstante isso e sem que me cause algum prurido ou caiam os parentes na lama, uma vez ou outra costumo passar por lá, descontrair... estar com o pessoal, beber uns copitos, falar de futebol, Caixa Geral de Depósitos, TGV, etc...o que calha. Reconheço que são agradáveis momentos de descompressão, momentos que volta e meia todos nós precisamos de ter.
Assumo o lema: "coisa séria só certificada", e por isso é bom saber-se onde está o gato e onde pára a lebre.


"Grande" resposta...

Vitor,
Não sou muito dado a bairrismos, mas existe ali perto uma Rua muito antiga, moldada pelo relevo original, por onde passo ocasionalmente.
Muito antes de surgir este bairro das ciência exactas, surgiam soluções com base na intuição e criatividade mas que não tinham nada de superficial nem gratuito. Soluções inventivas aperfeiçoadas com o tempo e experiência e com muitos erros pelo meio. Elas estão aí, adaptadas aos seus contextos e comprovadamente eficazes quando passaram pelo filtro do Clube da Tecnologia e da Ciência.

É que este clube depende dos "inventivos" e "curiosos" para dar frutos. São esses que dão corpo ao propósito supremo das ciências e tecnologia.

Voltando as Paredes.
Não nego que os números comprovam que as Paredes de trombe são eficientes nas situações descritas. Mas atenção, a sua eficiência global não se limita apenas a uma análise crua de ganhos e perdas.
Os dados devem ser relativizados em conjunto com outros factores (Custo, manutenção, consequências funcionais, integração estética, etc...). Basta que outra solução construtiva apresente dados ainda mais positivos nas mesmas condições para se poder pôr em causa a sua aplicabilidade e adaptação.
Não há uma solução certa e outra errada. Os dados objectivos devem ser sempre relativizados ou contextualizados, senão arriscam-se a deixar de ser objectivos.

Para finalizar isto é apenas um fórum, não tenho verdades definitivas nem tento vende-las, mas aprecio a discussão de determinadas questões. Daí que por vezes possa ser ligeiramente cáustico, no bom sentido claro.

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"Grande" resposta...

Vitor,
Não sou muito dado a bairrismos, mas existe ali perto uma Rua muito antiga, moldada pelo relevo original, por onde passo ocasionalmente.
Muito antes de surgir este bairro das ciência exactas, surgiam soluções com base na intuição e criatividade mas que não tinham nada de superficial nem gratuito. Soluções inventivas aperfeiçoadas com o tempo e experiência e com muitos erros pelo meio. Elas estão aí, adaptadas aos seus contextos e comprovadamente eficazes quando passaram pelo filtro do Clube da Tecnologia e da Ciência.

É que este clube depende dos "inventivos" e "curiosos" para dar frutos. São esses que dão corpo ao propósito supremo das ciências e tecnologia.



XDXDXDXDXD

Um abraço

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