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Arquitectura como modo de apagar a Historia

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http-~~-//www.maps-of-germany.co.uk/images/east-Germany-map.gif

Alemanha de Leste.
Um pais resultante da Guerra Fria.
Depois de 1990 a Alemanha Ocidental tratou de ocupar e fazer desaparecer todos os simbolos desta Alemanha.

Fazer historia eh uma actvidade que faz lembrar o tempo dos Faraos em que se apagavam os nomes de faraos de edificios publicos para nunca mais se falar neles no futuro. Eh forma de matar e de destruir algo duas vezes. Fisica e historicamente.

Na Alemanha Hitler pretendeu contar uma historia gloriosa dum povo. Depois dele os americanos e os russos trataram de apagar todos os vestigios da Alemanha Nazi para que nao voltasse a acontecer e trataram tambem de colocar a Alemanha nas mesmas fronteiras depois da divisao do Imperio Carlos Magno. Apagaram a historia de 1000 anos de expansao para leste.

A Alemanha de Leste sofre agora este processo.
Decidiram os chefes de estado da nova Alemanha apagar este momento em que houve duas alemanhas.

E no meio desse processo existe um edificio. Chama-se Palacio da Republica.

http-~~-//img90.imageshack.us/img90/5886/32159843dt.jpg

Este aqui.

E vai ser substituido por este:

http-~~-//www.berliner-schloss.de/picupload/20030802145305.jpg

O Castelo de Berlim. Este edificio para quem nao sabe a Historia da Alemanha, representa a Prussia. Representa a Gloria da Alemanha Prussiana. Eles com esta construcao querem renascer na Antiga Alemanha Prussiana. Ou seja, a Republica de Weimar, o Reich III e as duas Alemanhas representam uma idade das trevas que deve ser apagada para sempre.

Antes e Depois

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http-~~-//www.berliner-schloss.de/picupload/20050120105238.jpg

NOTICIAS

Berliners rally for communist-era 'palace'

BERLIN, Jan 16, 2006 (AFP) - One of communist East Germany's ugliest but best loved buildings has a date with a wrecking ball in the coming weeks, sparking an outpouring of nostalgia for still cherished aspects of life in the shadow of the Berlin Wall.

The Palace of the Republic, a Socialist Realist monstrosity of bronze mirrored windows and steel girders, once housed both the rubber-stamp parliament and an entertainment complex that was unparalleled behind the Iron Curtain.

Easterners, who were bussed in from across the country, have fond memories of a giant dance floor on hydraulic lifts, bowling allies, a wine bar, a theater, cafes and an international list of concert headliners including Harry Belafonte and Carlos Santana.

But Berlin's current aspirations to spruce up its city center, a confused landscape scarred by a tumultuous history, have led to plans to tear down the now gutted Palace and rebuild an imperial Castle in its place.

Many easterners have blasted the decision, taken by the federal parliament after a decade-long debate, as insensitive and pointless.

The chairwoman of a group dedicated to saving the Palace, Liselotte Schulz, believes that old Cold War battles are still being fought over this piece of prime real estate in the heart of the reunited city.

"They want to destroy any trace of the GDR," she said in an interview outside the Palace, using the acronym for communist East Germany's official name.

"And 20 percent unemployment and disappearing companies is what they have to show for it. It is outrageous that they're wasting working people's money without a clue what they want to do now."

Schulz, like many easterners, said she does not mourn the Stalinist state but misses the security and sense of solidarity under communism, which gave way to waves of layoffs and bankruptcies in the post-unification years.

"People had support with their worries and fears and not even the Church manages to do that today," she said.

Many have projected that ambivalence about the new Germany onto the condemned Palace.

The building's cavernous halls, now stripped of asbestos, have also captured the imagination of a younger generation in recent years with a series of art installations, some of which attracted huge crowds to the hip "new" venue.

But the city-state of Berlin and the federal government are banking on the construction of a more "aesthetic" cultural center on the site, behind replicas of the facade of the Hohenzollern Castle, the former residence of the kaisers.

In 1950, the communists ripped down the sumptuous Baroque building -- which had sustained heavy damage from Allied bombing in World War II -- in a blow to a symbol of Prussian pomp and militarism.

The city fathers now dream of restoring the elegant continuity of the grand Unter den Linden boulevard, which once culminated in the Castle and the matching, and still standing, Protestant cathedral.

A leader of the local chapter of Chancellor Angela Merkel's Christian Democrats, Frank Henkel, calls the Palace a "Socialist eyesore".

"There is still a gaping wound in the heart of Berlin. That is why the city needs the Castle," he said.

But although the plans are in motion, thousands of easterners say they will not let the Palace go without a fight and have staged a series of protests.

"It would be complete nonsense to build a castle here, you might as well bring back the kaiser," fumed Schulz, who worked as an electrical technician in East Germany.

"Both the Castle ruins and now the ruins made of the Palace are about an ideology that seeks to eliminate the traces of what came before," said cabaret artist Peter Ensikat. "What started with the Kaiser's Castle is continuing with the Palace as a farce."

The only vague plans for the new Castle and all but non-existent financing for what could be a 780-million-euro (947-million-dollar) project have compounded the anger.

City authorities have earmarked 12 million euros for the destruction of the Palace alone, but acknowledge the tab could run to 20 million euros by the time they have finished early next year.

The gaping hole in the ground will be filled with sand and water, then topped with planted grass.

The chief city development official, Ingeborg Junge-Reyer, assured there would be other recreational uses until building finally begins on the Castle, as well as sections reserved for archeological digs and information panels on the future of the site.

"We know it is not enough to put in a lawn," she told reporters.

For Schulz, the fraught debate reflects Germany's enduring difficulty in dealing with its history.

"The Germans have a fractured relationship with their past," she said. "Just look at our architecture and you see that."


fontes: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=307542&page=7

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Imagem colocada

A desculpa dada para as demolições destes edificios costuma ser a forte presença de amianto na construção, no entanto não cola muito porque no ocidente também se usava amianto e entre demolir e reabiliatar optou-se quase sempre pela segunda opção, veja-se o caso do edificio da comição europeia em Bruxelas.
O engraçado é que da RDA pelo que me dizem só estão a deixar os edificios de habitação colectiva, os equipamentos publicos estão todos a ser demolidos va-se la saber porque. espero que não estejam a alterar o legado e a paisagem da RDA para dizerem que aquilo era uma coisa bem diferente da realidade.
Apesar das criticas ao aspecto deste edificio, pincipalmente ao exterior, pessoalmente gosto dele principalmente do interior. Talvez hoje não se perceba bem mas este edificio tinha um aspecto muito moderno, optimista e festivo quando foi construido. Num libro da tashen sobre propaganda ou design da ex RDA tem um postal do lobby da altura da sua construcção que exibe bem o genero de imagem que este palacio refletia.

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nao percebo muito acewrca deste assunto, mas na minha opinião devem-se fazer sempre os possíveis e impossíveis para que a história se mantenha viva... e os edifícios antigos são um dos vestígios mais importantes que possuímos dos tempos passados.

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Quando se abordas temas como este,referente ao branqueamento da historia, nao nos podemos esquecer que esta so se faz segundo avanços e reco-os politicos.Isto tambem se verifica na suberania entre paises , que parece estar para durar, com actualmente acontece nas tao badaladas noticias provenientes do calcaso, ou mesmo na incasao norte-amaricana sobre o iraque.Aideoa que da nos tempos que correm, o reflexo destes factos reflecte-se numa expansao cultural em paisses com normas ja estabelecidas(iraque e afeganistao). A minha opiniao é que nunca se deve branquear a historia, tanto em termos politicos, mas tambem na arquitectura.No mundo actual de uma forte conponente global (globalizaçao), corrence o risco de se perder culturas por intermedio da assimilaçao de praticas globais de paises como os EUA. obrigado e continuaçao de boas ferias:)

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No passado mais ou menos longíquo era habitual esse espírito de tábua rasa, relegando para segundo, terceiro ou último plano a preservação histórica, prevalecendo as questões de salubridade, políticas, económicas, da natureza, ou outras, e exemplo disso são as inumeras escavações arqueológicas que encontram vestígios do passado enterrados. Nesse passado mostrava-se muito despreso pela história, mas a mentalidade era essa e talvez em certas situações fosse até a única solução possível. Hoje o mundo é diferente e felizmente evoluímos, a preservação histórica enquanto relato do passado ganhou importância e a valorização desses registos arqueológicos é uma das provas disso. Claro que uma situação destas se torna inconcebível no nosso tempo, principalmente pelas questões política que estão por trás. Talvez o mais estranho enquanto arquitecto seja ver um edifício recente ser substituído por uma cópia de um passado que simplesmente já não existe. Talvez o mais estranho enquanto ser humano seja ver o que uma classe política necessita de fazer para se sentir com poder...

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Arquitectura: Francesco Stella vence concurso para reconstrução do Palácio Nacional de Berlim
2008-11-28 15:19:42
Berlim, 28 Nov (Lusa) - Um júri formado de peritos e responsáveis políticos elegeu hoje o escritório italiano de arquitectos Francesco Stella para reconstruir o Palácio Nacional, no centro histórico de Berlim.
A decisão do júri foi tomada por unanimidade, anunciaram hoje na capital alemã o ministro de Estado para a Cultura, Bernd Neumann, e o ministro dos Transportes e Construção, Wolfgang Tiefensee.
O projecto apresentado por Francesco Stella, arquitecto de Vicenza, "destaca-se por uma inteligente associação entre o velho e o novo, o aproveitamento moderno e a reconstrução do antigo Palácio", disse Neumann aos jornalistas.
O Palácio Nacional, que datava do Século XV, sofreu consideráveis danos durante os bombardeamentos da II Guerra Mundial sobre a capital do III Reich.
Praticamente reduzido às fachadas, o que restava do edifício, situado no sector soviético (Berlim-Leste), foi mandado dinamitar pelo líder comunista da Alemanha de Leste, Walter Ulbricht, para construir uma praça destinada a grandes comícios.
A decisão de reconstruir o Palácio dos reis da Prússia, no local onde entretanto tinha sido construído o edifício da Câmara do Povo (Parlamento) da extinta Alemanha de Leste, o Palácio da República, foi tomada há seis anos pelo Bundestag (Parlamento Federal).
Na origem da decisão de demolir o Palácio da República, que gerou grande controvérsia, esteve a constatação de que as estruturas do imponente complexo, construído nos anos setenta por arquitectos suecos, por encomenda do governo comunista, estavam contaminadas com amianto, um material cancerígeno.
A demolição do Palácio da República para dar lugar ao novo projecto demorou vários anos, e só ficou concluída esta semana.
Os principais problemas foram a remoção do amianto de forma a não prejudicar a saúde pública, e a necessidade de se proceder ao assoreamento do troço do rio Spree, que passa mesmo junto ao edifício, uma complicada operação de engenharia.
O novo Palácio Nacional terá de obedecer a rigorosos critérios definidos pelo governo alemão, que exigiu, por exemplo, a reconstrução fidedigna das quatro fachadas do monumental edifício, em estilo Barroco.
A demolição do Palácio da República para dar lugar ao palácio prussiano gerou grande controvérsia. Muitos habitantes da parte leste de Berlim acharam que se tratava de uma medida de retaliação política.
Recentemente, o presidente do júri que presidiu inicialmente ao concurso para a reconstrução, o arquitecto italiano Vittorio Lampugnani, mudou de ideias e aliou-se aos detractores da decisão.
"Sou contra os que acham que a melhor solução, a única solução, é reconstruir o antigo Palácio", afirmou Lampugnani ao semanário Der Spiegel.
A adesão dos berlinenses à campanha de fundos para reconstruir o Palácio, que pretendia recolher 80 milhões de Euros, foi reduzida, e até agora só tinham sido registados donativos no valor de 17 milhões de Euros, a maior parte dos quais ainda sob a forma de promessas por concretizar.
A reconstrução do Palácio Nacional deverá demorar 15 anos e custará 552 milhões de Euros, grande parte dos quais disponibilizados pelo governo central e pelo Senado (governo regional) de Berlim.
Devido a dificuldades financeiras, o ministério federal da construção tenciona criar uma fundação de utilidade pública com a participação da federação alemã (Bund), de Berlim e de futuros utilizadores do Palácio, para que não seja apenas uma instituição a suportar as responsabilidades.
Para a última fase do concurso foram seleccionados 30 projectos arquitectónicos, de um total de 85 projectos iniciais.
Em princípio, a reconstrução será confiada ao escritório de Francesco Stella, mas o governo federal não está vinculado à decisão do júri e pode considerá-la uma simples recomendação, se assim o entender.
No novo Palácio nacional deverá funcionar o Fórum Humboldt, com a colecção de obras de arte pan-europeias dos Museus de Berlim, e uma mostra científica da Universidade Alexander von Humboldt, situada na vizinhança.
Além disso, o espaço de 50 mil metros quadrados deverá abrigar um centro de actividades e espectáculos.
FA
Lusa/fim

in http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200811289060943

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